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Mostrando postagens de Fevereiro, 2012

O que é a Santidade dos Eleitos?

Esta aplicação nos leva a uma pergunta: Se devemos ser como Deus em santidade, em que consiste nossa santidade? Em duas coisas: em nossa adequação em relação à natureza de Deus e em nossa sujeição à sua vontade. Nossa santidade consiste em nossa adequação para com a natureza de Deus . Pois os santos são participantes da natureza divina, o que não significa ser participante de sua essência, mas de sua imagem (2Pe 1.4). Nisto está a santidade dos santos, quando são a imagem viva de Deus. Eles carregam a imagem da humildade divina em Cristo, de sua misericórdia, de sua celestialidade; de sua apreciação dos valores celestiais, de sua disposição para Deus e de amar o que Deus ama e odiar o que ele odeia. Nossa santidade consiste também em nossa sujeição à vontade de Deus . Assim como a natureza de Deus é o padrão de santidade, assim sua vontade é a regra de santidade. A nossa santidade tem relevo quando fazemos sua vontade (At 13.22) e quando suportamos sua vontade (Mq 7.9); ou seja, qua

Efésios 1.4 (parte 2) - Exposição em Efésios - Sermão pregado dia 26.02.2012

Efésios 1.4 (parte 2) - Reprovação Exposição em Efésios -  Sermão pregado dia 26.02.2012 " Como também nos elegeu nele " (Ef 1.4a). Se de um lado temos o dever de compreender que a eleição de Deus e fruto de sua eterna misericórdia, por outro viés precisamos atentar que " Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo " (Hb 10.31), pois as Escrituras nos exortam do começo ao fim ao buscarmos o Senhor e a nos deleitarmos em Sua justiça e verdade. Como temos visto, muita da dificuldade encontrada pelos homens em entenderem a doutrina da eleição, é sua consequência lógica, contudo, não é plausível (nem seguro, muito menos bíblico) afirmarmos que o Senhor elegeria potencialmente todos os homens para a salvação, mas que só a encontraria aqueles que assim desejassem - daí um pouco da dureza encontrada em certos corações, pois a eleição necessariamente implica na doutrina da reprovação. "Reprovado, anulado, cancelado, afastado, rejeitado..." todas essas palavr

Série Elementos Constitutivos do Culto Público - Considerações finais - Sermão pregado dia 26.02.2012

Série Elementos Constitutivos do Culto Público - Considerações finais - Sermão pregado dia 26.02.2012 Explanados os elementos, é preciso então que consideremos a forma de se organizar o culto ao Senhor e ainda algumas considerações finais. Quando dispomos os elementos, não estamos a falar que exista uma única maneira correta e bíblica de se aplicá-los. Não há nas Escrituras algum "manual litúrgico" preciso e literal que forneça todos os dados e circunstâncias exatas de como devem ser administrados os elementos. No entanto, também não somos deixados ao bel prazer e às vãs imaginações de como podemos aplicar àquilo que a Igreja de Cristo foi ordenada a realizar. A diferença entre o culto público e particular . A diferença entre esses pontos não se está no mero ajuntar-se ou não dos crentes em Cristo Jesus. Podemos muitas vezes nos reunir com irmãos e não estarmos cultuando (como comumente fazemos na igreja) a Deus, assim como é verdade que podemos nos reunir em algum &qu

Fanáticos ou Defensores da Verdade?

Em tempos como o nosso é fácil alguém parecer fanático, se mantém uma firme convicção sobre a verdade e quando se mostra cuidadoso em ter certeza de que sua esperança procede do céu. Nenhum crente pode ser fiel e verdadeiro nesses dias, sem que o mundo lhe atribua a alcunha de fanático. Mas o crente deve suportar esse título. É uma marca de honra, embora a sua intenção seja envergonhar. É um nome que comprova estar o crente vinculado ao grupo de pessoas das quais o mundo não era digno, mas que, enfrentando a ignomínia por parte do mundo, fizeram mais em benefício deste do que todos aqueles que viviam ao seu redor. O mundo sempre sofre por causa dos homens que honra. Os homens que trazem misericórdia ao mundo são os que ele odeia. Sim! Os antigos reformadores eram homens fanáticos em sua época. E foi bom para o mundo eles terem sido assim. Estavam dispostos a morrer, mas não comprometeriam a verdade. Submeter-se-iam a tudo por motivo de consciência, mas em nada se sujeitariam aos désp

Em vez de clamar, odeie o pecado!

"Podemos, por decência, clamar contra o pecado, e não o odiarmos. Tenho ouvido muita gente clamar contra o pecado, até do púlpito, e, não obstante, o toleram bem nos seus corações, nas casas e nas suas vidas. A senhora de Potifar clamou em altas vozes, com a maior energia, como se fosse muito casta (Gn 39.15), e, apesar disso, fora ela quem provocara o pecado, e de boa vontade o cometera. Os clamores de algumas pessoas contra o pecado são como os de uma mãe contra o filho a quem repreende, mas que logo beija e acaricia". Diálogo entre Fiel e Loquaz em O peregrino.

Inteligência não é fruto

O povo Reformado parece gostar de errar nesse ponto. Quando Paulo descreve o corpo de Cristo, cujas partes ele inclui mãos, orelhas, e assim por diante, nós somos rápidos em marcar nosso território – nós somos o cérebro da igreja. Nós somos os únicos que estão tão certamente preocupados com a nossa teologia. As grandes mentes da igreja foram dos Reformados, e alguém pode certamente dizer que a maior delas, teologicamente ou além, que já pisou nessas terras da América do Norte, foi Jonathan Edwards. Não há dúvidas que o homem tinha um intelecto imponente. Deveríamos ter a sabedoria de sentar aos seus pés e aprender com ele. Edwards falando sobre volição é incontestavelmente um gênio. Sobre a Trindade, Edwards faz a sua cabeça girar. Edwards era uma mente titânica cujo brilho foi ofuscado apenas pelo seu ardente e apaixonado coração. Devemos abraçar a visão teológica de Edwards? É claro, certamente. Seria melhor ainda, contudo, se nós apenas pudéssemos apreciar a sua devoção de alma.

Efésios 1.4 (parte 1) - Exposição em Efésios - Sermão pregado dia 19.02.2012

Efésios 1.4 (parte 1) - Eleição Exposição em Efésios -  Sermão pregado dia 19.02.2012 " Como também nos elegeu nele " (Ef 1:4a). Neste ponto, Paulo se põe a dar mais um argumento de peso para mais adiante (vs. 5-23) explicar quais são as implicações da salvação na vida dos crentes de Éfeso. O intento do apóstolo não parece ser de apenas explicar mais algumas questões, mas sim de embasar e firmar a fé daqueles crentes em Cristo Jesus. Quando falamos de eleição precisamos ter em mente que essa doutrina é de profunda necessidade para a Igreja de Cristo, pois é dela que emanam muitos entendimentos da Escritura. A Bíblia nos revela desde o seu início (Gn 1.1) que desde o princípio de todas as coisas, isto é, antes de criação alguma vir a lume, Deus já era e já existia em si mesmo, não necessitando de cousa alguma para sua subsistência - e é por isso que bem sabemos que todas as coisas na terra servem à glória do Senhor, " E, depois destas coisas ouvi no céu como que uma

Sétimo elemento constitutivo do culto público: Cântico de Salmos (parte 7 - Respondendo as Objeções) - Sermão pregado dia 19.02.2012

Sétimo elemento constitutivo do culto público: Cântico de Salmos  ( parte 7 - Respondendo as Objeções ) -  Sermão pregado dia 19.02.2012 Certamente que todos nós somos testemunhas vivas de como o Senhor tem sido bondoso para conosco, a ponto de transformar nossas mentes e corações e nos levar a uma melhor compreensão de Sua magnitude e de como o Seu culto deve ser conduzido. Desejo hoje lhes expor algumas respostas às objeções comuns que são levantadas quanto à salmodia exclusiva e outras poucas quanto ao uso de instrumentos. Certamente que o tempo não nos proporciona elasticidade adequada para verificarmos todas as objeções e nuances que perpassam esses quesitos, mas penso que podemos fazer grande proveito em analisarmos e respondermos as principais delas. Quanto à Salmodia Exclusiva: 1. A linguagem usada é difícil de entender. " Porém tu exaltarás o meu poder, como o do boi selvagem. Serei ungido com óleo fresco " (Sl 92.10), " É como o óleo precioso sobre a cab