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Mostrando postagens de Março, 2011

Cerimônias que Cessaram

Cerimônias que Cessaram - por João Calvino Texto-base: Deuteronômio XXVII, 1-10 . [...] Embora [a] lei cerimonial não se aplique diretamente nos nossos dias, mesmo assim podemos tirar algumas lições daqui. Primeiramente, notemos que é nosso dever não nos ater àquilo que Deus ordenou somente por um certo período como se fosse algo a ser observado para sempre. Pois [no período da] lei, foi vontade de Deus que as pessoas lhe sacrificassem animais brutos, contudo, tal coisa não existe hoje. Ele também mandou que houvesse um incenso misturado, e tochas, e um fogo sempre a queimar no altar. Essas coisas agora já cessaram, e se qualquer pessoa as resgatar, serão como refugo. E nós bem vemos como elas são utilizadas no papismo. Quando os papistas vêm e perfumam o olfato de seus ídolos, eles imaginam ser isso um sacrifício aceitável a Deus. E, quando consomem muita cera com suas velas e tochas e lanternas, eles passam a imaginar que são maravilhosamente devotos. E, todavia, isso tudo

O que fazer com os elementos que sobram da Ceia?

O que fazer com os elementos que sobram da Ceia? por Rev. Ewerton B. Tokashiki Os diáconos são encarregados da preparação antecipada da Ceia do Senhor. Esta é uma honra que estes servos de Deus têm diante da igreja local. Devem zelar para que os elementos sejam apropriados tanto em qualidade, como o corte do pão e a distribuição do cálice, e ainda a disposição na mesa. Todavia, após o término do culto, eles são responsáveis pelas sobras dos elementos da Ceia. A pergunta é: o que fazer dos elementos que sobraram? Não há uma prescrição clara quanto a este assunto. Nos Princípios de Liturgia [1] [capítulo VII - Administração da Ceia do Senhor] lemos que no art.17 “os elementos da Santa Ceia são pão e vinho, devendo o Conselho zelar pela boa qualidade desses elementos.” Isto significa apenas que o Conselho supervisiona o preparo e uso dos elementos para que sejam corretamente escolhidos com qualidade. Não há menção quanto às sobras. É quase impossível estabelecer uma regra absoluta qu

O que vem primeiro: fé ou arrependimento?

O que vem primeiro: fé ou arrependimento? - por John Murray O que vem primeiro: o arrependimento ou a fé? Essa é uma pergunta desnecessária; e fútil, a insistência de que um é anterior ao outro. Não há qualquer anterioridade. A fé para a salvação é uma fé de arrependimento; e o arrependimento para a salvação é um arrependimento de fé… A interdependência entre a fé e o arrependimento pode ser vista quando lembramos que a fé é a fé em Cristo para a salvação do pecado. Mas, se a fé é direcionada à salvação do pecado, tem de haver ódio do pecado e desejo de ser salvo do pecado. Esse ódio do pecado envolve arrependimento, que consiste essencialmente em converter-se do pecado para Deus. Ora, se lembramos que o arrependimento é o volver-se do pecado para Deus, esse volver-se para Deus implica fé na sua misericórdia revelada em Cristo. É impossível separar a fé do arrependimento. A fé salvadora é permeada de arrependimento, e este é permeada de fé. A regeneração se torna expres

O Filho Pródigo (parte 1) - Sermão pregado dia 13.03.2011

O filho pródigo (parte 1) - Sermão pregado dia dia 13.03.2011 Nosso texto: Lucas 15.11-16 Queridos, semana passada havíamos falado acerca de faraó e sua confissão de pecados ( clique aqui para ler). Vimos que aquele tirano, embora aparentasse um início de mudança de conduta, nada fez além de enganar a si mesmo. A parábola de hoje certamente é uma das mais conhecidas entre os cristãos e também entre os não crentes. Por ser uma das mais conhecidas, corre também o risco de ser uma das mais mal interpretadas. Dr. David Martyn Lloyd Jones comenta que "não é porque a parábola deixa de dizer alguma coisa, que esta coisa não exista". Para ilustrar seu ponto de vista, ele cita 2 (dois) exemplos: 1. A parábola não fala da ira ou da justiça do pai ao receber o filho, mas descreve seu amor. Logo, poderíamos concluir que o Pai não tem ira nem justiça, mas tão somente amor e aceitação. 2. A parábola não fala de um intermediador entre o pródigo e o pai, apenas fala

Onde está Deus quando os desastres naturais acontecem?

Onde está Deus quando os desastres naturais acontecem? por Heitor Alves Em tempos de desastres naturais tais como terremotos, tsunamis, enchentes e tornados, surgem debates a respeito da relação que Deus tem com esses acontecimentos. Lembro-me dos terremotos no Haiti onde a blogosfera foi tomada por vários “porquês” disso, “porquês” daquilo. E o terremoto do Chile? A mesma ladainha: “onde está Deus que não vê isso?”, “onde está Deus que não vê aquilo?”. Sem falar nos desastres naturais que ocorrem em terras brasileiras como as enchentes no Nordeste, em Santa Catarina e no Rio de Janeiro. Deus é sempre questionado, gerando dúvidas com respeito a seu controle sobre a criação. Agora a discussão ressurge com os recentes desastres de terremotos e tsunamis no Japão. Além disso, declarações do teísta aberto Ricardo Gondim abalaram a blogosfera com suas declarações antibíblicas e caóticas . Antibíblicas porque vai de encontro ao que a Bíblia fala a respeito do relacionament

Confissão de pecados - Sermão pregado dia 08.03.2011

Confissão de pecados - Sermão pregado dia 08.03.2011 Nosso texto: "Então o faraó mandou chamar Moisés e Arão e disse-lhes: Desta vez eu pequei. O Senhor é justo; eu e meu povo é que somos culpados" . Êx 9.27 Meus amados, a maioria dos cristãos sabem da necessidade de se confessar pecados. Sabem também que é primordial para suas vidas o arrependimento sincero. Algumas passagens dão peso a essa convicção: "Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas trangressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado". Salmo 32.5 "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça" . 1João 1.9 Tais versículos nos mostram que de fato a confissão de pecados é eficaz para "nos purificar de toda injustiça" . Davi de igual modo sabia que todo o pecado, em última instância é uma afronta contra a santidade de Deus. Ele expressou isso quan

Verdade portátil, Penduricalho religioso ou Identidade falsa?

Verdade portátil, Penduricalho religioso ou Identidade falsa? por Por Avelar Jr. A moda muda constantemente, por isso há gente que tem verdadeiro vício de se informar sobre as últimas tendências – desde o que existe de novo em termos de “conceito” aos últimos apetrechos e penduricalhos que servem de acessórios. Há quem viva disso. A moda é relevante porque a aparência é importante. Apesar do entra e sai de tendências e das reviravoltas do mundo “fashion”, há algo que está sempre em evidência como “acessório” – pasme: a Bíblia! Lembro-me de que, quando me converti, eu não tinha uma Bíblia. Mas eu carregava as dos meus colegas, que tinham vergonha de andar com elas quando saíamos da igreja. Perguntava-me por que alguém teria vergonha de deixar à mostra aquilo que considerava, pelo menos em tese, de fundamental importância na vida cristã. Enfim, parece que a vergonha de andar com um livro preto com letras douradas era uma constante nos adolescentes dos anos 90. Eu não tinha esse prob

Por que Calvinistas não orariam?

Por que Calvinistas não orariam? Pensar que a soberania e a fidelidade de Deus à nosso favor dispensa a oração, seria uma errônea conclusão que alguém facilmente chegaria se não entendesse as doutrinas da graça. Os reformados são conhecidos por crerem num sistema que ensina o soberano decreto de Deus como a expressão da sua perfeita vontade, ou as determinações eternas de tudo o que é, do que foi, e do que será na criação, na história, e na salvação. É uma doutrina consistente em que vê o decreto e a oração não como forças contrárias, mas como causa e efeito, numa perfeita relação entre o Senhor e os seus servos. A Escritura Sagrada ensina que Deus predeterminou tudo e, Ele mesmo nos estimula a orar por vários motivos. Nele esperamos o nascimento (Sl 139 15-16), o curso da vida (Jr 10:23), o controle sobre cada pensamento e palavra (Pv 16:1), o poder e a autoridade dos homens, bem como a sua incredulidade (Êx 9:16) e o desenfreio da impiedade (1 Pe 2:8). Ao evangelizar podemos orar

Bendize, ó minha alma, ao SENHOR - Sermão pregado dia 27.02.2011

Bendize, ó minha alma, ao SENHOR - Sermão pregado dia 27.02.2011 Nosso texto: "Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios". Salmos 103.2 Amados, confesso-lhes que constantemente fico estupefato com a magnificência dos salmos. São escritos do mais alto calibre, da mais bela e rica literatura que podemos encontrar. Os salmos nos mostram a humanidade dos salmistas, que embora fossem grandes homens de Deus, ainda assim eram seres humanos e com os respectivos desejos de sua natureza. Outro ponto que também me deixa extasiado é o grande desejo pela lei de Deus que moveu esses escritores. É importante notarmos a discrepância que há entre o desejo dos salmistas e os desejos que norteiam nossa sociedade e que infelizmente acabam atingindo alguns crentes. Não precisamos de muita análise para verificar que estamos embrenhados à uma cultura meritória (baseada no mérito), onde tudo o que fazemos e conquistamos é devido às "qualidades própr

A Bíblia não é autoajuda

A Bíblia não é autoajuda - por David Wells A atitude certa Ok. Você quer saber como ler a Bíblia? Aí vai: Há duas partes para isso. A segunda parte é o estudo real da passagem bíblica, mas, antes que você mesmo pense em fazer isso, você deve tomar o primeiro passo. E qual é? É preparar a si mesmo para fazer o estudo. Pode soar estranho para você, mas se não você tiver a atitude certa, vai perder tempo na passagem. Então, qual é a atitude certa? É dizer a si mesmo que você está ali para ouvir de Deus, não para ouvir a si mesmo. Você está ali para ser tratado, desafiado, e, sim, mesmo repreendido por Deus, através da verdade de sua Palavra. Escritura não é terapia Se você é como eu, isso pode não ser o que você tem como primeira prioridade. Você pode estar pensando em suas dores, seu vazio, seus sentimentos de estar desconectado, em relações destruídas, e decepções. Eles são reais. Mas a questão é que estudar as Escrituras não é terapia. Estudar a Bíblia não é autoajuda. Nós

A Cabana - O fim do discernimento evangélico

A Cabana - O fim do discernimento evangélico por Albert Mohler O mundo editorial vê poucos livros alcançarem o status de blockbuster, mas A Cabana, de William Paul Young já ultrapassou esse ponto. O livro, originalmente auto-publicado por Young e mais dois amigos, já vendeu mais de 10 milhões de cópias e foi traduzido para em mais de trinta línguas. Já é um dos livros mais vendidos dois últimos tempos, e seus leitores são muito entusiasmados. De acordo com Young, o livro foi escrito originalmente para seus filhos. Essencialmente, a história pode ser descrita como uma teodicéia narrativa – uma tentativa de responder às questões sobre o mal e o caráter de Deus por meio de uma história. Nessa história, o personagem principal está enfrentando grande sofrimento após o seqüestro e homicídio brutal de sua filha de sete anos, quando recebe um convite que se torna um chamado de Deus para encontrá-lo na mesma cabana onde sua filha foi assassinada. Na cabana, “Mack” se encontra com a divina