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Mostrando postagens de Abril, 2010

Tudo é sem sentido! - Será? Breve análise sobre o livro de Eclesiastes

Texto por Filipe Luiz C. Machado ----- Ao conversarmos com alguns cristãos, vemos que alguns livros da bíblia têm mais aceitação do que outros (que grande pecado!). Enquanto Salmos e Provérbios são amplamente lidos e aceitos pela maioria, seu vizinho Eclesiastes é deixado de lado, afinal, ele aparenta ser um livro depressivo e sem sentido. Porém está longe de ser esta a verdadeira conotação, pois Eclesiastes é um livro onde o autor discorre sobre as coisas que acontecem na vida dos seres humanos e em como ele se vê perplexo perante grandes injustiças e inutilidades debaixo do sol, quando não analisadas à luz da soberania de Deus. O ponto de partida de Eclesiastes se encontra no versículo 2.3:   " eu queria saber o que vale a pena, debaixo do céu, nos poucos dias da vida humana ". O autor está intrigado por não conseguir compreender certas ações de Deus em meio à natureza humana. Ele não entende o porquê de certas coisas acontecerem a determinadas pessoas, as injustiças

O que é viver pela fé?

Texto por Filipe Luiz C. Machado ----- O que é viver pela fé? Uma simples pergunta, mas que se respondida e entendida de maneira errada, pode acarretar em grandes problemas. --- Se pararmos e perguntarmos para um grande número de crentes o que eles entendem por fé, certamente a grande maioria responderá que fé é a certeza das coisas que não se vêem. Em Hb 11.1 lemos que "ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem". Seria então natural entendermos que pela fé podemos esperar e ter certeza daquilo que não podemos ver; sejam milagres, curas, pedidos ou qualquer outra coisa. Fé seria a plena certeza de que receberíamos tudo aquilo que ainda não podemos ver. Agora, é mister notarmos que embora o texto diga-nos que fé é a certeza de coisas que se esperam e a convicção de fatos que se não vêem, ele não nos fala que coisas são essas, nem tão pouco quais são os fatos que não vemos. Por isso é importante atentarmos e analisarmos melh

Charles H. Spurgeon

Falar em línguas é auto-edificante?

por John Stott ----- Ainda paira um ponto de interrogação sobre o fenômeno contemporâneo conhecido como falar em línguas, quanto a ele ser idêntico ao dom do Novo Testamento. Está claro que no dia de Pentecostes os crentes cheios do Espírito estavam falando "em outros línguas", isto é, em línguas estranhas, e "segundo o Espírito lhes concedia que falasse", e que todas estas línguas era compreensíveis a grupos da multidão (At 2.4-11). A suposição teológica e linguistica é forte no sentido de que o fenômeno mencionado em 1Coríntios é o mesmo. Primeiro , porque as expressões no grego são praticamente as mesmas, e uma das primeiras regras da interpretação da Bíblia é que expressões idênticas têm o significado idêntico. Em segundo lugar, porque o substantivo glōssa tem somente dois significados conhecidos, que são o órgão, ou seja, a língua e o idioma. A tradução "lhes concedia que falassem em êxtase" não tem base linguistica. Isto não é uma tradução, m