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Mostrando postagens de Março, 2013

Maternidade é um Chamado

Alguns anos atrás, quando eu tinha apenas quatro filhos (N.T.: Rachel tem cinco filhos atualmente) e o mais velho tinha apenas três anos, eu os arrumei para uma caminhada. Quando a última fralda foi finalmente guardada e estávamos prontos pra sair, a minha filha de dois anos virou pra mim e disse: “uau, você está bem ocupada!”. Ela poderia muito bem ter dito algo como “Você sabia que existe preservativo?” ou “Eles são todos seus?!”. Aonde quer que você vá, as pessoas querem falar sobre seus filhos. Por que você não deveria tê-los, como você poderia ter se prevenido, e por que elas nunca fariam o que você fez. Elas querem se certificar que você sabe que não estará mais sorrindo quando eles forem adolescentes. E tudo isso na fila do mercado, enquanto seus filhos estão escutando. Um trabalho ingrato? A verdade é que, anos atrás, antes mesmo que essa geração de mães houvesse nascido, nossa sociedade decidiu onde as crianças se encontram na lista de coisas importantes. Qua

Meninos Brincam com Meninos e Meninas Brincam com Meninas!

Sou do tempo em que meninos jogavam futebol, brincavam de "espadinhas" e de "polícia e ladrão". As meninas, por sua vez, se divertiam de "fazer comidinha", "mamãe e filhinha" e também de "casinha". Interessantemente, nunca alguém precisou ensinar os meninos a chutarem uma bola. Não conheço um pai sequer que, quando o filho completou 10 passos sem tropeçar, colocou-o diante de um objeto redondo e pronunciou a sentença: "você tem que chutar - isso é coisa de homem". De igual modo, desconheço qualquer mãe que, quando a filha dava os primeiros pulos para enxergar o que estava cozinhando na panela, a colocou diante da mesma e disse: "você sempre deve brincar de fazer comida - isso é coisa de mulher". Trago estes fatos à baila para demonstrar que é natural do homem e da mulher o brincar com coisas distintas - logo, com pessoas que façam a mesma "brincadeira". Não, não estou dizendo que um menino não p

Não Educar Tem Consequências

Está na moda tentar fugir das consequências: para quem quer comer demais, inventou-se os produtos dietéticos; para quem quer beber sem ficar bêbado, a cerveja sem álcool; para quem quer tomar sol sem se queimar, os protetores solares. E por aí vai. Mas é impossível fugir eternamente de toda consequência. O que se faz, então, é fingir que elas não existem. Por exemplo, a coisa mais comum hoje em dia é ver crianças que simplesmente não são educadas. Não estou falando de crianças mal-educadas, mas de crianças que os pais nem tentam educar. Quando a criança chora fazem-lhe a vontade, ensinando-lhe que para conseguir algo basta fazer escândalo. Os pais mentem para ela o tempo todo, mostrando que mentir é algo normal. Há até mesmo pais que ficam andando atrás das crianças, transformadas em pequenos tiranos, fazendo-lhes as vontades! Ora, as crianças não tentam fingir que consequências não existem. Ao contrário: como elas estão aprendendo como o mundo funciona, não há nada mais i

A Abominação da Missa Romana

Se nos tempos de Paulo um abuso vulgar da Ceia pôde provocar a ira de Deus contra os coríntios, de maneira a os ter punido tão severamente, que devemos nós pensar quanto ao estado das coisas hoje em dia? Nós vemos, em toda a extensão do papado, não apenas desagradáveis profanações da Ceia, mas até uma abominação sacrílega colocada no seu lugar. Em primeiro lugar , está prostituída ao lucro imundo (1 Timóteo 3:8) e comércio. Em segundo lugar , está coxa, ao tirarem o uso da taça. Em terceiro lugar , é alterada para outro aspecto, ao se ter tornado costume de alguém participar da sua própria celebração separadamente, participação sendo feita longe. Em quarto lugar , não há lá nenhuma explicação do significado do sacramento, mas um balbuciar que combina melhor com um encantamento mágico ou os sacrifícios detestáveis dos gentios, do que com a instituição do nosso Senhor. Em quinto lugar , há um infindável número de cerimônias, abundando umas partes com insignificân

Crônica do Comodismo

“Tudo deve mudar para que tudo fique como está” é a frase do Príncipe Falconeri, de Lampedusa, que ilustra melhor o espírito do comodismo. Um segundo de vida é passível de render-se ao espírito da renúncia da mudança. Descolo sem piedade a frase do Príncipe do seu contexto para que ela me sirva. A vida vai mal, contam-se as moedas para o café, a dobradiça da porta precisa de óleo, a tábua rangente da escada reclama uma ou duas marteladas, a conversa atravessada com a esposa precisava de dois dedinhos mais de prosa para aplainar-se, mas nada se muda. Avistado o mínimo de esforço para mudar, arrumamos um motivo maior para não fazê-lo. O comodismo tem das mais várias armas para fazer o sujeito acomodar-se cotidianamente, sem arrastar um rochedo de remorso. Há os sujeitos que carregam verdadeiros cartórios nos bolsos, anotam tudo e resolvem nada. Para os mais tecnológicos há os famigerados alarmes no celular, tablets e afins; com um simples toque limpa-se a carga de negligênc

Sou eu. Não sou eu.

Há alguns anos, uma revista me pediu para escrever um artigo. Ele deveria responder a uma questão simples: Qual o maior obstáculo para o Evangelho hoje? Eu tropecei nesse artigo hoje e pensei que deveria dividir com vocês. Você conhece a história contada repetidamente, tenho certeza. G.K. Chesterton, junto com outros autores proeminentes de seu tempo, foram convidados pelo The Times para responder à essa questão: “O que há de errado com o Mundo?”. Sua resposta foi bela em sua simplicidade e brilhante em sua profundidade. "Caros senhores, Sou eu. Sinceramente, G.K. Chesterton" Enquanto pondero sobre os grandes obstáculos para o Evangelho, não posso deixar de sentir que as palavras de Chesterton são aplicáveis a essa questão também. Ao mesmo tempo, sinto como se elas estivessem erradas, muito erradas. Sou eu Eu, como cristão, sou um obstáculo para o avanço do Evangelho e para seu poder no mundo. Eu sou um obstáculo ao Evangelho quando perco a

O Sermão Puritano

Os puritanos insistiam que o sermão deveria estar cheio de demonstrações de outras partes da Escritura, de forma que fosse bíblico. A estrutura do sermão era de tal forma que o fazia lógico e fácil de memorizar. O intenso desejo destes pregadores puritanos era fazer um sermão aplicativo com o propósito de que fosse transformador. Outra preocupação dos puritanos era que o sermão fosse direto, claro e concreto na sua apresentação. O estilo de pregação anglicano, na época, era muito “florido” e poético, mas não comunicava aos ouvintes, em contraste com o estilo de pregação simples e direta que os puritanos desenvolveram. O propósito deste estilo de sermão puritano não era ser simples como um propósito em si mesmo, mas por amor à comunicação do Evangelho. Era na realidade uma filosofia de comunicação. Era um método que os capacitava a transmitir a mensagem na língua inglesa (numa língua conhecida) atingindo o povo em geral. Alguém disse: “O sermão puritano não era uma espada

Precisamos de Mais Adolescentes Grávidas

"De fato, no tempo em que as pessoas se casavam mais jovens o divórcio era muito mais raro. Durante a última metade do século vinte, enquanto a idade das noivas se elevava de 20 para 25 anos, a taxa de divórcio duplicou. A tendência para casais mais velhos, e presumivelmente mais maduros, não resultou em casamentos mais fortes. A durabilidade marital tem mais a ver com as expectativas e o apoio da sociedade em volta do que com a idade dos cônjuges." “O verdadeiro amor espera”. “Espere sua formação”. “Esperar vale a pena”. Os chavões dos programas de abstinência juvenil revelam um fato básico da natureza humana: adolescentes, sexo, e espera não se combinam naturalmente. Nos últimos cinqüenta anos a espera se tornou ainda maior. Em 1950 a idade média das noivas de primeira viagem era de uns 20 anos; em 1998 elas tinham cinco anos a mais, e seus maridos beiravam os 27. Se esse noivo tivesse entrado na puberdade aos doze anos, teria estado esperando mais da metade d

O Ateísmo Prático - por Stephen Charnock (1628–1680)

Um homem pode ser um ateísta de coração sem que o seja de cabeça. Ele pode não questionar a existência de Deus, e até mesmo defendê-Lo, enquanto o seu coração se encontra vazio de emoções para com Ele Isso se chama ateísmo prático, ou seja, ateísmo em prática. O próprio diabo é um ateísta prático, pois ele sabe que existe um Deus, mas age como se não houvesse. No mundo, são poucas as pessoas que negam a existência de Deus, mas nenhum homem naturalmente o reverencia em seu coração. Todos os homens são ateístas práticos. Eles são descritos em Tito 1: 16 que diz: Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras. Desde que ações falam mais alto do que palavras, aqueles que dizem conhecer a Deus, mas vivem como se Ele não existisse, são mais dignos de receberem o título de ateísta, do que aqueles que negam a Deus e vivem como se Ele existisse. Esse ateísmo secreto é o espírito de todo pecado. Toda ação pecaminosa despreza a lei e a soberania de Deus, declarando-O indign

A "Família Real" do Pastor

Em sua casa, o pastor é semelhante ao Marechal do Exército, ao Coronel da Polícia Militar ou ao Rei de algum país cujo governo é regido pela monarquia. Sempre de terno, gravata, abotoaduras, sapato social brilhoso, cabelo perfeitamente arrumado e bom hálito, ostenta a insígnia do pátrio poder. Varonil que é, desconhece chinelos, pantufas e camisetas rasgadas. Na vida e casa do pastor há algumas coisas que nunca deixam de existir:  Pela manhã: Logo após a família despertar unida sob o canto dos colibris, eis o que se segue: 1 . Oração individual de 30 minutos antes de a família começar seus afazeres - todos os dias, sem falta; 2 . Oração coletiva de 45 minutos após a oração privada; 3 . Um café da manhã com Salmos cantados e leitura bíblica, tanto do Antigo como do Novo Testamento; 4. Sermão do pastor/pai aos membros da família e depois mais uma oração; 5. Senta-se à mesa e comem alfajores argentinos, juntamente com vinho do Porto e queijo importado. A

É Irracional se Fazer Qualquer Imagem ou Retrato de Deus

A idolatria tenta fazer o impossível. A quem, pois, fareis semelhante a Deus, ou com que o comparareis? (Isaías 40: 18). Nada que seja corpóreo poderia representar de forma adequada uma substância espiritual. Somente Deus conhece perfeita e completamente a Si mesmo. Somente Ele é que pode revelar-se a si mesmo, mas não fez isso utilizando qualquer forma física. Nenhuma imagem esculpida ou pintada pode fazer justiça ao seu glorioso caráter. Qualquer tipo de representação é finita e incompleta. Por isso qualquer representação se torna uma má representação. Isso seria indigno dEle, e um verdadeiro insulto contra Ele. Entretanto, o pecador caído é propenso a fazer uma representação de Deus. Desde o dilúvio os homens têm insistido em criar algumas imagens associadas à sua adoração religiosa. Isso é idolatria, sendo expressa e repetidamente condenada nas Santas Escrituras. Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou

Orgulho Espiritual Oculto - por Jonathan Edwards (1703–1758)

A primeira e a pior causa de erro que prevalece nos nossos dias é o orgulho espiritual. Essa é a principal porta que o diabo usa para entrar nos corações daqueles que têm zelo pelo avanço da causa de Cristo. É a principal via de entrada de fumaça venenosa que vem do abismo para escurecer a mente e desviar o juízo. É o meio que Satanás usa para controlar cristãos e obstruir uma obra de Deus. Até que essa doença seja curada, em vão se aplicarão remédios para resolver quaisquer outras enfermidades. O orgulho é muito mais difícil de ser discernido do que qualquer outra fonte de corrupção porque, por sua própria natureza, leva a pessoa a ter um conceito alto demais de si própria. É alguma surpresa, então, verificar que a pessoa que pensa de si acima do que deve está totalmente inconsciente desse fato? Ela pensa, pelo contrário, que a opinião que tem de si está bem fundamentada e que, portanto, não é um conceito elevado demais. Como resultado, não existe outro assunto no qual o coraç

Como o Inferno Glorifica a Deus?

Para chegar à forma que o inferno glorifica a Deus, precisamos ver o inferno à luz da grande história da Bíblia, seu ponto de vista, e sua caracterização de Deus e do homem. A grande história da Bíblia O enredo da Bíblia, como todos os enredos, tem um começo, meio e fim. Início Deus cria um lugar perfeito e coloca um homem e uma mulher inocentes nele. Deus estabelece os termos e afirma claramente a conseqüência de transgredir seus termos. Um inimigo está com a mulher inocente. Ela acredita na mentira, quebra os termos de Deus, e os pecados do homem com ela. Deus amaldiçoa o inimigo e inicia as conseqüências da transgressão, amaldiçoando a terra também. Na maldição sobre o inimigo, Deus afirma que a semente da mulher pisaria a cabeça do inimigo, enquanto o inimigo feriria calcanhar da semente. O homem e a mulher são, então, afastados do local perfeito. Meio A humanidade foi dividida em dois grupos: a semente da mulher e a semente da serpente, o justo e o ímp