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Mostrando postagens de 2012

Armas e Liberdade

A Bíblia volta e meia nos faz ter mais abertura a um ponto de vista diferente. Isso acontece mais uma vez no debate requentado sobre desarmamento. Do ponto de vista religioso, há muito o que se dizer contra a cultura de ódio e violência estimulada pelos nossos filmes e livros. Porém, filmes e livros não puxam o gatilho de uma arma – quem puxa é um ser humano que deve ser preso, adequadamente acusado, defendido e julgado. E então? Será que quando a posse e o uso de armas é facilitado, a sociedade fica mais perigosa para as pessoas de bem? O assunto volta à tona por causa dos tiroteios que acontecem com frequência nos Estados Unidos. O argumento mais óbvio contra a posse de armas é o seu mau uso, ilustrado por esses casos de exceção. Ampliados pela mídia, esses tiroteios em escolas, cinemas e a céu aberto são constantes exemplos de que as armas podem ser abusadas, iniciando ao invés de combater a violência. Em defesa das armas, a questão da propriedade privada é

"O Culto Começa no Banheiro" - Educando as Crianças Para o Culto

Ter nossos filhos cultuando conosco a cada domingo pode ser tanto maravilhoso quanto terrível! Maravilhoso, porque Deus promete abençoar até mesmo os nossos bebês quando os trazemos à Sua presença enquanto adoramos com a igreja visível. Terrível, porque o comportamento deles muitas vezes atrapalha a capacidade de concentração da congregação e porque, às vezes, isso pode revelar nossas falhas na disciplina dos filhos. Se acreditamos que as promessas de Deus são para nós e para os nossos filhos (Atos 2:39), e que o Senhor nos chama a deixar os pequeninos irem a Ele (Mc 10:14), precisamos ser pacientes com nossos filhos e uns com os outros. Precisamos ajudar uns aos outros para que isso funcione. Uma forma de facilitar isso é ter algumas orientações para seguir durante o culto, para garantir tanto o amor por nosso próximo quanto por nossos filhos. Uma distração que pode ser facilmente evitada é o contínuo vai-e-volta ao banheiro. Um pastor chamou uma família de sua congregação p

A Tentação de Cristo - Uma exposição confortadora de Mateus 4

A Tentação de Cristo - Uma exposição confortadora de Mateus 4, concernente a tentação de Cristo no deserto. A causa que me moveu a tratar desta passagem das Escrituras, foi para que aqueles que, pela inescrutável providência de Deus, caem em diversas tentações, não se julguem, por causa disso, menos aceitáveis na presença de Deus; mas, pelo contrário, tendo o caminho preparado para vitória através de Cristo Jesus, não temam, acima da medida, as astutas investidas da ardilosa serpente, Satanás; mas, com alegria e coragem, tendo tal Guia, tal Campeão e tais armas, como as encontradas nesta passagem (se com obediência ouvirmos e crermos verdadeiramente), possam assegurar-se do presente favor de Deus e da vitória final, por meio de Cristo, que, para nossa segurança e livramento, entrou na batalha e triunfou sobre seu adversário e sobre toda sua fúria, e também, para que as subsequências, sendo ouvidas e entendidas, possam ser melhor guardadas na memória. Pela graça de Deus, n

O Dia do Senhor e o Culto Reformado

Até algum tempo atrás, uma das marcas distintivas do culto reformado era o seu compromisso com a santificação do Dia do Senhor como o tempo divinamente prescrito para que o povo da aliança de Deus adorasse esse Deus da aliança. Esta perspectiva puritana possivelmente está melhor demonstrada na Confissão de Fé de Westminster: “Como é lei da natureza que, em geral, uma devida proporção de tempo seja destinada ao culto de Deus, assim  também, em sua Palavra, por um preceito positivo, moral e perpétuo, preceito que obriga a todos os homens, em todas as épocas, Deus designou particularmente um dia em sete para ser um sábado (= descanso) santificado por ele; desde o princípio do mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia foi o último da semana; e desde a ressurreição de Cristo, foi mudada para o primeiro dia da semana, dia que na Escritura é chamado dia do Senhor (= domingo), e que há de continuar até ao fim do mundo como o sábado cristão”.             Dizendo isso, os p

Irmãos, Nós Não Somos Irmãs - A Presença Masculina no Púlpito da Igreja de Cristo

Dizer que uma coisa não é outra coisa não é reclamar contra qualquer um dos dois. Dizer que o Sol não é a Lua não é criticar a Lua, e dizer que a terra não é o mar não significa registrar uma reclamação contra o mar. Deus estabelece diferenças no mundo com a intenção de que haja complementação entre as coisas, não que seu mundo cheio de variedade tente se misturar em uma grande e indistinguível massa. Uma pinha não é um bolo de fubá, que não é uma ponte suspensa. Um homem não é uma mulher, mas Deus abençoa ambos. Assim, exortar meus irmãos de ministério a lembrarem que não são irmãs não é, de forma alguma, algum tipo de desdém, quer aberto ou subentendido, às irmãs. Como irmãos no ministério, há muitas coisas que podemos aprender com as irmãs, e devemos ter o cuidado de aprender essas coisas cuidadosa e apropriadamente. Dando apenas um exemplo, o apóstolo Paulo diz que havia sido carinhoso entre os tessalonicenses assim como uma ama que acaricia seus próprios filhos (1 Te

Uma Visão Cristã Sobre o Controle de Armas

Muitas denominações e grupos religiosos têm sido abordados por pessoas não-crentes na Bíblia, que são pacifistas, e querem desarmar os cidadãos cumpridores da lei. Porém, o Novo Testamento diz aos Cristãos que muitos dos nossos grandes “Heróis da Fé” eram homens de armas. E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas, Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos. (Hebreus 11.32-34) O que a Bíblia diz sobre os Cristãos e as Armas? 1. Os Cristãos deveriam estar no controle de suas próprias arma s – em Lucas 22.36 Jesus ordenou aos seus discípulos: o que não tem espada, venda a sua capa e compre uma. Os discípulos não eram homens ricos e a capa era muito importante para ele

Sai desse Porco e entra no Corpo!

O homem é um ser imundo - tanto por causa do pecado, como pelo que faz por conta do pecado. Há tempos atrás circulava um vídeo onde em uma "igreja", o "pastor" literalmente levou um porco para o culto e fez um momento de "expulsão de demônios" e ordenava ao espírito: "Sai deste corpo e entra no porco!" - uma clara alusão ao feito de Jesus em Mateus 8.30-32. Todavia, não dispendendo meu tempo em refutar esta aberração, me parece que ao ser humano foi feito o contrário do que o dito pastor realizou. Parece-nos que foi: trouxeram o porco, colocaram o homem ao lado e ordenaram: "Sai desse porco e entra no corpo!" Ora, amados irmãos, vejam a imagem que postei - isto deveria trazer a mais profunda e terrível vergonha sobre a raça humana! Ter de pedir para não urinar no chão? Suplicar para jogar o papel higiênico no lixo? Dar a descarga após o uso? Isto tudo só pode ser brincadeira de mau gosto, pois é difícil acreditar que exi

10 Maneiras de se Colher Acerola Para a Glória de Deus

" Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa , fazei tudo para glória de Deus " (1Co 10.31) 1.  Colha reconhecendo que é Deus quem faz nascer os preciosos frutos (Lv 25.19); 2. Colha tentando não desperdiçar os frutos que caem, pois o desperdício é um grande pecado (Jo 6.13); 3. Colha sem reclamar da quantidade existente, porque foi o Senhor que assim determinou (Gn 41.27); 4.  Colha exercitando a paciência - o homem precisa cultivar e aprender a tê-la (Pv 14.29); 5. Colha o que precisar, mas deixe alguma quantidade para os pássaros (Mt 6.26); 6. Colha de forma lícita - não se deve furtar da propriedade alheia (Êx 22.4); 7. Colha e entenda que, embora o homem tenha plantado, Deus é quem deu o crescimento (1Co 3.6); 8.  Colha visando o bem do próximo - faça suco e distribua ao próximo (Mt 22.39); 9. Colha com júbilo pela força e destreza de suas pernas e braços (Gn 1.27-31); 10. Colha pensando na graça, misericórdia e bondade de D

A Vontade de Deus e a Vontade do Homem - parte 3 (final)

Admita que o homem é totalmente indigno e desamparado; então, onde está a complexidade de entendimento dessa doutrina? É difícil entendermos que um Deus bendito e santo adianta-se à nossa vontade miserável e corrupta, para conduzi-la no caminho do bem? É difícil compreendermos que pessoas destituídas de tudo são devedoras a Deus por todas as coisas? Visto que todos os movimentos de nossa vontade dirigem-se para baixo, é difícil entendermos que a poderosa vontade de Deus deve intervir e erguer, de maneira onipotente, nossa vontade em direção às coisas elevadas e celestiais? Se admitimos que a vontade de Deus regula os grandes movimentos do universo, temos de aceitar o fato de que ela também regula os pequenos movimentos. O mais insignificante movimento de minha vontade é regulado pela vontade de Deus. Nisto eu me regozijo. Se assim não fosse, quão miserável eu seria! Se me esquivo de tão ilimitado controle e orientação, é evidente que desprezo a idéia de estar completamente à

A Vontade de Deus e a Vontade do Homem - parte 2

Talvez alguém argumente que Deus age através dos meios na transformação da vontade do homem. Pode ser dito: “Não há necessidade de que ocorra uma especial e direta intervenção da vontade e do poder de Deus. Ele estabeleceu os meios, deu-nos sua Palavra, proclamou seu evangelho; através desses meios, Ele realiza a mudança. A vontade de Deus não entra em direto contato com a nossa vontade. Ele permite que esses instrumentos realizem a mudança”. Bem, vejamos quanta verdade existe nessa afirmação. Creio que ninguém dirá que o evangelho é capaz de produzir a alteração na vontade do homem, enquanto este rejeita o evangelho. Nenhum remédio, ainda que seja o melhor, pode ser eficaz, se não for tomado. A vontade do homem rejeita o evangelho; opõe-se à verdade de Deus. Então, como a vontade torna-se capaz de recebê-la? Admitindo que, ao recebê-la, ocorre uma mudança, ainda surge uma pergunta: de que maneira a vontade do homem foi transformada, a ponto de se tornar disposta a receber a verd

A Vontade de Deus e a Vontade do Homem - parte 1

No presente, existe grande controvérsia a respeito da vontade de Deus. Sobre este assunto surgem muitas perguntas. A principal delas refere-se à conexão entre a vontade de Deus e a vontade do homem. Qual a relação entre elas? Qual a ordem que uma ocupa em relação a outra? Qual delas está em primeiro lugar? Não existe qualquer debate sobre a existência dessas duas vontades. Deus possui uma vontade, e, igualmente, o homem. Elas se encontram em constante exercício — Deus quer, e o homem quer. Nada ocorre no universo sem a vontade de Deus. Todos admitem isso; mas surge a pergunta: a vontade de Deus é o primeiro fator em todas as coisas? Eu respondo “sim”. Não pode haver qualquer coisa boa que Deus não desejou que existisse; não pode haver qualquer coisa má que Deus não desejou permitir. A vontade de Deus vem antes de todas as outras vontades. Aquela não depende destas, mas estas dependem daquela. O exercício da vontade de Deus regula as outras vontades. O “Eu quero” de Jeová é aq

Usando o Facebook Para a Glória de Deus

Ao iniciar este pequeno escrito, desde já preciso estabelecer o seguinte fato: todos os cristãos são obrigados a usar o Facebook para a glória de Deus. De minha parte não há receio algum quanto ao ser possivelmente taxado de "legalista" ou "moralista", pois tenho a Escritura ao meu lado: " Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus " (1Co 10.31). Paulo não poderia ser mais claro: os cristãos devem fazer tudo, absolutamente tudo, para a glória de Deus. Isso implica em dizer que se fizermos qualquer coisa sem visar a Sua glória, estamos em pecado - " Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado " (Tg 4.17). Todavia, precisamos estabelecer alguns pontos sobre o que significa fazer tudo " tudo para glória de Deus ". Em primeiro lugar , fazer tudo para a glória de Deus, é ter em mente que Ele é quem deve ser engrandecido e visto por todos, não nós. João o