Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de 2013

Aprendendo a Refutar Heresias

Pelo termo heresias , quero enfatizar todo ensinamento contrário à sã doutrina, à reta verdade ensinada na Bíblia Sagrada. Um problema, porém, surge: o que é a Verdade? Como cristãos, precisamos saber o que a Bíblia fala sobre todos os assuntos , de maneira a poder andar como Cristo andou, afinal, " Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou " (1Jo 2.6). O primeiro ponto  para se refutar heresias é, portanto, conhecer a Verdade - e isto advém de duas maneiras concomitantes: estudo diligente da Palavra e oração. Esqueça qualquer "método" que fuja a esta parceria, pois firmemente somos informados de que a mera intelectualidade, para nada serve se não estiver em Cristo, " porque sem mim nada podeis fazer " (Jo 15.5).  Se o querido leitor não conhece a Verdade e não estudou suficientemente bem, com o devido respeito, digo: não tente refutar heresias, quer dizer, acautele-se quanto à debates e discussões teológicas. Estude prime

Qual é o pecado cometido contra o Espírito Santo?

Dentre os muitos assuntos controversos no seio cristão, certamente o "pecado contra o Espírito Santo" é um dos que mais agita os ânimos e causa discussões, muitas vezes intermináveis. Inúmeras pessoas têm tecido os mais diversos comentários sobre o que seria o pecado imperdoável, como, por exemplo, se vê em alguns exemplos retirados da internet: - suicídio;  - negar a trindade;  - todo e qualquer pecado pelo qual o pecador não se arrepende; - presunção de salvação; - incorrer no mesmo erro muitas vezes; - ateísmo; - não acreditar na misericórdia de Deus. Como se pode notar, toda sorte de obstinações e rebeldias são colocadas como sendo o pecado imperdoável. Entretanto, como veremos a seguir, o contexto em que os versículos se encontra é muito claro em demonstrar qual é este pecado, de maneira que podemos, seguramente, ter o devido conhecimento por meio da leitura bíblica, não havendo necessidade alguma de ser grande erudito ou conhecedor supremo de ce

Teologia, Sexo, Drogas e Rock 'n roll!

Confesso: o título desta postagem foi para chamar sua atenção. Não, não fiz isto para enganar qualquer pessoa, e sim para demonstrar como que nossos pressupostos nos levam à conclusões erradas. Neste vídeo , ainda que com defeitos e erros de expressão, busquei demonstrar, brevemente, como que as pré-concepções que temos, muitas vezes, nos prejudicam no entender das mais variadas questões. Por exemplo: quando você leu "Teologia, Sexo, Drogas e Rock 'n roll " - o que pensou? Quais foram suas impressões sobre este título? Acaso você cogitou que este autor estaria se desviando da fé? Porventura pensou que teologia e sexo são coisas antagônicas? Perpassou sua mente que usar drogas é algo contrário à Escritura? Você chegou a expressar o pensamento comum de que "rock é coisa do diabo"? O modo como você chega ao texto ou à conversa irá determinar a maneira como você enxerga a situação. Continuando a ilustrar, eu recebo não muitos comentários neste blog, mas

É correto dizer "Jesus te ama" para todo mundo?

Durante toda a minha existência, desde o berço até os dias de hoje, sempre estive rodeado de crentes. Em verdade, nasci em família cristã e desde a tenra idade frequento a Igreja do Senhor, de modo que possuo uma certa experiência em relações cristãs. Fato é que, em que pese o venerável respeito pelos irmãos que se esmeram na evangelização externa (é um dever todos, ok?), algo passou a me incomodar após entender o cerne do evangelho, a saber, a expressão corriqueiramente utilizada: "Jesus te ama". Na entrega de folhetos, em uma conversa no ônibus ou em uma explanação andando na rua, frequentemente os crentes, no afã de falaram do amor de Deus, afirmam que Jesus ama aquela pessoa com quem estão conversando. Hoje mesmo, caminhando com minha esposa, fui abordado por um crente entregando folhetos e dizendo "Jesus te ama". Todavia, seria esta uma prática bíblica? O que diz a Escritura sobre o amor de Deus? Analisemos, ainda que brevemente, estas questões.

Cristo e a Igreja Maradoniana

Assisti, há algumas semanas atrás, um pequeno documentário que relatava a existência da Igreja Maradoniana - isto mesmo, uma "Igreja" que, literalmente, adora o jogador argentino Diego Maradona. Relato o que sucedeu: O documentário relatava a paixão que os "devotos" tinham pelo "mestre", pela habilidade com que desenvolveu seu jogo. Chegavam, inclusive, a atribuir supostos milagres ao ídolo. Milhares de pessoas reverenciavam a Diego Maradona em todo o mundo, inclusive com uma espécie de "culto", onde era lido a Bíblia Sagrada desta "Igreja", a saber, a biografia de Maradona. Havia, também, um ritual de iniciação para se pertencer a tal "Igreja", dentre eles o juramento de colocar o nome Diego em um dos filhos ou acrescentar como segundo nome em todos os filhos masculinos (não me recordo com exatidão), bem como se manterem fieis ao esporte chamado de futebol.  Ademais, existia uma espécie de "batismo"

Pregando Cristo a partir do Decálogo

Se toda a Escritura testifica de Cristo, a lei de Deus certamente não pode ser uma exceção. Conforme estudamos a lei no contexto do seminário, então, nada pode ser mais importante do que estudar seu testemunho de Cristo. Ministros do Evangelho precisam aprender como pregar Cristo a partir da lei. De fato, a lei carrega testemunho de Cristo de diversas maneiras, algumas da quais eu devo discutir nos seguintes pontos. 1. O Decálogo apresenta a justiça de Cristo. Quando dizemos que Cristo foi o cordeiro perfeito de Deus e o exemplo perfeito de vida Cristã, estamos dizendo que ele obedeceu perfeitamente à lei de Deus. Ele nunca colocou nenhum deus antes de seu Pai. Ele nunca adorou ídolos ou tomou o nome de Deus em vão. Ao contrário dos fariseus, ele nunca violou a lei do Sabbath (Sábado). Assim, o decálogo nos diz como Jesus era. Ele nos mostra seu caráter perfeito. 2. O Decálogo mostra nossa necessidade de Cristo. A lei de Deus nos convence do pecado e nos leva a Jesus.

O Perdão Exclui a Punição pelo Pecado?

Um certo vídeo ( clique aqui ) tem gerado toda sorte de problemas com relação a determinada doutrina cristã, a saber, a doutrina da retribuição pelo mal cometido. Como se pode verificar no mesmo, uma mãe, encontrando o assassino de seu filho [ 1 ], possivelmente após o inquérito policial ou após alguma audiência judicial, diz que ele está perdoado. Ela afirma de modo a expressar algo bíblico, isto é, o amor que deve ser concedido, afinal, primeiro fomos perdoados pelo Senhor. Todavia, este vídeo tem sido disseminado a fim de propagar a errônea de que o perdão de pecados exime o malfeitor da pagar por sua culpa. Noutras palavras, muitos crentes o tem divulgado para mostrar que o amor não faz necessário haver punição pelo crime - o que é uma completa inverdade. Assim, ainda que mui brevemente, iremos analisar o que a Escritura nos diz sobre o perdão e punibilidade pela transgressão. 1. O perdão de pecados A Bíblia assim afirma: " Então Pedro, aproximando-se dele, d

A Salvação Através da Substituição

A salvação através da substituição estava incorporada na primeira promessa em relação à semente da mulher e ao calcanhar ferido. A vitória sobre o nosso grande inimigo, por meio da sujeição do próprio Deus aos ferimentos causados por esses inimigo, foi proclamada naquele exato momento. A vestimenta de nossos primeiros pais, feita com aquilo que havia passado pela morte, preferivelmente às folhas de figueira, as quais não haviam passado pela morte, demonstrou o princípio da substituição como o princípio pelo qual Deus começou a agir em Seu tratamento com o homem caído.  A oferta de Abel revelou a mesma verdade, principalmente quando contrastada com a de Caim. Por aquilo que tornou Abel aceitável, e o fez aceito, foi a morte de uma vítima como um substituto para ele mesmo; e aquilo que tornou Caim odioso, e fez com que fosse rejeitado, foi a ausência dessa morte e desse sangue. As primícias mortas foram aceitas por Deus, de modo simbólico, como o substituto de Abel, abatido no a

10 Maneiras de ser um Advogado para a Glória de Deus

" Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus " (1Co 10.31). 1 . Lembre-se que a ira do homem não produz a justiça de Deus (Tg 1.20); 2 . Lembre-se que, antes de tudo, é preciso obedecer a Lei de Deus (Is 8.20); 3 . Lembre-se acerca de defender o necessitado e a ninguém buscar oprimir injustamente (Zc 7.10); 4 . Lembre-se de não perverter o juízo e ter balanças desonestas (Mq 6.11; Pv 11.1); 5 . Lembre-se de que, uma vez ser pecaminoso defender a violação dos mandamentos é Deus, é igual pecado advogar a absolvição de qualquer delinquente, como se a lei dos homens fosse maior que a Lei de Deus (Mt 24.35); 6 . Lembre-se que, sob certas circunstâncias, mais valor tem a coisa material do que a formal, isto é, não se atenha, sempre, ao "como", e sim ao "que", não buscando eximir o culpado sob alegações formais, ainda que tipificadas em lei e seguintes do due process of law (Dt 25.1);

Uma palavra reformada sobre a reunião de Natal e seus enfeites

Já tivemos a oportunidade, em outro momento ( clique aqui ), de discursar acerca da festividade natalina e outras instituições não ordenadas pela Escrituras. Naquela ocasião, mencionamos o porquê não comemorar o natal: pois não foi instituído pelo Senhor, de maneira que devemos nos pautar por aquilo que é ordenado (Dt 12.32). Vimos, porém, que o fato de ganharmos presentes, em si, não é qualquer mal, não devendo os cristãos caírem em um fascismo ignorante. Entretanto, ainda algumas dúvidas têm surgido e extremos têm sido cometidos por cristãos, ainda que movidos por um princípio de piedade e zelo ao Senhor. Explico. Alguns cristãos, no afã de seguirem a pura doutrina cristã, têm caído no erro de atribuírem maldade a atividades simples, como o estar em família em determinada época, por exemplo. Citando outro caso, alguns afirmam que certos objetos são como que passíveis de maldição, isto é, não que afirmem que o mal se une ao objeto, mas que o objeto, em si, na ocasião fest

Cristo: A Mortificação do Pecado

Toda lascívia (desejo mau) é um hábito depravado, que continuamente inclina o coração para o mal. Em Gênesis 6:5, temos uma descrição de um coração no qual o pecado não foi mortificado: "era continuamente mau todo desígnio do seu coração". Em todo homem não convertido, há um coração que não foi mortificado e que está cheio de uma variedade de desejos ímpios, e cada um desses desejos está continuamente clamando por satisfação. Concentrar-nos-emos apenas na mortificação de um desses desejos. Este desejo (pense no pecado que mais lhe atrai) é uma disposição forte, habitual, e profundamente enraizada, que inclina a vontade e os sentimentos para certo pecado em particular. Uma das grandes evidências de tal desejo mau é a tendência para se pensar nas diversas maneiras de gratificá-lo (veja Rom. 13:14). Este hábito pecaminoso (ou seja, a lascívia ou desejo mau) opera violentamente. "Fazem guerra contra a alma" (1 Ped. 2:11) e buscam tornar a pessoa um "prisio

O Perigo da Fé Presumida

Por trás de todas essas falsas esperanças está o pecado da soberba. A pessoa que tem uma forma de religião presume que seu cumprimento de obrigações religiosas o colocará nas boas graças de Deus. A pessoa supersticiosa presume que é do seu interesse praticar certos ritos e gestos religiosos, e a pessoa farisaica presume que ela é boa o suficiente para ir ao céu pelos seus próprios méritos. Uma pessoa presunçosa é aquela que toma as coisas por certo. Em questões de religião, ela é uma pessoa que pensa que pode confiar nas suas próprias ideias não averiguadas sobre Deus. Ela baseia sua "fé" em vagas noções sobre a bondade de Deus. Ela faz as pazes consigo mesma ao ignorar a evidência das Escrituras e reprimindo sua consciência. A presunção não tem limites. Ela pode se desfazer do inferno simplesmente ao considerá-lo como uma ideia pouco atraente e consegue transformar o céu num lugar onde os ímpios descansam em paz. A esperança que a presunção oferece é tão real quanto

Estudos na Confissão de Fé de Westminster (1647)

Todos os domingos às 08:00, transmitimos ao vivo os estudos na Confissão de Fé de Westminster. Você pode ver os que já foram gravados - clique aqui . Nós utilizamos a versão genuinamente original da Confissão. Você pode a baixar neste site . Cristo seja convosco!

Artigos sobre a família – Uma cosmovisão Cristã (parte 4 - final)

Um chamado à ação na Família Ações Gerais Por causa das convicções acima mencionadas, chamamos a todos os homens e mulheres que confessam a Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor pessoal, que se junte a nós para: 1. examinar seriamente estas afirmações e negações à luz da Palavra de Deus, para ver se são verdadeiras, e nos informar diretamente sobre aqueles pontos nos que creem que nós nos distanciamos das Escrituras ou da lógica; 2. reexaminar nossas próprias teorias e práticas educativas, e pedir a Deus que nos mostre onde estamos caindo; 3. arrepender-nos de todos os pecados conhecidos, confessando-os e abandonando-os, pedindo perdão tanto a Deus, quanto a todos aqueles que temos ofendido, e depois fazendo toda a restituição possível. 4. pedir a Deus que encha a todo Seu povo com o poder capacitador do Espírito Santo, para que façamos que nossas vidas pessoais e nossas teorias e práticas educativas sejam em maior conformidade com Sua vontade revelada, em uma b

Artigos sobre a família – Uma cosmovisão Cristã (parte 3)

O Aborto e o infanticídio, a eutanásia e a discriminação no tratamento médico 35. Afirmamos que toda a vida humana é santa e tem um valor intrínseco dado por Deus – além de ser medida pela habilidade humana – porque traz a imagem de Deus, sem consideração de raça, idade, gênero, status pré-natal, ou impedimento físico ou mental (Mateus 6:25;10:31; Gênesis 2:7;9:5,6, Salmo 139:14, Jeremias 1:5). Negamos que o valor da vida humana deva ser medido por sua “qualidade”; que o aborto sob demanda, o infanticídio, a eutanásia ou a discriminação no tratamento médico contra os deficientes, ou muito jovem, ou o muito velho seja justa em algum momento; e que alguma raça ou gênero tenha um valor intrínseco maior que  algum outro. 36. Afirmamos que todo ser humano começa a vida a partir do momento da concepção; que o zigoto, o embrião e o feto devem, portanto, receber plena proteção da lei (Salmo 139:14, 15; Jeremias 1:5; Êxodo 21:22-25); que matar o zigoto, o embrião ou o feto, por