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Mostrando postagens de Abril, 2013

Como Educar a Criança

“ ...Eu sei que você não pode converter seu filho. Sei muito bem que aqueles que são nascidos de novo são nascidos, não da vontade do homem, mas de Deus. Mas também estou ciente de que Deus diz expressamente, “ criai-os na doutrina e admoestação do Senhor ” ( Ef 6:4 ), e Ele nunca deu ao homem uma ordem sem prover também a graça para que fosse capaz de cumpri-Ia. O caminho de obediência é o caminho de bênção. Temos tão somente que fazer como fizeram os servos na festa de casamento em Caná, ou seja, encher os vasos com água; e podemos seguramente deixar que o Senhor transforme a água em vinho."... "...Um cristão fiel  não pode ser escravo da moda , se quiser educar seu filho para o Senhor. Ele não deve se contentar em fazer as coisas meramente por serem o costume do mundo, principalmente no que diz respeito ao mundo religioso com suas  tradições populares , mas  não autorizadas biblicamente , como é o caso do “Dia das Bruxas” e da “Páscoa” ( Gl 4:10 ;  Rm 12:2 ). Voc

Novo Nascimento, Nova Criatura

O Espírito Santo testifica: “Se alguém está em Cristo, é nova criatura” (2 Co 5.17).  Esse testemunho é verdade, pois: Em primeiro lugar , aquele que está em Cristo ama e adora um novo Deus. O homem natural é um deus para si mesmo; além disso, possui muitos outros deuses. Quer seja a justiça própria, o agradar a si mesmo, o mundo, as riquezas, a família, em qualquer forma que tudo isso apareça, “outros senhores têm exercido domínio sobre ele”, exceto o Deus vivo e verdadeiro. A mente humana possui tal natureza que deve amar e adorar algum objeto. Em seu estado de inocência, a criatura tinha o Senhor como seu único objeto de amor e adoração. Caídos desse estado de afeição simples e suprema, mediante a promessa do tentador (a promessa de que, se comessem do fruto da árvore proibida, seriam como Deus - Gn 3.5), lançaram fora, num momento, sua dedicação ao Senhor, rejeitaram-No como objeto de seu amor supremo, como o centro de suas afeições mais santas e tornaram-se deuses par

Eu Sou Só Um… [Complete a Lacuna]

“Eu sou  só   um encanador”. “Eu sou   só   uma dona de casa”. “Eu sou   só   uma secretária”. “Eu sou   só   um vendedor”. “Eu sou   só   um contador”. As pessoas dizem  o tempo todo esse tipo de coisa para pastores. O que está implícito nessas afirmações? Seu trabalho é um chamado divino, mas o meu não. Meu trabalho não é tão importante quanto o seu. Você é mais valioso para Deus que eu. Eu queria poder servir a Deus mais de uma vez por semana. O que está na raiz de tudo isso é uma visão antibíblica da vocação, a ideia errônea de que apenas chamados ministeriais são chamados divinos, de que somente trabalho ministerial é trabalho de verdade, de que somente trabalho notoriamente cristão é um trabalho digno. Como o trabalho ocupa a maior parte do nosso tempo, essas mentiras têm efeitos altamente destrutivos e negativos sobre nós. Se você já disse ou pensou tais coisas, eu te encorajo a começar a enxergar seu trabalho pelas lentes de Romanos 11.36: “Porque dele e p

Graça Comum: Uma Doutrina Carregada de Perigo

Resumindo, a questão não é se os cristãos têm uma tarefa neste mundo ou não, mas em que esta tarefa consiste e quais são as bases escriturísticas para ela. Kuyper, como vimos, encontrou base na doutrina da graça comum. Esta doutrina, ou pelo menos a forma como ele a formulou, é passível de sérios questionamentos. Se ele quer somente significar por graça comum aquilo que a Igreja sempre compreendeu, ou seja, que Deus graciosamente dispõe, a todos os homens, o brilho do sol e o cair a chuva, sobre justos e injustos, poucos na comunidade Reformada teriam problema com isso. E mais, se graça comum para ele significa que Deus deseja que Seu Evangelho seja pregado a todo o mundo e oferecer Sua graça a todos, a maioria vai concordar de coração. Mas a versão de Kuyper para essa doutrina inclui muito mais que isso. Para ele, graça comum é primariamente uma graça direcionada à redenção do cosmo e da cultura. Enraizando esta doutrina no decreto divino da predestinação ele foi capaz de co

Reflexão Bíblica em Lamentações 3:7-8

" Cercou-me de uma sebe, e não posso sair; agravou os meus grilhões. Ainda quando clamo e grito, ele exclui a minha oração " (Lm 3.7-8). Aqui, o profeta Jeremias se põe a lamentar o fato de estar cercado. Notemos, porém, que não indica o inimigo, Satanás e suas hostes, como os responsáveis por sua privação e de Seu povo que estava sob pesado jugo. O homem de Deus afirma que o Senhor foi quem o cercou com uma cerca e agravou os grilhões. Relata que nem mesmo seu grito e sua oração era ouvida, tamanha é sua privação. Ainda que exclamasse com toda força e fé que lhe fosse possível, aparentemente seus gemidos não conseguiam transpor o limite que Deus havia estabelecido. Aprendamos, desta magnânima passagem, que o Senhor castiga aos que ama (Hb 12.8). Ao relatar a amargura que o povo passava por ocasião da destruição de Jerusalém por Nabucodonosor em 582 a.C (2Rs 25.1-21), razão pela qual havia sido levado ao exílio babilônico, a palavra de Deus nos insta a considerar a

O Espírito que Dá Vida!

"O espírito é o que vivifica" (João 6.63). Ao explicar a obra de Deus, você perceberá que começamos pelo primeiro ato gracioso e divino do Espírito - o sopro de vida espiritual na alma. Esta ação deve ser considerada como uma ação que precede todas as outras. A obra do Espírito como vivificador sempre deve preceder sua obra como santificador e consolador. Se O buscamos em qualquer de suas funções, antes de O recebermos como o Autor da vida divina na alma, invertemos sua própria ordem e nos revestimos de desapontamento.  Iniciaremos a discussão deste assunto com a maior presteza, fundamentados na convicção de que as opiniões atuais acerca da doutrina da regeneração, defendidas e pregadas por muitos, não somente são muito diferentes dos antigos padrões de verdade doutrinária, mas também, o que é mais sério e profundamente lamentável, é que essas opiniões são do tipo que a Palavra de Deus repudia claramente e sobre as quais jaz tremenda escuridão. A regeneração,

Calvinismo e Capitalismo: Qual é Mesmo a Sua Relação?

A questão de como se relacionam o calvinismo e o capitalismo tem sido objeto de enorme controvérsia, estando longe de produzir um consenso entre os estudiosos. O tema popularizou-se a partir do estudo do sociólogo alemão Max Weber (1864-1920) intitulado A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, publicado em 1904-1905. Numa tese oposta à de Karl Marx, Weber concluiu que a religião exerce uma profunda influência sobre a vida econômica. Mais especificamente, ele afirmou que a teologia e a ética do calvinismo foram fatores essenciais no desenvolvimento do capitalismo do norte da Europa e dos Estados Unidos. Weber partiu da constatação de que em certos países da Europa um número desproporcional de protestantes estavam envolvidos com ocupações ligadas ao capital, à indústria e ao comércio. Além disso, algumas regiões de fé calvinista ou reformada estavam entre aquelas onde mais floresceu o capitalismo. Na sua pesquisa, ele baseou-se principalmente nos puritanos e em grupos i

A Angústia do Inferno

“Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5: 7-9). Este texto se refere ao sofrimento e angústia de Jesus no Jardim do Getsêmani. Ali Sua agonia e horror são indescritíveis. Jesus antes de orar ao Pai, disse a Pedro, Tiago e João: “A minha alma está profundamente triste até à morte” (MT 26:38). Não podemos penetrar com profundidade nestas palavras, mas podemos imaginar que o Senhor Jesus teve uma visão antecipada do seu terrível sofrimento e sua indescritível agonia na cruz do Calvário que se aproximavam, quando seria abandonado por todos e pelo próprio Pai a ponto de perguntar: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”. Naquela cruz maldita Jesus sofreu as angústias do infer

Também Quero Ser Discriminado!

Todo mundo agora quer direitos. Não são suficientes aqueles - e não poucos - já previstos no arcabouço jurídico nacional*; exigem direitos específicos. Basta haver algum traço distintivo em algum grupo qualquer, que este grupo acredita que merece proteção especial. São leis para os gays, para religiosos, para os negros e tantas mais diferenciações possíveis nesta diversidade infinita que é a natureza humana. Ocorre que uma lei com direitos especiais, para ser eficaz, precisa conceder privilégios. Os beneficiados de leis especiais devem ter direitos que as pessoas, em geral, não têm. E isso por um reconhecimento de suas fragilidades. Se não fizer isso, é inócua; será apenas uma repetição do que já existe. Assim, uma lei com direitos especiais é a afirmação de que determinados tipos de pessoas merecem ser vistas de uma maneira diferente pela sociedade, com mais compaixão, mais piedade. Por isso, uma lei com direitos especiais já é um tipo de discriminação. Ela já pressupõe

É Impossível o Homem ter Criado o Cristianismo

Frequentemente os sociólogos, antropólogos e toda sorte de "ólogos", afirma que o cristianismo (se referem à religião de um modo geral) foi fruto da gene humana. Dizem que no intento do homem sempre necessitar idolatrar e reverenciar alguém ou alguma coisa, ele criou para si um sistema de crenças - tão poderoso que perpetuou o tempo e atravessou gerações. Tais comentários, porém, imerecem prosperar. Apresento 10 motivos pelos quais é impossível que o homem natural tenha criado o cristianismo: 1. O homem natural não busca a Deus. A palavra de Deus prescreve cristalinamente: " Não há ninguém que busque a Deus " (Rm 3.11). Ainda: " Assim diz o SENHOR: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele " (Jr 6.16 - grifo meu). Desta forma, não há qualquer lógica em se ponderar que o homem tenha criado o cristianismo,

Rapazes Revoltados - Meninos Precisam de Pais

Recentemente, li um artigo extraordinário sobre o assunto do motivo por que tantos rapazes estão revoltados, chateados e rebeldes. A escritora desse artigo (Tiffani) tem cinco filhos, inclusive dois meninos com as idades de 14 e 2 anos. No laboratório de uma vida familiar feliz, estável e caótica, ela criou essa louca teoria: de que os meninos precisam de homens para lhes ensinar a ser homens. Loucura, não é? À medida que Tiffani observava os padrões morais, atitudes, ética profissional e senso de responsabilidade da sociedade se deteriorarem, ela não conseguia deixar de especular se a falta de um homem forte na vida dos meninos os transforma de “doces, amorosos menininhos corados” em adolescentes monstruosos. E ela ficou pensando… será que a rebelião na adolescência é uma fase natural da vida, ou será que é causada por algo de que os meninos têm falta? A premissa da teoria de Tiffani é que as mães precisam saber quando se retirar e deixar seus filhos do sexo masculino ap

A Tragédia Social Gerada Pela Democracia

A democracia pode até ter começado com o grande ideal para conceder poder às pessoas; porém, depois de 150 anos de prática, os resultados estão aí e eles não são positivos.  Está mais do que claro que a democracia está mais para um arranjo tirânico do que para uma força libertadora. As democracias ocidentais estão seguindo o mesmo caminho já percorrido pelos países socialistas e, como era inevitável, se tornaram estagnadas, corruptas, opressoras e burocratizadas. Isto não aconteceu porque o ideal democrático foi subvertido, mas sim, e ao contrário, porque esta é exatamente a natureza inerente ao ideal democrático. Trata-se de uma natureza coletivista. Se você quer saber como a democracia realmente funciona, considere este exemplo. George Papandreou, o político grego socialista, ganhou as eleições em seu país em 2009, com um slogan simples: "Há dinheiro!" Seus oponentes conservadores haviam reduzido os salários dos funcionários públicos e outras despesas públicas.  Papa