quinta-feira, 28 de abril de 2016

Dia da Terra, ambientalismo e mordomia


Hoje, 22 de abril, é o dia da Terra, e já que ainda não escrevi sobre essa tolice, deixe-me fazer isso agora.

Você foi treinado para pensar — embora condicionado a pensar seja um modo mais acurado de dizer isso — que o debate sobre o meio-ambiente é um debate entre aqueles que querem cuidar do planeta e aqueles que não querem. Mas, como Lao Tzu talvez diria, “não é isso”.

C.S. Lewis certa vez expôs, em A abolição do homem, que quando falamos do homem conquistando a natureza, geralmente falamos de homens conquistando outros homens, com a natureza sendo usada como instrumento. Este é o caso aqui.

Se houvesse dez de nós em uma sala, e alguns pensassem que a sala está quente demais e outros que ela está fria demais, e alguém se pusesse na posição de termostato com um revólver com o objetivo definir e controlar o debate, seria pouco acurado dizer que ele tivesse simplesmente “controlado a temperatura”, embora fosse isso. Se quiséssemos entender o que estava acontecendo, teríamos de reconhecer que ele controlou as pessoas na sala, usando a temperatura como sua “causa” alegada, a questão que finalmente o forçou a agir.

Pense nisso. Para que serve o revólver? Ele não pode balear a temperatura.

Ambientalistas não podem controlar o meio-ambiente. Eles podem controlar você, usando o meio-ambiente como instrumento. Ah, não, de modo algum, você diria, eles não querem dirigir a vida de ninguém… Aguarde um momento, eu tenho de separar o meu lixo.

Eles são os únicos empunhando multas e penas de prisão, e usando o clima como seu instrumento.

É claro que se o debate fosse entre defensores da boa mordomia cristã e defensores da má mordomia, os cristãos iriam querer estar do lado certo, o dos bons mordomos. Mas a mordomia somente se aplica se você tiver autoridade, a qual só é possível se estivermos falando de propriedade privada. Mas quando um homem do governo surge e ameaça você por coletar água da chuva ou algo do tipo, ele não está mostrando boa mordomia sobre a terra, está demonstrando má mordomia sobre você.

Entendo que os ambientalistas são mordomos, mas de um tipo bem peculiar:

"Se aquele servo disser consigo mesmo: Meu senhor tarda em vir, e passar a espancar os criados e as criadas, a comer, a beber e a embriagar-se, virá o senhor daquele servo, em dia em que não o espera e em hora que não sabe, e castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os infiéis." (Lucas 12.45-46)

- por Douglas Wilson

segunda-feira, 21 de março de 2016

Relato dos 23km na Ultra Trail Rota das Águas!


Hoje é segunda-feira. Estou um pouco dolorido. O corpo reclama em algumas partes, mas a mente está renovada. Nada melhor que muita trilha e barro para começar bem a semana!

Todo indivíduo, ao prestar algum serviço, deveria ter em mente o claro objetivo: proporcionar felicidade, segurança, descontração, resolução de problemas ou seja lá o que for. Não importa qual o serviço prestado - quem compra, quer ficar satisfeito. E eu fiquei satisfeito com o serviço recebido! Satisfeito com a presteza em responder dúvidas via Facebook e por proporcionarem uma solução para um problema financeiro que tive. Registro aqui os parabéns ao Maicon Cellarius, Débora Wanderck, Maurício Pamplona e Márcio Maciel! 

Vamos ao relato. 

Lá pela metade de janeiro deste ano, fiquei sabendo da primeira edição da Ultra Trail Rota das Águas (nas modalidades de 8km, 23km e 50km), que aconteceria na cidade de Gaspar/SC. Como prefiro correr aos sábados, fui logo conferindo se ela cairia neste dia e para minha felicidade, deu tudo certo. Assim, era tempo de treinar e focar nesta prova. Não, eu não sou profissional - mas até os mais mega-bancarés-amadores também precisam treinar, não é mesmo?

Chegando perto da data da prova (19/03/2016), me dou conta de que minha mochila de hidratação não vai muito longe e resolvo comprar outra. O sacrifício foi grande para comprar - ou achava coisa de péssima qualidade, ou custava 600 reais. Foi difícil, mas encontrei essa Mormaii por R$ 129,00 e em princípio, fiquei muito satisfeito.


Como a prova escolhida tinha a sido na distância de 23km e com um desnível positivo acima dos 1.100m, o jeito foi treinar subida de morro e fortalecimento no barro e em tudo quanto pudesse simular o dia da prova (veja aqui um vídeo).



No dia anterior da prova, aconteceu o tradicional congresso técnico, onde os atletas puderam escutar algumas particularidades da prova e retirar suas dúvidas. Foi bacana ver a preocupação da organização, especialmente por se tratar de um trajeto bastante alternativo e com muitas chances do atleta se perder. Creio que a explicação das fitas e do cal no chão foram valiosas (encontrei gente durante a corrida que não sabia disso - e se não tivesse dito a eles, alguns seguiriam reto nas marcações com cal).


Finalmente chega o dia da prova e o relógio toca: 05:15. A largada ficava a mais de 20km de minha casa e além disso, eu gostaria de ver o pessoal-monstro-indivíduos-diferenciados saindo às 07:00 - enquanto a minha seria às 08:00. Levanto, faço café, como as coisas de costume (nunca invente moda no dia da prova!), reviso a mochila nova e parto para o local! 


*Não, eu não levei todas essas bisnaguinhas, ok? 
No fim das contas nem precisaria ter levado.

Aqui, registro meus agradecimentos especiais à Capacitar - Gestão Empresarial, onde tenho orgulho e alegria de trabalhar! Uma empresa voltada à gestão de empresas e que tem prestado um excelente serviço na área de Consultoria Empresarial (nos mais variados ramos - gestão organizacional, administração financeira, análises, custos...). Se quiser entrar em contato, pode escrever nos comentários ou ligar para (47) 8476-3385 (meu número). E eles até forneceram uma camiseta personalizada para mim. :)


Após ver o pessoal dos 50km largando, já bateu aquela ansiedade por logo passar pelo pórtico e começar a corrida!


O bom de se chegar antes nas provas (e em qualquer lugar, na verdade) é que você pode se "ambientar" e bater um papo com o pessoal que vai correr com você. Não sei nos outros esportes, mas o companheirismo é fundamental na corrida e sem ele você está completamente perdido. Então passei aquela uma hora restante conversando com algumas pessoas, trocando experiências e se preparando para a prova. Ouvi vários indivíduos mais velhos e foi muito bom ver pessoas já com seus 50 anos (ou mais) começando a participar de provas em trilhas e morros!

Enfim. dada a largada em minha distância, já morro acima, resolvi passar alguns atletas que estavam à minha frente (eram 153 inscritos para os 23km), para não pegar o "trânsito" que logo iniciaria na primeira subida (já para matar) da prova.

Conforme avancávamos, uma coisa era certa: ainda bem que eu havia escolhido os 23km. A todo momento eu me agradecia por não estar nos 50km. rsrs As subidas eram íngremes demais, a ponto dos atletas subirem andando "em passos de lesma", respirando fundo e só olhando pra baixo. Foi realmente desafiador, mas foi tudo muito excelente. Abaixo, fotos feitas pela Foco Radical.




Chegando perto dos 8km de prova, bem fisicamente, mas "cansado" de ver e passar por tantas subidas, coloco a mão embaixo da mochila (que havia comprado dois dias antes da prova!) e constato: estou carregando uma piscina nas costas. No compartimento para água simplesmente abriu um pequeno furo e tudo que entrava, vazava. Resultado: mais de meia prova carregando uma mochila por causa das barras de cereais, chave do carro e celular - do contrário, não tinha serventia alguma! Foi uma grande decepção com a Mormaii e essa mochila (estou indo trocar a mochila daqui a pouco - se obter êxito e eu me lembrar, volto pra atualizar essa postagem. Editado 1: a loja ficou com a mochila e ficou de trocar ela. Editado 2: depois de 2,5 semanas, recebi outra e até melhor que a primeira - vídeo sobre ela).

Como disse acima, a corrida é feita de companheirismo. Creio que para quem disputa o pódio, existe uma rivalidade bem maior e não hajam tantas conversas pelo caminho, todavia, para quem estava correndo no mesmo ritmo que eu, o importante era fazer companhia pelo caminho e ir se ajudando mutuamente. Fiz várias "breves amizades" pelo trajeto. Constantes "vamos lá" ao próximo, "a piscina está chegando", "na chegada tem comida e cerveja" e outras palhaçadas eram ditas, a fim de minimizar o sofrimento e dar novo ânimo. Várias pessoas passaram por mim e perguntaram se eu estava bem, na hora em que parei para tentar colocar um esparadrapo no dedo que acabou ficando machucado. Foi uma prova "sozinha", mas cheia de pessoas, conversas e fraternidade.


Quando estava perto do fim da prova, pude ver o parque de longe (a prova teve o início e chegada na Cascata Carolina) e bateu uma forte dose de animação. Se eu vi o parque e a chegada era nele, estava muito perto. Ou não! Mal sabia que lá se iriam quase mais uma hora de prova. E para "piorar" a sensação de "quase lá", um tempo depois de avistar o parque, passei correndo pela frente da linha de chegada e vi os meus familiares sorrindo, incentivando e desejando bom fim de prova! Esposa, filho, irmão, pais e até a vó veio estimular! Com tanta animação e tão perto da chegada, achei, realmente, que era só dar mais "uma voltinha" e em questão de minutos estaria abraçando eles!


Por algum motivo que eu não sei explicar, os corredores pagam pra participar deste tipo de prova. Ou traduzindo, pagam para sofrer. rs Meus "minutinhos" que supostamente faltariam para a chegada, na verdade eram ainda pouco mais de meia hora, pois resolveram colocar uma baita subida e descida, justamente quando o atleta já está só no mental, porque o corpo quer parar há muito tempo!

Entretanto, dane-se a última subida! Dane-se a bolha no pé! Dane-se a mochila sem água! Dane-se tudo! Quando enxerguei a linha de chegada e percebi que estava há poucos segundos de encerrar o sofrimento e ao mesmo tempo explodir de alegria, tudo compensou! Foi aquele momento de "acabou! mas que pena que acabou! tem como começar de novo?!"




Não corro pela medalha, troféu ou suco ao final. Não corro porque uma hora o sofrimento acaba. Não corro só para manter o corpo "em dia". Nem corro só porque sempre fiz exercícios. Corro pela experiência que o esporte proporciona e pelas virtudes que ele agrega aos que se dedicam a ele. 

Meus sinceros agradecimentos, mais uma vez, ao pessoal da organização, os quais proporcionaram um excelente sábado, com uma significativa experiência a todos e certamente contribuíram para o amadurecimento mental e pessoal de muita gente! Muito obrigado!



segunda-feira, 7 de março de 2016

A curva da felicidade e o número de filhos


A melhor surpresa do mundo chegou-me em forma de vida: quando estava de “assunto despachado” (já ninguém sequer ousava perguntar quando é que vem o quarto, naquele jeito tão português de se meter na vida alheia), nada de fraldas ou chuchas pela casa, três filhos crescidos e respetiva parafernália infantil oferecida a perder de vista, eis que fiquei grávida outra vez. Faz hoje dois anos que a minha vida voltou ao rebuliço das noites mal dormidas, fraldas sujas, choros e febres. A melhor coisa do mundo.

Ter filhos faz mal à carteira (sobretudo em Portugal) mas tão bem à alma. Sei, por experiência própria, que os filhos multiplicam as alegrias e dividem as tristezas. Fazem disparar os decibéis, mas encolher as angústias. Subtraem-nos tempo, mas acrescentam capacidade de organização e superação. Fazem aumentar a carga de trabalhos mas relativizar as preocupações com o trabalho. Causam estrias, dores de costas, rugas e cabelos brancos, mas fazem-nos descobrir melhores versões de nós próprios, mais completas, mais generosas, mais bondosas.

Que me perdoe Pitágoras, mas tenho a certeza que em matéria de número de filhos, a soma das partes não é aritmética linear. A cada nova adição, a felicidade cresce mais do que o produto que lhe foi somado. Um mais um não é igual a dois. Dois mais um não é igual a três. E então três mais um não é mesmo igual a quatro. É muito mais, é muito melhor.

Os filhos são, de longe, os melhores ansiolíticos e anti-depressivos. Não sou só eu que o digo. No relatório sobre a satisfação de vida dos europeus do Eurostat - onde Portugal figura como sempre bastante abaixo da média europeia, apenas atrás da Bulgária e ao lado de países como Grécia, Hungria e Chipre – uma evidência ressalta: as famílias com três ou mais filhos são as mais felizes. Numa escala de 0 a 10, em que zero é o máximo da infelicidade e o 10 um êxtase, os homens sozinhos com menos de 65 anos foram os que se disseram menos satisfeitos com a vida (6,6 pontos), enquanto os agregados familiares com dois adultos e pelo menos três filhos estão no topo no ranking da alegria, com 7,4 pontos. Muitos outros trabalhos científicos conduzidos em países desenvolvidos apontam no mesmo sentido. A curva de felicidade entre os casais é sui generis - o segredo é não ter filhos, ou ter muitos, concluiu um estudo mais antigo (de 2011) da The State of Our Union (um observatório sobre o estado do casamento na América, bastante conservador, note-se). Um estudo da universidade Edith Cowan, em Perth (Austrália), divulgado no ano passado, conduzido por psicólogos durante cinco anos, concluiu que famílias com quarto ou mais crianças têm mais satisfação com a vida.

O quarto filho é em tudo igual ao primeiro. O mesmo entusiasmo pateta com as primeiras conquistas, a mesma alegria irracional a cada etapa normal do seu crescimento. Só que ao quarto filho já nos esquecemos das fraldas e das chuchas quando saímos, não metemos gorros em dias de vento e não ligamos nenhuma à introdução alimentar faseada nem às tosses com expetoração ou às febres abaixo dos 40ºC.

Perguntam-nos frequentemente, como é que damos conta do recado, se ambos trabalhamos. Dando, pois então. Com a enorme vantagem de termos emprego e uma vida confortável – quantos não têm a mesma sorte? E falhando, é certo, muitas vezes. Falhamos grandiosamente em todas as frentes – não somos os pais mais presentes do mundo, não somos os trabalhadores mais workhalic de Portugal, não somos os filhos e netos mais fantásticos, não somos os amigos mais divertidos para os copos. Mas falhamos o melhor que conseguimos. Procurando fazer a cada dia um bocadinho melhor, com a certeza que amanhã vamos descabelar-nos na mesma, berrar e violar muitas das bonitas regras dos livros de psicologia infantil.

- por Mafalda Anjos
Fonte: Visão

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

5 coisas que eu gostaria de saber antes de me casar


Os primeiros seis meses do meu casamento foram alguns dos meses da minha vida em que mais abri meus olhos. Até aquele momento eu pensava que ser uma esposa e uma auxiliadora era uma coisa fácil. Eu me sentia totalmente preparada para o meu papel como esposa.

Grande ilusão.

Depois de seis meses de casamento eu percebi o quão totalmente despreparada eu estava em determinadas áreas. Para ser honesta, havia cinco coisas que eu gostaria de ter sabido antes de me casar. Se você é uma garota solteira e está esperando se casar algum dia, este conselho é para você.

1. Seu relacionamento com Deus é a CHAVE para ser uma esposa feliz.

Eu tinha uma relação boa com Deus enquanto garota solteira. Eu tentei ler a Bíblia e orar diariamente, mas eu não era muito consistente. Alguém se identifica? Como resultado, os meus primeiros meses de casamento foram os mais emocionais para mim.

Naquela época, eu estava olhando para o meu novo marido como minha segurança e preenchimento em vez de Deus.

Eu queria que Zack me fizesse feliz, contente e segura – o tempo todo. Como resultado, eu me tornei uma montanha russa emocional.

Não me tornei uma esposa alegre e feliz até que eu fosse consistente em meu tempo de leitura da Bíblia e oração. Eu aprendi que eu só seria “feliz e contente” se eu estivesse na Palavra de Deus. Quando me firmei na verdade de Deus, me tornei uma esposa muito mais feliz.

2. A “atitude independente” destrói a unidade.

Nossa cultura diz que ser independente de sua mãe, pai, família e futuro marido é uma coisa ótima.
Se tem uma coisa que eu aprendi durante os meus primeiros seis meses de casamento foi isto: independência destrói a unidade.

Deus nos deu um padrão de como os casamentos devem funcionar e é tipo assim: o marido é o líder da casa e a esposa é o braço direito. O marido dá a sua vida por sua esposa e a esposa mostra respeito ao seu marido (Efésios 5:22-33).

Uma das maiores coisas que uma mulher pode fazer para ajudar a sua família a ter sucesso é ter uma visão de família como um time, em vez de ter um espírito independente. Zack contou-me que estar com ele tendo uma mentalidade de família como um time foi a maior bênção que eu poderia lhe dar.

Comece agora servindo a sua família e desenvolvendo uma mentalidade de família como um time.

3. Boa comunicação vai te salvar de horas de luta.

Eu pensava que era uma grande comunicadora… até que me casei . Meus primeiros meses de casamento rapidamente revelaram alguns hábitos pouco atraentes no meu coração.

Quando você fica irritada com algo você é o tipo de garota que se cala ou explode? Você prefere o tratamento silencioso ou o tratamento do grito? Para mim, era o tratamento do silêncio. Eu era uma comunicadora horrível por causa disso e nosso casamento sofreu muitas horas desnecessárias de lutas como resultado.

Seja você uma garota calada ou que explode, eu não posso incentivá-la o suficiente para trabalhar em suas habilidades de comunicação agora. Os padrões que você definir agora para resolver problemas e trabalhar através do conflito irão segui-la em seu casamento.

4. Habilidades práticas serão uma grande bênção para sua família.

Antes de me casar eu sabia como limpar uma casa, lavar roupa, e cozinhar uma refeição básica, mas minhas habilidades eram limitadas. Como uma garota solteira, eu não fiz esforços para avançar em minhas habilidades domésticas. Como resultado, a minha curva de aprendizagem foi muito mais difícil quando eu me tornei a gerente da minha própria casa.

Se você deseja honrar a Deus como uma esposa e gerente da sua casa um dia, então você precisa educar-se sobre o que isso implica. Assuma fazer a refeição para sua mãe por um mês e se force a aprender a fazer as compras do mês. Defina um orçamento para si mesma e só gaste o que você tem permissão, em seguida, prepare todos os jantares da família por uma semana.

Além disso, aprenda com sua mãe (ou uma mulher piedosa) sobre como limpar a casa, lavar roupas, passar ferro, pagar contas, cuidar do jardim, cuidar de bebês, trocar fraldas, etc. Essas habilidades práticas vão ser um grande trunfo para o seu marido e futura família.

5. Aprender disciplina financeira é importante

Segundo os pesquisadores, a maioria dos divórcios são acionados por causa de questões de dinheiro. Quando eu era solteira, eu trabalhei em tempo integral por alguns anos e ganhei muito dinheiro. Eu não fiz um orçamento e livremente comprei tudo o que eu queria. Eu não era disciplinada em meus hábitos.

O casamento foi um despertar chocante para mim. Aconteceu de eu casar com um consultor financeiro que me colocou em um orçamento rigoroso no dia em que voltamos de nossa lua de mel. Eu quase entrei em choque durante os primeiros seis meses de casamento por causa disso. Meus maus hábitos estavam colidindo com a realidade.

Felizmente, eu tenho dado valor a ter um orçamento e poupar dinheiro. Eu não posso exortá-la o suficiente para evitar o ganho de dívida agora e em seu futuro. Se você fizer isso, você vai evitar problemas ENORMES de dinheiro em seu futuro casamento. Coloque-se em um orçamento e cumpra-o. Saiba como se tornar financeiramente responsável.

Então, aí está!

Cinco coisas que eu gostaria de saber antes de me casar. Se eu pudesse voltar no tempo, gostaria de trabalhar diligentemente em cada uma dessas áreas. Quanto mais tempo você gasta se preparando para o casamento agora, melhor seu casamento vai ser no futuro. E mesmo que o casamento não esteja no plano de Deus para você, essas habilidades ainda virão a calhar!

Convido você a levar essas cinco dicas a sério e começar a trabalha-las hoje.

- por Kristen Clark

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Seu amigo tem uma esposa? Veja a nudez dela! Ou não!


Suponha que uma noite um vizinho bata na porta de um cristão e diga: 

-"Gostaríamos de fazer um convite a vocês esta noite..."

-" Oh, muito obrigado!", ele responde, sem suspeitar do que se trata.

-" Calma, calma, deixe-me terminar de dizer. Gostaríamos de convidar vocês para entrar em nosso quarto e nos assistir enquanto fazemos sexo. Isso pode ser algo realmente excitante para todos nós".

O cristão recusa horrorizado:

-"Não podemos! Você sabe, somos cristãos".

-"Ah, claro", responde balançando a cabeça. "Isso poderia ser um pouco demais pra vocês. Então, vamos fazer o seguinte: Nós temos uma câmera de vídeo. Por que não gravamos tudo, e eu trago aqui pela manhã? Então vocês podem assistir quando quiserem".

O cristão explica que isso também não seria possível.

-"Não estou entendendo", diz o vizinho, com um olhar perturbado. "Semana passada vocês nos convidaram para a casa de vocês e nos sentamos todos para assistir a um filme na tevê. Nele havia umas poucas cenas de nudez. Por que você está disposto a assistir a mulher de outro homem, mas não a minha? Minha esposa pode não ser uma miss, porém..."

Aqui o pobre cristão interrompe e explica que a aparência da mulher do vizinho não tem nada haver com a recusa. E passa a explicar que não são cristãos comuns. Eles pertencem a um grupo muito especial - o dos hipócritas.

Hipocrisia é uma palavra muito forte? Penso que não. Muitos cristãos estão disposto a assistir, por meio de uma câmera cinematográfica, aquilo que jamais sonhariam ver em pessoa. Não entrariam num bar onde há garotas com seios á mostra, mas assistem alegremente a filme nos quais há muito mais.

Estaria a maioria dos homens cristãos disposta a dar voltas pela vizinhança, observando as mulheres na janela? Certamente não. Mas, e se descobrissem uma mulher que tenha percebido a presença deles e esteja disposta a se despir em frente à janela? Isso seria pior ainda. E se ela estivesse ganhando muito dinheiro, tivesse um produtor e diretor, e fizesse tudo isso para as câmeras, com milhões de homens vendo-a pela janela e desejando-a? Isso seria absurdamente diferente, tornando a questão muito "complexa ", não é mesmo?

Alguns tentam relevar esse tipo de comportamento com base nos padrões contemporâneos. Os cristãos não querem ser diferentes naquilo que assistem. Não querem admitir que seus discipulados se aplicam nessa área. E também não querem admitir que a atividade sexual e nudez na tela é para eles sexualmente excitante.

Mas aqueles que negam que tais coisas têm efeito sobre eles estão simplesmente enganando a si mesmo. Não há como assistir - por diversão - cenas sexuais e exposição de nudez sem ser de alguma maneira afetado negativamente. Mas existem homens que negam que tá as coisas os afetem. Tal negação parte de dois tipos de homens. No primeiro grupo estão os mentirosos. Eles estão mentindo para si mesmos ou para os outros, e muito provavelmente nos dois casos. O homem é excitado ou despertado sexualmente por aquilo que vê, mas como cristão, sabe que não é socialmente aceitável dizer isso. Então vai ao cinema com seus amigos cristãos, e fala desse modo: "O filme foi realmente muito bom. Foi lamentável ter tido aquela cena". Mas em seu coração, aquela única cena foi a guloseima que ele engoliu. 

Há outro tipo de homem que nega que isso o afete, e está dizendo a verdade. Mas por que aquilo não o desperta sexualmente? Porque seu coração está endurecido,r sua consciência cauterizada: "Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas" (Tt: 1:15). Este sujeito tem a consciência tão insensível que seria necessário muito mais do que aquilo para mexer com ele. 

Mas o coração pode ser muito enganoso. Há um terceiro modo de pecar neste tipo de coisa. Essa reação reconhece o impacto que tais conteúdos têm, e tenta fazer uso dele. As pessoas, mesmo cristãs, frequentemente justificam o ato de ver ou ler materiais imorais dizendo que isso os ajuda na vida sexual do lar: "Não importa de onde veio o seu apetite, contanto que você coma em casa." Essa abordagem ao menos tem a virtude de ser honesta. Ela admite que material sexualmente explícito é sexualmente excitante. Mas essa abordagem é terrivelmente falha. 

[...] a bíblia diz expressamente aos homens onde a satisfação e a excitação devem estar. Somente em sua própria esposa. [...] Outras mulheres, sejam em filmes, livros, ou revistas, não devem ser fonte de estímulo.  [...] A introdução de outros em um relacionamento sexual (estejam eles em duas dimensões ou não) é somente fonte de frustração a longo prazo. Isso porque é inevitável surgirem comparações, e tais comparações são destrutivas em um relacionamento pactual piedoso.

- por Douglas Wilson
Fonte: Reformando o casamento, Ed. CLIRE, págs. 117-119 | Adquira o livro neste link.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O que diabos aconteceu com a GERAÇÃO Y?!

Veja como o nosso ambiente de trabalho é divertido. Te pagaremos mal e não respeitaremos a sua hora de almoço. Hora-extra? Nem pensar! Whatsapp depois do trabalho? Com certeza, afinal de contas, você ainda não tem filhos! Ah, mas te daremos kit kat e café expresso de graça!

Um texto sobre liberdade, responsabilidades e as misérias de uma geração que está se perdendo no meio do caminho.

Na semana passada eu ouvi de um garoto, ainda na faculdade, o seguinte depoimento:

“Seu texto sobre a subserviência das empresas em relação ao cliente deveria ser pregado na porta de entrada de todas as empresas do país, nas salas de reuniões e ser repetido como mantra em palestras de empreendedorismo para todos os empresários do Brasil. As agências de publicidade, especificamente, estão atingindo um nível de servidão pior do que pastelaria.

Na pastelaria ninguém fica acelerando o pasteleiro. Ninguém manda e-mail para o pasteleiro mandando ele entregar o pastel na mesa dele até as 9h da manhã. Para o pasteleiro, quanto mais horas ele trabalhar, mais ele vai ganhar. Falar em hora extra em publicidade só vai fazer as pessoas rirem. Enfim, desculpa o desabafo”.

Somos uma geração de bobos que se acha esperta. Nossos pais davam duro, saiam de casa cedo, trabalhavam como doidos, indo e vindo do centro da cidade, em cartórios, lotéricas e visitas bancárias, muitas vezes em carros sem ar-condicionado, mas ganhavam bem o suficiente para sustentarem uma família com três filhos, carro, cachorro e ainda levavam todos para comerem churrasco aos domingos.

A geração de hoje se deixa enganar pela falsa sensação de divertimento, que nunca tem fim. Transformaram o ambiente de trabalho em um circo, para que você ouça: “Ei, mas aqui é divertido! Dane-se se não te pagamos horas-extra ou se te colocamos para trabalhar por toda a madrugada em troca de pizza. Aqui você pode trabalhar com boné!”.

Quando nossos pais estavam em casa, eles estavam em casa mesmo! Dane-se que o trabalho tinha sido duro, após as 18:00 eles sentavam naquele sofá da Mesbla, abriam a primeira Antártica da noite e era a hora do futebol. Qual foi a última vez que você esteve realmente desconectado do seu trabalho? Você tenta se convencer de que aquele Whatsapp do cliente às 00:00 não é nada demais, que é coisa pequena, que “pega mal” não responder. E aquele inbox no Facebook às 1:35 da manhã? “Ah, eu já estou aqui mesmo, né. Agora ele já viu que eu visualizei…”.

Provavelmente você caiu no mito do home-office libertador, que te faz perceber, anos depois, que ele só foi capaz de te “libertar” do horário comercial. “Ah, mas você trabalha em casa!” — pronto, é sinal de que receberá demandas ou mensagens a qualquer hora da madrugada.

Provavelmente você ainda não se ligou, mas você produz dezenas de vezes a mais do que o seu pai ou os seus tios conseguiam. Antes, para atender um cliente, você precisava ir na loja ou na casa dele, lá na [censurei]. Hoje? Skype. Antes, era FAX ou mandar documentos pelos correios. Hoje? E-mail. Antes, você estava limitado à sua cidade. Hoje? Internet, meu filho!

Entretanto, quanto é que você está ganhando? Acorde para a vida! Agências com mesa de sinuca, totó, chocolates à vontade, cafezinho expresso, pula-pula e vídeo-games significam apenas que você está pagando por tudo aquilo e que o seu salário, ao final do mês, sentirá a pancada.

“Tudo bem, porque eu amo o que eu faço!”.

Na semana retrasada eu ouvi isso. Estava contratando os serviços de uma START-UP de tecnologia para um dos meus negócios e havia esquecido de perguntar alguma coisa. Já eram 23:00 horas. Fui ao Skype, me certifiquei de que a menina do suporte estava OFFLINE e deixei uma mensagem. Poderia ter feito isso pelo Facebook, mas eu sabia que iria apitar lá na casa dela e não queria esse tipo de coisa, ainda mais naquele horário. Enfim, enviei a mensagem e deixei escrito: “Só me responda quando chegar ao escritório!”.

Faltando quinze minutos para uma da manhã, a menina me responde, pelo Facebook. Eu digo: “O que você está fazendo aqui? Te deixei uma mensagem no Skype! Vá dormir, namorar ou assistir aquelas séries no Netflix!” e ela me disse: “Ah, é que eu entrei no meu skype só para ver se estava tudo bem com os clientes. Vi a sua mensagem e retornei. Não custa nada, nem se preocupe. Eu amo o que faço. Rs”.

Eu amo o que faço…erre esse. À uma da manhã de terça feira. Com o teu chefe te pagando, provavelmente, entre dois mil e quinhentos a três mil reais para isso…e somos nós quem somos a geração dos “desapegados, que querem viver a vida”.

Estamos nos tornando uma geração de trintões cujas preocupações são os próximos shows do Artic Monkeys, a cerveja gourmet da moda e a próxima temporada de House of Cards. Uma geração sem filhos, que foge das responsabilidades, se iludindo com a ideia de que o seu chefe é seu amigo e que por isso você “quebra alguns galhos para ele”.

Ouvimos de todo tipo de especialista, que somos a geração livre por excelência, que preza pela mobilidade e pela qualidade no ambiente de trabalho, mas de alguma forma nós erramos o caminho e nos tornamos aquele tipo de gente que fica conversando com o cliente às 20:00 horas, enquanto janta com a mulher. E nos achamos o máximo, quando batemos o pé: “Ai, que saco, o meu chefe não me deixa em paz!”. Que corajoso!


O resultado? Uma nação de escravos!


Olhávamos para nossos pais e avós e pensávamos que eles eram escravos da própria família. Que haviam tido muitos filhos e que isso, de alguma forma, os prendeu em uma vida cheia de amarras e limitações, mas, hoje, advinha só? Da sua idade ele já tinha casa própria e carro na garagem. E você? Figuras de ação do Mega-Man.

Em algum ponto entre o final da faculdade e o começo da vida adulta, nós perdemos a mão. Não estamos estabelecendo relações saudáveis de empregador e empregado, mas um misto de coleguismo com parceria e com prováveis projetos que poderão mudar o mundo, mas que não ajudam a pagar o aluguel.

Ah, mas você não é empregado? Tem o seu próprio negócio? É um empreendedor em início de carreira? As notícias também não são muito boas…

Você também é um escravo!


Com a popularização da tecnologia e da conectividade, os super-heróis deixaram de ser os esportistas e os homens engravatados de Wall-Street e passaram a ser os empreendedores do vale do silício. Aquele tipo de pessoa que usa camiseta sempre da mesma cor, tênis, vai trabalhar de bicicleta e mantém uma dieta ecologicamente adequada. [...]

Com isso, surgiu a cultura da motivação constante e da satisfação do cliente a qualquer custo. Não importa o que aconteça, a experiência do seu cliente deve sempre ser a melhor possível; ainda que ele seja um babaca!

Eu posso te falar uma coisa? Nem sempre o seu cliente tem razão. Nem sempre ele sabe o que é o melhor para o negócio dele e nem sempre aquele “logo dourado com bordas vermelhas, estilo a da propagada da mortadela Seara” é a melhor opção. O problema é que dizer isso na cara dele agora se tornou um crime! Não é proativo e engajado discutir com o cliente, ainda que ele esteja escandalosamente errado!

A cultura desses caras, importada para cá de uma maneira incompatível com a nossa realidade, diz que devemos buscar a composição sempre, fazermos reuniões intermináveis até que todos estejam satisfeitos e sorridentes. Dar pesos e medidas iguais aos especialistas e aos curiosos. O que acontece? Tentar extrair o dente do paciente com uma colher de pau.

Estamos na décima sétima alteração e o contrato diz que só faríamos até cinco? Sem problemas! A satisfação do cliente em primeiro lugar! Ele acha que não precisa fazer um contrato com você? Sem problemas, lá fora muita gente deixa isso para lá! O que? Agora ele não está te pagando? Cuidado! Não o cobre de maneira que possa parecer ofensiva! Não é isso que a Amazon faria!

Você está preso em uma camisa de força verbal.


A camisa de força verbal é um dos institutos comportamentais que mais causa dano à mente e à consciência de qualquer pessoa. No empreendedorismo, 90% dos profissionais sofrem desse tipo de mal.

A maior libertação, para qualquer proprietário, é quando este alcança certo grau de autonomia, que pode chamar a atenção do seu cliente e fazê-lo perceber que aquilo é para o seu próprio bem. Que, identificando o erro, ele está é justificando o seu dinheiro, ao dizer que ele está fazendo merd*.

Aqui no Brasil, a educação ganhou status de religião. A mãe que paga a escola não quer ver seu filho criticado, afinal de contas, o boleto é caro. Do mesmo modo, o cliente chato — e insistente — não quer ser repreendido; ganha-se o mantra do “o cliente sempre tem razão”, em desfavor da alma do próprio empresário.

Vá à Itália e peça a comida do jeito que você quiser e ouvirá, imediatamente, um sonoro: “Não. Vá comer em outro canto”. Isso para o brasileiro é criminoso. Faz com que ele se insurja, contando aos amigos: “Acredita que eu pedi para fazer o macarrão mais mole e me disseram que não dava? Que ignorantes!”. Ele não enxerga que ele mesmo é que é o pé no saco. Que não respeita nada nem ninguém. Vê no empreendedor alguém que deve servi-lo, independentemente de quão imbecil e sem propósito sejam os seus desejos.

O brasileiro de hoje está acostumado ao mando, porque paga. O código de defesa do consumidor criou um monstro, que custa a saúde emocional e física de milhões de empreendedores. O meu maior conselho a vocês, é: construa uma empresa que você possa mandar o cliente indesejado [censurei]. Faça isso ou adoeça.

Entretanto, no mundo de arco-íris e pôneis da geração Y, que é feita de vidro, isso é ser rude, preconceituoso, antiquado, grosseirão. Às custas da própria saúde e do caixa da empresa, ele manterá aquele cliente chato, pentelho, arrogante e que — muitas vezes — nem te paga. É isso ou você não estará seguindo “o manual da cordialidade do Facebook”.

A conclusão? Não sei.


Da geração que iria mudar a maneira com que o mundo se relaciona a um bando de bebês de meia idade, que mora de aluguel e que o ponto alto do ano é o lançamento de mais um filme da guerra nas estrelas.

Gente que ama a liberdade, mas que está presa a um computador. Do tipo que está na décima quarta START-UP, sempre atrás daquele round de investimento que o tornará milionário. A menina que tem vergonha de dizer que é vendedora e que se apresenta como “líder-team da equipe de vendas” e do blogueiro que é articulista e CEO no perfil do Facebook.

Aonde é que fomos parar? O que é que aconteceu com a GERAÇÃO Y? Assim como o garoto do começo do texto: desculpem o desabafo.

- por Ícaro de Carvalho
Fonte: Medium

O culto online e a tentação do Diabo

Você conhece o plano de fundo deste texto olhando no retrovisor da história recente: pandemia, COVID-19... todos em casa e você se dá conta ...