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Relato dos 23km na Ultra Trail Rota das Águas!


Hoje é segunda-feira. Estou um pouco dolorido. O corpo reclama em algumas partes, mas a mente está renovada. Nada melhor que muita trilha e barro para começar bem a semana!

Todo indivíduo, ao prestar algum serviço, deveria ter em mente o claro objetivo: proporcionar felicidade, segurança, descontração, resolução de problemas ou seja lá o que for. Não importa qual o serviço prestado - quem compra, quer ficar satisfeito. E eu fiquei satisfeito com o serviço recebido! Satisfeito com a presteza em responder dúvidas via Facebook e por proporcionarem uma solução para um problema financeiro que tive. Registro aqui os parabéns ao Maicon Cellarius, Débora Wanderck, Maurício Pamplona e Márcio Maciel

Vamos ao relato. 

Lá pela metade de janeiro deste ano, fiquei sabendo da primeira edição da Ultra Trail Rota das Águas (nas modalidades de 8km, 23km e 50km), que aconteceria na cidade de Gaspar/SC. Como prefiro correr aos sábados, fui logo conferindo se ela cairia neste dia e para minha felicidade, deu tudo certo. Assim, era tempo de treinar e focar nesta prova. Não, eu não sou profissional - mas até os mais mega-bancarés-amadores também precisam treinar, não é mesmo?

Chegando perto da data da prova (19/03/2016), me dou conta de que minha mochila de hidratação não vai muito longe e resolvo comprar outra. O sacrifício foi grande para comprar - ou achava coisa de péssima qualidade, ou custava 600 reais. Foi difícil, mas encontrei essa Mormaii por R$ 129,00 e em princípio, fiquei muito satisfeito.


Como a prova escolhida tinha a sido na distância de 23km e com um desnível positivo acima dos 1.100m, o jeito foi treinar subida de morro e fortalecimento no barro e em tudo quanto pudesse simular o dia da prova (veja aqui um vídeo).



No dia anterior da prova, aconteceu o tradicional congresso técnico, onde os atletas puderam escutar algumas particularidades da prova e retirar suas dúvidas. Foi bacana ver a preocupação da organização, especialmente por se tratar de um trajeto bastante alternativo e com muitas chances do atleta se perder. Creio que a explicação das fitas e do cal no chão foram valiosas (encontrei gente durante a corrida que não sabia disso - e se não tivesse dito a eles, alguns seguiriam reto nas marcações com cal).


Finalmente chega o dia da prova e o relógio toca: 05:15. A largada ficava a mais de 20km de minha casa e além disso, eu gostaria de ver o pessoal-monstro-indivíduos-diferenciados saindo às 07:00 - enquanto a minha seria às 08:00. Levanto, faço café, como as coisas de costume (nunca invente moda no dia da prova!), reviso a mochila nova e parto para o local! 


*Não, eu não levei todas essas bisnaguinhas, ok? 
No fim das contas nem precisaria ter levado.

Aqui, registro meus agradecimentos especiais à Capacitar - Gestão Empresarial, onde tenho orgulho e alegria de trabalhar! Uma empresa voltada à gestão de empresas e que tem prestado um excelente serviço na área de Consultoria Empresarial (nos mais variados ramos - gestão organizacional, administração financeira, análises, custos...). Se quiser entrar em contato, pode escrever nos comentários ou ligar para (47) 8476-3385 (meu número). E eles até forneceram uma camiseta personalizada para mim. :)


Após ver o pessoal dos 50km largando, já bateu aquela ansiedade por logo passar pelo pórtico e começar a corrida!


O bom de se chegar antes nas provas (e em qualquer lugar, na verdade) é que você pode se "ambientar" e bater um papo com o pessoal que vai correr com você. Não sei nos outros esportes, mas o companheirismo é fundamental na corrida e sem ele você está completamente perdido. Então passei aquela uma hora restante conversando com algumas pessoas, trocando experiências e se preparando para a prova. Ouvi vários indivíduos mais velhos e foi muito bom ver pessoas já com seus 50 anos (ou mais) começando a participar de provas em trilhas e morros!

Enfim. dada a largada em minha distância, já morro acima, resolvi passar alguns atletas que estavam à minha frente (eram 153 inscritos para os 23km), para não pegar o "trânsito" que logo iniciaria na primeira subida (já para matar) da prova.

Conforme avancávamos, uma coisa era certa: ainda bem que eu havia escolhido os 23km. A todo momento eu me agradecia por não estar nos 50km. rsrs As subidas eram íngremes demais, a ponto dos atletas subirem andando "em passos de lesma", respirando fundo e só olhando pra baixo. Foi realmente desafiador, mas foi tudo muito excelente. Abaixo, fotos feitas pela Foco Radical.




Chegando perto dos 8km de prova, bem fisicamente, mas "cansado" de ver e passar por tantas subidas, coloco a mão embaixo da mochila (que havia comprado dois dias antes da prova!) e constato: estou carregando uma piscina nas costas. No compartimento para água simplesmente abriu um pequeno furo e tudo que entrava, vazava. Resultado: mais de meia prova carregando uma mochila por causa das barras de cereais, chave do carro e celular - do contrário, não tinha serventia alguma! Foi uma grande decepção com a Mormaii e essa mochila (estou indo trocar a mochila daqui a pouco - se obter êxito e eu me lembrar, volto pra atualizar essa postagem. Editado 1: a loja ficou com a mochila e ficou de trocar ela. Editado 2: depois de 2,5 semanas, recebi outra e até melhor que a primeira - vídeo sobre ela).

Como disse acima, a corrida é feita de companheirismo. Creio que para quem disputa o pódio, existe uma rivalidade bem maior e não hajam tantas conversas pelo caminho, todavia, para quem estava correndo no mesmo ritmo que eu, o importante era fazer companhia pelo caminho e ir se ajudando mutuamente. Fiz várias "breves amizades" pelo trajeto. Constantes "vamos lá" ao próximo, "a piscina está chegando", "na chegada tem comida e cerveja" e outras palhaçadas eram ditas, a fim de minimizar o sofrimento e dar novo ânimo. Várias pessoas passaram por mim e perguntaram se eu estava bem, na hora em que parei para tentar colocar um esparadrapo no dedo que acabou ficando machucado. Foi uma prova "sozinha", mas cheia de pessoas, conversas e fraternidade.


Quando estava perto do fim da prova, pude ver o parque de longe (a prova teve o início e chegada na Cascata Carolina) e bateu uma forte dose de animação. Se eu vi o parque e a chegada era nele, estava muito perto. Ou não! Mal sabia que lá se iriam quase mais uma hora de prova. E para "piorar" a sensação de "quase lá", um tempo depois de avistar o parque, passei correndo pela frente da linha de chegada e vi os meus familiares sorrindo, incentivando e desejando bom fim de prova! Esposa, filho, irmão, pais e até a vó veio estimular! Com tanta animação e tão perto da chegada, achei, realmente, que era só dar mais "uma voltinha" e em questão de minutos estaria abraçando eles!


Por algum motivo que eu não sei explicar, os corredores pagam pra participar deste tipo de prova. Ou traduzindo, pagam para sofrer. rs Meus "minutinhos" que supostamente faltariam para a chegada, na verdade eram ainda pouco mais de meia hora, pois resolveram colocar uma baita subida e descida, justamente quando o atleta já está só no mental, porque o corpo quer parar há muito tempo!

Entretanto, dane-se a última subida! Dane-se a bolha no pé! Dane-se a mochila sem água! Dane-se tudo! Quando enxerguei a linha de chegada e percebi que estava há poucos segundos de encerrar o sofrimento e ao mesmo tempo explodir de alegria, tudo compensou! Foi aquele momento de "acabou! mas que pena que acabou! tem como começar de novo?!"




Não corro pela medalha, troféu ou suco ao final. Não corro porque uma hora o sofrimento acaba. Não corro só para manter o corpo "em dia". Nem corro só porque sempre fiz exercícios. Corro pela experiência que o esporte proporciona e pelas virtudes que ele agrega aos que se dedicam a ele. 

Meus sinceros agradecimentos, mais uma vez, ao pessoal da organização, os quais proporcionaram um excelente sábado, com uma significativa experiência a todos e certamente contribuíram para o amadurecimento mental e pessoal de muita gente! Muito obrigado!



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