sábado, 4 de novembro de 2023

Relato dos 21km na Ultra Trail Rota das Águas 2023!


Em 2016 participei desta mesma corrida, na primeira edição (se não me engano). E 7 anos depois eu volto para a mesma distância (esta prova aconteceu dia 04 de novembro de 2023).

É interessante como a corrida exige muito treinamento e também humildade. Talvez até possamos falar o mesmo de todos os esportes e até mesmo da vida em geral.

Pra esta corrida, fui praticamente sem treinar: eu confesso! A vontade e desejo de participar foram maiores do que o empenho para treinar. E quando é assim, só sobra uma alternativa: baby steps!

E pra "piorar", me inscrevi nos 21km Dog Montain, que teve mais de 1.200m de elevação acumulada.


Não encontrei qualquer conhecido na linha de largada e o instinto de sobrevivência logo avisou: arranje um parceiro para correr junto! Eu sei que pode parecer bobeira, mas para um amador isso faz a diferença, já que a moral e a camaradagem contam muito! É até bíblico: “Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Eclesiastes 4:10”

Aguardando a largada, me juntei a um corredor mais velho que eu e fomos correndo de maneira lenta e trocando figurinhas por todo o caminho. E enquanto a conversa fluía, fui descobrindo que o Sr. Darci já tinha feito diversas provas longas (inclusive de 100k!) e que era um experiente corredor.

E quando você não treina e vai para uma prova "difícil" para se divertir, só resta ir num ritmo tranquilo, buscando aproveitar os momentos e a paisagem.

 






Cabe ressaltar que como não vivo na corrida (além de não querer e não conseguir), todos os objetivos são sempre pessoais: seja de simplesmente conseguir largar e chegar, até finalizar em determinado tempo. 

A vida já impõe desafios e o esporte sempre vem para "aliviar a pressão", permitindo manter a mente oxigenada e o espírito de resistência sempre em dia. Mas isso não significa que seja fácil! Nem sempre aliviar a pressão significa ter vida mansa! As vezes é preciso passar por dificuldades que levam ao crescimento.

*

*para outras informações, acesse o Strava desta corrida: Strava - Rota das Águas 2023

Por fim, depois de 3h e 38 minutos, chegamos na linha de chegada. Inclusive peguei uma flor (no mato) pra minha esposa e o fotógrafo conseguiu registrar.

 


A sensação de completar uma prova que sabidamente é desafiadora (mesmo para quem treina) só é sentida por quem participa. Não há como descrever, apenas sentir.

E por fim, o abraço da família, fazendo tudo valer muito mais a pena!

quarta-feira, 2 de março de 2022

Carta ao Lukinha - um seminarista que faz vakinha online


 *Esta carta é fictícia, embora contenha situações da vida real.

Meu caro e grande Lukinha! 

Confesso que esses dias até bateu uma saudade de você: lembrei quando jogávamos Free Fire juntos há pouco tempo atrás. Acho que agora você está em outro jogo, né?

Enfim, hoje te escrevo para falar de uma situação que me deixou intrigado: aquela sua vakinha virtual para pagar os estudos no seminário.

Rapidamente, duas coisas me chamaram a atenção: em primeiro lugar, que o seminário fica nos EUA; e em segundo lugar, que eu não lembro de ter visto você trabalhar e juntar algum dinheiro próprio para isso.

Eu sei, pequeno Nébias (sua avó me contou esse apelido kkkk), que o Brasil não tem tantos seminários, mas realmente precisa ser lá nos EUA, bem na terra da Disney, do combustível mais barato e dos iPhones pra todo lado? 

Veja só, eu sei que você gosta de estudar, mas a vakinha vai sustentar também as suas férias, certo? Todo mundo vai contribuir com a sua foto junto ao Pluto e o castelo encantado. O sorvete, os passeios - sim, eu sei, os livros também -, tudo vai ser custeado por quem está de longe, só olhando...

Me lembro muito bem que até pouco tempo atrás, você está indeciso quanto ao que fazer da sua vida profissional. E quero te dizer, meu amigo, que isso é normal. Ao fazer 18 anos, não se abrem certezas na vida - tem gente que vive por anos com essa dúvida - e isso continua sendo normal.

Porém, Lukinha, uma coisa não é normal: não querer trabalhar. E nisso eu vejo que você errou bastante! Você passou a confundir a incerteza profissional com um chamado ministerial - e isso é grave!

Eu não quero discutir contigo se Paulo fez tendas a vida toda, se a tenda era com duas águas ou meia água, se vermelha ou preta... não me importa nada disso.

Mas um fato é bem verdade: você quase não trabalhou e agora quer a ajuda de um monte de pessoas para patrocinar o seu desejo. Naquela incerteza natural da vida, você começou a achar que o ministério era um chamado...

Enquanto escrevo, me lembro novamente da sua avó, quando ela me disse que você a procurou e pediu ajuda pra essa vakinha. Lukinha, meu pequeno Nébias, isso não tem o menor cabimento! Sua família é de origem pobre, ninguém tem sequer passaporte e agora você quer dinheiro para viajar aos EUA - francamente! Olhe o estado da casa da sua avó - o que você fez para a ajudar?

Sim, eu sei que a Bíblia fala sobre a possibilidade de ser ministro enquanto ainda jovem, mas a Escritura não diz que você precisa ser ministro enquanto jovem. E aqui vai meu primeiro conselho: salvo se houver uma indicação muito clara da parte de Deus, adie essa vontade e vá trabalhar primeiro.

Sim, trabalhe onde for necessário, junte algum dinheiro e depois vá em busca desse sonho. É importantíssimo você trabalhar, até mesmo para entender como é o dia a dia da sua possível congregação; para você compreender as dificuldades reais e de como é a vida de um pai de família; para você ter a clara noção do quanto custa colocar 100 reais numa vakinha online...

Não quero me alongar muito mais, mas como um segundo conselho, te recomendo formar uma família antes de ir ao seminário. E aqui novamente: também não me importa se Paulo, Timóteo ou Tito eram solteiros, e sim a sua realidade.

Você gosta de ficar até tarde estudando, o que pode ser ótimo. Mas conseguiria entender uma mãe que não consegue ler a Bíblia, tudo porque está com um filho pequeno no colo e com as emoções bagunçadas? Você já namorou umas duas vezes e estranhamente "não deu certo" - como vai fazer para aconselhar casais em dificuldade?

Veja só que não estou duvidando do poder de Deus na sua vida, mas preciso pontuar que Deus já estabeleceu vários meios para aprendermos a Sua vontade e uma delas se chama casamento, a outra trabalho e assim por diante.

Por fim, gostaria de te animar a viver para a glória de Deus, independentemente de onde está. Seja você peão de obra ou seminarista, ali há um chamado. Ninguém precisa se formar durante anos no exterior - gastando uma grana federal - para que possa falar de Jesus para as pessoas. Recorde dos apóstolos e sua pouca instrução, mas foram chamados e capacitados pelo Senhor...

Essa escolha é sua e estou orando por você.

Forte abraço e que Deus o abençoe!

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Como ser um cristão feliz? O contentamento cristão

 

O contentamento cristão

Hoje gostaria de falar sobre a importância do contentamento na vida do cristão. 


Quero recomendar 3 livros para vocês:

1. O segredo do contentamento (William B. Barcley)        

2. A rara joia do contentamento cristão (Jeremiah Burroughs 1648)

3. A arte do divino contentamento (Thomas Watson 1653)


Quando fui convidado para trazer essa palavra, a ideia era falar sobre “começando a vida financeira”. Então, pensando sobre, me veio à memória as palavras de Paulo em Fp 4.11-13: 

“Não estou dizendo isso porque esteja necessitado, pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo/mistério de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece.” 

Também em Hb 13.1-5, quando nas últimas instruções, o autor diz: 

“Seja constante o amor fraternal. Não se esqueçam da hospitalidade; foi praticando-a que, sem o saber alguns acolheram anjos. Lembrem-se dos que estão na prisão, como se aprisionados com eles; dos que estão sendo maltratados, como se fossem vocês mesmos que o estivessem sofrendo no corpo. O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros. Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: "Nunca o deixarei, nunca o abandonarei”

Mas o que é o contentamento cristão? Burroughs define como: 

“O contentamento cristão é aquele estado doce, interior, sereno e gracioso de espírito, que livremente se submete e se delicia na disposição sábia e paternal de Deus em toda e qualquer situação” 

Mas quando começou o descontentamento do homem? Após o pecado (Gn 3).

Adão e Eva acreditaram que o que Deus lhes havia preparado, não era o suficiente. William Barcley diz: “O espírito descontente não descansa no controle soberano de Deus” 

Precisamos lembrar que desenvolver esse contentamento cristão em um coração pecaminoso e descontente é uma tarefa impossível. A partir da queda do homem, não existe mais possibilidade natural para o homem se contentar com as coisas de Deus.

Portanto, existe uma diferença entre o contentamento natural do homem e o bíblico:

No mundo,  para você estar contente, você precisa sair de uma situação ruim; já na Bíblia, lemos que podemos encontrar contentamento até mesmo em meio às circunstâncias mais difíceis. Para o mundo, somos felizes se conseguirmos o que desejamos; já a Bíblia, ensina a estar satisfeito com Deus.

O ponto chave aqui é que precisamos desenvolver o contentamento cristão em nossas vidas. Por sermos crentes, o Espírito Santo trabalha em nós. Paulo mesmo escreve: 

“Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor” Filipenses 2:12 (ARA).

Desenvolver o contentamento significa dizer que ele não nasce sozinho! Spurgeon pregando sobre o tema, nos lembra que as ervas daninhas e toda sorte de “mato” não precisa ser semeado no jardim – eles nascem sozinhos! Não precisamos ensinar uma criança a reclamar, pois ela já nasce reclamando!

J. C. Ryle (1816-1900) escreveu: “Dizem que há duas coisas muito raras de ser no mundo: um jovem humilde e um velho contente. Receio que essa afirmação seja verdadeira, infelizmente”.

E o descontentamento afeta todas as áreas da nossa vida. Estar descontente não gera algo abstrato ou uma “espiritual separação de Deus, mas quem ninguém consegue ver ou medir”. Pelo contrário: estar descontente em Deus, afeta diretamente nossas amizades, desempenho no trabalho, nos estudos, casamento, família, igreja, empresas, filhos... Na vida de um crente, não há nada que se fortaleça ou melhore quando estamos descontentes.

Alias, o descontentamento é a origem de muitos dos nossos pecados. Tg 1.14, 15 diz:

“Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado; e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte.”

A sedução do pecado é algo incrível. No capítulo 13 de Gênesis, lemos sobre a desavença entre os pastores de Abraão e Ló, por causa da grande quantidade de animais e de terra que precisavam. Então Abraão propôs que Ló escolhesse um lado da terra e ele iria para o outro. A Bíblia diz, então: 

“Olhou então Ló e viu todo o vale do Jordão, todo ele bem irrigado, até Zoar; era como o jardim do Senhor, como a terra do Egito. Isto se deu antes do Senhor destruir Sodoma e Gomorra. Ló escolheu todo o vale do Jordão e partiu em direção ao Leste. Assim os dois se separaram: Abrão ficou na terra de Canaã, mas Ló mudou seu acampamento para um lugar próximo a Sodoma, entre as cidades do vale”. Gênesis 13:10-12

Possivelmente Zoar ficava a uma curta distância de Sodoma e Gomorra – e isso não parece ter sido importante para Ló. Mas onde ele foi encontrado, quando os anjos vieram destruir as cidades?

“Os dois anjos chegaram a Sodoma ao anoitecer, e Ló estava sentado à porta da cidade. Quando os avistou, levantou-se e foi recebê-los. Prostrou-se, rosto em terra” Gênesis 19:1

Tudo indica que aos poucos, Ló foi se mudando para Sodoma. Possivelmente começou a ver as coisas boas daquela cidade e quando a história retorna com Ló, ele está morando dentro da cidade.

Ainda mais: o texto nos diz que Ló, apesar de ter sido avisado da destruição, ele não saiu rapidamente de lá.

“Ao raiar do dia, os anjos insistiam com Ló, dizendo: "Depressa! Leve daqui sua mulher e suas duas filhas, ou vocês também serão mortos quando a cidade for castigada". Tendo ele hesitado, os homens o agarraram pela mão, como também a mulher e as duas filhas, e os tiraram dali à força e os deixaram fora da cidade, porque o Senhor teve misericórdia deles.” Gênesis 19:15,16

Só podemos nos fazer a pergunta: por que Ló demorou? 

A Bíblia diz que apesar de Ló viver em Sodoma, não compactuava com o que via:

“Também condenou as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinzas, tornando-as exemplo do que acontecerá aos ímpios; mas livrou Ló, homem justo, que se afligia com o procedimento libertino dos que não tinham princípios morais (pois, vivendo entre eles, todos os dias aquele justo se atormentava em sua alma justa por causa das maldades que via e ouvia)”. 2 Pedro 2:6-8

Mas então, por que Ló demorou? Talvez apesar de se afligir e não concordar com o que via, tinha um certo prazer em morar lá. Quem sabe fosse o famoso “não concordo com tudo, por isso vou tentar aproveitar o que é bom” – e é aí que muitos problemas começam a surgir.

E é dessa mesma maneira que o descontentamento vai brotando em nossos corações. Não acordamos louvando a Deus e de repente, abandonamos o evangelho no meio da tarde. Essas coisas não costumam acontecer rapidamente, mas quando vemos... já foi. Ló não deixou Abraão e foi diretamente para Sodoma – ele apenas foi “perto” de lá.

É preciso lembrar que o contentamento cristão não significa nunca se questionar, chorar, lamentar ou mesmo orar para que Deus mude aquela situação. O contentamento tem a ver com apesar das circunstâncias que enxergamos e passamos, confiamos que Deus está no controle e sabe o que é melhor para nós – ainda que não entendamos nada naquele momento.

Sobre isso, Paulo escreveu em Rm 5.5: “E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu.”

O mundo procura pelo contentamento cristão. Aborde qualquer pessoa na rua e se elas forem sinceras, tudo o que elas desejam é estar satisfeitas com a vida e com elas mesmas.

Existe, inclusive, movimentos que buscam esse contentamento, como o “Slow Movement”, “Slow Food”, “Viver a custo zero” e tantos outros. Todos eles estão buscando encontrar um sentido na vida, algo que lhes traga a alegria nas coisas simples da vida.

Surge, então a pergunta: quais os benefícios do contentamento cristão? Poderia listar vários, mas irei comentar 4 deles:

1. Um espírito contente nos permite adorar a Deus

Burroughs descreve que adoração não é apenas “fazer o que agrada a Deus”, mas, também, “agradar-se do que Deus faz”.

Por que tantas vezes temos dificuldade de adorar e reconhecer o senhorio de Deus em nossas vidas?

Porque as vezes temos tudo e estamos bem supridos – então estamos contentes com as coisas terrenas e nos esquecemos de que foi Deus quem nos deu. Ou porque estamos com dificuldades na vida (dinheiro, família, estudos...) e não conseguimos enxergar Deus nisso tudo.

Somente quando estamos confiantes n’Ele é que podemos o adorar.

2. O contentamento nos permite experimentar a paz de Deus

Paulo mesmo escreve em Fp 4.7: 

“Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus”.

A passagem de Paulo em Fp 4.11-13 (início) indica algo importante: parece ter havido um tempo em que ele ainda não sabia como viver contente – ou não da maneira como estava vivendo. Talvez ele mesmo, ao longo da vida, foi aprendendo a experimentar e a saber o que de fato era essa paz com Deus.
Isso também significa que por mais apóstolo que fosse em outras aspectos, era um cristão comum nas coisas normais da vida. Sentia fome, dor, medo, angústia... mas com tudo isso, foi aprendendo a viver contente.

E frequentemente só aprendemos isso, quando perdemos algo. Não somos bons aprendizes enquanto o mar está tranquilo ou temos grandes quantias guardada em dinheiro. A maioria de nós só aprender quando perde. 

3. O contentamento é uma joia rara e preciosa

Lemos em 1Tm 6.6: “grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento”.

Falar em vida simples, vida completa, vida desprendida das coisas materiais... nada disso faz sentido para o cristão, se tudo não estiver conectado a Deus.

Ajudar na igreja, tocar na banda, pregar, orar antes das refeições... toda essa aparência de piedade, uma hora vai nos cansar, se o alicerce não for Deus. Ninguém aguenta se doar durante muito tempo, se não houver a graça divina operando.

Por isso que o contentamento é uma joia rara. Quase que dá “super poderes” e quem tem, tem tudo.

4. Viver descontente afeta o nosso testemunho cristão
Também para os filipenses, Paulo escreve:

“Façam tudo sem queixas nem discussões, para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo, retendo firmemente a palavra da vida”. Filipenses 2:14-16

Como falar de Jesus para as outras pessoas, quando nós não estamos contentes com ele? É praticamente impossível.

Como agradecer e dar um beijo no pai e na mãe, quando estamos brabos com eles? Impossível. Não conseguimos dar o braço a torcer. O mesmo ocorre em nosso relacionamento com Deus.

Considerando o que já vimos, 3 coisas precisam ficar gravadas em nossa mente:

1. Deve ser uma meta na vida do cristão, o buscar o contentamento em Deus.
2. Este contentamento não irá brotar sozinho, a menos que busquemos ao Senhor.
3. Depois que você encontrar, fique firme na fé e mantenha esse contentamento sempre aceso. 

Resumindo: o contentamento surge e se forma no decorrer da caminhada cristã. 
Que Deus nos abençoe

*este texto é um esboço do sermão, pregado dia 22/11/2020 em Blumenau, na igreja MEUC.

quinta-feira, 12 de março de 2020

Relato dos 21km na JaraguáSky!



Gosto de escrever pelo prazer próprio e porque posso, talvez, influenciar alguém positivamente. Por isso o relato abaixo.

Em novembro escrevi sobre minha corrida de trilha e montanha na Ultra Trail Celebration. Você pode ler o relato aqui. 

Também já escrevi sobre três corridas que participei e que me marcaram: Maratona de 42km por praias e trilhas (2014), 23km na Ultra Trail Rota das Águas (2016) e minha tentativa de 50km da Ultra Trail Ribeirão das Pedras (2016). Também já comentei sobre o exercício físico e seus benefícios mentais.

E hoje é dia de falar da JaraguáSky Marathon! Que corrida, amigos!

Pra quem não conhece, este tipo de corrida é chamado de "trail running" ou "corrida de trilha". Porém mais do que sair do asfalto, alguém em algum dia (provavelmente ocioso), resolveu começar a correr em trilhas pelas montanhas - ferrou geral.

Vamos lá. Primeiramente, o percurso da prova. A prova largava no pavilhão de eventos em Jaraguá do Sul e encarava todo este trecho pelas montanas:



Na inscrição constava: Dificuldade - alta. E confesso que não dei bola, porque achei que estava preparado. "Achei", do verbo "cheguei lá e vi que não estava".

A altimetria da prova:




A gente sempre procura estar condicionado para o que vem pela frente, mas o que veio me surpreendeu. Aqui neste maravilhoso vídeo, você pode ver o pico do terceiro morro em que estivemos. É tão alto que o pessoal salta de parapente!

Já de imediato, meus elogios ao pessoal da Ultra Trail Eventos e da TRC Brasil, que como sempre fizeram um ótimo evento. Boa estrutura para os atletas e aquela animação característica das provas!

Disse em outros relatos aqui e repito: corro pra me vencer. Escolho distâncias e lugares que eu simplesmente acho que são desafiadores. E assim foi com na JaraguáSky: 5h e 15min de alegrias e batalhas.


Nas provas que participo, um ciclo sempre se repete: euforia na largada, reflexões de toda sorte pelo caminho e sentimento de conquista na chegada. É sempre assim.

Larguei com meu colega Bruno Wanke e fomos juntos até perto do quilômetro 9, após passar por duas subidas fortes, porém "ok". Até ali o corpo respondia bem e inocentemente achei que se até ali estava legal, o resta estava "ok". Logo percebi que fui juvenil...

Nessa foto do Luis Villar, você pode ter uma ideia de como eram diversas subidas. Sim, meu amigo, era só na base da corda.


Peguei uma do Fábio Holler também, mostrando a subida em mata quase fechada.


Para não dizer que não corri ali, uma minha também: 


A paulera foi grande. Sofri muito. Diversas vezes pensei em desistir - mas do que adiantaria? Desistir de uma prova no meio do mato? Quem iria me resgatar? O jeito era prosseguir.

Ao final da terceira subida (o morro das antenas), cheguei simplesmente moído e fiz questão de fazer a "cara que mais retratasse o estado do corpo" - acho que consegui.


Porém, como é comum após um longo esforço e muita batalha mental, a vitória acaba valendo a pena: 


Apesar do sofrimento, a vista lá de cima era incrível (uma pena estar tão quebrado e não ter curtido ela):

Após as 3 subidas, sabia que teria mais 6 quilômetros de descida (que viraram quase 9, porque a prova acabou com praticamente 24km). E se engana quem pensa que só porque desce é fácil. Como se costuma dizer, "a subida cansa e a descida machuca". Com as pernas em frangalhos, andar foi quase a única opção.

E após mais de uma hora descendo, alternado entre caminhada e corrida nos quilômetros finais, finalmente a glória de ter chego e vencido:


A alegria no rosto não representa o sentimento e as dores do corpo, mas expressa a felicidade de ter vencido a mim mesmo mais uma vez. A medalha não é nada, senão a materialização de todo o esforço e foco necessários.


Obrigado, Ultra Trail Eventos e TRC Brasil! 

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Relato dos 12km na Ultra Trail Celebration!




Relato aqui porque gosto de registrar e escrever é uma maneira de firmar ainda mais a experiência vivida.

Pois bem, neste sábado passado (09/11/2019), após 3 anos sem participar de corridas (aliás, correndo pouco, apenas jogando tênis e outras atividades), resolvi voltar às provas. Sou amador, corro pelo mero prazer do desafio e da alegria envolvida. A medalha pela participação é o foco, em vez do pódio - assim me decepciono menos e me divirto mais.

A ideia de voltar a correr, começou quando comentei sobre esta corrida com um colega da época de faculdade (o Bruno), e como ainda lembro muito bem da minha tentativa de completar os 50km e dos 23km sofridos de 2016, desta vez peguei mais leve, acreditando ser dentro do limite razoável para uma corrida com boas doses de alegria e esforço compartilhados - por isso em inscrevi nos 12km.

Quando falei com o Bruno, ele comentou que inclusive já estava inscrito na prova (sem termos combinado), então era o que faltava pra dar aquela motivação a mais. E como nós dois já estávamos com uma vida bastante ativa em outras atividades físicas, resolvemos fazer uma e tão somente uma pequena trilha, duas semanas antes da prova, pra dar aquela testada na musculatura e já dar um gosto da prova. O resultado:


Nos cortamos em algumas plantas pela trilha, porém, são cortes por viver e aproveitar a vida. Faz parte da emoção!

Pois bem, eis que chega o dia da prova. Acordei às 05:30, tomei café (e nada mais, pois não gosto de comer pela manhã) e o Bruno me pegou em casa às 06:00, rumo à Nova Rússia em Blumenau/SC.

Chegamos no evento e só quem já participou sabe o que é: vida em meio ao mato, tendas, equipes conversando, música, pórtico de chegada com gente ao microfone, local para comer... um verdadeiro espetáculo de experiência.

A prova era de 12km e esta era a altimetria (houve uma pequena mudança, mas dá pra ter uma ideia):


Se você já correu eu trilhas, sabe como é o percurso. Mas se ainda não correu, leia meus relatos anteriores (onde há mais fotos) e na primeira oportunidade, se inscreva em uma prova - há grandes chances de você gostar muito!

E é importante notar que assim como em qualquer esporte, muitas vezes o mental precisa de tanto preparo quanto o físico. São muitas as vezes em que o corpo está bom, mas a cabeça pensa em desistir (pelo simples fato de querer que o corpo pare com o esforço), assim como o contrário é verdadeiro. Treine!


No geral a prova foi "puxada", mas tranquila, em termos de esforço máximo. Ela consistiu de basicamente duas subidas mais fortes e uma boa dose de descida, onde podíamos imprimir uma velocidade mais generosa. A distância menor me ajudou a fazer um tempo legal: 1h e 35min, ficando em 10º colocado na categoria e 30º na geral entre os homens. Estou bem satisfeito, para a primeira prova depois de alguns anos.

Como sempre o evento foi muito bem organizado pelo pessoal da UT Eventos. Profissionalismo e ótimo serviço prestado, tanto em infraestrutura como das pessoas que trabalham. O pessoal do Foco Radical também está sempre presente, registrando estes momentos tão bacanas pra gente.

Finalizada a alegria, comi uma excelente cuca do pessoal da Cia da Cuca (uma das melhores da região!), comprei uma camiseta para corrida, conversei, ri, me lavei no riacho próximo e já comecei a pensar na próxima!

Lembre-se: após uma corrida, não importa a distância, você sempre sai vencedor, pois lutou consigo mesmo e venceu: 


E agora que voltei, já estou de olho e diversas provas para 2020,  pois algumas horas de esforço em meio à natureza são capazes de dar energia para muitos meses de trabalho!

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Livro em promoção!


O livro está com 50% de promoção, por ocasião da parceria com o Instituto Burke!

*após a confirmação de pagamento, você receberá o e-book em seu email cadastrado no PagSeguro.

terça-feira, 5 de junho de 2018

O cristão pode ter armas? Um cristão pode portar arma de fogo?

Se há uma dúvida constante entre os cristãos é aquela com relação ao uso de armas. Enquanto alguns argumentam que "a vida pertence ao Senhor" e por isso, segundo eles, ninguém as pode tirar, outros relembram as constantes passagens bíblicas sobre defender a si mesmo e evitar o mal ao próximo. Mas devemos lembrar que mais do que nossas opiniões ou gostos pessoais, a Bíblia é quem deve ter a última palavra.

Por isso, em 2013, escrevi um livro chamado "Armas, Defesa Pessoal e a Bíblia". Nas 159 páginas do livro, trago inúmeras interpretações bíblicas, comentários de diversos teólogos e colocações importantes acerca deste tema. Inclusive fiz algumas entrevistas com pessoas, para saber o que eles achavam sobre o assunto. Felizmente, devido à excelente procura que o livro teve, acabou esgotando todas as 700 unidades físicas produzidas.

Mas você ainda pode o adquirir no formato digital ou mesmo PDF, bastando acessar: http://www.livro.reformahoje.com.br

E se você já o leu, coloque nos comentários o que achou e quais sugestões teria para uma eventual segunda edição.

Que Deus os abençoe!

O culto online e a tentação do Diabo

Você conhece o plano de fundo deste texto olhando no retrovisor da história recente: pandemia, COVID-19... todos em casa e você se dá conta ...