quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Onde está o verdadeiro avivamento?

Texto por
Filipe Luiz C. Machado

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Depois da era medieval e da era moderna, estamos na era do avivamento! O evangelho está se propagando na velocidade luz, multidões estão "aceitando" Jesus, os bancos das igrejas estão cheios e não há falta de programas tele-evangelísticos 24hs no ar! Oh, glórias!

Mas onde está o real avivamento?
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Quando ouvimos falar sobre avivamento, geralmente nos vem a mente a imagem de uma miriade de pessoas reunidas, juntos ouvindo a palavra de Deus e o apelo sendo feito pelo pregador. Feito o apelo, então as milhares de pessoas vão até a frente do palco, recitam uma oração e instantaneamente se tornam cristãos e herdeiros do reino dos céus.

Não sei quanto a você, mas não lembro de ter lido em minha bíblia algo que relacionasse avivamento somente com crescimento. Posso estar enganado ou minha versão da bíblia ter sido adulterada por copistas, mas até onde li; não há tal referencia.

Avivar significa tornar mais vivo, dar brilho. Quando falamos de avivamento falamos em lapidar a forma e o agir do cristão. O avivamento descrito pela bíblia pode ser sim de multidões, mas geralmente é relacionado com uma mudança interna, em que Deus trabalha no coração do verdadeiro crente. Se queremos ser avivados, devemos ser lapidados.

Porém quando se lapida algo (um diamante), se perde algo. Como assim? Para o joalheiro lapidar um diamante, muitas vezes ele precisa desgastá-lo um pouquinho, afim de que o cristal obtenha a forma e o brilho desejado. De igual forma, quando somos lapidados por Deus (exemplo dado pela bíblia como sendo Deus o oleiro e nós o barro), ele tira resquícios de auto-suficiencia que há em nós, pensamentos contrários à sua vontade e uma infinidade de coisas que atrapalham nosso relacionamento com ele.

Davi é um bom exemplo disso. Um jovem pastor que derrubou o gigante Golias. Um feito fabuloso que expressou a glória de Deus e que mostrou ao povo do gigante Golias que o Senhor dos Exércitos era um Deus presente para com o povo de Israel. Contudo, não foi este o único "avivamento" em sua vida. Para falar a verdade não foi um avivamento (no sentido de lapidar) e sim, uma demonstração da glória de Deus ao povo de Golias e de Israel. Creio que um avivamento ocorrido na vida de Davi tenha sido aquele após ele ter se deitado com Bate-Seba e ter preparado o assassinato de seu marido. Quando ele finalmente reconheceu que havia pecado contra o Senhor e somente contra ele.

Devemos analisar nossa conduta e sermos sensíveis a voz de Deus. Quando Deus tocou no coração de Davi, ele fez com Davi caísse em si e visse o tamanho da desgraça que havia cometido. Davi então prostrado em terra, reconhece que havia transgredido a lei e clama por perdão.

Quero falar de um avivamento que começa em nossas corações. Um avivamento que começa em nosso quarto, quando ninguém está nos vendo ou nos vigiando. Avivamento este que acontece quando reconhecemos que somos falhos e que estamos vivendo uma vida de pecado perante a santidade do Senhor. Um avivamento que é eterno e não apenas momentâneo.

É certo que todos nós desejamos ver um grande avivamento, um estrondo de poder celestial que faça com que nossos rostos brilhem com a luz da aurora. Mas será que para isso acontecer, não é necessário primeiramente uma mudança interna? Se queremos ver a mensagem do reino sendo propagada com mais força e poder, não é prudente que antes entreguemos nossos caminhos ao Senhor para que ele faça o que bem entender de nós?

Com isso não quero desvalorizar o trabalho de pregadores e/ou missionários que levam a palavra de Deus a grandes multidões. É um ato louvável e digno de respeito (para com os verdadeiros pregadores da palavra). Porém não devemos imaginar que avivamento é sinônimo de multidões e de grandes festas.

Creio que muitos dos avivamentos que aconteceram na história do povo de Deus não são tidos como avivamentos hoje em dia. Um exemplo clássico é a Reforma Protestante. Há algum marco tão significado para a história dos avivamentos como esse? Por que então não é tido como tal? Talvez seja porque a Reforma foi um evento "silencioso", que não envolveu milhões de pessoas em uma cruzada evangelistica ou levou multidões a ouvirem uma mensagem de auto-ajuda não baseada na bíblia.

Para finalizar, lembro-me de um exemplo oportuno:

Já havia tempo em que certo pastor estava trabalhando duro para promover um ensino correto em sua congregação. Lutava por ter um ensino baseado única e exclusivamente na bíblia. Um exemplo de pastor Reformado! Mensalmente ele tinha a oportunidade de se reunir com outros pastores, para juntos compartilharem as bênçãos ministeriais. Chegou então o dia de ir a reunião e neste dia ele estava deveras alegre! Ao chegar, todos viram sua alegria e ele não via a hora de compartilhar com todos a sua euforia. Quando chegou sua hora de falar, ele disse: "Amados, tivemos o maior avivamento que minha igreja já presenciou!" Os demais pastores ficaram felizes e perguntaram: "Quantos pessoas foram adicionadas ao rol de membros!?" E o pastor respondeu: "Nenhum. Perdemos 500!"

Com este exemplo não quero dizer ou muito menos afirmar que quando pessoas saem da igreja é motivo para nos alegrarmos e festejarmos. Pelo contrário, o amor para com estas pessoas deve sempre ser presente. Porém o pastor estava feliz não porque havia perdido seus membros, mas sim porque estava sendo fiel as sagradas escrituras. E a triste realidade é que quando se é fiel as escrituras, muitas vezes diversas pessoas saem da igreja, pois não suportam a sã doutrina.

Meu desejo é que possamos experimentar o verdadeiro avivamento que começa em nossa alma. Se Deus assim quiser e desejar realizar grandes feitos em nosso meio, amém. Caso contrário, seremos gratos pela renovação feita em nossa vida e em nosso querer diário.


Deus abençoe a todos!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O que dizer dos dízimos e das ofertas?

Texto por
Filipe Luiz C. Machado

Não é de hoje e nem de ontem que ouvimos e lemos sobre dar o dízimo ao Senhor. Fomos ensinados a trazer nossos dízimos e ofertas e dizimar na casa do Senhor.
Mas será que é isso mesmo?
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"Irmãos! Jesus disse que devemos pagar o tributo a César e também o tributo a Deus, que é o nosso dízimo!"

Quem nunca ouviu esta expressão? Todos que cresceram ou que já frequentaram regularmente alguma igreja sabem muito bem que esse texto é regularmente usado na hora de pedir os dízimos e as ofertas. Analisaremos mais tarde se o texto em vigor pode ser utilizado para este fim. Por ora, façamos uma rápida análise dos dízimos e das ofertas e vejamos para que e como eles eram utilizados no A.T.

Os dízimos e as ofertas eram trazidos pelo povo de Israel ao templo. Eles serviam para a manutenção e sustento dos levitas. Fora uma ordenança de Deus para o povo de Israel. Em Levítico 27.32 lemos: "No tocante a todas as dízimas do gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao SENHOR". Vemos que o dízimo então era algo santo para Deus. Os israelitas também tinham grande temor quanto a essa prática, pois não queriam e nem deveriam ferir a santidade do Senhor. O povo trazia seus dízimos com o intuito de prover aquilo que o templo necessitava para se manter, além da primícia de ser uma ordenança dada por Deus.

Hoje em dia com o intuito de se sustentar uma igreja local, muitos pastores e obreiros tem se utilizado da prática dos dízimos para conseguirem recursos necessários para se manter a obra. É mais do normal que uma igreja necessite de dinheiro para pagar suas contas e dívidas. Porém tenho algumas considerações acerca da prática dos dízimos nas igrejas.

1. Como vimos, os dízimos serviam única e exclusivamente para sustento do templo. Após a vinda de Jesus, foi instituído um novo templo. Antes de Jesus morrer ele disse que destruiria o templo e em 3 dias o reconstruiria. A estrutura templária foi destruída para que em nós fosse inserida uma nova forma de pensar quanto ao que é o verdadeiro templo de Deus. O que hoje entendemos é que Deus não habita mais em templos feitos por mãos humanas, mas sim no coração daqueles que o buscam e vivem um vida conforme o seu querer.

1Coríntios 3.16 "Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?"

Paulo é enfático ao afirmar que hoje nós somos o templo de Deus. O templo não existe mais e por isso não há mais um lugar específico se adorar a Deus. Nossa vida passou a ser habitação de Deus e deve ser vivida como um culto constante ao criador e provedor de todas as coisas.

2. Há quem sustente que sem os dízimos é impossível sustentar uma igreja. Eu porém discordo desta afirmação. Devemos entender que não existe mais uma "igreja" no sentido de que ali se encontra o Senhor Jesus nos domingos a noite. Jesus está em nós e nós somos sua habitação. Neste ponto é importante salientar que embora não exista mais essa igreja (templo), nada nos proíbe de termos um local fixo para nos reunirmos e refletirmos. Não existe tal proibição, contudo não devemos nos reunir e pensarmos que podemos e devemos adotar todas as práticas do povo de Israel do A.T. Reunião é uma coisa, templo é outra.

3. Se os dízimos e as igrejas não "existem" mais, o que nós devemos fazer?

Mateus 22.20 "Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus".

Voltamos ao nosso texto inicial e com isso peço que você leia atentamente todo o capítulo 22 e verá que ele nada tem a ver com dízimos. Ele fala sobre um assunto completamente diferente, nem mesmo cita qualquer elemento que possa denotar dinheiro ou riqueza. O contexto deste versículo não nos deixa usá-lo para pedir dízimos. Alguns podem supor que se não existe mais o dízimo, também não existe o ato de ofertar a Deus. Porém esse pensamento se mostra falho e contrário as escrituras.

Amados, Deus não quer o nosso dízimo, nossa oferta ou qualquer coisa que nós possamos oferecer. Nada do que temos ou possuímos pode agradar a Deus. Ele apenas quer e tem o nosso coração.

A passagem que lemos acima nos informa como devemos proceder e que devemos pagar aquilo que o sistema do mundo exige. Impostos, cobranças, taxas e outras coisas são o que devemos dar a César. A Deus devemos dar o coração e nosso total dispor para com sua obra.

O verdadeiro cristão não é aquele que se limita a trazer somente 10% da sua renda corriqueira. O verdadeiro cristão é aquele que tem consciência de que tudo que ele possui pertence ao Senhor, e isto inclui o dinheiro, tempo, bens materiais, conhecimento, corpo físico e tantas outras coisas.

O fato de não termos mais os 10% como regra imposta por Deus, não nos deve levar a pensar que agora estamos livres de toda e qualquer contribuição. Pelo contrário, devemos levar sempre em nossos corações o princípio dos dízimos, princípio esse que Paulo muito bem expressou, dizendo:

"Portanto, quer comeis, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus" 1Coríntios 10.21

Deus abençoe a todos!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Por que você não gosta do Calvinismo?

Texto por
Filipe Luiz C. Machado

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Por que você não gosta do Calvinismo?





Você já formulou alguma resposta para esta pergunta (caso sua resposta seja que não gosta)?

O que você conhece sobre a vida e obra de Calvino que o faz não gostar?

Quantos livros e matérias acerca do calvinismo e seus ensinos você já leu?

Se ainda não leu alguma, por que continua a não gostar?

Sobre o que o calvinismo trata? Tem certeza que é apenas sobre a predestinação?

O que a bíblia nos ensina acerca da eleição do santos?

Se na sua opinião a predestinação faz Deus ser injusto, quer dizer então que você nega o que a bíblia diz sobre Deus e sua justiça?

Quando Jesus diz apenas que os "que o meu Pai me dá vem a mim", o que você entende por isso?

Você entende que Deus deu todas as pessoas do mundo para Jesus e por isso todos serão salvos?

Preferes acreditar que a salvação depende de você e de suas forças em vez de depositar sua fé e confiança no poder de Deus para te regenerar?

Talvez você pense que tenha o livre-arbítrio, mas como ele funciona?

Como você pode querer escolher Jesus se Ele não tocar primeiramente no seu coração?

Se Ele toca primeiramente seu coração e o faz gostar Dele, que tipo de livre-arbítrio é esse?

Os calvinistas crêem que o homem é 100% depravado em suas ações, o que você acha disso?

Se o homem não é totalmente depravado ele não necessita totalmente de Cristo, é nisso que você crê?

O que o calvinismo ensina acerca da proclamação do evangelho e do evangelismo?

Sempre te disseram que os calvinistas crêem que não precisam evangelizar, porém você já leu algum texto calvinista ou perguntou a algum sobre isso?

Você acha que converterá as pessoas pela eloquencia de suas palavras ou pelo poder de Deus que atua em você?

Se ser calvinista é ser alguém de mente fechada, o que dizer de outras formas de pensamento que são abertas a tudo e a todos?

Calvino é o único homem que os calvinistas seguem ou existem mais alguns?

A Reforma Protestante é única e exclusiva obra de Lutero ou existem mais pessoas envolvidas nela, incluindo Calvino?

Onde você leu que Calvino foi alguém perfeito, puro diante de Deus e que nós Calvinistas idolatramos a sua pessoa?



Para se julgar um ensinamento é necessáro conhecê-lo. Convido você a conhecer melhor o Calvinismo. Pesquise e responda a essas perguntas e depois tire suas conclusões.

Um abraço e que Deus nos abençoe!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O que é ser cheio do Espírito Santo?

Texto por
Filipe Luiz C. Machado

Pense um minuto consigo mesmo: quais são os frutos do Espírito Santo?
Amor, paz, alegria e domínio próprio ou curas, bençãos e obras sobrenaturais?

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Não sou uma pessoa que costuma ver televisão. Mas volta e meia dou uma passada pelos canais e é claro que acabo passando por algum canal de algum famoso "pastor e/ou missionário". Eu não teria nenhum problema em ficar olhando esses canais, salvo pelo fato de que a grandissíssima maioria deles é feita e construída em cima de bençãos, curas e análises erradas e tendenciosas da bíblia.

Percebo que nestes canais e também em seus jornais e revistas informativas, nos é constantemente informado que o crente verdadeiro é aquele que recebe tudo pela fé, é cheio de benção materiais e que faz obras sobrenaturais. Segundo estes, o crente cheio do Espírito Santo é extremamene espiritual. Ele ora e acontece, pede e recebe, determina e acontece!

Mas cá entre nós, o que a bíblia nos fala a respeito desses homens e de suas promessas?

Mateus 7.15,16 "Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?"

Devo confessar que antes de começar a estudar (de verdade) a bíblia, tinha dificuldade com este texto. Afinal, que frutos são esses de que Jesus fala? Seriam os frutos da evangelização? Das obras milagrosas realizadas? Quais seriam os frutos pelos quais conheceríamos os falsos profetas?

Em Gálatas 5.22 lemos "Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança."

Vemos claramente neste texto que o resultado de alguém cheio do Espírito Santo são frutos naturais, perceptíveis à raça humana e a todo indivíduo que nos cerca. Frutos que expressam de forma externa a atitude interna do Espírito Santo em nós! Em nenhum momento lemos que o crente verdadeiro é aquele que faz milagres ou obras miraculosa. Não conseguimos achar em toda a bíblia um único versículo que nos leve a tal conclusão!

Talvez alguém queira se defender com o versículo que diz "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai." João 14.12

"O termo grego meizõn, traduzido por “maiores”, no texto em apreço, literalmente é “coisas maiores”. Já o vocábulo “obras” (gr. ergon) significa: “trabalho”, “ação”, “ato” (VINE. W.E., Dicionário Vine, CPAD, pp.764,827), e não “milagres”, estritamente." Fonte: gospelprime.com.br

Até mesmo este texto que outrora parecia advogar a ação de pastores milagreiros e missionários curandeiros, é nada mais do que Jesus falando que nós faríamos ações maiores, mas ações essas em questão de alcance de território e no maior número de pessoas que ouviriam a palavra de Deus. Afinal, Jesus não percorreu todo o mundo pregando, ele nos incumbiu desta tarefa.

Para finalizar, lemos em Mateus 7.21-23 "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade."

A expressão "Senhor, Senhor" era usada como expressão de intimidade. Fonte: Nota de rodapé - Bíblia de Estudo de Genebra

É muito fácil chegar no púlpito e orar ao Senhor, clamar por suas bençãos e falar bonito. Isso é fácil e qualquer um pode fazer. Porém, Jesus mais uma vez nos alerta para que não caiamos no enredo de coisas demoníacas! Veja no versículo 23 como Jesus tratará tais pessoas: "E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade."

Jesus é enfático em suas palavras! Ele condena até mesmo aqueles que fazem milagres, curas e obras sobrenaturais em Seu nome! Condena aqueles que usam do poder de Seu nome para promoverem a si mesmos e fazerem de suas igrejas verdadeiros impérios intocáveis!

Amados, se queremos ser cheios do Espírito Santo precisamos andar em retidão com a a palavra. E este andar não é um andar sem vacilar ou pecar, mas sim um andar onde Cristo é a nossa estrada e o nosso alvo. Ser cheio de Deus é demonstrar ao próximo aquilo que Ele tem feito em nossas vidas. Os verdadeiros frutos do Espírito Santo na vida do crente se mostram em favor do próximo e em voltar-se para Deus a cada dia.

Que possamos viver cheios do Espírito Santo, frutificando e glorificando a Deus em todas as nossas ações. Não precisamos mostrar milagres e curas para confirmarmos que somos cheios d´Ele, afinal, nas palavras do apóstolo Paulo:

"E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo." 2Coríntios 12.9


Deus abençoe a todos!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Deus sempre responde nossas orações?

Texto por
Filipe Luiz C. Machado


Orar é uma prática comum entre os cristãos. Todos sabem que devem orar a Deus com fé e assim o fazem (ou deveriam fazer). Mas há um problema envolvido na oração: Deus sempre as responde?

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A prática da oração sempre fui estimulada, ordenada por Jesus e proclamada pelos apóstolos - Clique e veja o texto sobre o versículo "orai sem cessar".

Durante toda minha caminhada cristã aprendi a orar e que orar é conversar com Deus. Me ensinaram que Deus sempre responde nossas orações e que quando pedimos com fé ele certamente nos responde. E em até certo ponto, creio dessa forma. Mas como todo cristão ficava conturbado ao ter minhas orações "negadas" e ao pensar que a culpa era sempre minha, pois se tivesse fé suficiente seria curado ou traria a cura a alguém pela qual eu estivesse pedindo. Por que Deus não me respondia?

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1. "Deus sempre responde nossas orações"

Essa frase é clássica e dificilmente acharemos um cristão que nunca a ouviu. Mas o que seria uma oração respondida? Seria Deus responder afirmativamente nossas súplicas? Ou o seu silêncio também é uma resposta?

Infelizmente tem-se dissimulado heresias do tipo que condenam o cristão a orar pedindo por alguma coisa e dizendo "se for da tua vontade, Senhor", pois segundo estes, Deus sempre quer nos curar e nos fazer prósperos. Contra esses, não gastarei meu tempo fazendo uma apologética bem feita. A própria bíblia já a faz.

Creio que quando Deus não responde de forma positiva às nossas orações, Ele na verdade as responde. Ele responde porque até mesmo o silêncio ou o aparente não é uma resposta vinda de sua parte.

Quando pedimos e clamamos desesperadamente por algo que realmente precisamos e não somos atendidos, na realidade deveríamos ter um espírito de certeza de que se Deus não nos concedeu aquilo que pedimos, é porque não era o momento ou não era de sua vontade. E por isso deveríamos ficar felizes por fazer a sua vontade em nós

Talvez devessemos ilustrar o fato com a imagem de um crente orando a Deus e pedindo pela cura de uma enfermidade terrível, porém onde seu pedido é negado e ele continue sofrendo.

Para nós uma enfermidade é sempre algo ruim e nos traz desgosto e dor, mas talvez seja que para Deus não é assim. É fato que Deus não se agrada do sofrimento de seu povo, mas em certos casos ele as permite, e se permite é porque era de sua vontade que o indivíduo viesse a passar por aquela situação. Não digo isso dizendo que Deus não gosta de nos curar, mas sim que naquele momento essa não era sua vontade. Talvez com isso ele queira nos ensinar a perseverança, a confiança em seu amor e a dependência n'Ele. Precisamos aprender que nossa suficiência está apenas em Cristo, por mais doloroso que seja.


2. "Você tem que orar com fé, porque somente assim Ele te responderá"

Assino em baixo essa frase e digo amém. Mas faço uma pergunta: quando que ele me responderá?

Em Tiago 1.5,6 lemos sobre como pedirmor a Deus "Peça-a, porém com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte."

Sinceramente, nao consigo encontrar neste texto o momento em que seremos respondidos. Nem tão pouco a promessa de que seremos curados sempre que pedirmos. Tiago não nos dá nenhuma garantia de cura ou resposta instantânea após a oração. Tiago nos alerta a pedir com fé e a não duvidar, e é assim devemos proceder.

3. "Mas Jesus disse aquele negócio sobre lançar o monte no mar"

Para mim, quem defende uma doutrina e não sabe ao menos falar o versículo corretamente, deveria ser descartado da conversa. Creio que o versículo que eles vindicam seja esse:

Marcos 11:22-23 "E Jesus, respondendo, disse-lhes: Tende fé em Deus; Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito."

Esse é um dos versículos mais usados pelos "profetas" e curandeiros/pastores da atualidade. Dizem que no mesmo instante em que pedimos, somos atendidos. Mas, o que esse versículo diz?

Primeiro, ele nos exorta e ter fé em Deus, que é um princípio elementar para todo aquele que deseja pedir, falar e estar com Deus.

Segundo
, Jesus ilustra uma possível petição grandiosa. Afinal, mandar que um monte se erga e se lance no mar é algo fenomenal!

Mas a doutrina da bíblia não está em cima de um único versículo. É claro que cada versículo possui sua validade e autoridade, porém a bíblia como um todo é a doutrina. E se a bíblia é a doutrina, significa que toda a bíblia esta em conformidade e que as mais diversas passagens se harmonizam entre si (embora algumas sejam de difícil entendimento).

Devemos então olhar o versículo de Marcos à luz de toda a biblia. E quando lemos a bíblia entendemos que nem sempre Deus atende positivamente aquilo que pedimos ou desejamos. Jó clamou desesperadamente por sua cura. Foi atendido? Foi! No mesmo instante? Não!

Então por que devemos orar crendo que aquilo que pedirmos será feito? Simples: porque o poder de Deus pode todas as coisas.

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Essas e tantas outras passagens nos ensinam que podemos e devemos pedir coisas a Deus. Devemos apresentar a ele nossas angustias e preocupações, porém sabendo que dependemos apenas d'Ele para que sejamos atendidos.

Minha oração é para que nós sempre levemos uma vida de oração aos pés de Jesus, mas que jamais pensemos que por nossas próprias forças ou por nossas próprias orações podemos obter o que quisermos. Deus sempre responde, mesma que seja "não".


Deus abençoe!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Isaac Newton e os Falsos Mestres

Texto por
Filipe Luiz C. Machado
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Para quem não sabe ou não se lembra, hoje (4 de Janeiro) comemora-se o aniversário de Isaac Newton. Um breve biografia sobre ele:

"Isaac Newton nasceu em Londres, no ano de 1643, e viveu até o ano de 1727. Cientista, químico, físico, mecânico e matemático, trabalhou junto com Leibniz na elaboração do cálculo infinitesimal. Durante sua trajetória, ele descobriu várias leis da física, entre elas, a lei da gravidade. " Fonte: http://www.suapesquisa.com/biografias/isaacnewton/

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Diante do célebre aniversário deste grande homem, devemos fazer um paralelo e compararmos sua vida e suas descobertas com muitos "pastores e mestres" da atualidade.

A cada novo dia que surge, parece também surgirem novos pastores e profetas. O que não deixa de ser um fato bom, afinal, são mais pessoas pregando o evangelho e divulgando a palavra de Deus. Mas, e se esse evangelho que está sendo pregado não for o evangelho ensinado por Jesus e seus apóstolos?

Isaac Newton descobriu e criou várias leis da física, que ainda hoje (e creio que por muito tempo) são usadas e aplicadas. Porém, Newton descobriu algo que ainda não havia sido descoberto. Ele foi pioneiro em suas investigações e leis.

Já muitos ditos "pastores" de hoje em dia, tentam fazer o mesmo com a bíblia: tentam descobrir nela algo que ainda não foi descoberto. É claro que não sabemos tudo sobre a bíblia e nunca saberemos, mas devemos ter cuidado ao querermos "descobrir" algo novo nela.

Tentam "descobrir", ou melhor, reinventam versículos, ignorando completamente o seu contexto e significado original. Querem redescobrir a bíblia e fazer dela a cada dia uma nova caixinha de surpresas para o povo. Criam fórmulas numerológicas para pedirem ofertas de R$7,00, R$100,00 e R$900,00. Afinal, se Isaac Newton inventou e foi aceito, por que eles não seriam?

A falácia está por todo lado. É ligarmos a televisão durante a noite ou de madrugada e veremos os ditos pastores com seus novas fórmulas de curas e milagres miraculosos. E vou dizer uma coisa, esses pastores poderiam estar muito mais riscos! Quisera eles abandonar o púlpito e juntos abrirem uma empresa de Marketing e Comunicação. Tenho certeza que comprariam muito mais rápido seus aviões e carros blindados.

Irmãos, que não sejamos levados por todo aquele que diz que "descobriu" algo na bíblia ou que (supostamente) Deus revelou a ele determinado fato. Se Isaac Newton criou e descobriu várias leis da física que são aceitas hoje, é porque até aquele presente momento elas não existiam. Porém em nosso caso, se tratando da bíblia, já temos tudo aquilo de que precisamos. Não necessitamos de revelações, visões ou poderes extra-bíblicas. Precisamos unicamente da sã doutrina, que é a palavra de Deus.

Que neste 4 de Janeiro possamos lembrar de Isaac Newton, mas acima disso, nos lembrarmos que a palavra já nos foi revelada. Ela não precisa de novas revelações, precisa apenas de aplicações em nossas vidas.


"Eu consigo calcular o movimento dos corpos celestiais, mas não a loucura das pessoas". - Isaac Newton

Deus abençoe!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Agostinho...

"Nas coisas essenciais, unidade; nas não-essenciais, diversidade".




*só podemos nos unir com aqueles que não torcem nem negam a essência do evangelho. Não podemos andar de "mãos dadas" com pessoas que negam a mensagem teocêntrica do evangelho e/ou a distorcem para sem bel prazer.

Respeitar é uma coisa, ser conivente é outra.

O culto online e a tentação do Diabo

Você conhece o plano de fundo deste texto olhando no retrovisor da história recente: pandemia, COVID-19... todos em casa e você se dá conta ...