sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Entendendo o amor dos homens pelas mulheres


O amor do homem é diferente.

Os homens também amam, no entanto, seu modo de amar é diferente do da mulher. São afetuosos por natureza, mesmo não sendo tão diretamente ligado às suas emoções, quanto da mulher, o amor do homem ainda é muito real. É com frequência apenas mais prático e menos romântico em suas demonstrações.

Um pai que rola pelo chão com a filhinha fazendo-a rir a valer de suas cócegas, está demonstrando seu amor paternal pela criança. Um marido demonstra seu amor quando faz malabarismos na conta bancária a fim de comprar uma lavadora de roupa para o lar, um par se sapato para o Joãozinho, ou um casaco novo para a esposa. O homem que investe num terreno está planejando para o futuro daqueles a quem ama. Uma mulher pode encarar essas coisas apenas como necessidades, no entanto, elas demonstram o desejo que o homem tem de dar, partilhar e prover. Isso também é amor.

Assim, embora poucos homens possuam a habilidade de encantar uma mulher com expressões sentimentais românticas, são capazes de demonstrar seu amor em linhas calmas e racionais. Por exemplo: um marido traz seu salário regularmente para casa, usando todas as suas entradas para satisfazer as necessidades da família. É bem provável que o fato de levantar-se às 5:30 da manhã, durante cinco ou seis dias da semana, e trabalhar o dia inteiro, não seja muito emocionante para um homem, porém, seu amor pela família é a razão básica para continuar perseverando. Os homens suportam essa rotina a vida inteira e frequentemente não pedem mais que as refeições e um abraço no momento oportuno.

Quando um homem abre a porta do carro para sua esposa, ajuda-a a entrar e sair, e segura-lhe o braço enquanto caminham, revela seu instinto protetor. Quer protege-la do perigo ou qualquer coisa que venha a ameaça-la, o que é outra característica do amor masculino.

Não importa quão rude seja a aparência de um homem, a brandura e o amor ainda estão ocultos sob a superfície. Enquanto eu lecionava numa comunidade rural, uma esposa me contou, certa vez, de como seu marido, um plantador de trigo, arava a terra que rodeava um ninho de passarinho, de maneira a não tocá-lo, para não derrubar os ovinhos. O homem é bondoso, afetuoso, amoroso e sentimental por natureza. Possui modos brandos e é capaz de ser profundamente atencioso, expressando seu amor pela família numa infinidade de maneiras.

Se bem que o amor não seja a razão de viver do homem, ele não tem condições de viver sem ele. O amor é uma força motivadora para o trabalho, levando-os a fazer planos, sacrifícios, investimentos. Leva-o a se expandir e a continuar a luta pela vida. É por amor que ele desiste de sua condição de solteiro, assina na linha pontilhada, aceita inteira responsabilidade financeira pela esposa e por todos os filhos nascidos dessa união, e abandona seu bem mais prezado – a liberdade.

Não há limites para o amor que uma mulher pode receber de um homem, quando esta aprende a abrir a porta de seu coração, pois ela tem condições de prover a atmosfera emocional adequada para que ele expresse livremente seus sentimentos e ouse compartilhar seu amor.

- por Nancy Van Pelt

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Eclesiastes e as pequenas grandes alegrias da vida


Semana passada tive o prazer de ouvir um Prodcast do site Reforma 21, onde a equipe do blog conversou sobre o livro de Eclesiastes. Nunca tinha ouvido um um Prodcast deles; aliás, nem sequer estava procurando sobre este tema (mas vi alguém compartilhando no Facebook). Seja como for, foi o meio que o Senhor usou para falar comigo. E confesso que já ouvi várias coisas acerca de Eclesiastes, já li sobre e inclusive já escrevi com respeito ao mesmo (clique aqui). Porém, ainda que já tenha alguma familiaridade com o livro, as palavras do pr. Emilio Garofalo Neto, foram muito interessantes e me levaram a esta breve reflexão.

Comentava o Emílio sobre como as pessoas costumam buscar coisas "grandes" na vida e só se dão por satisfeitas ao criarem coisas "magníficas" e conseguirem algo que é humanamente grandioso. Pontuou, assim, que Salomão (provável escritor de Eclesiastes) teve todas estas grandezas da vida: fama, riqueza, sabedoria, um reino, súditos, exércitos, mulheres... Tudo o que um homem, humanamente, poderia querer em vida, em termos de status e bens, conforme ele mesmo descreve: "Ajuntei para mim prata e ouro, tesouros de reis e de províncias. Servi-me de cantores e cantoras, e também de um harém, as delícias do homem" (Ec 2.8).

Mas como compreender tais coisas à luz de tantas expressões repetidas como, "Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade" (Ec 1.2)? Ou ainda: "Outra vez me voltei, e vi vaidade debaixo do sol" (Ec 4.7). E como conhecemos: "Atenta para a obra de Deus; porque quem poderá endireitar o que ele fez torto?" (Ec 7.13). Todas estas e outras expressões encontradas, parecem ser contraditórias com respeito ao que Salomão possuía em vida. Não deveria ele exaltar a Deus pelo que tinha (exceto quando pecava, obviamente) e escrever um de louvor e exaltação?

A verdade é que, conforme o Emílio conversava, buscava demonstrar que é preciso entender o tipo de literatura bíblica em que Eclesiastes está inserido. É um livro que narra o sentimento de alguém que possuía tudo o que um se humano poderia desejar, mas que mesmo assim enxergava grandes aflições no mundo. Chegou a dizer que "Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor" (Ec 1.18). Por que ele escreveu isso? Acaso a sabedoria, o conhecimento, algo tão estimulado pela Bíblia, pode trazer enfado e dor?

Assim, tendo em mente que Eclesiastes é um livro que narra os sentimentos de alguém muito poderoso, Emílio pontuou algo importante: a palavra vaidade, recorrente nos capítulos do livro, significa, em hebraico, algo como vapor, fumaça, uma coisa que logo de dissipa e desaparece. Talvez, muito semelhante ao dito de Tiago: "Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece" (Tg 4.14). Neste sentido, então, nossa vida é vaidade, porque logo se vai.

Bem, mas o que isso tem a ver com o título de nosso texto? Tudo, porque muito embora Salomão tivesse todas as coisas que desejou, percebeu que nada disso, por si só, traz a felicidade. Isto é, as coisas grandes e notórias ao mundo, não são sinônimo de necessário regozijo, e sim, ele pontua que são nas pequenas coisas da vida em que a alegria é encontrada: "Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe com coração contente o teu vinho, pois já Deus se agrada das tuas obras" (Ec 9.7). Igualmente: "Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida, e no teu trabalho, que tu fizeste debaixo do sol" (Ec 9.9). E continua dizendo: "Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma" (Ec 9.10).

Com estas expressões, Salomão não está sendo irônico acerca do comer e beber com alegria pelo fruto do trabalho; não há sarcasmo para que o homem se deleite com a mulher que ama, pois uma vez que a vida é vaidade (passageira), "esta é a tua porção nesta vida"; e também não está debochando para que nos dediquemos a tudo o que o Senhor nos colocar à mão, e sim estimulando a todos para que aproveitem tudo aquilo que tiverem, "porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma". Resumindo: aproveite todas as coisas da vida - desde o comer até qualquer outro ato "simples" da vida.

Desta forma, compreendemos que o intento de Eclesiastes (uma das conclusões - veja outra em Ec 12.23-14), longe de ser um livro para enfraquecer e fazer esmorecer o ânimo cristão, busca demonstrar que a genuína felicidade não está em ter tudo aquilo que o mundo julga ser "grande" e "notório", e sim em viver o cotidiano de maneira proveitosa, comendo e bebendo com alegria, se regozijando com o cônjuge que o Senhor Deus nos dá e executando com grande empenho tudo aquilo que surgir para ser feito.

Que o Senhor nos leve a este grande aprendizado e aplicação, nos fazendo entender que cada detalhe de nossa vida pode ser feito para Sua honra e glória (1Co 10.31), e que isto pode ser muito agradável, não necessitando, ninguém, se entristecer porque não fez algo "grandioso" na vida, porque se conseguirmos nos deleitar nas coisas mais "pequenas" da criação, estaremos desfrutando de algo maravilhoso.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

[VÍDEO] Como escrever um livro? Dicas de um escritor (parte 1)

Neste vídeo, abordo as questões preliminares da escrita. Eis os pontos que você deve considerar:

1. Defina se vai escrever para vender ou somente para si;
2. Faça testes antes de realmente escrever;
3. Compreenda as peculiaridades de cada tipo literário;
4. Não pense que inovação é sinônimo de sucesso;
5. Leia livros com temáticas e gêneros semelhantes.


Não se esqueça de assinar o canal: 

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

[VÍDEO] Adesivos cristãos em carros! Uma boa ideia?

Leitores do blog, a partir de hoje estarei postando uma série de vídeos em meu canal pessoal. Assim e cliquem em "curtir" no YouTube, caso apreciem os materiais!

Link do canal: https://www.youtube.com/channel/UCa-3g-eqMc_p7XerK0e8Vrw

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A importância da amizade para a teologia



Neste mundo, duas coisas são essenciais: uma vida saudável e a amizade… – Agostinho

Como nós desenvolvemos nossa teologia como cristãos que levam a sério o chamado de “crescer na graça e conhecimento de nosso salvador, Jesus Cristo”?

Em algumas ocasiões, tive o prazer de ouvir outros falando sobre o que lhes motiva quanto a isso. Provavelmente, todos nós temos alguns hábitos que têm sido particularmente úteis para nosso desenvolvimento teológico no decorrer de nossas vidas. Eu acredito que uma maneira de crescer no conhecimento de Deus é por meio da amizade.

Um dos melhores dons que Deus me deu são amigos que são mais espertos e mais teologicamente perspicazes que eu. Quando conversamos, eu posso ouvir como eles argumentam, raciocinam, pensam, etc. Interações pessoais nos dão algo que livros ou discurso online não podem oferecer.

Ao discutir ou debater um ponto teológico, um amigo pode oferecer uma contrapartida e você precisa, então, aprender a pensar por si só. Sem poder sair para ler um livro, você precisa ser capaz de justificar ou modificar sua opinião. Isso é “teologia em ação”. Afinal, nós devemos testar-nos no debate teológico quando não temos um livro ou o Google para nos resgatar. E, felizmente, seus amigos normalmente não citam longos parágrafos na sua cara – “Como Calvino diz…”. Tem coisa pior em uma discussão online que alguém colar uma citação gigante para provar seu argumento? Suponho que sim, mas ainda assim…

Além disso, com um amigo, vocês podem começar aparentemente discordando do outro, mas, após uma longa discussão (e – aham – distinções teológicas apresentadas!), vocês acabam percebendo que não estão tão distantes. Na verdade, você aprende que, às vezes, há diferentes formas de expressar a mesma verdade.

Ter a voz e os olhos de alguém diante de si é muito melhor que pixels numa tela. E mais: o bom de ter um amigo com quem discutir teologia é a liberdade de realmente botar tudo pra fora (i.e., argumentar) sem se preocupar se a amizade acabará se vocês terminarem discordando no fim. Alguns dos meus argumentos teológicos mais vigorosos foram apresentados aos meus melhores amigos. Eu adoro insultá-los, sabendo que 99% é afeição e 1% acidez.

Também devemos lembrar que amizade nos torna mais clementes em relação às diferenças teológicas daqueles que não conhecemos, mas discordamos teologicamente. Alguns caçadores de heresia provavelmente precisam sair mais e desenvolver amizades com pessoas de outras tradições teológicas. Há perigos, claro, mas eu creio que a amizade nos ajuda a ser lentos para criticar, especialmente nas conversas online.

Eu me pergunto se alguns cristãos têm quase todas as suas interações teológicas apenas com amigos via Facebook e Twitter, ao invés de face-a-face. Que tristeza se isso for tudo. Afinal, quando eu estou debatendo teologia com um amigo, eu preferiria ter a opção de oferecer mais de 140 caracteres e também de chamar-lhe de algo ruim, porém com um sorriso no rosto enquanto faço isso. Soltar um emoticon sorridente é simplesmente inapropriado ao debater teologia online, mas sorrir quando você chama seu amigo de “louco” parece natural e correto.

À luz disso, permita-me oferecer uma defesa da educação teológica formal em um seminário, e não online. Certo, às vezes, seminaristas são os parceiros de conversa mais irritantes. Eles têm muito mais zelo e arrogância que conhecimento – uma combinação perigosa. Mas as amizades desenvolvidos no seminário podem ter real valor teológico a longo prazo, e também a curto prazo, se houver a disposição de ouvir em vez de falar o tempo todo.

Busque amizades com aqueles que são mais inteligentes e piedosos que você, e você terá uma grande vantagem sobre os outros em seu desenvolvimento teológico. Quase toda vez que vou à reunião do Supremo Concílio da minha denominação – um ótimo lugar para amizade, discussão teológica e pastores esquisitos desfilando suas gravatas-borboletas – eu peço a Deus por uma nova amizade.

- por Mark Jones
Fonte: Reforma21

O culto online e a tentação do Diabo

Você conhece o plano de fundo deste texto olhando no retrovisor da história recente: pandemia, COVID-19... todos em casa e você se dá conta ...