Amados, àqueles que não possuem a obra Compêndio de Teologia Apologética de Francis Turretin (1623-1687), segue anexo "fotos" do livro, onde ele comenta sobre o 2º mandamento.
Para melhor visualização, clique nas imagens.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
5 Maneiras de Orar por Seu Pastor em 2013
Um dia desses eu recebi uma carta de um médico que eu não conhecia até então. Tendo me dito o quão ele havia sido beneficiado por alguns de meus sermões e artigos, ele continuou e me disse: “Eu oro por você. Eu serei capaz de fazê-lo diariamente agora, e estou certo de que você será ajudado e fortalecido em seu ministério e sua família.” Este foi um enorme conforto e encorajamento para mim. Ao contrário do que algumas pessoas possam supor, ministros do evangelho precisam desesperadamente das orações dos santos. Um de meus professores de seminário costumava dizer ao corpo discente: “Pastores possuem um alvo em suas costas e pegadas em seus tórax.” Esta é uma descrição bastante apropriada das dificuldades que os servos de Deus são chamados para suportar por causa do evangelho. Os dardos inflamados do maligno estão persistentemente sendo atiradas em pastores. Além disso, o mundo está ansioso por atropelá-los em qualquer oportunidade. Isso é, infelizmente, também uma realidade com relação a alguns na igreja.
Com tanta oposição e dificuldade de dentro e de fora, pastores precisam constantemente que o povo de Deus esteja orando por eles. O pastor precisa das orações das ovelhas tanto quanto elas precisam das orações dele. Ele também é uma das ovelhas de Cristo, e está suscetível às mesmas fraquezas. Ainda que haja muitas coisas que se possa orar pelos pastores, aqui estão cinco categorias escriturais diretas:
1. Ore para que ele seja protegido espiritualmente contra o mundo, a carne e o Diabo.
Quer tenha sido a ira pecaminosa de Moisés que levou-o a golpear a rocha (Números 20:7-12), o adultério e o assassinato de Davi (2 Samuel 11), ou a negação de Pedro ao Senhor (Mateus 26:69-75) e a negação prática da justificação somente pela fé (Gálatas 2:11-21), os ministros são confrontados com a realidade da fraqueza da carne, das investidas do mundo e da fúria do diabo (veja este artigo). Tem havido uma pletora de ministros que caíram em práticas pecaminosas na história da igreja, trazendo assim desgraça para o nome de Cristo. Visto que Satanás tem os ministros do evangelho (e suas famílias) trancados em sua mira; e visto que a honra de Deus está em jogo de maneira intensificada com qualquer ministro público da palavra, membros de igreja devem orar para que seu pastor e a família de sue pastor não seja uma vítima do mundo, da carne, ou do Diabo.
2. Ore para que eles sejam livrados dos ataques físicos do mundo e do Diabo.
Enquanto esteve aprisionado em Roma, o apóstolo Paulo encorajou os crentes em Filipos a orarem por sua libertação quando escreveu: “Estou certo de que isto mesmo, pela vossa súplica e pela provisão do Espírito de Jesus Cristo, me redundará em libertação” (Filipenses 1:19). (Veja também 2 Coríntios 1:9-11).
Quando Herodes prendeu Simão Pedro, nós aprendemos que “havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele” (Atos 12:5). Após uma libertação digna do Êxodo, Lucas nos diz que Pedro apareceu na casa onde os discípulos estavam continuamente orando por sua libertação. Este é ainda outro exemplo do ministro sendo livrado do mal devido, em parte, às orações dos santos.
3. Ore para que portas sejam abertas para eles para que espalhem o evangelho.
Em sua carta aos Colossenses, Paulo pediu à igreja que orasse “para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado” (Colossenses 4:3). O sucesso do compartilhamento do evangelho é dependente, em parte, das orações do povo de Deus. Desta maneira, a igreja participa do ministério do evangelho com o pastor. Embora ele não seja o único no corpo que seja chamado para espalhar a Palavra, ele possui o chamado único de “fazer o trabalho de um evangelista.” Os santos o ajudam a cumprir este trabalho orando para que o Senhor abra as portas “à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo.”
4. Ore para que eles tenham ousadia e poder para pregar o evangelho.
Além de orar para que portas sejam abertas para o ministério da palavra, o povo de Deus deve orar para que os ministros possuam uma ousadia forjada pelo Espírito. Quando escreveu à igreja de Éfeso, o apóstolo Paulo pediu que eles orassem “para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho” (Efésios 6:19). Há uma história muito conhecida de vários estudantes universitários indo visitar o Tabernáculo Metropolitano para ouvir Charles Spurgeon pregar. A história diz que Spurgeon os encontrou na porta e se ofereceu para mostrar-lhes o lugar. Em determinado momento, ele perguntou se eles queriam ver as instalações do aquecedor (a sala da caldeira). Ele os levou ao subsolo onde eles viram centenas de pessoas orando para que Deus abençoasse o culto e a pregação de Spurgeon. A reunião do povo de Deus para orar pelo ministério da Palavra é o que ele chamava de “as instalações do aquecedor!” Crentes podem ajudar os ministros orando para que lhes seja dada ousadia e poder na pregação do evangelho.
5. Ore para que eles tenham um espírito de sabedoria e entendimento.
Uma das mais urgentes necessidades de um ministro do evangelho é que lhe seja dada a sabedoria necessária para aconselhar, para saber quando confrontar, para mediar e discernir as necessidades pastorais particulares de uma congregação. Esta é uma necessidade que absolutamente abrangente e recorrente. O ministro é confrontado diariamente com os desafios particulares para os quais ele necessita desesperadamente da sabedoria de Cristo. É dito a respeito de Jesus que “o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza” repousaria sobre Ele (Isaías 11:2). Os servos de Cristo precisam do mesmo Espírito. Muito prejuízo é causado na igreja como um todo se o ministro não procede com a sabedoria proporcional aos desafios com os quais ele é confrontado. Aqueles que se beneficiam de sua sabedoria podem ajudar o ministro pedindo para que esta divina bênção venha do céu e repouse sobre ele.
- por Nicholas Batzig
Fonte: Blog Fiel
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
8 Pontos Para Ajudar a Lidar com a Aflição
Ontem [12/12/2012] eu me submeti a uma segunda cirurgia pequena, em um intervalo de várias semanas, por causa de um câncer basocelular de pele em meu rosto. Não é algo muito sério, já passei por isso uma meia dúzia de vezes. Entretanto, ontem foi mais doloroso. Injeções no nariz para anestesiar a área infectada não nos fazem sentir bem! Depois de o dermatologista retirar uma camada, você vai para uma sala de espera com uma meia dúzia de outras pessoas que estão infectadas de forma similar – todos com grandes curativos sobre o nariz e outras partes do rosto. Arrisco dizer que todos ficam orando secretamente enquanto esperam que o médico tenha removido todo o câncer já na primeira sessão. O tempo de espera entre as sessões gira em torno de quarenta e cinco minutos à uma hora.
Bem, basta dizer que ontem metade das pessoas foram tratadas com sucesso após a sessão 1, e quase a outra metade na sessão 2 – todas com exceção de mim. O dermatologista finalmente teve sucesso com meu caso depois da sessão 3. Isso significa ter sido anestesiado quatro vezes e muitas picadas no nariz e nas áreas em volta durante todo o dia. Acabamos ficando lá por seis ou sete horas.
Para minha vergonha, eu estava começando a murmurar quando fui o único que restou na sala. Duas coisas providenciais me ajudaram, entretanto. Uma delas foi uma doce senhora metodista que ficava nos dizendo que a vida dela estava nas mãos de Deus de forma que não importava quantas sessões ela teria que se submeter. O testemunho dela foi bastante humilhante.
Mas o segundo, e mais útil, foi o livro que eu estava editando durante os períodos de espera – a primeira biografia sobre o puritano Arthur Hildersham, a qual a Reformation Heritage Books espera publicar no próximo mês. Assim que minha murmuração começou a surgir, cheguei a um notável capítulo do livro sobre as aflições que Hildersham teve que enfrentar em sua vida, e como ele, então, escreveu sobre 8 pontos para ajudar a lidar com a aflição. Rapidamente, aqui estão eles:
1. Pense sobre aflição, espere-a, e se prepare para ela antes de ela chegar.
2. Afaste seu coração do amor por coisas terrenas de forma que quando perdas e cruzes chegarem, você estará apto a se curvar diante delas em doce submissão.
3. Familiarize-se completamente com as Escrituras, pois elas preparam as pessoas para a aflição, e nos ensinam a paciência e o conforto na aflição, como nenhum outro livro consegue.
4. Esforce se por perceber o quão pecador você realmente é, de maneira que você entenderá que aquilo que você está suportando não é nada se comparado ao que você merece.
5. Antes que provação chegue, tenha certeza de que você tem uma fé verdadeira e viva, e uma agradável convicção de sua reconciliação com Deus através de Cristo, pois a fé em Cristo e a segurança do bem-estar da sua alma nEle lhe capacitará a beber “a porção mais amarga da mão dEle”.
6. Lembre-se de que você possui a esperança da glória eterna se e quando você morrer.
7. Antes que a aflição chegue, seja diligente em “levar uma vida piedosa e estar com a consciência limpa”.
8. Deixe que a oração lhe fortaleça em todas as provações.
Que ajuda esses oitos pontos foram para mim ontem! Como um crente pode murmurar depois de meditar em uma lista como essa? Na verdade, Deus é mais bondoso conosco em nossas piores provações do que nós somos para Ele em nossos momentos mais piedosos e de maior retidão.]
- por Joel Beeke
Fonte: iPródigo
Fonte: iPródigo
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
25 Marcas de um Cristão Desviado
Como se Parece o Desvio?
No seu livro, Revival (Avivamento), Richard Owen Roberts apresenta 25 evidências de uma condição desviada. Ele elabora cada uma delas, mas eu vou apenas dar-lhe os pontos aqui. Considere-os seriamente.
1. Quando a oração deixa de ser uma parte vital de uma vida cristã professa, o desvio está presente.
2. Quando a busca pela verdade bíblica cessa e a pessoa se torna contente com o conhecimento de coisas eternas já adquirido, não pode haver dúvida quanto à presença do desvio.
3. Quando o conhecimento bíblico possuído ou adquirido é tratado como um fato externo e não aplicado internamente, o desvio está presente.
4. Quando pensamentos ardentes sobre as coisas eternas deixam de ser regulares e consumidores, isso deveria ser como um sinal de alerta para o desviado.
5. Quando os cultos da igreja perdem seu deleite, uma condição de desvio provavelmente existe.
6. Quando discussões espirituais profundas são um constrangimento, há certamente uma evidência de desvio.
7. Quando os esportes, a recreação e o entretenimento são uma parte grande e necessária de seu estilo de vida, você pode concluir que está ocorrendo um desvio.
8. Quando os pecados do corpo e da mente podem ser praticados sem uma revolta na sua consciência, a sua condição de desviado é certa.
9. Quando as aspirações por uma santidade semelhante à de Cristo param de dominar sua vida e seu pensamento, o desvio está ali.
10. Quando a aquisição de dinheiro e bens materiais se torna uma parte dominante de seu pensamento, você tem uma clara confirmação de desvio.
11. Quando você pode pronunciar canções e palavras religiosas sem o coração, tenha certeza de que o desvio está presente.
12. Quando você pode ouvir o nome do Senhor ser tomado em vão, questões espirituais ridicularizadas e questões eternas tratadas de forma frívola, sem ser levado à indignação e ação, você está desviado.
13. Quando você pode assistir a filmes e programações de televisão degradantes e ler literaturas moralmente debilitantes, você pode estar seguro de seu desvio.
14. Quando quebras de paz na irmandade não são motivo de preocupação para você, isso é uma prova de desvio.
15. Quando a menor desculpa parece suficiente para afastar você do dever e da oportunidade espiritual, você está desviado.
16. Quando você fica satisfeito com sua falta de poder espiritual e não mais busca repetidos revestimentos de poder do alto, você está desviado.
17. Quando você desculpa seu próprio pecado e preguiça dizendo que o Senhor entende e lembra que somos pó, você revela sua condição de desviado.
18. Quando não há mais música em sua alma e em seu coração, o silêncio testifica de seu desvio.
19. Quando você se ajusta alegremente ao estilo de vida do mundo, seu próprio espelho vai lhe dizer a verdade sobre seu desvio.
20. Quando a injustiça e a miséria humana existem ao seu redor e você não faz nada para aliviar o sofrimento, fique certo de seu desvio.
21. Quando a sua igreja caiu em declínio espiritual e a Palavra de Deus não é mais pregada ali com poder e você permanece satisfeito, você está em uma condição de desviado.
22. Quando a condição espiritual do mundo declina ao seu redor e você não consegue percebê-lo, isso é testemunho da sua situação de desvio.
23. Quando você está disposto a enganar seu empregador, o desvio é patente.
24. Quando você se acha rico em graça e misericórdia e se maravilha com sua própria piedade, então você caiu profundamente em desvio.
25. Quando suas lágrimas estão secas e a realidade espiritual dura e fria de sua existência não é suficiente para fazê-las rolar, veja isso como um terrível testemunho da dureza de seu coração e da profundidade de seu desvio.
- por Joe Thorn
Fonte: Voltemos a Evangelho
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Comentário do autor do blog: a expressão "Cristão Desviado" deve ser corretamente entendida. Não se está a falar da perda de salvação, mas da ovelha que se perdeu (das igrejas do Apocalipse que tinham condutas perversas... - há diferença entre "estar desviado/perdido", como o filho pródigo, e o nunca ter sido cristão, como lemos em 1Jo 2.19). Todavia, tal ovelha, se pertencer ao rebanho do Justo Pastor, será resgatada, no tempo oportuno, para a glória de Deus.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Criando filhos Que o Mundo Odiará
Quando eu era garoto, meu pai me perguntava: “O que você quer ser quando crescer?” E eu respondia com franqueza (adoravelmente, sem dúvidas), “um papai”. Quando meu implacável e realista pai me informou que ninguém me pagaria para ser pai, eu lhe disse que ficaria feliz se pagassem a mim.
Em 2011, meu sonho de me tornar pai tornou-se realidade quando meu filho, Oscar, nasceu. Desde este dia, minhas esperanças e sonhos se voltaram para o que o Oscar será quando crescer. É claro que eu gosto de imaginar ele crescendo bonito, talentoso, piedoso e amável, mas não tem como saber isso ainda. É quase certo que ele terá uma grande afinidade pela Texas A&M (Universidade de pesquisa co-educational pública localizada em College Station, Texas) e pelo Green Bay Packers (time de futebol americano com base em Green Bay, Wisconsin). Sem dúvida, ele terá uma cabeleira decepcionante, gostará de comer e suará mesmo quando estiver frio. Para a maioria das coisas, no entanto, vou ter que esperar para ver o que ele vai ser quando crescer.
Muitas vezes, eu sonho com o grande homem que ele pode ser e quão amável ele será para os outros. Eu sonho que técnicos, professores e pastores irão aprová-lo e até mesmo se impressionar com ele. Imagino seus colegas tendo alta consideração por ele, querendo estar perto dele o tempo todo. Eu imagino que a geração que o segue irá admirá-lo. Eu amo a ideia de que, enquanto ele se torna um homem, ele alcançará favor em tudo e com qualquer pessoa que ele entrar em contato. Alguns desses desejos são saudáveis, e alguns são orgulhosos.
Eu tenho um forte, e certamente não incomum, desejo de que meu filho seja validado pelo amor das outras pessoas. Muitos pais querem que seus filhos ou filhas sejam pessoas amadas, mas este desejo não é o que faz João 15.19 tão transformador e importante quando confronta a maneira como preparamos nossos filhos para o futuro. Cristo diz a seus discípulos: “Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia”. E não é apenas em João 15.19. Há muitos textos nas Escrituras que descrevem a relação conflituosa que os seguidores de Deus terão com aqueles que não são crentes.
Lendo isto, percebi que se Deus responder minhas orações para que meu filho se torne um seguidor de Cristo, as pessoas irão odiá-lo. Sem dúvida, as pessoas serão absolutamente repelidas por meu filho.
Se Deus graciosamente salvar meu Oscar, pessoas irão chamá-lo de fanático e homofóbico. Alguns irão ridicularizá-lo como um machista da mesma forma que eles desprezam suas crenças “sexistas”. Ele será desprezado como um “mente fechada” por dizer que Jesus Cristo não é apenas Deus, mas o único Deus. Ele provavelmente vai conhecer uma garota que o insulta por sua masculinidade ou por considerá-lo antiquado por esperar um casamento sem ter tido sexo. Seus colegas irão achar que ele é um puritano. Valentões irão chamá-lo de covarde. Sua integridade atrairá insultos como “caxias” (eu não sei o que isso significa).
Os professores acharão que meu filho ignora os fatos científicos sobre nossas origens, incitando seus colegas de classe a acharem ele um idiota. Pessoas vão dizer que ele foi desviado por seus pais a um caminho ultrapassado de moralidade mascarado por um relacionamento com Deus. Consultores financeiros irão achar que ele é irresponsavelmente generoso. Quando ele tomar uma decisão, haverão aqueles que não tolerarão sua intolerância. Ele será julgado como julgador. Ele terá inimigos e eu pedirei que ele os ame, e mesmo por isso ele parecerá um tolo.
Se você é como eu e espera que seus filhos sejam seguidores devotos e completos de Cristo, então precisamos criar uma geração que está preparada para ser distintivamente diferente de seus colegas. Em muitas formas, isto é o oposto da minha inclinação natural de como criar meu filho. Criar filhos que estão prontos para serem odiados significa criar crianças que não têm vergonha de seu amor por Deus mesmo em meio ao ódio e à alienação. Independente dos insultos serem legítimos ou ingênuos, oro para que nossos filhos estejam prontos para manterem-se firmes em meio a um mundo que os odeia.
- por Adam Griffin
Fonte: iPródigo
sábado, 5 de janeiro de 2013
O Problema de Focar no Seu Casamento
Focar no seu casamento pode ser uma boa coisa. E isso pode realmente bagunçar tudo.
Isso depende do tipo de foco você está dando. Se isso envolver uma sessão extra de atenção, consciência e investimento, para aprofundar as raízes ou para curar - e então para melhor refletir Jesus e Sua noiva - isso pode ser uma dádiva. Muitos de nós temos lucrado com épocas como essa, e talvez deveríamos fazer isso com mais freqüência.
Porém há um outro tipo de foco no seu casamento - e em particular, os bons efeitos do casamento - que podem verdadeiramente roubar o casamento do seu poder para transformar o mundo designado por Deus.
Os Maravilhosos Efeitos do Casamento
Casamento é uma extraordinária realidade, a qual frutifica extraordinariamente não apenas na igreja, mas também na sociedade. É um trágico sinal de que um tsunami de dor está vindo quando a civilização começa a mexer com sua concepção de casamento.
Os bons efeitos incluem, entre outras coisas, beneficiar a saúde, emprego, aumentar os ganhos, o sucesso material dos filhos e até mesmo remediar a pobreza. O casamento sustenta incomparavelmente a balança social em benefício dos pobres, minorias e crianças.
Comece fazendo uma lista dos frutos, e irá parecer que os efeitos pragmáticos de casamentos sólidos são inesgotáveis. Mas o perigo espreita.
Quem Está no Centro
Deus não criou o casamento para ser o centro do universo na nossa vida, mas sim Seu eterno Filho. Ele quer nos dizer para termos nosso crucificado e ressurreto noivo no centro, e por causa do peso de Sua pessoa e obra, manter o planeta casamento - de grande tamanho em termos de planetas, mas ofuscado pelo sol - em sua órbita adequada e no seu campo gravitacional de suporte a vida. O casamento não significa meramente uma sociedade frutífera. O casamento é para nos mostrar Jesus e seu poder de mudar o mundo.
No livro "Esse Casamento Momentâneo"¹, John Piper reconhece que ele deixa de falar muito sobre os bons efeitos do casamento. Mas há um plano nisso. Os problemas vêm quando nós focamos em nosso casamentos como o grande remédio para os problemas da sociedade, ao invés da graça do Noivo para quem o casamento aponta.
"Focar nos efeitos pragmáticos do casamento mina o próprio poder do casamento para alcançar os efeitos desejados. Em outras palavras, por causa de todos esses benéficos efeitos práticos, nós não devemos focar neles. Esse é o modo de vida que foi designado por Deus para funcionar. Faça d'Ele e da glória do Seu filho o centro, e você obtém os efeitos práticos inclusos. Faça dos efeitos práticos o centro e você perde ambos.
… Quero que as pessoas florescam em todos os sentidos. Quero que os pobres levantem-se em alegria, auto sustento, trabalho produtivo e famílias estáveis. Portanto, por causa destes bons efeitos do casamento, que seja anunciado com alegria que há razões para o casamento que são muito mais importantes.
O casamento não é principalmente a respeito de prosperar economicamente; é sobre exibir a contínua aliança de amor entre Cristo e Sua igreja. Conhecer a Cristo é mais importante do que ganhar a vida. Entesourar Cristo é mais importante do que criar filhos. Estar unido a Cristo pela fé é uma fonte maior de sucesso no casamento do que sexo perfeito e prosperidade com renda em dobro.
Se nós fizermos das coisas secundárias o primárias, elas cessam de ser secundárias e tornam-se idolatria. Elas tem seu lugar. Mas elas não estão em primeiro, e elas não estão garantidas...
Assim é com o casamento. Ele é um presente momentâneo. Ele pode durar uma vida inteira, ou pode ser arrebatado na lua de mel. De qualquer forma, ele é breve. Ele pode ter muitos dias ensolarados ou pode ser nublado. Se nós fizermos das coisas secundárias as primárias, nós vamos ser amargurados nas tristrezas que vamos enfrentar. Mas se nós decidirmos fazer do casamento, sobretudo, aquilo que Deus designou para ser, nem tristezas e nem calamidades podem ficar no nosso caminho. Cada um deles será, não um obstáculo para o avanço, mas um caminho para avançar. A beleza do amor pactual duradouro entre Cristo e Sua noiva brilha infinitamente mais quando nada além de Cristo pode sustentar isto".
- por David Mathis
Fonte: FireLandMissions
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Refrigerando o inferno: Como Acontece o Liberalismo
Os teólogos liberais não tencionam destruir o cristianismo, e sim salvá-lo. Na verdade, o liberalismo teológico é motivado pelo que pode ser descrito como motivação apologética. O padrão do liberalismo teológico é muito claro. Os teólogos liberais estão absolutamente certos de que o cristianismo precisa ser salvo... de si mesmo.
LIBERALISMO: SALVANDO O CRISTIANISMO DE SI MESMO
Os liberais clássicos do início do século XX, conhecidos como modernistas, ressaltaram uma ampla mudança intelectual na sociedade e afirmaram que o cristianismo teria de mudar ou morrer. Como explica o historiador William R. Hutchison: “A marca peculiar do modernismo é a insistência de que a teologia tem de adotar uma atitude simpática para com a cultura secular e se esforçar, conscientemente, para concordar com ela”.[i]
Essa concordância com a cultura secular está profundamente arraigada no senso de libertação intelectual que começou no Iluminismo. O liberalismo protestante pode ter sua origem em fontes européias, mas chegou bem cedo na América – mais cedo do que muitos evangélicos contemporâneos estão conscientes. A teologia liberal exerceu grande influência onde dominava o unitarianismo e em muitos lugares além.
Logo depois da Revolução Americana, surgiram formas mais organizadas de teologia liberal, fomentadas por um senso de revolução e liberdade intelectual. Teólogos e pregadores começaram a questionar as doutrinas do cristianismo ortodoxo, afirmando que doutrinas como o pecado original, a depravação total, a soberania divina e a expiação vicária violavam os sensos morais. William Ellery Channing, um influente unitariano, falou por muitos de sua geração quando descreveu “o choque dado à minha natureza moral” pelos ensinos do cristianismo ortodoxo.[ii]
Embora certo número de crenças centrais e doutrinas essenciais tenha sido submetidos a revisão liberal ou a rejeição franca, a doutrina do inferno foi muitas vezes objeto de maior protesto e negação.
Considerando o inferno e suas doutrinas relacionadas, o pastor congregacionalista Washington Gladden declarou: “Ensinar uma doutrina como essa a respeito de Deus é infligir ao cristianismo uma injúria terrível e subverter os próprios alicerces da moralidade”.[iii]
O inferno tem sido um componente da teologia cristã desde a época do Novo Testamento, mas se tornou um odium theologium – uma doutrina considerada repugnante pela maioria da cultura e agora mantida e defendida somente por aqueles que vêem a si mesmos como conscientemente ortodoxos no compromisso teológico.
O romancista David Lodge fixou a década de 1960 como a data do desaparecimento final do inferno. “Em algum ponto nos anos 1960, o inferno desapareceu. Ninguém pode dizer ao certo quando isso aconteceu. Primeiro, ele estava lá; então, sumiu”. O historiador Martin Marty, da Universidade de Chicago, viu a transição como simples e, pelo tempo em que ela ocorreu, não percebida. Ele afirmou: “O inferno desapareceu, e ninguém percebeu”.[iv]
Os teólogos e pregadores liberais que rejeitaram conscientemente o inferno fizeram isso sem negar que a Bíblia ensina com clareza a doutrina. Eles apenas afirmaram a autoridade mais elevada do senso de moralidade da cultura. A fim de salvar o cristianismo do prejuízo moral e intelectual causado pela doutrina, o inferno simplesmente teve de ir embora. Muitos rejeitaram a doutrina com prazer, reivindicando o mandado de atualizar a fé em uma nova era intelectual.
E os evangélicos de nossos dias? Embora alguns satirizem a típica pregação “lago de fogo e enxofre” da antiga geração de evangélicos, o fato é que a maioria dos membros de igreja pode nunca ter ouvido um sermão sobre o inferno – mesmo em uma igreja evangélica. O inferno se tornou obsoleto também entre os evangélicos?
REVISANDO O INFERNO: UM TESTE PARA O DESLIZE RUMO AO LIBERALISMO
Interessantemente, a doutrina sobre o inferno serve como um teste para o deslize rumo ao liberalismo. O padrão desse deslize é algo assim.
Primeiramente, uma doutrina deixa de ser mencionada. Com o passar do tempo, ela nunca é abordada ou apresentada no púlpito. Muitos congregantes nem sentem falta da menção da doutrina. À medida que o tempo passa, diminui o número daqueles que a mencionam. A doutrina não é negada nem ignorada, porém é mantida à distância. Sim, admite-se, essa doutrina tem sido crida pelos cristãos, porém não é mais um assunto que precisa ser enfatizado.
Em segundo, a doutrina é revisada e mantida em forma reduzida. Deve ter havido boas razões por que os cristãos creram historicamente no inferno. Alguns teólogos e pastores dirão que existe uma afirmação de moralidade essencial a ser preservada, talvez algo como o que C. S. Lewis chamou de “The Tao”.[v] A doutrina é reduzida.
Em terceiro, a doutrina é submetida a uma forma de zombaria. Robert Schuller, da Crystal Cathedral, conhecido por sua mensagem de “Pensamento de Possibilidade”, descreveu sua motivação para reformulação teológica em termos de recentralizar a teologia em “gerar confiança e esperança positiva”.[vi] Seu método é mostrar a salvação e a necessidade de “tornar-nos pensadores positivos”.[vii] O pensamento positivo não enfatiza o escape do inferno, “o quer que isso signifique ou o que quer seja isso”.[viii]
Essa afirmação ridiculariza o inferno por rejeitá-lo em termos de “o quer que isso signifique ou o que quer seja isso”. Não se preocupe com o inferno, Schuller sugere. Embora pouco evangélicos adotem essa forma de ridicularização, muitos inventarão formas mais brandas de marginalizar essa doutrina.
Em quarto, uma doutrina é reformulada a fim de remover sua ofensa intelectual e moral. Os evangélicos têm submetido a doutrina do inferno a essa estratégia por muitos anos. Alguns negam que o inferno seja eterno, defendendo formas de aniquilamento ou imortalidade condicional. Outros negarão o inferno como um estado de tormento real. John Wenham afirma: “Tormento infindável fala-me de sadismo, e não de justiça”.[ix] Alguns afirmam que Deus não manda ninguém para o inferno e que este é apenas a soma total das decisões humanas feitas durante a vida terrena. Deus não é realmente um juiz que decide, e sim um árbitro que se assegura de que as regras sejam seguidas.
O pastor Ed Gungor, de Tulsa, escreveu recentemente que “as pessoas não são mandadas para o inferno, elas vão para lá”.[x] Em outras palavras, Deus respeita a liberdade humana ao ponto de que deixará relutantemente que os seres humanos determinados a ir para o inferno tenham o seu desejo.
DESCULPANDO-SE PELA DOUTRINA DO INFERNO: A NOVA EVASIVA EVANGÉLICA
Em anos recentes, surgiu um novo modelo de evasiva evangélica. Havendo rejeitado a veracidade das Escrituras, os liberais protestantes e modernistas do século XXI rejeitaram a doutrina do inferno. Eles não entraram em tentativas elaboradas de argumentar que a Bíblia não ensinava essa doutrina – ele apenas descartam-na.
Embora esse padrão de comprometimento se encontre entre muitos que dizem ser evangélicos, esse não é o padrão mais comum no meio evangélico. Uma nova apologia esta agora evidente entre alguns teólogos e pregadores que afirmam realmente a inerrância da Bíblia e a veracidade da doutrina do inferno no Novo Testamento. Essa nova apologia é mais sutil, com certeza. Nela, o pregador diz algo assim:
“Sinto muito por dizer-lhe que a doutrina do inferno é ensinada na Bíblia. Eu creio nessa doutrina. Creio nela porque é revelada na Bíblia. Ela não está aberta a renegociação. Nós a recebemos e cremos nela. Gostaria que ela não estivesse na Bíblia, mas está”.
Afirmações como essa revelam muito. A autoridade da Bíblia é claramente afirmada. O pregador afirma o que a Bíblia revela e rejeita acomodação. Até aqui, tudo bem. O problema está em como a afirmação é introduzida e explicada. Em um gesto de desculpas, a doutrina é lamentada.
O que isso diz a respeito de Deus? O que isso significa quanto à verdade de Deus? Pode uma verdade ensinada com clareza na Bíblia ser ruim para nós? A Bíblia apresenta o conhecimento do inferno tal como apresenta o conhecimento do pecado e do julgamento: essa são coisas que precisamos saber. Deus nos revela essas coisas para o nosso bem e nossa redenção. À luz disso, o conhecimento dessas coisas é graça para nós. Desculpar-se por uma doutrina equivale a impugnar o caráter de Deus.
Cremos que o inferno faz parte da perfeição da justiça de Deus? Se não, temos problemas teológicos maiores do que os problemas relacionados ao inferno.
Vários anos atrás, alguém sugeriu com sabedoria que muitos bons cristãos modernos queriam “refrigerar o inferno”.[xi] O esforço continua.
Lembre que os liberais e os modernistas agiram com base em uma motivação apologética. Eles queriam salvar o cristianismo como uma mensagem relevante em um mundo moderno e remover o detestável obstáculo do que era visto como doutrinas repugnantes e desnecessárias. Queriam salvar o cristianismo de si mesmo.
Hoje, alguns movimentos como a Igreja Emergente recomendam esse mesmo procedimento, por razões idênticas. Somos embaraçados pela doutrina bíblica do inferno?
Se isso é verdade, esta geração de evangélicos não terá falta de embaraços. O contexto intelectual presente não permite quase nenhum respeito pelas afirmações cristãs quanto à exclusividade do evangelho, a natureza do pecado humano, os ensino da Bíblia sobre a sexualidade humana e várias outras doutrinas reveladas na Bíblia. A lição do liberalismo teológico é clara – o embaraço é o sentimento inicial que conduz à acomodação e à negação teológica.
Tenha certeza disto: o embaraço não parará na refrigeração do inferno.
- por Albert Mohler Jr.
Fonte: Editora FIEL
[ii] Gary Dorrien, The Making of America Liberal Theology: Imagining Progressive Religion, 1805-1900 (Louisville: Westminster/John Knox Press, 2001), p. 18.
[iii] Ibid., p. 275.
[iv] Martin E. Marty, “Hell Disappeared. No One Noticed. A Civic Argument”, Harvard Theological Review, 78 (1985), p. 381-398.
[v] Ver C. S. Lewis, The Abolition of Man (San Francisco: HarperOne, 2001 [1948]).
[vi] Robert Schuller, My Journey (San Francisco: HarperCollins, 2001), p. 127.
[vii] Ibid., p. 127-128.
[viii] Ibid.
[ix] John Wenham, Facing Hell: An Autobiography (London: Paternoster Press, 1998), p. 254.
[x] Ed Gungor, What Bothers Me Most About Christianity (New York: Howard Books, 2009), p. 196.
[xi] Ver “Hell Air Conditioned”, New Oxford Review, 58 (June 3, 1998), p. 4
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