quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A Doutrina Bíblica como Preservativo Contra a Imoralidade


A Doutrina Bíblica como Preservativo Contra a Imoralidade -
por Heitor Alves


A nossa conduta deve se harmonizar com a doutrina que pregamos. Por isso o cuidado de nós mesmos estarmos vinculados ao cuidado da doutrina (2Tm 4.16).

A boa doutrina gera boa conduta. Doutrina correta tem como conseqüente uma vida correta. Por isso a doutrina bíblica é essencial na vida do crente, para que o seu viver esteja em perfeita harmonia com a Bíblia. A rigidez dogmática é a condição primordial e indispensável para uma conduta disciplinada, pois de outra forma, a flexibilidade doutrinária será determinante para a frouxidão da própria vida moral, capaz de arrastar o ser humano para o abismo profundo da imoralidade. Eis a razão do por quê do liberalismo ser perigoso para o crente.

Quando a nossa vida é pautada pela única regra de fé e prática, ou seja, pelas Sagradas Escrituras, os nossos passos são seguros e firmes no caminho da retidão e da decência cristã. Aquele que vive apegado às verdades escriturísticas, possui as energias necessárias para reagir contra a força persuasiva do mal e está sempre em condições de dizer “não” ao convite sedutor do mundo.

O homem sem doutrina leva uma vida desenfreada; age sob o impulso de suas tendências pecaminosas. A doutrina constitui uma espécie de preservativo, que impede a derrocada do homem pelo caminho dos vícios e da imoralidade. Esse dogmatismo rígido deve ser mantido (ou estabelecido) em nossas igrejas, para que ela não perca a finalidade de sua existência.

A exposição da doutrina bíblica tem como finalidade a oposição a qualquer forma de mundanismo, daí ela ser um preservativo contra a infiltração de tendências indecentes e imorais no meio da igreja. É a falta de doutrina que está levando a igreja a ser imitadora do mundo, com suas seduções e modismos. Quando a igreja não recebe uma orientação segura para a sua formação moral e espiritual, acaba perdendo completamente a noção da vida cristã, passando a viver ao sabor do secularismo.

Sermões flácidos e com pouca (ou nenhuma) dose de doutrina bíblica são responsáveis pela atitude leviana com que muitos encaram a vida religiosa. Pregadores que, ao invés de combater o pecado, acabam incentivando-o. Disso podemos extrair o mau exemplo de pastores e líderes eclesiásticos que defendem o homossexualismo. Sermões sem doutrina geram pessoas acomodadas com a situação em que vivem, continuando a praticar o pecado e a agir ao sabor de uma vivência existencialista. A doutrina é o antídoto contra essa situação aberrante e despudorada do presente século.

A maioria dos sermões pregados nas igrejas está repleta de meros testemunhos ou exemplos de vida de outras pessoas. A igreja jamais crescerá na fé ouvindo apenas testemunhos e exemplos de vidas. Saber o que Deus tem feito na vida dos outros não fortalece minha profissão de fé. É preciso saber o que Deus tem a dizer a mim tão-somente. É preciso saber como a minha vida deve ser vivida, e não saber da vida dos outros! A igreja cresce através da exposição doutrinária das Sagradas Escrituras somente. Ouvir sobre relatos de vidas ou até mesmo ouvir testemunhos não firma a minha fé em Deus. É preciso de doutrina, teologia!

Fonte: Bereianos

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A Palavra é Externa e Fixa


A Palavra é Externa e Fixa - por Lutero

Uma das grandes redescobertas da Reforma — especialmente de Martinho Lutero — foi que a Palavra de Deus chega até nós na forma de um livro. Em outras palavras, Lutero compreendeu este fato poderoso: Deus preserva a experiência da salvação e da santidade de geração para geração por meio de um livro de revelação, não por meio de um bispo em Roma e não pelos êxtases de Thomas Muenzer e os profetas de Zwickau. A Palavra de Deus chega até nós em um livro. Essa redescoberta preparou Lutero e a Reforma.

Um dos maiores oponentes de Lutero na Igreja romana, Sylvester Prierias, escreveu em resposta às 95 teses de Lutero (afixadas em 1517): "Aquele que não aceita a doutrina da Igreja de Roma e o pontífice de Roma como regra de fé infalível, da qual também as Escrituras Sagradas derivam sua força e autoridade, é um herege". Em outras palavras, a igreja e o papa são um penhor autorizado da salvação e da Palavra de Deus; e o livro — a Bíblia — é secundário. Heiko Oberman diz: "O que é novo em Lutero é a noção da absoluta obediência às Escrituras contra quaisquer autoridades; sejam elas o papa ou os conselhos". Ou seja, a Palavra salvadora, santificadora e autorizada de Deus vem a nós em um livro. As implicações dessa pequena observação são enormes.

Em 1539, comentando o Salmo 119, Lutero escreve: "Nesse salmo, Davi diz continuamente que irá falar, pensar, conversar, escutar, ler dia e noite e constantemente — porém, nada além da Palavra e dos Mandamentos de Deus. Pois Deus quer dar-lhe o seu Espírito somente pela Palavra externa". Esta frase é extremamente importante. A "Palavra externa" é o livro. Lutero afirma que o Espírito salvador, santificador, iluminador de Deus vem a nós diretamente pela "Palavra externa". Ele usa o termo "Palavra externa" para enfatizar que a Bíblia é objetiva, estável, externa a nós e, portanto, imutável. E um livro. Nem hierarquia eclesiástica ou êxtase fanático podem substituí-la ou dar-lhe forma. Ela é "externa" tal como Deus o é. Podemos aceitá-la ou deixá-la. Mas não podemos modificá-la. É um livro com letras e palavras e sentenças fixas.

Lutero disse com ressonante vigor em 1545, no ano anterior à sua morte: "Aquele que desejar ouvir Deus falar, que leia a Escritura Sagrada". Antes disso, nas suas exposições em Gênesis, ele havia dito: "O próprio Espírito Santo, e Deus, o Criador de todas as coisas, é o autor deste livro". Uma das implicações do fato de que a Palavra de Deus vem a nós em um livro é que o tema deste capítulo é "O pastor e seu estudo", não "O pastor e sua sessão espiritual" ou "O pastor e sua intuição" ou "O pastor e suas perspectivas religiosas múltiplas". Isso porque a Palavra de Deus vem a nós em um livro. A Palavra de Deus que salva e santifica, de geração para geração, está preservada em um livro. E, portanto, no centro do trabalho de todo pastor, está o trabalho com esse Livro. Podemos chamá-lo de leitura, meditação, reflexão, cogitação, estudo, exegese, ou de outro nome — um elemento central e extenso de nossa pesquisa é batalhar para encontrar o propósito e pensamento de Deus a partir de um Livro e então promulgá-lo pelo poder do Espírito Santo.

Lutero sabia que alguns iriam tropeçar no conservadorismo absoluto desse fato simples e imutável: a Palavra de Deus está fixa num livro. Ele sabia, já naquele tempo, como sabemos hoje em dia, que muitos dizem que essa afirmação anula ou minimiza o papel crucial do Espírito Santo de dar vida e luz. Lutero provavelmente diria: "Sim, isso poderia acontecer. Alguém poderia argumentar que a ênfase no brilho do sol anula o cirurgião que remove a cegueira." Mas a maioria das pessoas não concordaria com isso. Certamente não Lutero.

Em 1520, ele disse: "Estejam certos de que somente o Espírito Santo do céu faz de alguém um doutor nas Escrituras Sagradas". Lutero tinha um grande amor pelo Espírito Santo. E sua exaltação da Bíblia como a "Palavra externa" não minimizou o Espírito. Ao contrário, elevou a grande dádiva do Espírito, que é a Bíblia, diante da cristandade. Em 1533, afirmou: "A Palavra de Deus é o objeto maior, mais necessário e mais importante na cristandade". Sem a "Palavra externa" não conseguiríamos distinguir um espírito do outro, e a personalidade objetiva do próprio Espírito Santo se perderia na obscuridade de expressões subjetivas. Apreciar o Livro fez com que Lutero entendesse que o Espírito Santo é uma Pessoa maravilhosa a ser conhecida e amada, e não um mero zumbido a ser sentido.

Uma outra objeção à ênfase de Lutero ao Livro é que minimiza a Palavra encarnada, o próprio Jesus Cristo. Para ele, o oposto é verdade. Na mesma proporção em que a Palavra de Deus é desconectada da objetiva "Palavra externa", a Palavra encarnada, o Jesus histórico, se torna um nariz de cera moldado pelas preferências de cada geração. Lutero possuía uma arma que salvaria a Palavra encarnada de ser vendida nos mercados de Wittenberg. Ele expulsou os cambistas — os vendedores de indulgências — com o chicote da "Palavra externa", o Livro.

Quando afixou as 95 teses, no dia 31 de outubro de 1517, a tese 45 dizia: "Os cristãos deveriam ser ensinados que aquele que vê um necessitado, mas desvia o seu olhar dele, e compra uma indulgência, recebe não a remissão do papa, mas a ira de Deus". Este golpe veio do Livro — da história do bom samaritano e do segundo maior mandamento do Livro, a "Palavra externa". Sem o Livro, não haveria nenhum ataque e a Palavra encarnada seria o brinquedo de massa de todos. Portanto, Lutero exalta a Palavra escrita, a "Palavra externa", exatamente por causa da Palavra encarnada.

E verdade que a igreja precisa ver o Senhor em suas andanças e pregações aqui no mundo. Nossa fé está enraizada naquela revelação decisiva na história. Mas Lutero reafirmou que esse ver acontece através de um registro escrito. A Palavra encarnada nos é revelada em um Livro. Não é notável que o Espírito nos dias de Lutero, e nos nossos dias, era e é virtualmente silencioso com respeito à história terrena do Senhor encarnado — exceto na amplificação da glória de Deus por meio do registro escrito da Palavra encarnada?

Isto é, nem a Igreja Católica Romana nem profetas carismáticos reivindicam que o Espírito do Senhor lhes narrou eventos não registrados acontecidos com o Jesus histórico. Isso é surpreendente. De todas as reivindicações de autoridade sobre a "Palavra externa" (feita pelo papa) e autoridade ao lado da "Palavra externa" (feita por profetas contemporâneos), nenhuma delas apresenta nova informação sobre a vida e o ministério de Jesus. Roma atreve-se a adicionar fatos à vida de Maria (por exemplo, a imaculada conceição), mas não à vida de Jesus. Profetas carismáticos iriam anunciar novas ações do Senhor no século XVI, e nos nossos dias, mas nenhum parece reportar uma nova parábola ou um novo milagre da Palavra encarnada que teria sido omitida dos Evangelhos — a despeito do fato de o apóstolo João ter escrito: "Jesus fez também muitas outras coisas. Se cada uma delas fosse escrita, penso que nem mesmo no mundo inteiro haveria espaço suficiente para os livros que seriam escritos" (Jo 21.25). Nem a autoridade romana nem o êxtase profético acrescentam ou apagam alguma coisa do registro externo da Palavra encarnada.

Porque o Espírito é tão silencioso com respeito à Palavra encarnada após a época do Novo Testamento — até entre aqueles que desrespeitam a autoridade do Livro? A resposta parece ser esta: agradou a Deus revelar a Palavra encarnada, Jesus Cristo, para todas as gerações seguintes, através de um livro, especialmente os Evangelhos. Lutero o coloca nestes termos:

Os próprios apóstolos consideravam ser necessário traduzir o Novo Testamento ao grego e vinculá-lo àquela língua, sem dúvida para preservá-lo para nós, são e salvo, como em uma arca sagrada. Pois previam tudo o que era vindouro e o que hoje tem acontecido. Sabiam que, se fosse contido somente na cabeça das pessoas, surgiria na igreja uma turbulenta e terrível desordem e confusão, e diversas interpretações, concepções e doutrinas, as quais poderiam ser evitadas e das quais o homem simples poderia ser protegido somente se o Novo Testamento fosse mantido em linguagem escrita.

O ministério do Espírito interno não torna nulo o ministério da "Palavra externa". O Espírito não duplica aquilo para o que o livro foi designado. O Espírito glorifica a Palavra encarnada dos Evangelhos, mas ele não reconta suas palavras e seus feitos para os analfabetos ou pastores negligentes.

A imensa implicação disso para o ministério pastoral e o ministério leigo é que ministros são essencialmente agentes da Palavra de Deus transmitida num livro. Somos fundamentalmente leitores e professores e proclamadores da mensagem do Livro. E tudo isso é para a glória da Palavra encarnada e pelo poder do Espírito que em nós habita. Mas nem o Espírito, que habita em nós, nem a Palavra encarnada nos guiam para longe do livro que Lutero chamou de "a Palavra externa". Cristo é representado em nossa adoração, em nossa comunhão e em nossa obediência à "Palavra externa". E aqui que vemos a "glória de Deus na face de Cristo" (2Co 4.6). Portanto, é por amor a Cristo que o Espírito se concentra no livro no qual Cristo é nítido, não em transes nos quais aparece de forma obscura.

Que diferença fez essa descoberta do Livro na maneira pela qual Lutero exerceu seu ministério da Palavra? O que podemos aprender de Lutero, como estudante? Toda sua vida profissional foi vivida como professor na Universidade de Wittenberg. Portanto, será útil traçar sua vida até aquele ponto e então perguntar porque um professor pode ser um modelo útil para pastores e leigos que se importam com a "Palavra externa" de Deus.

Compilado e comentado por John Piper
Fonte: Josemar Bessa

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

25 Fatos Notáveis sobre Charles H. Spurgeon

25 Fatos Notáveis sobre Charles H. Spurgeon - por Pastor Larry Newcomer

1. CHS leu o Progresso do Peregrino aos seis anos de idade e o releu 100 vezes após isso.

2. A coleção impressa de seus sermões (63 volumes) tem tantas palavras quanto a Enciclopédia Britânica, todavia, ele pregou suas 140 palavras por minuto à partir de uma única folha de anotações, preparada na noite anterior.

3. Uma mulher foi convertida lendo uma simples página de um sermão de Spurgeon que ela encontrou enrolada ao redor da manteiga que ela tinha comprado.

4. Antes dos 20 anos de idade, CHS pregou 600 vezes.

5. Aos 19 anos de idade, a Igreja de New Park Street o convidou para um teste de seis meses. Eu aceitaria somente um teste de três meses pois, “Eu não queria me tornar um obstáculo”. Quando ele chegou, em 1854, a congregação tinha 232 membros. Trinta e oito anos depois o total era de 5.317 com outros 9.149 que tinham sido membros (mudanças, mortes, etc.).

6. CHS disse dos políticos: “Eu tenho ouvido, ‘Não traga a religião para a política’. É precisamente para este lugar que ela deveria ser trazida e colocada ali na frente de todos os homens como um candelabro”.

7. CHS certa vez se dirigiu a uma audiência de 23.654 pessoas sem, é claro, um microfone ou uma amplificação mecânica.

8. Um dia, para testar a acústica de um salão onde ele iria falar, ele falou em alta voz – “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Um trabalhador nas vigas ouviu e foi convertido.

9. A mulher de Spurgeon, Susannah, o chamava, “Sua Excelência”.

10. CHS falava tão fortemente contra a escravidão que os seus publicadores Americanos editavam os seus sermões.

11. CHS recusou ser ordenado e recusou o título, “Reverendo”. (Todavia, ele fundou um colégio de pastores).

12. CHS entrevistou pessoalmente todos os membros candidatos na determinação de estar seguro da genuinidade da sua conversão. 14,000/38=368 por ano. (Veja #5 acima).

13. Ele nunca disse à sua congregação em quem votar – mas ele denunciava os candidatos por nome desde o púlpito – e ele distribuía folhetos durante a semana para os oficiais que estavam querendo saber quem ele favorecia.

14. A cada Natal CHS dava presentes individuais aos órfãos dos orfanatos que ele tinha fundado, mesmo quando o número aumentou para aproximadamente mil.

15. CHS lia quase um livro por dia em média. Ele freqüentemente confessava estar ciente de oito grupos (séries) de pensamentos identificáveis em sua mente ao mesmo tempo.

16. Concernente aos orfanatos como obra social, CHS declarou: “O socialismo é somente palavras e teoria. Nós cuidamos tanto dos corpos como das almas dos pobres e tentamos mostrar nosso amor à Verdade de Deus pelo amor verdadeiro”.

17. O colégio de pregadores de Spurgeon fornecia educação geral assim como educação teológica. Não havia taxas fixas.

18. O diretor do colégio, George Rogers, era um pedobatista, mostrando a tolerância e magnanimidade de Spurgeon – mas todos na faculdade tinham que “ensinar as Doutrinas da Graça com dogmatismo, entusiasmo e clareza”.

19. CHS, pelas melhores estimativas disponíveis, foi o instrumento direto e pessoal de Deus de aproximadamente 12.000 conversões.

20. O colégio, diretamente através dos esforços de Spurgeon de propagação com base em sua estimativa de doações, enviou homens resultando na plantação de mais de 200 igrejas.

21. O primeiro livro publicado pela Moody Press foi o All Of Grace [Tudo pela Graça] de Spurgeon. Ele ainda é o bestseller número #1 deles.

22. CHS certa vez pregou uma mensagem sonhando, a qual sua esposa, que estava acordada, registrou em papel. Ele a pregou na manhã seguinte.

23. Havia oração contínua para a obra do Tabernáculo Metropolitano no porão do mesmo.

24. Num culto em 1879, a congregação regular de 4.850 membros deixou o tabernáculo para permitir que novas pessoas, que estavam esperando do lado de fora, tivessem uma chance de vir e ouvir. O edifício imediatamente se encheu de novo,

25. Quando Moddy encontrou Spurgeon e descobriu que ele fumava charutos, ele ficou um tanto surpreendido e desconcertado. Spurgeon lhe assegurou que nunca tinha exagerado. Moody perguntou cortesmente, “E o que você consideraria um exagero?”. Ao que Spurgeon respondeu, “Fumar dois ao mesmo tempo”. É crido que Spurgeon parou de fumar charutos quando a loja de tabaco onde ele os comprova começou a se auto-anunciar como, “A Loja Onde Spurgeon Compra Seus Charutos”.

Fonte: Monergismo

sábado, 23 de outubro de 2010

Pregação atraente?

Texto por
John MacArthur
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A idéia de que a mensagem cristã deve ser mantida adaptável e ambígua parece especialmente atraente aos jovens que vivem em harmonia com a cultura e amam o espírito desta época e não podem suportar que a verdade bíblica autoritária seja aplicada com precisão como um corretivo para estilos de vida mundanos, mentes profanas e comportamento ímpio. E o veneno desta perspectiva está sendo injetado, cada vez mais, na igreja evangélica.

Livro: John MacArhtur, A Guerra pela Verdade, p.11.
Fonte: A Graça de Deus me Basta

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Avivamento insípido, país doente.

Avivamento insípido, país doente - por Daniel Grubba

Toda vez que via a igreja com gente "saindo pelo ladrão" logo pensava: "Isto que é avivamento!" Semelhantemente quando um novo censo do IBGE constatava o crescimento carismático pentecostal; ou até mesmo, quando alguns profetas teatralizavam aqueles atos proféticos cheio de signos e símbolos, que carregavam em si mesmo o poder imediatista da mudança do país. Em outras ocasiões, gritos exagerados de júbilo eram corneteados em ovação pública quando o empolgado pastor dizia: "Seremos a maior nação evangélica, este país será transformado!". É extasiante perceber que você faz parte de algo tão grandiosamente messiânico, é um exorcismo simbólico da crise de inferioridade tupiniquim.

Os anos passam e o fervor dos zelotes é suprimido pela força das contrariedades. Nos tornamos os céticos joão-batistas, investigadores da missão de homem de Nazaré. "És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?" (Lucas 7 : 20). Entretanto, há aqueles que a semelhança de Judas, de tão decepcionados tentam forçar uma barrinha, e acreditam de todo coração poder arrancar do cordeiro de Deus um rugido de leão. Neste caso, o fim todos sabem; suas vísceras tornar-se-ão um espetáculo macabro. Os fins não justificam o meio.

Eis abaixo uma constatação perturbadora do bispo Anglicano Robinson Cavalcanti:

O pentecostalismo que nos chegou não foi o da ala negra da rua Azuza, com sua visão social, mas o da ala branca, com seu isolacionismo, sua ascese extra-mundana e sua escatologia pré-milenista pessimista. Com o passar do tempo, permaneceu apenas o conceito de pecado individual e de uma ética individual da santidade negativa (não fazer o mal) — e não da santidade positiva (fazer o bem) — legalista, moralista, sem os conceitos de pecado social e pecado estrutural, e ética social. A teologia da libertação, racionalista, enfatizaria esses últimos às custas dos primeiros, e, por fim, a teologia liberal pós-moderna, relativista, e amoral, negaria ambos. A “batalha espiritual” reforçaria a alienação e a teologia da prosperidade seria a face religiosa do neoliberalismo capitalista. O neo-pós-pseudo-pentecostalismo não prega conversão e santidade, mas neo-indulgências e sessões de descarrego. Do novo nascimento ao sabonete de arruda tem sido um longo caminho, por onde passam os sócios “evangélicos” dos escândalos da República. Uma igreja insípida não salga nem salva um país enfermo.

Fonte: Bereianos

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Os Carismáticos e a Soberania de Satanás


Outro dia recebi uma carta interessante. Ela veio de algumas pessoas que saíram de uma igreja carismática (muito grande e proeminente), e vieram para a Grace Community Church. Esse foi um salto gigantesco – deixar aquela igreja e vir para a Grace Church. A única coisa que eles sabiam em sua igreja sobre mim era que eu não tinha o poder do Espírito Santo. Isso era tudo o que sabiam – que eu não cria na continuação dos dons, de forma que não tinha o poder do Espírito Santo. Eles não sabiam muito mais sobre a nossa igreja, mas numa ocasião vieram visitar a Grace, e nunca mais a deixaram… Havia várias pessoas que estavam nesse grupo que veio, e uma das senhoras me escreveu uma carta muito interessante. Era uma carta incrivelmente bem escrita… E na carta, o apresentado foi isso: Quando você pensa no movimento carismático em geral, você pensa no falar em línguas, nas curas, ou em Benny Hinn derrubando as pessoas, e coisas assim. Mas existem algumas coisas por detrás da cosmovisão carismática que são realmente muito, muito aterrorizantes. E ela colocou isso na carta. Ela disse:

Você sabe que vivemos toda a nossa vida nesse movimento e uma coisa que domina esse movimento é isso: que Satanás é soberano. Se você adoece, foi o diabo. Se seu filho fica doente, foi o diabo. O diabo fez seu filho adoecer. E mesmo que seu filho morra, Satanás de alguma forma tem a vitória. Se o seu cônjuge, seu marido ou esposa desenvolve um câncer, foi o diabo quefez isso. Se você sofre um acidente, o diabo fez isso. Se perde o seu emprego, foi o diabo também. Se as coisas não saem da forma como você queria na sua empresa ou família, e você termina perdendo o seu emprego ou se divorciando – o diabo fez tudo isso. O diabo precisa ser amarrado e assim, você precisa aprender essas fórmulas, pois você tem que prender o diabo, ou ele realmente irá controlar tudo em sua vida. O diabo domina tudo, e ele é assistido por essa força massiva de demônios que devem ser confrontados também, e você precisa fazer tudo o que podepara tentar vencer esses poderes espirituais, e como eles são invisíveis, rápidos e poderosos, é realmente impossível que você lide com eles de uma vez por todas, de forma que essa é uma luta contínua e incessante com o diabo.

E a senhora na carta disse basicamente isso: “Vivemos toda a nossa vida pensando que tudo o que fazemos de errado no universo inteiro foi basicamente por causa do diabo. O diabo é realmente soberano em tudo e mesmo Deus, juntamente conosco, está na verdade lutando como louco para vencer o diabo.”

Ela disse: “Eu vivia com palpitações no coração, ataques de pânico, ansiedade, pesadelos – andando no meio da noite com medo que o diabo poderia estar fazendo algo com meu filho, quando ele ia se deitar. Eu vivia nesse constante terror do que Satanás estava fazendo; quando a pessoa errada era eleita, foi Satanás quem o colocou ali. Quando a sociedade tomava certa direção, era tudo sob o controle de Satanás. Satanás é realmente o soberano de todas as coisas e é muito difícil tirar o controle dele – mesmo Deus está retorcendo Suas mãos, tentando obter o controle dessa situação. Eu vivia com esse medo e terror, pois levava minha igreja muito a sério.” E ela disse: “Cheguei na Grace Community Church e uma coisa me chocou totalmente. Você disse: ‘O fato é: Deus está no controle de todas as coisas!… Quando você adoece, ou quando alguém desenvolve um câncer, ou quando algo errado se passa no mundo, ou quando você perde o seu emprego, isso não está fora das tolerâncias de Deus, isso não está fora dos propósitos de Deus. De fato, Deus faz com que todas as coisas cooperem para o bem.’ Isso foi absolutamente abalador. Foi uma mudança total para nós, e a diferença que encontramos foi tão poderosa, que mudou totalmente a forma como pensamos sobre a vida.”

É isso! Nós não cremos que Satanás seja responsável pela história; cremos que Deus está no controle. Isso muda tudo. Isso dissipa todo pânico. Posso honestamente dizer que nunca tive um ataque de pânico. Nunca acordei de noite com medo do que o diabo poderia estar fazendo, pois Deus não somente venceu Satanás, mas colocou Satanás debaixo dos nossos pés, e “maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (1 João 4:4). Assim, sabemos que Deus controla a história. E isso pode surpreender você, mas o diabo é servo de Deus. Se você quer ler um livro excelente, leia o livro de Erwin Lutzer sobre Satanás, no qual ele apresenta isso de forma muito competente.

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
Fonte: http://www.gty.org/
Retirado de: Monergismo

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Por que alguns acham a bíblia difícil?

Texto por
A. W. Tozer
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Ninguém pode negar que algumas pessoas acham a Bíblia difícil. Os testemunhos quanto às dificuldades encontradas na leitura bíblica são inúmeros e não podem ser desconsiderados levianamente.

Na experiência humana existe geralmente um complexo de motivos e não um só motivo para tudo, o mesmo acontece com as dificuldades que encontramos na Bíblia. Não se pode dar uma resposta instantânea para a pergunta: Por que a Bíblia é difícil de entender? Qualquer resposta irrefletida tem toda probabilidade de estar errada. O problema não é singular, mas plural, e por esta razão o esforço de encontrar para ele uma solução única será frustrado.

Apesar desse raciocínio, ouso dar uma resposta curta para a pergunta, e embora esta não responda a tudo, contém boa parte da solução do problema envolvido numa questão assim complexa. Acredito que achamos a Bíblia difícil porque tentamos lê-la como leríamos qualquer outro livro, mas ela não se assemelha a nenhum outro livro.

A Bíblia não é dirigida a qualquer um, sua mensagem tem como alvo alguns escolhidos. Quer esses poucos sejam escolhidos por Deus num ato soberano de eleição ou por corresponderem a determinadas qualificações, deixo para cada um decidir como possa, sabendo perfeitamente que sua decisão será determinada pelas suas crenças básicas sobre assuntos tais como predestinação, livre-arbítrio, os decretos eternos e outras doutrinas relativas. Mas o que quer que tenha tido lugar na eternidade, o que acontece no tempo fica evidente: alguns crêem e outros não; alguns são moralmente receptivos e outros não; alguns têm capacidade espiritual e outros não. São para os primeiros que a Bíblia foi escrita, os demais irão lê-la inutilmente.

Sei que alguns leitores vão apresentar objeções vigorosas neste ponto, e as razões para elas são fáceis de descobrir. O cristianismo de hoje se concentra no homem e não em Deus. O Senhor precisa aguardar com toda paciência e até mesmo respeito, sujeitando-se aos caprichos humanos. A imagem de Deus aceita pelo povo é a de um Pai aflito, esforçando-se em desespero amargurado para fazer com que as pessoas aceitem um Salvador de que elas não sentem necessidade e em quem têm pouco interesse. A fim de persuadir essas almas auto-suficientes a responderem às suas ofertas generosas, Deus fará quase tudo, usando até mesmo métodos de venda especiais e lhes falando da maneira mais íntima possível. Este ponto de vista é, naturalmente, um tipo de religião romantizada que consegue fazer do homem a estrela do espetáculo, embora usando com freqüência termos elogiosos e até mesmo embaraçosos em relação a Deus.

A idéia de que a Bíblia é dirigida a todos criou confusão dentro e fora da igreja. O esforço de aplicar os ensinamentos contidos no Sermão do Monte às nações não-regeneradas do mundo é um exemplo disto. Os tribunais e poderes militares da terra são instados a seguirem os ensinos de Cristo, algo evidentemente inviável para eles. Citar as palavras de Cristo como diretriz para policiais, juízes e militares é interpretar absolutamente errado essas palavras e revelar completa falta de compreensão dos propósitos da revelação divina. O convite gracioso de Cristo é estendido aos filhos da graça e não às nações gentias cujos símbolos são o leão, a águia, o dragão e o urso.

Deus não só dirige suas palavras de verdade aos que têm capacidade para recebê-las, como também as oculta aos demais. O pregador faz uso de histórias para esclarecer a verdade, nosso Senhor usou-as muitas vezes para ocultá-la. As parábolas de Cristo foram o exato oposto da moderna "ilustração" que serve para esclarecer; as parábolas eram "ditos obscuros" e Cristo afirmou que fazia uso delas algumas vezes a fim de que seus discípulos pudessem compreender, mas não os inimigos. (Veja Mateus 13:10-17.) Assim como a coluna de fogo iluminava Israel, mas servia para ocultá-los aos olhos dos egípcios, as palavras do Senhor brilham no coração do seu povo embora deixem o incrédulo presunçoso nas trevas da noite moral.

O poder salvador da Palavra fica reservado para aqueles a quem ele se destina. O segredo do Senhor está com aqueles que O temem. O coração impenitente não descobrirá na Bíblia senão um esqueleto de fatos sem carne, vida, ou fôlego de vida. Shakespeare pode ser apreciado sem necessidade de arrependimento; podemos entender Platão sem acreditar numa palavra que ele diz; mas a penitência e a humildade juntamente com a fé e a obediência são necessárias a fim de que as Escrituras possam ser compreendidas corretamente.

Nos assuntos naturais, a fé segue-se à evidência, sendo impossível sem ela, mas no reino do espírito, ela precede o entendimento; e não se segue a ele. O homem natural precisa saber a fim de acreditar; o homem espiritual precisa crer para vir a conhecer. A fé que salva não é uma conclusão extraída da evidência; mas uma coisa moral, uma coisa do espírito, uma infusão sobrenatural de confiança em Jesus Cristo, um perfeito dom de Deus.

A fé salvadora se baseia na Pessoa de Cristo; ela leva imediatamente a uma rendição do nosso ser total a Cristo, cujo ato é impossível ao homem natural. Crer corretamente é um milagre comparável ao da ressurreição de Lázaro sob a ordem de Cristo.

A Bíblia é um livro sobrenatural e só pode ser entendido com ajuda sobrenatural.

Fonte: O principal dos pecadores

O culto online e a tentação do Diabo

Você conhece o plano de fundo deste texto olhando no retrovisor da história recente: pandemia, COVID-19... todos em casa e você se dá conta ...