"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Efésios 1.13 - Também Somos Glória do Senhor (parte 3) - Sou Um Verdadeiro Cristão? - Exposição em Efésios - Sermão pregado dia 10.06.2012


Efésios 1.13 - 
Também Somos Glória do Senhor (parte 3) - 
Sou Um Verdadeiro Cristão? -
Exposição em Efésios - 
Sermão pregado dia 10.06.2012

"Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa" (Ef 1.13 - grifo meu).

O apóstolo tem nos mostrado a importância de compreendermos que uma vez ouvido a palavra da verdade e tendo sido selados com o Espírito Santo, de modo algum o crente verdadeiro pode decair da graça, pois é sustentado pelo poder selador do Eterno, levando o crente a perseverar continuamente (apesar de continuar tendo pecados) e a sempre confiar no Senhor em meio às dificuldades e tribulações. No entanto, para que não insurgissem vozes malignas e deturpadoras da Verdade, o apóstolo acrescenta que selo do Espírito Santo é "da promessa", isto é, de acordo com o próximo versículo que veremos, o guardador fiel de todos os Seus santos. Surge-nos, então, a pergunta: como se pode saber que alguém salvo? Ou ainda: quais os fatos distintivos de um verdadeiro crente?

Vejamos algumas considerações com relação ao exame que devemos realizar em nossos corações a fim de verificarmos se de fato temos o Espírito Santo do Senhor.

1. Regeneração

As Escrituras nos são abundantes em afirmar que o verdadeiro cristão é regenerado pelo Espírito Santo de Deus. De modo algum os homens devem presumir que se pode ser um servo do Alto sem estar ligado a Ele por Seu Espírito. A regeneração, como muitos pensam, não se trata de transformar o homem pecador num homem completamente sem pecado. Entretanto, também não significa que deixará o homem vivendo de acordo com seus próprios caminhos e trilhar uma vida semelhante a que possuía antes da nova vida. É preciso que os crentes compreendam a necessidade de nascerem novamente, ou seja, de terem novas afeições em suas vidas por amor e transformação vinda do Deus soberano.

Nenhum homem, por mais piedoso e moralmente prudente que possa ser, consegue comprar sua regeneração - foi isso que Jesus disse ao fariseu (mestre da lei) Nicodemos: "E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele. Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (Jo 3.1-3). Apesar de ser homem notável na sociedade e possuir grande reputação, era descrente e afastado da graça de Deus. Isto nos mostra de modo grandioso e temeroso como que a salvação muitas vezes pode ser apenas uma influência na vida de muitas pessoas. Explico:

Há, quem sabe, milhares de miríades de professos da fé cristã sobre a terra (tenha misericórdia, Senhor!), mas que na verdade recebem apenas uma influência moral do cristianismo, um simples imitar das boas ações compartilhadas por todo homem médio. Para estes, o "verdadeiro cristianismo" se resume em boas ações, atos heróicos e amor para com todos; entendem que uma vida cristã não é aquela pautada pelo estrito ensino bíblico, mas sim aquela que apenas olha para as Escrituras e dela retira "boas lições de vida", como se a Bíblia fosse uma manual exemplificativo e ilustrativo de como se deve viver moralmente - contrariando assim, a clara afirmação bíblica: "Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás" (Dt 12.32).

Em sentido diametralmente oposto a essa visão, as Sagradas Letras afirmam que não é possível ser salvo se não houver verdadeiro nascer do Espírito de Deus. Esse fato foi claramente visível na vida do faraó egípcio na ocasião em que o Senhor enviou uma grande e terrível saraiva sobre a terra, ao passo que enquanto o reino do Egito era fortemente castigado, faraó disse: "Esta vez pequei; o SENHOR é justo, mas eu e o meu povo ímpios. Orai ao SENHOR (pois que basta) para que não haja mais trovões de Deus nem saraiva; e eu vos deixarei ir, e não ficareis mais aqui" (Êx 9.27-28). Todavia, Moisés que era conhecedor do verdadeiro arrependimento e transformação divina, afirmou: "eu sei que ainda não temereis diante do SENHOR Deus" (Êx 9.30).

Também temos o exemplo do maligno Balaão, que após proferir palavras inspiradas pelo Senhor e abençoar o Seu povo, desceu do monte e os incitou contra o Altíssimo (vide livro de Números). Que diríamos ainda de Judas o traidor? Aquele que andou com Cristo e Seus discípulos, tomou da ceia com  o Mestre, presenciou vários milagres e feitos extraordinários do Senhor, mas jamais foi um verdadeiro santo (isto é, um separado para o Senhor)?

É mister que todo cristão entenda a prioridade que é a regeneração no coração do homem pecador. Homens e mulheres - infelizmente - muitas vezes nascem, crescem e morrem dentro de círculos evangélicos, mas nunca foram realmente regenerados, nunca houve em suas vidas uma real transformação e uma verdadeira e ativa nova vida pulsando em seus seres. "Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou" (1Jo 2.6). Professos da fé cristã que não andam conforme Cristo andou, de modo algum podem ser reputados como verdadeiros filhos de Deus; caso não sejam transformados pelo Senhor e se arrependam de seus pecados, continuarão a ser filhos da ira divina, ainda que habitem em berços evangélicos.

2. Transformação da mente

Quando alguém é um verdadeiro regenerado e trazido das trevas para a luz, não somente tem novos pensamentos, mas também passa a viver de maneira adequada e em regularidade com aquilo que o Senhor lhe ensinou por meio da nova vida. O apóstolo Paulo escreve aos romanos e lhes deixa clarividente qual deve ser o padrão cristão de transformação: "E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus" (Rm 12.2). Um cristão verdadeiro tem sua mente transformada, mas não somente isso - há uma quinada para longe do pecado e um avanço à vontade de Deus revelada nas Escrituras.

Nos será completamente inútil tentar conciliar a transformação da mente e um viver indigno diante do Artífice, pois toda transformação de vida implica em conhecer verdadeiramente ao Senhor. Assim como o homem casado tem sua mente transformada e já não se porta mais como se solteiro fosse, de igual modo o cristão  verdadeiro inicia desejos que anteriormente nunca teve, passa a repudiar coisas que outrora lhe eram agradáveis, já não afirma que é dono de sua própria alma, mas diz: "e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim" (Gl 2.20). Tal declaração paulina certamente não se coaduna com muitas profissões de fé feitas em nossos arraiais ditos evangélicos, pois quantas são almas que dizem ser salvas, mas cujos frutos em suas vidas não são dignos de qualquer menção?

Jesus afirmou: "toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus" (Mt 7.17). Aqui, pontuamos que não são poucas as vezes em que somos tentados a imaginar o contrário dessa afirmação divina ou ainda crer que o "bom" e "mau" são adjetivos variáveis de acordo com a geração em que se vive e o momento em que se está inserido. Contra essas tentações e homens que assim procedem, o profeta Isaías já advertiu: "Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!" (Is 5.20). Os frutos verdadeiros da árvore boa não são subjetivos, mas sim objetivos e positivados (registrados) na própria Escritura: "Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança" (Gl 5.22).

Porém, aqui é necessário ressalvar que todos esses frutos não são de natureza meramente social e que dizem que o homem cristão é alguém somente moralmente educado, amoroso e benigno. Esse é um conceito completamente maligno das Escrituras, pois, embora Cristo tenha sempre sido bondoso, certas atitudes suas escandalizavam as pessoas: "Então, acercando-se dele os seus discípulos, disseram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo essas palavras, se escandalizaram?" (Mt 15.12). O escândalo que o Messias causava não era por causa de seu jeito de se expressar, mas sim porque não admitia a falta de coerência entre o professar e o viver. Em outras palavras, assim como aqueles fariseus se achavam grandemente eruditos e dignos de toda bênção do Eterno, semelhantemente somos tentados pelo pecado e tendemos a imaginar que uma vida desconexa com a Palavra pode obter misericórdia da parte de Deus.

Também escrevendo aos romanos, o apóstolo afirma: "Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado" (Rm 11.22). Uma mente transformada, além de frutificar de acordo com a palavra de Deus (e tão somente!), também compreende que embora Deus seja amor (1Jo 4.8), o seu amor é justo, verdadeiro e justiceiro. Jamais devemos interpretar as Escrituras e tentar compreender a vida cristã sem entendermos e considerarmos "a bondade e a severidade de Deus". No Senhor, bondade e severidade andam juntas e são inseparáveis, pois uma vez que Deus é completo em si mesmo, tentar desmembrá-lo é retirar-lhe parte de Sua soberania e onipotência, fazendo com que desça do trono celestial e passe a trabalhar nos campos como lacaio do ser humano vil e pecador.

O cristão que teve sua mente transformada, agora passa a atentar para a ira de Deus e compreende que Ele é reto e justo em todo o Seu decreto divino, afinal, "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23), de modo que ser vivo algum tem o direito de se achegar diante de Deus e questioná-lO sobre Seu proceder - "Que diremos pois? que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma. Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece" (Rm 9.14-16). O verdadeiro e cristão não despreza a ira celestial e não faz pouco caso de seus pecados, na verdade, quanto mais visualiza a obra de Cristo na cruz, mais teme por sua vida, ao passo que também mais estima a graça de Deus, pois é consciente tanto da bondade como da severidade do Alto.

3. Contrição e ódio pelo pecado


Aqui, é preciso ainda atentar para esse importante quesito de um verdadeiro cristão: ele odeia profundamente o pecado. Ainda que ande por caminhos contrários à Lei de Deus, mesmo que continue e morra cometendo atos contrários à Palavra (pois não há alguém que possa alcançar a plena santificação na vida presente), ele se torna intolerante para com o pecado e, tal qual o salmista, é resoluto em dizer: "Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim" (Sl 101.3). Também é como Jó e diz: "Fiz aliança com os meus olhos" (Jó 31.1).

O filho verdadeiro do Senhor muitas vezes - literalmente - odeia as obras daqueles que se desviam. O problema de muitos professos da fé cristã não é a falta de amor a Deus, mas o ódio pelo pecado. Assim como não se pode afirmar que se ama ao Senhor que está nos céus, mas que se odeia ao irmão que está próximo (1Jo 4.20), também é preciso compreender o ponto de partida bíblico: se digo que amo a Deus, então devo ter um ódio mortal por tudo que representa o pecado e fere a santidade de Deus. Se ainda não odeio o pecado, então pode ser que ainda não ame verdadeiramente ao Senhor.

Odiar o pecado é parte da luta diária que o crente tem consigo mesmo. Nosso Mestre afirmou categoricamente que o ódio pelo pecado deve ser tão grande e profundo, que por vezes a dor em arrancá-lo pode ser comparada à mutilação de um membro do corpo: "Portanto, se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida coxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno" (Mt 18.8; Mc 9.43). Observemos igualmente como o Senhor trata o pecado: algo que muitas vezes nos parece ser útil e necessário ao desenvolvimento humano, assim como as mãos ou os pés - mas que não deve ser alvo de nossa misericórdia. Por mais que muitas vezes o pecado faça com que tenhamos sucesso, enriqueçamos, tenhamos boa reputação e estima social, diante do grande Trono, é melhor ir à bancarrota, ter a família na miséria, perecer a ignomínia dos homens e ter a vida eterna, do que entrar no inferno com a conta bancária em muitas cifras e várias coroas de flores sobre o caixão.

A atitude do homem piedoso no Senhor deve ser, portanto, de constante batalha, choro e ira em face do pecado. O salmista e apóstolo nos dizem: "Perturbai-vos e não pequeis" (Sl 4.4), "Mortificai, pois, os vossos membros" (Cl 3.5). Deve haver uma revolta santa dentro do crente que o leva a se perturbar por causa de suas faltas e, ao mesmo tempo, a se lembrar que essa revolta contra o pecado deve ser constante, pois enquanto estamos presos ao corpo dessa morte, devemos mortificar o pecado, isto é, a cada dia devem haver mortes internas e externas por causa de Cristo Jesus.

Todavia, o cristão não somente odeia o pecado, mas também se aflige profundamente quando o comete, a tal ponto de muitas vezes sentir-se totalmente vazio da alegria que outrora já tivera experimentado: "Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário" (Sl 51.12). Assim como o salmista estava resoluto em clamar ao Senhor para que lhe desse nova estima e espírito inclinado para Ele, também precisamos clamar como os doentes que vinham até Cristo e tão somente suplicavam: "Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim" (Lc 18.38).

É preciso que fixemos em nosso entendimento que o mero amargurar-se pelo pecado não finda o dever cristão, é preciso ir diariamente para a cruz de Cristo e nela encontrar refúgio, alívio e fortaleza. O mesmo Salmo 51 nos revela novamente essa atitude: "Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve. Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste" (Sl 51.7-8). Se a vida cristã fosse apenas ódio, batalha e dificuldades, em brevíssimo tempo todos os crentes se fadigariam e desistiriam da caminhada. No entanto, porque pela graça e soberania de Deus constantemente buscam clemência aos pés do Senhor, ficam puros, limpos e podem seguir também com "júbilo e alegria" - apesar de sempre estarem odiando o pecado.

4. Se dedicar a Cristo Jesus conforme ensinam as Escrituras


Portanto, uma vez que são regenerados, tem suas mentes transformadas e passam a odiar o pecado,  também se inclinam diariamente ao senhorio de Cristo. Assim como o exército de Gideão afirmou, "Espada do SENHOR, e de Gideão" (Jz 7.20), semelhantemente o crente precisa bradar com o apóstolo: "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim" (Gl 2.20).

Para o crente, não basta apenas odiar o pecado, ele precisa se esmerar no trabalho da obra do Eterno. Aqui, friso também a importância ímpar que é conhecer a Cristo Jesus verdadeiramente para, então, poder ser um fiel seguidor e peregrino por sobre esse mundo. Embora muitos afirmem odiar o pecado, estão em contradição consigo mesmos, pois muito do que pensam ser pecado, na verdade não é; ao passo que o que imaginam não ser, por vezes é. A dedicação a Cristo envolve iniciar uma leitura em Gênesis 1 e acabar em Apocalipse 22 - mas não apenas uma vez, e sim reiteradas vezes; e mais: incessantemente com súplicas por misericórdia, crendo que o Senhor é bondoso para com aquele que se achega ao trono da graça. O próprio Cristo, como já temos notado por diversas vezes, afirma ser Ele mesmo as sombras do AT (Lc 24.44), o que nos ensina com grande clareza que todo crente precisa se dedicar também ao estudo do Antigo Testamento, caso contrário poderá declinar para heresias perniciosas e destruidora de almas despreparadas para a caminhada cristã.

Viver para o Senhor implica conhecê-lO de acordo e literalmente como afirmam as Escrituras. E, para que nenhum espírito altivo ouse afirmar que o que aqui é dito é fantasia humana ou "puritanismo exacerbado", afirmamos que temos o aval do próprio Cristo que disse: "Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre" (Jo 7.38 - grifo meu). Sob nenhuma hipótese é possível crer em Cristo e não conhecer as Escrituras. Aquele que afirma ser um professo e devoto da fé em Jesus Cristo, deve ler constantemente a Bíblia e nela se banhar diariamente, pois é um disparate sem igual o afirmar-se crer em alguém que não se conhece. É mister que o cristão verdadeiro busque entender o Antigo Testamento, o sistema sacrificial, a Lei, os profetas, o povo judeu, as ordenanças, castigos, ira divina... para, então, entender quem é Cristo Jesus.

Notemos que o Salvador aplica também uma bênção àqueles que se dedicam ao estudo da palavra (e isto vale para todos os crentes, sem exceção! Não caia no ensinamento perverso que diz que o estudo é somente para teólogos e pastores): "rios de água viva correrão do seu ventre". Essa sentença esta diretamente ligada àquela anterior, "Quem crê em mim, como diz a Escritura", isto é, só teremos a vida eterna do Senhor correndo em nossas vidas, se compreendermos e sermos vivificados pelo verdadeiro Cristo descrito e ativo nas Escrituras. Como já disse alguém, "pode-se adorar um ídolo chamado Jesus".

Muitos, porém, afirmam que não é preciso todo esse conhecimento detalhado, afinal, muitos assim não procedem. Mas, em contraposição a isso, afirmamos com o apóstolo Paulo: "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra" (2Tm 3.16-17 - grifo meu). Paulo não menciona que apenas as palavras literais de Jesus (registradas nos evangelhos) sejam úteis ou que somente a vida após a ressurreição de Cristo seja interessante e necessária para o crente. Muitos não se apercebem, mas o apóstolo está justamente falando do Antigo Testamento que já era corrente naqueles dias e, portanto, que nenhuma alma pense que pode viver verdadeiramente para o Senhor, se não o conhece conforme dizem as Escrituras - o Antigo e Novo Testamento.

Assim, verificando essas quatro diretrizes, penso que já podemos avaliar se de fato temos o Espírito Santo prometido a todos os Seus filhos.

"Que Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe, e faça resplandecer o seu rosto sobre nós" (Sl 67.1).

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