"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Deus é nosso refúgio e fortaleza (parte final) - Sermão pregado dia 01.05.2011


Deus é nosso refúgio e fortaleza (parte final) -
Sermão pregado dia 01.05.2011


Nosso texto: Salmo 46.8-11

Conforme vimos nos versículos anteriores, o presente salmo é revestido de grande firmeza e ousadia por parte do salmista que proclama sem titubeios sua firme confiança no Senhor. O alicerce fundamental do salmista não era algo intrínseco a ele próprio, e sim a gloriosa certeza de que havia um único refúgio e fortaleza capaz de proteger os seus cidadãos e os levar à vitória em meio à tribulação. Davi também expressou essa esperança no auxílio do Senhor quando disse: "Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR nosso Deus" (Sl 20.7).

Após o salmista discorrer sobre a proteção que os envolvia - "Ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza" (v.2,3) - ele passa agora a convidar os seus leitores e ouvintes dizendo-lhes: "Vinde, contemplai as obras do SENHOR;" (v.8a).

O salmista proclama ao povo que olhe e de fato perceba as obras do Senhor em meio à toda criação e sustendo provido até aquele momento. Seu desejo era que eles não tivessem uma ideia abstrata do seu senhor, mas, sim, que de fato percebessem o quão real era a presença de Deus em seu meio.

Este fato descrito pelo salmista nos é deveras importante, haja vista a tendência do ser humano imaginar Deus como uma espécie de grande nuvem branca no céu ou ainda de um rei sentado em seu velho trono, mas já ultrapassado para nosso dias. Este salmo quer incutir-nos o verdadeiro sentido de se confiar em Deus e de se ter a certeza de que ele não é nosso refúgio e fortaleza em sentido metafísico, mas, sim, que é real e que podemos contemplá-lo diante de nossos olhos durante nossa caminhada vivencial.

A segunda parte do referido versículo também nos chama atenção quando diz: "que desolações tem feito na terra!" (v.8b). Importante notarmos que muitos salmos expressam as grandes obras de Deus diante dos gentios e seu poder sendo manifesto diante de seus olhos. O salmo 126.2,3diz: "Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o SENHOR a estes. Grandes coisas fez o SENHOR por nós, pelas quais estamos alegres." Devemos atentar para o fato de que o poder de Deus diante dos gentios descrito na bíblia, não era para que o povo do Senhor se orgulhasse (no sentido pecaminoso) e achasse que era devido à sua força de invocar ao Senhor que ele os respondia, e sim para que os outros povos soubessem que "entre os deuses não há semelhante a ti, Senhor, nem há obras como as tuas" (Sl 86.8).Toda criação e manifestação de Deus tem como propósito mostrar aos homens que "toda a terra está cheia da sua glória" (Is 6.3).

Após convocar o povo para que olhasse para os feitos do Senhor diante da terra, ele diz: "Ele dá fim às guerras até os confins da terra; quebra o arco e despedaça a lança, destrói os escudos com fogo" (v.9). Neste ponto, novamente somos levados a deixarmos nossas vangloriações e nos apegarmos ao verdadeiro refúgio fortaleza, a fim de sermos "edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina" (Ef 2.20).

O salmista sabia que o refúgio e fortaleza que podia encontrar no Senhor não eram restritos ou limitados, mas que tinham alcance "até os confins da terra" (v.9), não sendo abalado por coisa alguma, pois "Deus está no meio dela; não se abalará. Deus a ajudará, já ao romper da manhã"(v.5). De igual modo, este salmo nos revela a consciência que o salmista tinha em face da soberania de Deus. Ele não orgulha-se de suas espadas ou de seus carros de guerra, tampouco refere-se ao povo como se por meio deles viesse a salvação, mas estava certo de que era Deus quem "quebra o arco e despedaça a lança, destrói os escudos com fog." (v.9).

Depois de convidar o povo para contemplar as obras do Senhor, ele discorre fazendo eco aoversículo 6 - "Os gentios se embraveceram; os reinos se moveram; ele levantou a sua voz e a terra se derreteu" - e escreve acerca do que Deus é e será para seu povo diante das nações gentias: "Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra" (v.10).

Mister é atentarmos para a necessidade de sempre estarmos prontos com relação à confiança em Deus, para que mesmo quando não entendermos os feitos do Senhor - conforme lemos em Rm 9.20: "Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?" - possamos humildemente rogar por suas bênçãos, pois: "Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida" (Tg 1.5).

As sagradas escrituras nos ensinam que fomos criados "para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado" (Ef 1.6). Isso implica em dizer que tudo o que fazemos deve necessariamente refletir a glória de Deus. Não há como o cristão querer esquivar-se da responsabilidade de glorificar a Deus acima de todas coisas, pois se assim intentar em seu coração, estará pecando gravemente e indo de encontro às palavras de Paulo que dizem: "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus" (1Co 1.31).

Por fim, o salmista repete sua a afirmação que havia feito anteriormente: "O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio." (v.7,11)

Amados, que possamos nos apegar firmemente à fé que vem "pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus", conforme lemos em Rm 10.17. Jamais nos esqueçamos de "porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei" (Is 55.10,11).

Que Deus nos capacite a perseverarmos na sua palavra e a tê-la como única regra de fé, refúgio e fortaleza para nossas vidas.

Amém.

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