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Um cristianismo externo não é suficiente


Um cristianismo externo não é suficiente -
por João Calvino


1.
Perguntemos àqueles que não possuem nada mais do que a membresia de uma igreja e que apesar disso desejam ser chamados de cristãos, como podem glorificar o sagrado nome de Cristo.

Somente aquele que tem recebido o verdadeiro conheci­mento de Deus, por meio da Palavra do Evangelho, pode chegar a ter comunhão com Cristo.

O apóstolo disse que ninguém que não tenha posto de lado a velha natureza, com sua corrupção e concupiscências, pode dizer que tenha recebido o verdadeiro conhecimento de Cristo.

O conhecimento externo de Cristo é só uma crença perigo­sa, não importando quão eloqüentes possam ser as pessoas que o têm.

2. O evangelho não é uma doutrina do discurso, mas da vida. Não se pode assimilá-lo por meio da razão e da memória, única e exclusivamente, pois só se chega a compreendê-lo, total­mente, quando Ele possui toda a alma e penetra no mais profundo do coração.

Os cristãos nominais devem parar de insultar a Deus jac­tando-se de serem aquilo que não são.

Devemos ater-nos, em primeiro lugar, ao conhecimento da nossa fé, pois ela é o princípio da nossa salvação.

A menos que nossa fé ou religião causem uma mudança em nosso coração e em nossas atitudes nos transformando em no­vas criaturas, não nos serão muito proveito.

3. Os filósofos condenam e excluem de sua companhia to­dos aqueles que professam conhecer a arte de viver a vida, considerando-os apenas como crianças gaguejantes.

Com muito mais razão, os cristãos deveriam detestar aque­les que têm o Evangelho em seus lábios e não em seus corações.

Comparadas com as convicções, os afetos e a força sem limites dos verdadeiros crentes, as exortações dos filósofos são frias e sem vida (ver Ef 4.20 e ss)

Fonte: Eleitos de Deus

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