"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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terça-feira, 12 de julho de 2011

Quando uma Criança Morre: Respostas da História da Igreja

Quando uma Criança Morre:
Respostas da História da Igreja
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O que apresentamos em seguida são palavras sinceras e corajosas de quatro cristãos famosos, do passado, sobre a perda de uma criança – uma ocorrência muito comum nos séculos passados e que ainda é uma realidade em nossos dias.

Ann Judson (a primeira esposa do missionário Adoniram Judson), depois da morte de seu segundo filho:

“Nossos corações estavam presos a esta criança. Achávamos que ele era nosso tudo terreno, nossa única fonte de recreação inocente nesta terra pagã. Mas Deus viu que era necessário nos lembrar nosso erro e nos despojar de nosso pequeno tudo. Oh! que não seja em vão o que Deus fez! Que nos beneficiemos do fato de que ele estará nas mãos de Deus e digamos: ‘Isso é suficiente’”.

George Whitefield, em uma carta a um amigo, depois da morte de seu filho, que Whitefield imaginava cresceria e se tornaria um grande pregador do evangelho:

“Quem sabe o que um dia pode trazer? Ontem à noite fui chamado a sacrificar meu Isaque, quero dizer, a sepultar minha única criança e filho, de apenas quatro meses. Muitas coisas aconteceram que me levaram a acreditar que ele não somente seria preservado comigo, mas também seria um pregador do evangelho eterno. Satisfeito com este pensamento e ambições de ter meu próprio filho tão divinamente usado, Satanás teve permissão de me dar impressões erradas, pelas quais, conforme penso agora, apliquei erroneamente várias passagens da Escritura. Com base nisso, não tive escrúpulo de declarar que ‘eu deveria ter um filho e que seu nome seria John’. Mencionei o próprio tempo de seu nascimento e esperava apaixonadamente que ele seria grande aos olhos do Senhor…

Achei melhor enviar tanto a mãe como o filho a Abergavenny… Na viagem, eles pararam em Gloucester, na Hospedaria Bell… Ali, meu querido foi tirado com um golpe. Em minha chegada aqui, sem saber o que acontecera, perguntei a respeito do bem-estar da mãe e do filho e, pela resposta, descobri a flor tinha sido cortada. Imediatamente, chamei todos a unirem-se em oração, pela qual bendisse o Pai das misericórdias por dar-me um filho, preservando-o comigo por tanto tempo, mas tirando-o de mim tão cedo. Todos se uniram no desejo de que eu não pregasse até que a criança fosse sepultada; mas lembrei uma afirmação do Sr. [Matthew Henry]: ‘O chorar não deve impedir o semear’. E, por isso, preguei duas vezes no dia seguinte e no dia depois deste, no entardecer do qual, quando eu terminava o meu sermão, o sino bateu anunciando o funeral. A princípio, tenho de reconhecer, aquilo causou-me pequeno abalo, mas, olhando para o alto, recuperei o ânimo e fui capaz de terminar, dizendo que o texto sobre o qual eu estivera pregando, ou seja, ‘todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus’ me tornou tão disposto a ir ao funeral de meu filho quanto a ouvir sobre o seu nascimento”.

John G. Paton, refletindo sobre a morte de sua esposa e seu filho bebê:

“Atordoado pela terrível perda, ao entrar neste campo de trabalho para o qual o Senhor mesmo evidentemente me trouxe, minha razão pareceu, por um momento, quase se entregar. Febre e calafrios, também, deitaram uma mão deprimente e enfraquecedora sobre mim, ressurgindo freqüentemente e atingindo às vezes o máximo de seus piores estágios. Mas eu nunca fui abandonado completamente. O Senhor que é sempre misericordioso me sustentou, para que eu sepultasse o precioso corpo do meus queridos na mesma sepultura tranqüila… Mas, se não fosse por Jesus e pela comunhão que ele me proporcionou ali, eu teria ficado louco e morrido ao lado daquela sepultura!”

Charles Spurgeon, escrevendo a seu filho e a sua nora a respeito da perda do filhinho (e neto dele):

“Meus queridos filhos,

Que o próprio Senhor os console. Quero consolar a mim mesmo. Pensar que aquela querida criaturinha foi tomada! Isso tem de ser certo! Tem de ser bom! Nosso Pai nunca se engana e nunca é cruel… Tenho certeza de que vocês acharão uma força secreta derramada em sua alma. Também nisso a fé terá a vitória.

Nunca esquecerei o dia… Para vocês, deve ser um golpe muito duro, mas o Senhor tem uma consolação poderosa.

Seu amoroso pai, Charles H. Spurgeon"

Fonte: Blog Fiel

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Um comentário :

  1. Que grandezas presentes nesses textos.

    Quão importante é levá-los à pessoas que agora experimentam tamanha dor.

    E que bom é tê-los em mente para "consolar uns aos outros com a consolação que Ele dá".

    Que o Senhor seja louvado.

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