"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

Se inscreva no meu canal do YouTube!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Efésios 2.21 - Uma só Igreja - Exposição em Efésios - Sermão pregado dia 28.07.2013


Efésios 2.21 - Uma só Igreja em Cristo
Exposição em Efésios -
Sermão pregado dia 28.07.2013

Veja a pregação em vídeo, realizada na Igreja Cristã Reformada de Blumenau.
Link: http://www.youtube.com/watch?v=6ZjAVmnDy8Q&feature=youtu.be

"No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor" (Ef 2.21).

A Escritura nos ensina que a salvação pertence ao Senhor (Jn 2.9). Esta salvação não vem por meio do mérito do homem - a fim de ninguém se gloriar por suas obras (Ef 2.9) -, e sim pela graça (Ef 2.8), de maneira que todo cristão reconhece ser feitura Sua (Ef 2.10) e por isso criado para as boas obras, no intento de testemunhar e confirmar genuinamente que o Espírito Santo nele habita.

Em nosso texto de hoje, o Deus soberano e artífice da criação, nos fala de maneira ímpar e também assustadora, pois afirma que em Cristo Sua Igreja está sendo edificada. É de maneira ímpar porque até o agora o apóstolo não havia discorrido da maneira como aqui enfatizado, ainda que anteriormente tenha pontuado (Ef 1.22-23). Igualmente, podemos dizer que é assustadora às nossas mentes finitas, porque afirma que em Cristo todo o edifício cresce bem ajustado, o que muito nos espanta, pois constantemente, quando olhamos para a situação daquilo que temos por Igreja, não é desta maneira que a enxergamos - em verdade, sequer conseguimos ver um edifício, muito mais nos parecendo haver diversos e inúmeros pequenos casebres, cada qual proclamando doutrinas diversas. Esta é uma razões, portanto, pelas quais o Senhor nos exorta a andar "por fé, e não por vista" (2Co 5.7), pois é mister que nos fixemos na santa promessa, lembrando constantemente que "O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia" (2Pe 3.9).

Deste versículo imperioso, depreendem-se doutrinas preciosíssimas. Analisemos o que daqui podemos aprender, a saber, que há uma só Igreja, que esta Igreja é muito bem ajustada em unidade, que é crescente e por isso está em andamento e também que possui a finalidade de ser santa ao Senhor.

1. Uma só Igreja

O Senhor poderoso, Aquele que cria todas as coisas segundo o poder de Sua vontade, não necessitando de coisa alguma para trazer à lume fatos que ainda não existem, teve por bem estabelecer uma única, santa, pura e imaculada Igreja por sobre a terra (Ef 5.27). Deus é enfático em nos dizer: "No qual todo o edifício". Neste ponto, somos instados e examinar a Escritura com a Escritura, "comparando as coisas espirituais com as espirituais" (1Co 2.13). Somos chamados à recordar que Cristo é o cabeça da Igreja (Ef 1.22) e a Igreja é o Seu corpo (Ef 2.22). 

Com firmeza lemos que todo o edifício cresce para templo santo, e não somente parte do edifício, isto é, não somente uma parcela da Igreja verdadeira cresce em graça e pratica as boas obras para a qual foi destinada, e sim que a completude, a saber, a totalidade, todos os membros da santa e invisível Igreja de Cristo, praticam e crescem para a glória do Senhor. Igualmente lemos na terceira parte do versículo, que a Igreja é comparada ao "templo santo", corroborando ainda mais o precioso entendimento da Igreja ser una, tal qual o templo era único e santo ao povo do Senhor, enquanto durou sua dispensação.

Isto nos ajuda a remover duas falsas ideias acerca da Igreja.

1.1 Que a Igreja verdadeira está fragilizada

Enquanto o santo profeta Elias cria que havia ficado só meio ao esfriamento, dizendo, "os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada, e só eu fiquei, e buscam a minha vida para ma tirarem" (1Rs 19.10 - grifo do autor), o Senhor lhe revela que ainda restava "em Israel sete mil: todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda a boca que não o beijou" (1Rs 19.18). O arauto de Deus não podia ver estes outros; de fato cria piamente que eles não existiam e que o Senhor tinha o deixado só, a mercê dos da idolatria. Entretanto, para que sua fé não desfalecesse, diz o Soberano, ainda restava uma significativa quantidade de homens justos e chamados por Ele.

Disto aprendemos que a santa e universal Igreja para sempre estará firme e atuante. Nunca houve e jamais haverá um momento onde a verdadeira Igreja esteja fragilizada. Muito verdadeiro é o fato de termos narrativas bíblicas e relatos históricos onde a Igreja do Senhor foi mais ou menos atuante por onde passou, todavia, isto não diminui o caráter puro da Igreja. E por que assim é? Quer dizer, como pode o Senhor preservar homens puros em Sua doutrina, mesmo diante de tantas adversidades que se soerguem de contínuo? A resposta é evidente: porque o Pai "sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja" (Ef 1.22); daí Cristo dizer: "Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou" (Jo 6.38).

Porque a Igreja está sujeita a Cristo, tendo Ele como cabeça, ela jamais estará fragilizada. E quando ela assim aparentar estar aos nossos olhos turvos, devemos recordar de que o Senhor a sustém, ainda que de maneira sobrenatural e incompreensível aos nossos olhos naturais, para glorificar o Seu nome, conforme lemos: "Nós pecamos como os nossos pais, cometemos a iniquidade, andamos perversamente. Nossos pais não entenderam as tuas maravilhas no Egito; não se lembraram da multidão das tuas misericórdias; antes o provocaram no mar, sim no Mar Vermelho. Não obstante, ele os salvou por amor do seu nome, para fazer conhecido o seu poder" (Sl 106.6-8 - grifo do autor).

Cristo salvou Sua Igreja, não obstante seus desvios e pecados. A razão para tê-la salvaguardado até aqui não se deu por qualquer mérito dela, mas, sim, tão somente porque Deus zela por Seu nome, porque o que prometeu fará. A Igreja do Senhor não está viva por causa de suas transgressões, e sim apesar delas, "porque fiel é o que prometeu" (Hb 10.23).

A Igreja não está fragilizada, mas forte, triunfante e atuante, pois "cresce para templo santo no Senhor".

1.2. Que a Igreja é a junção de muitas doutrinas opostas

Impossível tal declaração ser pautada pelas Escrituras, salvo se bestas selvagens torcerem o texto bíblico e dele fizerem um verdadeiro conjunto de retalhos que para nada servirá, exceto para esquentar por pouco tempo.

Os inimigos do evangelho, embora estejam vestidos com paramentos exteriores de piedade, asseveram que a Igreja do Senhor é a união de todo aquele que professa e teme a Cristo, simplesmente. Para estes, o Senhor registrou por meio de Seu servo Tiago: "Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem" (Tg 2.19). A santíssima ironia do Senhor testifica contra os inimigos da verdade. Nada pode ser mais verdadeiro do que já disse o Senhor - "sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso" (Rm 3.4).

O ecumenismo é uma das marcas distintas de Satanás, pelo qual ele sugere aos verdadeiros cristãos, tal fez com Eva, que pode ser possível o erro conviver com a verdade, gerando falsas esperanças de que o amor a todos unirá, como se fosse plausível crer na existência do genuíno amor desvencilhado da soberana verdade!

Aprendemos que doutrinas destoantes não podem ser partícipes do mesmo evangelho e santa Igreja, porque a Escritura nos demonstra uma figura que não aceita objetos desconformes com o fundamento, a principal de pedra de esquina, que é Cristo (Ef 1.20): um edifício. A palavra inspirada ao apóstolo significa uma construção e edificação. Ora, é sabido que em construções, para se obter um perfeito e justo fim, é necessário que a fundação seja perfeita (Cristo) e também tudo que a ela se agrega (Sua Igreja) esteja no santo prumo. Não pode haver, então, qualquer razão para acreditarmos que doutrinas opostas, um dia, estarão unidas com Cristo, pois o que Ele determinou para nós pode ser, em primeiro lugar, claramente deduzido a partir das coisas criadas (Rm 1.20) e em segundo lugar, o Consolador ensinou e inspirou os santos homens (Jo 14.26), a fim de deixarem a todos nós uma Escritura divinamente proveitosa para o ensino, conforme lemos cristalinamente em 2Tm 3.16-17.

Não é crível e muito menos bíblico, advogar a ideia maligna de que doutrinas opostas, um dia, estarão unidas. Bem verdade é que enquanto por aqui estamos, nosso Senhor sustenta os Seus eleitos das mais variadas formas e nos mais diversos arraiais, havendo algumas divergências entre os homens mais piedosos. No entanto, no que concerne à genuína doutrina do Eterno, não possuímos qualquer razão para afirmar que as doutrinas opostas estarão unidas, por fim, pois um edifício, esta construção que é Sua Igreja, não somente tem como pedra angular e sustentadora o próprio Cristo, como também é construída por Ele mesmo! Ele é o cabeça, também chamado de construtor (Sl 127.1).

Assim, se a Igreja é um único e perfeito edifício criado pelo Senhor, urge a necessidade de compreendermos que, embora haja divergências entre os homens, isto não implica em dizer que a verdade possui múltiplas interpretações, se não que somente podemos afirmar como já dito: "Não obstante, ele os salvou por amor do seu nome, para fazer conhecido o seu poder" (Sl 106.8).

2. Uma só Igreja bem ajustada em unidade 

Sobre existir uma única Igreja, é de grande necessidade a compreensão do modo como a Escritura revela o crescimento de Seu povo sob a égide do Novo Testamento. De modo algum devemos crer que existia apenas uma única igreja em cada região cuidada pelos apóstolos. É um erro grasso e demonstrativo fidedigno de falta de leitura bíblica, a afirmação de que em tempos pretéritos não havia diversas congregações, como se as reuniões e cultos se concentrarem em um único lugar, e como se a verdade de Deus fosse obtida através do esforço de homens para a todos unir.

Alguns são os versículos que nos confirmam o fato de sempre existirem várias igrejas (leia-se, congregações, não o sectarismo denominacional, já rejeitada historicamente, ainda que, tristemente, em voga em nossos dias).

- "Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galiléia e Samaria tinham paz, e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo" (At 9.31). Todas as igrejas, de várias localidades, tinham paz e eram edificadas.
- "De sorte que as igrejas eram confirmadas na fé, e cada dia cresciam em número" (At 16.5). Este versículo demonstra evidentemente que mesmo nos primórdio da Igreja sob a nova aliança pelo sangue de Cristo, já existiam muitas igrejas por todos os lados; todas, porém, eram confirmadas na fé e andavam em unidade estrita.
- "E todos os irmãos que estão comigo, às igrejas da Galácia" (Gl 1.2). Havia, portanto, algumas igrejas na Galácia, de modo que quando Paulo escreve, não se reporta à uma única reunião ou assembleia, e sim à coletividade de igrejas naquela região.
- "E não era conhecido de vista das igrejas da Judéia, que estavam em Cristo" (Gl 1.22). Novamente aos gálatas, o apóstolo informa que havia múltiplas igrejas na Judéia.
- "Porque vós, irmãos, haveis sido feitos imitadores das igrejas de Deus que na Judéia estão em Jesus Cristo; porquanto também padecestes de vossos próprios concidadãos o mesmo que os judeus lhes fizeram a eles" (1Ts 2.14). O apóstolo demonstra aos tessalonicenses que de fato havia várias igrejas na Judéia.
- "Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia" (1Co 16.1). Notemos que Paulo confirma aos coríntios a situação de que havia várias igrejas na Galácia.
- "Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da macedônia" (2Co 8.1). Escrevendo às igreja em Coríntio, Paulo lhes fala sobre como o Senhor tinha alcançado e levantado várias igrejas na região da macedônia, e não somente uma igreja.
- "E com ele enviamos aquele irmão cujo louvor no evangelho está espalhado em todas as igrejas" (2Co 8.18). Falando acerca de Tito (v. 16), Paulo afirma aos coríntios que a obra está sendo realizada em todas as igrejas.

Falar em uma só Igreja é se reportar à coletividade de indivíduos que professam "Um só Senhor, uma só fé, um só batismo" (Ef 4.5), conforme nos ensinará adiante o Senhor. Esta Igreja universal é composta de inúmeras igrejas, porém e de modo incompreensível aos nossos olhos que veem a situação momentânea, que andam na mesmíssima doutrina, sendo, assim, grave erro se unir com falsos ensinamentos.

Podemos afirmar que elas andam segundo a doutrina bíblica, devido a expressão adjetiva usada: "bem ajustado". O edifício que é a Igreja do Senhor, não pode se satisfazer com algo menor que a justaposição da sã doutrina. Contentar-se com menos que isso, é se assemelhar ao povo rebelde de Israel, que em vez de obedecerem ao Senhor, trilharem o caminho rumo a Canaã e se contentarem com o santo e puro maná do deserto, ansiavam voltar à escravidão do Egito (Nm 14.1-4).

A expressão "bem ajustado" remete à ideia de emoldurado. Isso nos ensina que, pela graça e misericórdia do Senhor, dia e noite a Igreja de Cristo precisa buscar estar bem ajustada, levando cada cristão a verificar se sua vida assim está em conformidade com os méritos de Cristo. Doutra sorte, se assim não for, terrível coisa será professar um cristianismo pueril, pois "Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo" (Hb 10.31), "porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão" (Êx 20.7).

3. Uma Igreja crescente e em andamento

Notamos que a Igreja do Senhor, embora no plano espiritual e eterno já esteja completa com todos os Seus eleitos, ela ainda cresce e se desenvolve à medida em que Deus tem por bem continuar a Sua criação. Isto aprendemos a partir do tempo verbal usado por Paulo: "cresce", uma ação contínua e progressiva. A Igreja do Senhor cresce e não há nada que possa a deter, afinal, assim já testificou o Filho: "as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16.18).

Tal ponto é motivo de excelsa alegria para todos os filhos do Senhor, pois quantas vezes somos afligidos por não vermos o avanço do evangelho e com isso passamos a ter uma postura pessimista com relação ao evangelismo e futuro da Igreja? Quantas são as vezes em que nosso coração dobre insinua em nosso íntimo que a Igreja do Senhor chegou ao seu limite, que deste ponto não passará e resta tão somente a ruína? Aprendamos a sustentar um espírito constante, mediante a fé e esperança (1Pe 1.21), sabendo que fomos enxertados em "um reino que não pode ser abalado" (Hb 12.28).

Há ainda algo sumário para nossa edificação: o fato da Escritura prescrever uma ordem para o avanço acontecer. Primeiro lemos que há um edifício, mas se segue a necessidade desta construção estar bem ajustada, para somente depois crescer.

Quantas são as vezes em que buscamos crescer como Igreja, iniciando em nossos próprios corações, sem antes averiguarmos se estamos bem ajustados. Procuramos pelo germinar da semente e nada encontrarmos, exceto espinhos e cardos em nossa vida. Ansiamos pelo genuíno leite racional, aquele que fornece entendimento (1Pe 2.2), mas se avizinha somente a água física do poço junto à mulher samaritana (Jo 4). É preciso, como diz a inerrante Palavra, estarmos bem ajustados no Senhor.

Uma pergunta que nos salta à mente: como estar bem ajustado para crescer?

Em primeiro lugar, devemos crer que já estivemos, em algum tempo, afastados do evangelho salvífico (Ef 2.11), nos levando a glorificar ao Senhor por Seu agir em nós. Em segundo lugar, reconhecendo em quão grande miserabilidade se encontra o homem natural sem o Senhor, de maneira que d`Ele recebe ira sobre ira (Ef 2.3), porque não se encontra junto à rocha firme. Em terceiro lugar, buscando compreender que apesar de nossas mazelas e ainda os entraves que o pecado nos causa, em Cristo Jesus foi desfeita a inimizade natural que tínhamos para com Deus (Ef 2.15), de maneira que n`Ele as ordenanças foram cumpridas, bem como o castigo que a nós deveria ser imputado, por Ele foi levado (Is 53.4).

Se procedermos com esta mentalidade renovada, poderemos experimentar o que nos diz a Palavra:  "Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente [...] Mas nós temos a mente de Cristo" (2Co 2.14, 16). Por meio do Espírito Santo de Deus seremos ensinados de "fé em fé" (Rm 1.17), "Guardando o mistério da fé numa consciência pura" (1Tm 3.9). Quando buscarmos de todo o coração ao Senhor, certamente o acharemos (Jr 29.13), porque "Nem lhes esconderei mais a minha face, pois derramarei o meu Espírito sobre a casa de Israel, diz o Senhor DEUS" (Ez 39.29).

4. Uma Igreja santa ao Senhor

De nada bastaria termos estas preposições, se a finalidade não fosse crescer "para o templo santo no Senhor". Deus criou os céus e terra para Sua glória (Is 6.3). O Supremo não necessita de coisa alguma, no entanto, teve por bem criar não somente os elementos naturais, mas também a eles dar o fôlego da verdadeira vida que somente pode existir segundo a vontade d`Aquele que é o doador da vida - Ele mesmo. No Seu grande, onisciente e perfeito saber, o Senhor quis criar uma Igreja e para isso designou um fim muito específico para ela: a santidade.

A santidade da Igreja de Deus é expressa continuamente pela Escritura: "Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb 12.14). Pedro, outrossim, exorta os fieis em Cristo com o que já estava escrito (Lv 20.26): "Sede santos, porque eu sou santo" (1Pe 1.16). 

Tal qual o templo do Senhor foi levantado e adornado conforme Deus ordenara a Moisés, tendo sido feitas todas as coisas nos mais preciosos e necessários detalhes, não devendo os obreiros omitir ou acrescentar coisa alguma (Dt 12.32), assim também o apóstolo é inspirado a escrever dizendo que a Igreja do Senhor somente pode subsistir estando em conformidade com as ordenanças dadas e reveladas na Escritura (2Tm 3.16-17).

Novamente o Senhor nos exorta por meio do apóstolo: "Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?" (1Co 3.16). É um incomensurável dever cristão o zelar pela glória de Deus em cada ato da vida, pois todas as coisas devem ser realizadas para Sua glória (1Co 10.31). O Criador habita em Sua Igreja e a sustenta com Seu Espírito - que grande glória! Não somos os sustentadores desta obra, mas, sim, Cristo Jesus, a perfeita e única pedra capaz de sustentar tamanho edifício, gigante em obras e perpétuo sobre a terra!

Possa o Senhor, nesta manhã, mediante o Seu Espírito Santo, nos levar a crer nas promessas, exortações e admoestações do Evangelho. Dobremos nossos joelhos e roguemos por mais sabedoria, conscientes de que "se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á" (Tg 1.5).

Que Deus nos ensine a buscar a santa união por Sua Igreja, segundo a reta doutrina, a fim do reino de Deus ser promovido entre a terra. Que nos lembremos de assim como o santo templo representava grande glória ao povo judeu, e todos  lutavam para o defender, lamentando profundamente quando era profano e abalado, também a Igreja do Senhor possa assim zelar por si mesma, "Para que se conheça na terra o teu caminho, e entre todas as nações a tua salvação" (Sl 67.2).

Comente com o Facebook:

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Por favor, comente este texto. Suas críticas e sugestões serão úteis para o crescimento e amadurecimendo dos assuntos aqui propostos.

Compartilhe

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

pop-up LIKE

Plugin