"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Até Onde Vai a União Cristã? Podemos Frequentar Todos os Tipos de Culto?


Que o pluralismo religioso é uma marca satânica, todos sabem. Que a multiformidade de pensamento é algo assombroso e digno do mais temível receio, todos sabem. Que a diversidade de entendimentos acerca de inúmeras doutrinas é algo que traz grandes malefícios para a Igreja, todos sabem. Que a discórdia é algo terrível e fruto do orgulho humano, todos sabem. Mas em algo mais todos concordam: que se deve buscar a união em vez da separação.

A questão, portanto é: visando a unidade da Igreja, o cristão pode participar de falsos cultos ao Senhor? Noutras palavras, até onde vai o limite em prol da união? Teríamos base bíblica aceitar a comunhão com determina doutrina e rejeitar outra?

No bojo desta busca por união, está o seguinte versículo: "Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união" (Sl 133.1). 

Para respondermos esta questão, precisamos analisar três coisas importantes: quem são os irmãos, o que é viver em união e se existe um falso culto.

1. Quem são os irmãos?

Os sujeitos da irmandade cristã não são todos os que professam a Cristo. Dizer-se cristão, afirmar um credo histórico e frequentar até mesmo uma igreja confessional, não translada ninguém ao reino dos céus. 

O Senhor nos alertou por meio de Seu Filho: "Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores" (Mt 7.15). Também: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus" (Mt 7.21 - grifo meu). Igualmente pelo apóstolo Paulo: "Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores [...] Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra" (Tt 1.10, 16 - grifo meu).

Irmão em Cristo é "quele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus". Esta é uma declaração ímpar e sublime, pois contém uma palavra de alta importância: "vontade". Entretanto, como saber qual é a vontade de Deus? Abaixo podemos entender.

1.1 Qual é a vontade de Deus? - "Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou" (Jo 6.38). Cristo e as doutrinas por Ele ensinadas são a vontade de Deus.

1.2 Como podemos ter a certeza de que a doutrina de Cristo é a doutrina do Pai e, portanto, representa uma unidade? "Jesus lhes respondeu, e disse: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo" (Jo 7.16-17). Toda a Escritura é a doutrina de Deus e Cristo a cumpriu.

1.2 O Antigo Testamento é a expressão da vontade de Deus? - "E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos" (Lc 24.44). Cristo estava representado em todo o Antigo Testamento e em toda a Sua Lei, portanto, é a vontade de Deus.

1.3. Qual a melhor maneira de saber o que é pecado, uma vez que isso é ir contra a vontade de Deus? - "Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei" (1Jo 3.4). Se não temos a Lei de Deus (do Antigo e Novo Testamento) como padrão de nossas vidas, pecamos, pois ficamos sem qualquer indicativo para averiguar o certo e errado.

1.4 Acaso realizar algo sem saber se é errado, é pecado? - "Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam" (Hb 11.6). A fé é condição necessária para se aproximar de Deus e uma vez que a fé é dom de Deus (Ef 2.8), ela sempre virá condicionada ao padrão de Deus.

1.5 Isso significa que a fé deve estar unida à estrita palavra de Deus? - "Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás" (Dt 12.32). Tudo que a Bíblia não comanda é pecaminoso; logo, se alguém realiza algum ato cúltico (e da vida cotidiana) não ordenado pelo Senhor, está em pecado.

A vontade de Deus é expressa somente em Sua Palavra e por toda ela. Não é crível buscar fundamentos unicamente em "textos prova", como se um único versículo pudesse invalidar todo o corpo de divindade que é a Escritura. Isto é, ou toda a Bíblia anda e corrobora com determinada doutrina, ou tal doutrina deve ser rejeitada, afinal, não podem haver contradições na Escritura.

Ainda há outro fato imperioso a se notar: os cristãos se chamam de irmãos porque Cristo chamou os Seus de irmãos! "Porque, assim o que santifica, como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não se envergonha de lhes chamar irmãos" (Hb 2.11 - grifo meu). Logo, se Cristo considera os Seus como irmãos, isso implica no grandioso dever de todos andarem segundo a mesma doutrina e prática.

"Mas", pode pensar alguém, "isso é impossível! tal coisa aconteceu somente no Antigo Testamento e no tempo dos apóstolos, quando todos eram uma só igreja e se reuniam no mesmo local". Vejamos se essa argumentação possui procedência.

Muitos versículos testificam que nunca existiu uma única reunião que contemplasse todas as pessoas de uma grandiosa região. Isto é, sempre existiram várias igrejas em todas as regiões, entretanto e sem qualquer receio de errar, todas praticavam as mesmas doutrinas e práticas.

Para exemplificar, quando o apóstolo Paulo prescreve aos irmãos em Corinto para que as mulheres cubram suas cabeças durante o culto público (capítulo 11 da primeira epístola - clique aqui para ler sobre isso), não devemos crer que era um mandamento somente para eles, pois assim o próprio apóstolo inicia sua carta: "Paulo (chamado apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus), e o irmão Sóstenes, À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso" (1Co 1.1-2 - grifo meu). Paulo vem em nome do Senhor e os saúda em nome de "todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo". Igualmente em sua segunda carta: "Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus, que está em Corinto, com todos os santos que estão em toda a Acaia" (2Co 1.1 - grifo meu). Notemos, novamente, que os santos estavam em "toda a Acaia". 

Vejamos ainda outros versículos que falam de muitas igrejas:

- "Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galiléia e Samaria tinham paz, e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo" (At 9.31). Todas as igrejas, de várias localidades, tinham paz e eram edificadas.
- "De sorte que as igrejas eram confirmadas na fé, e cada dia cresciam em número" (At 16.5). Este versículo demonstra evidentemente que mesmo nos primórdio da Igreja sob a nova aliança pelo sangue de Cristo, já existiam muitas igrejas por todos os lados; todas, porém, eram confirmadas na fé e andavam em unidade estrita.
- "E todos os irmãos que estão comigo, às igrejas da Galácia" (Gl 1.2). Havia, portanto, algumas igrejas na Galácia, de modo que quando Paulo escreve, não se reporta à uma única reunião ou assembleia, e sim à coletividade de igrejas naquela região.
- "E não era conhecido de vista das igrejas da Judéia, que estavam em Cristo" (Gl 1.22). Novamente aos gálatas, o apóstolo informa que havia múltiplas igrejas na Judéia.
- "Porque vós, irmãos, haveis sido feitos imitadores das igrejas de Deus que na Judéia estão em Jesus Cristo; porquanto também padecestes de vossos próprios concidadãos o mesmo que os judeus lhes fizeram a eles" (1Ts 2.14). O apóstolo demonstra aos tessalonicenses que de fato havia várias igrejas na Judéia.
- "Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia" (1Co 16.1). Notemos que Paulo confirma aos coríntios a situação de que havia várias igrejas na Galácia.
- "Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da macedônia" (2Co 8.1). Escrevendo às igreja em Coríntio, Paulo lhes fala sobre como o Senhor tinha alcançado e levantado várias igrejas na região da macedônia, e não somente uma igreja.
- "E com ele enviamos aquele irmão cujo louvor no evangelho está espalhado em todas as igrejas" (2Co 8.18). Falando acerca de Tito (v. 16), Paulo afirma aos coríntios que a obra está sendo realizada em todas as igrejas.

Diante disso, percebemos que é uma completa falácia a ideia de se acreditar que, por exemplo, em Jerusalém houvesse apenas uma reunião com todos os crentes da cidade ou que na Judéia e Galiléia somente, também, se cultuasse ao Senhor num mesmo local. A Bíblia, portanto, demonstra que sempre existiram diversas igrejas locais, todas andando no mesmo espírito, doutrina e fé.

Alguém pode se questionar: "Como seria possível termos a mesma unidade nos dias de hoje?". Certamente que a resposta não é fácil, mas há uma saída.

Algo que pode nos fornecer luz é nos lembrarmos da história da conhecida Assembleia de Westminster.

"Em primeiro de julho de 1643, 121 pastores e mestres - 'instruídos, piedosos e judiciosos Teólogos', segundo consta em descrição da época - dentre os quais muitos homens renomados em todo o mundo por sua erudição bíblica, fervor e sinceridade de fé e vida cristã irrepreensível; aos quais somavam-se ainda 30 homens de valor na Inglaterra, sendo 10 da 'casa dos Lordes' e 20 da 'casa dos Comuns'. O objetivo da reunião da assembleia foi prover sábios conselhos sobre a forma correta, bíblica, de adorar, conhecer e servir ao nosso Senhor e Deus, tanto individualmente, quanto em família, e sobre como estabelecer a igreja na Inglaterra, inclusive disciplinar institucionalmente, conforme semelhantes parâmetros." [1] Para produzir todos os documentos que visando a destruição das heresias e união em torno da Escritura, foram demandas 1163 reuniões no plenário e muitas outras centenas de comissões e subcomissões. Ao todo o trabalho durou  em torno de 5 anos.

Esta foi uma assembleia como nenhuma outra até os dias de hoje e segundo homens piedosos, foi a união mais próxima entre igrejas após o advento de Cristo e os primeiros tempos da igreja primitiva. O pacto (clique aqui para o ler) entre as igrejas reunidas foi de tal solenidade e seriedade em prol da união em torno de Cristo, que toda a nação da Inglaterra, Escócia e Irlanda ratificaram os documentos produzidos em Westminster. Tal grandiosa assembleia tinha por base o fato de todos concordarem que a falta de unidade e uniformidade é responsável pelo crescimento do ateísmo - os levando a rejeitar, por exemplo, após refutações bíblicas, a teoria do "denominacionalismo" (infelizmente em vigor em nossos dias), proposta por determinado teólogo. Não somente do ateísmo, mas toda divisão é fragmentação e isto, a médio e longo prazo, só tende a enfraquecer a Igreja, agindo contrariamente ao que Cristo nos disse: "Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste" (Jo 17.21).

Todavia, não pense o leitor que foi trabalho fácil. As atas da assembleia estão disponíveis para nós e lá podemos encontrar registros preciosos de todo o labor realizado. O leitor pode verificar, por exemplo, que nem todos os teólogos eram adeptos da forma de governo por presbíteros (presbiterianismo), nem todos concordavam em cantar exclusivamente os salmos e sem o uso de instrumentos, assim como muitos não concordavam com o batismo infantil. Como, então, estes homens puderam se unir, sendo que discordavam de coisas que hoje levam a tantas divisões? A resposta é que eles eram perfeitamente unidos na base, que é Cristo, na soberania de Deus, na depravação pecaminosa do homem, na necessidade do homem ser regenerado, na confiança no Espírito Santo e na suficiência das Escritura. Uma vez unidos no principal e não se demovendo da ideia até que a Escritura os forçasse a isso, naquilo em que não havia consenso, debatiam profundamente (tudo com piedade - há registros de orações iniciais que duravam mais de duas horas) e depois faziam votações - a doutrina com votação com maior número, era estabelecida, o que significa dizer que os que não concordavam inicialmente com o governo bíblico com base em presbítero (episcopais, congregacionais, independentes...), se conformaram a este modelo, a fim de visar o crescimento e unidade da Igreja; os que desejam cantar outros cânticos além dos salmos, passaram a somente cantar os salmos da Escritura, pois assim havia sido votado; os que acreditavam que somente adultos deveriam ser batizados, passaram a batizar crianças, porque desta forma haviam determinado por meio da votação.

Naquele tempo os mais diferentes teólogos chegaram à conclusão de que o culto ao Senhor (trataram também do restante da vida) deve ser regulado por Sua Escritura que é suficiente para nós (Dt 12.32; 2Tm 3.16-17), sendo grave pecado instituir algo ou alguma coisa que não seja ordenada pela Escritura (procure por aqueles documentos e comprove você mesmo).

Portanto, para dar uma resposta satisfatória sobre "Quem são os irmãos", poderíamos dizer que irmãos em Cristo são todos aqueles que professam a genuína crença em Cristo Jesus, que creem na plena e irrestrita soberania de Deus, visualizam e buscam uma vida de completa santidade e piedade, assim como professam uma doutrina historicamente saudável e já firmemente estabelecida ao longo dos séculos. Isso se traduz em dizer que toda e qualquer doutrina "nova", no sentido temporal, deve ser rejeitada. Alguns movimentos supostamente evangélicos precisam ser prontamente rejeitados, como o pentecostalismo, neopentecostalismo e falsas igrejas históricas que apenas professam uma confissão de fé, mas na prática vivem de modo desvirtuado.

2. O que é viver em união?

Uma ressalva fazemos: estamos tratando de doutrinas, e não de pessoas.

Quando elencamos estas três categorias doutrinárias acima, de forma alguma estamos anatemizando as pessoas que lá congregam, pois assim como muitos pentecostais poderão ser salvos, inúmeros "reformados e calvinistas" poderão ser condenados, haja vista que o Senhor não atenta para a confissão de fé escrita na folha de papel, e sim à simplicidade e pureza no coração (que inevitavelmente será expressa em atitudes). Não desejamos, de forma alguma, criticar pessoas (embora seja impossível desassociar o erro do homem), mas, sim, alertar para o perigo em que muitos se encontram.

Ressalvamos, outrossim, que todo este artigo tem como finalidade a glória do Senhor (1Co 10.31) e a promoção do reino de Deus, pois não há qualquer mérito no homem, pois todos nós, invariavelmente, um dia já andamos "como ovelhas que não têm pastor" (Mt 9.36).

Podemos, desta forma, entender que viver em união inclui entender que há diferença entre comunhão pessoal e participação em cultos. Sabemos, pela Escritura, que o culto, embora não seja mais santo do que o restante da vida, é o momento onde o Senhor se revela com maior poder, graça e misericórdia, pois nenhum homem é digno de se achegar aos pés do santo monte. Nada impede a comunhão pessoal entre cristãos que professam a Cristo, mas que possuem entendimentos diferentes sobre certas doutrinas. Todavia, por ocasião do que diz a Escritura, por causa da "consciência pura" (1Tm 3.9) que cada crente deve buscar, o tal não deve se frequentar cultos públicos que desonrem ao Senhor e/ou que vão de encontro ao que ele professa crer.

Isso significa dizer que se alguém entende, mediante as Escrituras, que o culto público não ordena termos instrumentos musicais, então tal pessoa, por questão de consciência, não deve frequentar cultos que violem este ponto, ainda que isto não implique em dizer que os membros de determinada igreja não sejam cristãos.

Resumindo, não se deve frequentar cultos públicos por causa do que diz a Escritura. E ainda mais: ao se fazer isso, não se deve emitir juízos de valor sobre o próximo. Deve-se, então, conversar em particular com cada qual (ou num outro momento que não o culto público), a fim de expor a sã doutrina ou levar alguma palavra. Em realidade prática, se alguém é convidado para pregar em alguma igreja fora dos padrões bíblicos, deve ir, desde que não seja para pregar durante o culto público.

3. Existem falsos cultos ao Senhor?

Muitas vezes os cristãos, no afã de buscarem o bem comum, sem, contudo, negligenciar a Escritura, afirmam que existem falsos cultos, mas que esses são difíceis de encontrar na Igreja do Senhor. Noutras palavras, insinuam que o falso culto é somente o do candomblé, por exemplo, mas o candomblé não tem o Senhor e a Bíblia como padrões. Afirmam, que seria o espiritismo, mas este também não tem a Sagrada Escritura genuína, pois usam uma versão distorcida e "psicografada". Depois, dizem que o falso culto são todos aqueles que pregam a prosperidade financeira e curas sem fim, entretanto, os que lá congregam dirão que são justamente os que os acusam os que possuem um falso culto. Resultado: não se chega a um senso comum.

Para ser mais objetivo, então, eis alguns pontos que caracterizam um falso culto público (baseado nas Escrituras e no testemunho histórico). Novamente: não se traduz em dizer que as pessoas que participam e são membros de tais congregações seja heréticas - não é isso que estamos dizendo. Estamos ressaltando a doutrina bíblica e ela somente, pois assim como Cristo não esmaga a cana quebrada, nem apaga o pavio que fumega (Mt 12.20; Is 42.3) - nos ensinando a buscar a renovação, em vez da destruição -, de igual modo é nosso intento.

- adoração e veneração à qualquer deidade que não seja o Senhor das Escrituras (Êx 20.2-3);
- cultos distintos, como um culto "especial ao Espírito Santo" (Jo 14.6);
- pregação sem base hermenêutica correta e exegese sadia (2Tm 4.2);
- elementos estranhos e não prescritos pela Bíblia, como moças dançando no palco, mulheres orando/pregando/dando avisos, uso de teatro ou filmes, crianças dançando... (Dt 12.32);
- ênfase em dons sobrenaturais como "línguas", "previsão do futuro", "curas" por meio de suposta unção de homens e exortações sem lastro escriturístico (tais dons cessaram com a morte dos apóstolos, porque somente os tais [e alguns outros] possuíam - clique aqui e aqui para ler dois pequenos estudos);
- perversão dos sacramentos, em especial a ceia, como no caso de ela ser ministrada a todos que simplesmente dizem "ser do Senhor", sem qualquer avaliação prévia (1Co 11.24 com Hb 13.17);
- uso de instrumentos musicais para "conduzir" a congregação no louvor (por favor, leia este estudo e veja este vídeo antes de criticar; teremos enorme prazer em lhe ajudar a compreender esta doutrina).

Após este breve artigo, podemos, em síntese, concluir:

Devemos buscar a união somente segundo o que diz a Escritura; no que não houver união, os professos da fé cristã devem conversar e dialogar, não devendo, porém, frequentarem o mesmo culto público, sob pena de violarem as ordenanças do Senhor; existem falsos cultos e para isso devemos atentar, todavia, isso não significa que tais pessoas lá presentes já estejam condenadas ou que sejam hereges.

Se eu me considero o dono da verdade? De modo algum. O Senhor é a verdade e ela está revelada em Sua Palavra.

"A graça seja com todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo em sinceridade. Amém" (Ef 6.24).

______
**neste mês de Julho/2013 tivemos a 1ª Conferência Reforma Hoje na cidade de Blumenau/SC e alguns dos temas esboçados neste artigo foram abordados. Caso o leitor tenha interesse, abaixo o link dos vídeos:

- A Família e a Igreja (apenas áudio)
A Igreja e as diferentes igrejas
- A Igreja e o culto segundo as Escrituras
- A Igreja e o dever dos membros em aplicar a mensagem
A Igreja e a pureza na doutrina

Nota:
[1] Introdução à Confissão de Fé de Westminster (1647), traduzida e organizada pela Igreja Puritana Reformada no Brasil - clique aqui para ler

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