"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Efésios 2.8 (parte 1) - Pela Graça Sois Salvos (parte 1) - Exposição em Efésios - Sermão pregado dia 07.10.2012



Efésios 2.8 (parte 1) - Pela Graça Sois Salvos
Exposição em Efésios -
Sermão pregado dia 07.10.2012

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8 - ênfase minha).

Nada poderia ser mais evidente, do que o apóstolo afirmar ainda outra vez que é somente pela graça que os pecadores são salvos. Dada à razão de Paulo ter escrito anteriormente que a ressurreição de Cristo prefigurou o que há de acontecer com todos os Seus no dia oportuno (Ef 2.6) e depois afirmar que isto também serviria de testemunho "nos séculos vindouros" (Ef 2.7), nos é revelado, agora, o porquê de ser desta maneira. Noutras palavras, o santo apóstolo, no presente versículo, enfatiza o motivo de tudo que já foi descrito, acontecer: "Porque pela graça sois salvos"

Infelizmente, muito do que se tem escrito sobre a graça de Deus, na verdade, não passa de uma fantasia juvenil, ou em expressão mais exata, algo fora de cogitação e irreal. Digo isso porque a graça de Deus, longe de ser apenas um favor imerecido é, na verdade, também um dom de Deus e, portanto, nem todos o recebem. Todavia, o evangelicalismo tem traduzido a palavra "graça" como sinônimo de: "vá, peque, volte, e Deus te perdoará - faça isso quantas vezes for necessário". Sim, de fato é verdadeira esta expressão, mas já fomos informados de que: "Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor" (Ef 1.4 - grifo meu). Isto implica em dizer que a graça de Deus, não é motivo para brincadeiras, piadas, um viver profano ou cometer pecados desenfreados, apenas porque "a graça salva".

Analisemos e pontuemos algumas importantes considerações acerca da presente ênfase no versículo.

Em primeiro lugar, Paulo nos informa de que somos salvos pela graça - e por ela somente. Não há explanação, citação direta ou indireta, ou qualquer alusão à algum suposto livre arbítrio que o homem possua. Não somos informados de que o homem "ajudou" a Deus ou que "deixou Deus entrar em seu coração". Por quê? Porque "vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados" (Ef 2.1). Mortos não respiram, não pensam e não agem. O homem nasce envolto ao pecado e com caminho fechado à árvore da vida (Gn 3.24). Devido à queda, nunca mais, sob hipótese alguma, exceto por Cristo, nosso mediador e propiciador, o homem poderia ser salvo. Qualquer homem que lê corretamente as Escrituras, é ensinado de que o veredicto sobre o homem natural é este: "No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás" (Gn 3.19 - grifo meu). Boca no pó! Morte! Destruição! Perda da imortalidade na terra! Afastamento de Deus! Ira e ódio divinos sobre a cabeça! Isto é que o homem conseguiu com seu querer no jardim do Éden. Se Adão e Eva, que possuíam o poder para viverem conforme havia dito o Senhor, mas não tiverem o querer para tal, pecaram, que diremos nós, lamentáveis homens e mulheres que "éramos por natureza filhos da ira" (Ef 2.3)?

Em segundo lugar, a graça de Deus, longe de nos levar a um viver frívolo, nos conduz diretamente para a santificação. "Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor. Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?" (Rm 5.21; 6.1-2). O apóstolo é cirúrgico ao dizer que todo aquele que foi salvo pelo Senhor, não vive mais para o pecado! Adiante ele diz: "Não sirvamos mais ao pecado" (Rm 6.6)! A santificação decorre imediatamente da graça, razão pela qual todo aquele que é verdadeiramente tocado para o Senhor, possui extremo nojo por seu pecado (Ez 36.31) e cobre seu coração com as cinzas do arrependimento. O pseudo-cristão que pensa ser possível viver na graça e continuar a pecar desordenadamente, amando as práticas que Deus odeia e "seguindo em frente", com muita certeza ainda não compreendeu seu real estado de miséria e é bastante provável que esteja em completa em escuridão e pecado, "porque as trevas lhe cegaram os olhos" (1Jo 2.11).

Em terceiro lugar, a graça não nos ajuda na vida, mas sim nos transforma. Ao contrário do que tem sido pregado em muitos púlpitos de de falsos mestres, a graça não transforma parcialmente a vida do cristão e, por conseguinte, cabe ao homem continuar o processo. As Escrituras são cristalinas ao asseverar que a graça muda por completo a vida do regenerado: "E lhes darei um só coração, e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne" (Ez 11.19; 36.26); "Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus... Necessário vos é nascer de novo" (Jo 3.5, 7); "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2Co 5.17); "De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida" (Rm 6.4); "Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura" (Gl 6.15). Troca de coração! Nascer de novo! Tudo se fez novo! Novidade de vida! Nova Criatura! Isto é graça, meus irmãos! Graça não é esta baboseira evangélica que temos visto e ouvido em toda esquina! Não que sejamos perfeitos, mas essa graça barata, fútil e vendida pronta para ser esquentada em dois minutos no microondas do coração putrificado e alheio à Palavra de Deus que estes falsos pastores e autodenominados apóstolos pregam, para nada serve, "senão para se lançar fora, e ser pisad[a] pelos homens" (Mt 5.13).

Olhemos, portanto, dez motivos pelos quais o homem, por si só, não pode ir até Cristo - baseados na carta de Paulo aos romanos, capítulo três:

1. "Não há um justo, nem um sequer" (Rm 3.10);
2. "Não há ninguém que entenda" (Rm 3.11a);
3. "Não há ninguém que busque a Deus" (Rm 3.11b);
4. "Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis" (Rm 3.12a, b);
5. "Não há quem faça o bem" (Rm 3.12c);
6. "A sua garganta é um sepulcro aberto" (Rm 3.13a);
7. "Os seus pés são ligeiros para derramar sangue" (Rm 3.15);
8. "Em seus caminhos há destruição e miséria" (Rm 3.16);
9. "Não há temor de Deus diante de seus olhos" (Rm 3.18);
10. "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23).

Você consegue compreender o porquê do homem ser completamente inábil para ir até o Senhor? O Espírito Santo testifica em você sobre sua completa incapacidade de aceitar naturalmente a Cristo? Consegue perceber que loucura e estupidez teológica é a "oração do pecador" ou folhetos "evangelísticos" que expõem um Deus não soberano? Nosso Senhor Jesus Cristo foi majestoso ao afirmar: "sem mim nada podeis fazer" (Jo 15.5).

Assim como israelitas foram tirados do Egito e se encaminharam para a terra prometida, também os cristãos, pela graça do Senhor, são retirados do pecado pela mão poderosa do Onipotente e levados a trilhar um novo caminho rumo à cidade celestial. Tal qual o povo de Israel não poderia voltar ao Egito, pois o Mar Vermelho havia se fechado, também os cristãos, não podem voltar ao pecado, porque não servem mais a ele - são, agora, escravos de Cristo (2Co 4.5; Ef 6.6).

Observemos no que o povo de Israel contribuiu para a libertação do Egito: em coisa alguma! Qual era sua situação diante do Egito? "E puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. Porque edificaram a Faraó cidades-armazéns, Pitom e Ramessés. Mas quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam, e tanto mais cresciam; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel. E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza; Assim que lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo; com todo o seu serviço, em que os obrigavam com dureza" (Êx 1.11-14).

Tenho a triste convicção que se muitos dos evangélicos modernos estivessem no lugar do povo de Israel, que se inclinou e adorou ao Senhor, porque souberam que Ele os visitava (Êx 4.31), teriam "determinado a bênção" e sairiam proclamando: "O Egito para Jesus! Não mais escravidão! Deus salvará todos os egípcios! Faraó será um governante de Deus!" - muitíssimo ao contrário do que lemos nas Escrituras, a saber, "Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra" (Rm 9.17). Faraó não seria salvo, pois era um vaso para desonra (Êx 3.19-20; Rm 9.21); o Egito não seria salvo, pois o Senhor pesava seu furor sobre aquele povo (veja as dez pragas).

"O tempo que os filhos de Israel habitaram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos" (Êx 12.40). Por que motivos, se havia tal suposto livre arbítrio e o homem pudesse fazer o que bem intentasse, ninguém, sequer um homem se levantou para livrar o povo de Israel da tirania do Egito? "quatrocentos e trinta anos" e nenhuma alma se levantou para lutar! Nem mesmo Moisés queria libertar o povo! "Então Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?" (Êx 3.11); "Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?" (Êx 3.13); "Então respondeu Moisés, e disse: Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, porque dirão: O SENHOR não te apareceu" (Êx 4.1); "Então disse Moisés ao SENHOR: Ah, meu Senhor! eu não sou homem eloquente, nem de ontem nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua" (Êx 4.10); "Ele, porém, disse: Ah, meu Senhor! Envia pela mão daquele a quem tu hás de enviar" (Êx 4.13).

Amados irmãos, que graça estapafúrdia é essa que estamos vendo sendo televisionada e pregada em muitos púlpitos? A graça exposta aos homens, longe de lhes agradável, coloca o homem no pó! O apóstolo Pedro é firme ao dizer: "Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte" (1Pe 5.6). Embora a salvação seja motivo de grande alegria para o povo de Deus (Is 66.10; Sl 2.11; Rm 12.12; Fp 4.4; 1Pe 4.13), devemos recordar de certa parábola, onde nos é dito: "O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria; Mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição, por causa da palavra, logo se ofende" (Mt 13.20-21). Enfatizo novamente: o cristianismo não é uma vida de tristeza, porém, devemos ter muito cuidado com certas "alegrias" mundanas (mesmo que dentro dos arraiais ditos evangélicos) demonstradas em nossos dias.

Desta forma, quando lemos que "Porque pela graça sois salvos", devemos ser impelidos às seguintes conclusões e aplicações.

1. Sendo a salvação vinda pela graça, logo, não há participação humana.

Muitos distorcem a Palavra a Deus e afirmam que o homem devem se arrepender. Sim, é absolutamente verdade isto - mas não apenas isso. De fato, somos chamados a ir por todo o mundo e pregar as boas novas do Evangelho (Mt 28), entretanto, devemos estar certos de que "Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade" (FP 2.13). É mister que estejamos conscientes de que o arrependimento é obra de Deus, e não do homem: "Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados" (At 5.31); "E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida" (At 11.18); "Agora folgo, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus; de maneira que por nós não padecestes dano em coisa alguma" (2Co 7.9); "Instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade" (2Tm 2.25).

Que diremos, pois, de versículos como, "Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento" (Mt 3.8)? Não seria esta uma ação humana? A explicação é simples e bíblica: uma é a forma de se entender a incapacidade do homem e a soberania de Deus; outra, é fazer o que Cristo nos ordenou: "E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mt 28.19-20). Como estas duas verdades (a soberania de Deus e a responsabilidade do homem em arrepender-se) se coadunam? A verdade é que a mente finita não pode compreender este mistério, todavia, como a soberania pertence somente ao Senhor, ficamos, assim, com nossa responsabilidade; sabendo, contudo, que "isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece" (Rm 9.16).

2. Há esperança para o homem, ainda que esteja perdido.

Quando a Bíblia proclama que o caminho para a salvação está fechado ao homem, não quer ensinar que a salvação seja algo impossível. Sim, é impossível ao homem, mas "para Deus nada é impossível" (Lc 1.37). Isto significa que, pela inefável grandeza do Altíssimo, aprouve a Ele salvar muitíssimos pecadores - tão grande é a quantidade de eleitos e salvos, que são comparadas às estrelas do céu e aos grãos de areia da praia (Gn 22.17). Mas, que ninguém se exalte, pois igualmente lemos: "Porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem" (Mt 7.14). Ainda que sejam muitos (pois seu número é tal, que ninguém consegue contar), são "poucos", quando comparados à totalidade.

Desta maneira, nos evidencia o Senhor que, apesar da imundícia e podridão que são as obras dos homens (Is 64.6), o Eterno teve por bem, antes da fundação do mundo, eleger os Seus: "Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo" (Ef 1.4). Assim sendo, a graça do Senhor nos leva a proclamar ao mundo perdido, o que lemos com grande júbilo: "Louvai ao SENHOR. Louvai ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre. Quem pode contar as obras poderosas do SENHOR? Quem anunciará os seus louvores? Bem-aventurados os que guardam o juízo, o que pratica justiça em todos os tempos. Lembra-te de mim, SENHOR, segundo a tua boa vontade para com o teu povo; visita-me com a tua salvação. Para que eu veja os bens de teus escolhidos, para que eu me alegre com a alegria da tua nação, para que me glorie com a tua herança. Nós pecamos como os nossos pais, cometemos a iniqüidade, andamos perversamente. Nossos pais não entenderam as tuas maravilhas no Egito; não se lembraram da multidão das tuas misericórdias; antes o provocaram no mar, sim no Mar Vermelho. Não obstante, ele os salvou por amor do seu nome, para fazer conhecido o seu poder" (Sl 106.1-8 - grifo meu).

Assim como o Senhor, mesmo diante de toda obstinação do coração perverso do homem, salvou a muitos, também hoje, ele continua a salvar todos os Seus, pois "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem"  (Jo 10.27). "Porque o Filho do homem veio salvar o que se tinha perdido" (Mt 18.11; Lc 19.10).

3. A graça destrói todo orgulho humano.

O propósito das Escrituras, não é afagar o ego do coração pecador, mas sim afirmar categoricamente que todas as vezes que o homem pensa que pode controlar a si mesmo e ter certo domínio sobre as que lhe pertencem, na verdade, está agindo em total contrariedade ao que diz o Senhor: "Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo. Mas agora vos gloriais em vossas presunções; toda a glória tal como esta é maligna" (Tg 4.14-16 - grifo meu).

Ao contrário de toda escória que temos visto e ouvido em nossos dias, Tiago não é suave em suas palavras. O santo escritor nos diz que se dissermos "Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos" (Tg 4.13), como que já determinando o que iremos realizar, cometemos pecado. O que, então, devemos fazer com relação ao que intentamos no coração? "Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo" (Tg 4.15). Se nos gloriamos em alguma coisa supostamente vinda de nós mesmos, "toda a glória tal como esta é maligna". Maligna! Vil! Torpe! Diabólica! Obra de Satanás! Se um simples dizer, "amanhã levantarei cedo, irei trabalhar e ganhar dinheiro", é chamado de obra "maligna", que dir-se-á da ilusão teológica que afirma que o homem pode determinar sua salvação e/ou ir até ao Senhor?

Tamanha era a convicção de certos homens chamados "puritanos", com relação a esta verdade do evangelho, isto é, de que o homem, por natureza, não pode ir até Cristo, a menos que fosse salvo, que levou certa família, de sobrenome "Barbon", a colocar o nome de seu filho de "Nicholas If-Jesus-Christ-Had-Not-Died-for-Thee-Thou-Hadst-Been-Damned Barbon" (Nicolas Se-Jesus-Cristo-não-tivesse-morrido-por-ti-estavas-perdido Barbon), que por sinal, era filho de "Praise-God Barbon" (Louvado-Seja-Deus Barbon).

O motivo pelo qual muitíssimos não creem na salvação somente pela graça de Deus (excluindo toda operação humana), é porque ainda não tiveram os olhos de seu entendimento abertos (Ef 1.18) e não se desvencilharam do orgulho humano.

Que possa o Senhor trabalhar em nossas vidas, de modo que possa ser cravado e gravado em nossos corações os dizeres da Palavra de Deus: "Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra" (Rm 11.6).

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