"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Série Elementos Constitutivos do Culto Público - Considerações finais - Sermão pregado dia 26.02.2012




Série Elementos Constitutivos do Culto Público -
Considerações finais -
Sermão pregado dia 26.02.2012

Explanados os elementos, é preciso então que consideremos a forma de se organizar o culto ao Senhor e ainda algumas considerações finais.

Quando dispomos os elementos, não estamos a falar que exista uma única maneira correta e bíblica de se aplicá-los. Não há nas Escrituras algum "manual litúrgico" preciso e literal que forneça todos os dados e circunstâncias exatas de como devem ser administrados os elementos. No entanto, também não somos deixados ao bel prazer e às vãs imaginações de como podemos aplicar àquilo que a Igreja de Cristo foi ordenada a realizar.

A diferença entre o culto público e particular. A diferença entre esses pontos não se está no mero ajuntar-se ou não dos crentes em Cristo Jesus. Podemos muitas vezes nos reunir com irmãos e não estarmos cultuando (como comumente fazemos na igreja) a Deus, assim como é verdade que podemos nos reunir em algum "campo aberto" ou jardim e ali termos um verdadeiro culto. A diferença entre os cultos diz respeito à maneira como é conduzido e os elementos que nele estão. O culto particular não é conduzido pelo pastor, mestre ou alguém autorizado, mas sim pelo próprio crente em Cristo Jesus. No particular cada crente adora e louva ao Senhor de diferentes maneiras, pois por essa designação (culto particular) estamos a falar da vida como um todo e que abrange cada situação específica do dia-a-dia. Então, para o cotidiano, o simples lavar dos cabelos já é um louvor ao Senhor, o agradecer antes (ou após) as refeições já um ato de submissão e reverência, o pegar o ônibus ou carro é sinônimo de confiarmos na providência do Santo que nos conduz em segurança e nos dá o sustento necessário.

Quanto ao culto público, embora ele seja constituído de pessoas que pratiquem as mesmas coisas do culto particular, as atividades nele realizadas são outras, pois o fim é diferente (ainda que ambos devam ser para a glória do Senhor - 1 Co 10.31). O culto público é conduzido pelo pastor, mestre ou alguém autorizado, e somente essas pessoas é que podem e devem impetrar a bênção sobre a congregação - não que o Senhor faça diferença entre "crentes" e "crentes", mas porque as atribuições são diferentes (assim como o julgamento dos Mestres será mais rigoroso - "Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo" (Tg 3:1). Enquanto no culto particular nós somos distraídos por questiúnculas da vida, o culto público deve se demonstrar ordeiro, solene e reverente, pois não estamos "andando pelo caminho" ou lavando nossos cabelos, mas sim reunidos em nome do Senhor e professando o crer que não há nada mais importante naquele momento do que ler, ouvir e receber a Santa Palavra do Senhor junto com os irmãos.

Pregação a partir da Bíblia. Esse ponto não implica em dizer que há uma única forma de pregação e que a Bíblia não deixe dúvidas sobre como deve ser o pregar. Explico: muitos homens reformados e piedosos pregam a santa palavra de Deus de forma expositiva e sequencial, isto é, lendo o texto, expondo sua doutrina principal, refutando as objeções feitas a ele, aplicando a doutrina ensinada e passando-se para o próximo versículo (ou até mesmo capítulo). Mas há também aqueles que não seguem esse modelo, pois prefere uma pregação temática expositiva, onde toma-se um tema como base e discorre-se sobre ele em determinado versículo ou conjuntos de versículos que exponham o tema abordado durante a série.

Independente de qual dos dois modos se segue, ambos procuram retirar a doutrina do texto, isto é, praticar a exegese, (a interpretação, uma análise minuciosa) e então ensinar a devida aplicação à vida da congregação. Entretanto, não podemos aceitar como bíblica qualquer pregação que em vez de retirar o sentido do próprio texto, toma-o fora do seu contexto e aplicação e dá-se um sentido completamente outro para ele. Um exemplo muito corrente é o versículo de Paulo: "Tudo posso naquele que me fortalece" (Fp 4.13). A boa pregação irá explicar que a doutrina ensinada por Paulo começa no versículo 10 e 11, tem seu centro nervoso no 12 e finalmente culmina na afirmação citada. A pregação bíblica é aquela que sabe "deixar o texto falar" por si só, não necessitando que homem algum acrescente ou diminua qualquer ordem ou ensinamento, pois ensinados que (ainda que no livro de Apocalipse, mas certamente se aplica à toda Escritura) "todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro" (Ap 22.18,19).

Leitura da Palavra de Deus. Ler-se a palavra de Deus não é o mesmo que ter a Sua palavra. Muitos homens fazem uma leitura "fria" das Escrituras, visando exclusivamente o conhecimento intelectual, um acréscimo às faculdades humanas da razão e da lógica, um simples academicismo é o que procuram, no entanto, basta-nos volver para a as Sagradas Letras e perceberemos que seu intuito é justamente outro (2 Tm 3.16,17).

A leitura pública das Sagradas Escrituras não visa acrescer conhecimento histórico sobre Abraão, Moisés, Isaías, João, Pedro, Paulo ou outro homem bíblico. A finalidade da leitura pública é o amadurecimento comunitário na piedade e sabedoria de nosso Deus. Ao lermos a palavra do Senhor não estamos meramente a continuar um ritual semanal ou simplesmente "incrementando" o culto ao Senhor, pois assim como mediante a pregação, a palavra de Deus deve ser recebida com alegria, júbilo e por - muitas - vezes, contrição e angústia, de igual forma a leitura busca inteirar-nos em Sua palavra, de modo que dignifiquemos o sumo sacerdócio de Cristo e elevemos nossos corações à uma firme expectativa e devoção sincera ao Senhor que em todas os feitos age para o bem daqueles que O amam (Rm 8.28).

Audição da Palavra de Deus. Esse elemento é uma consequência lógica dos antecedentes, pois é natural que a cabe a congregação o ouvir da Sua palavra. No entanto, frequentemente não é o que temos visto em muitos círculos evangélicos, pois em determinados lugares parece-se, em primeiro lugar, que não se está ouvindo a palavra de Deus, mas sim a de demônios, tamanha é a discrepância entre a palavra escrita e a exposta à público, e, sem segundo lugar, porque homens incautos e desprovidos de preparação e piedade são colocados para expor a deveras significante e salutar palavra do Altíssimo à congregação. Mas há também de se lembrar de que por muitas vezes o ministro é homem preparado e bem dotado pelo Senhor, ao passo que sua congregação não passa de frequentadores que busquem apenas acrescentar algo à sua moralidade mínima. Charles H. Spurgeon certa vez apontou a má qualidade de muitos ministros ao exporem a palavra de Deus, mas também ressaltou a veracidade de muitas congregações: elas não sabem ouvir.

"Vede, pois, como ouvis" (Lc 8.18). [1] Tais palavras de Jesus não devem de maneira alguma serem negligenciadas por seus discípulos, pois se o próprio Mestre instrui-nos a ser vigilantes para com Sua palavra, nada mais sensato do que buscarmos com diligência tal objetivo. Algo que todo crente experimentado pode testemunhar para si e para outrem, é o fato de que quando inicia-se uma caminhada na piedade e realmente atenta-se para a palavra que o arauto do Senhor ensina, ocorre uma brusca mudança de vida e de pensamento interior, pois a igreja e o culto já não representam um "dever a ser cumprido", mas um deleite e alegria em ir receber santa e perfeita palavra do Senhor - "Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração" (Mt 6.21).

Ainda outra vez o Catecismo Maior de Westminster nos guia:


Pergunta 160: Que se exige dos que ouvem a Palavra de Deus pregada?

Resposta: Exige-se dos que ouvem a Palavra de Deus pregada que atendam a ela com diligência (Sl 84. 1,2,4), preparação (Lc 8.18; 1 Pe 2.1,2) e oração (Sl 119.18; Ef 6.17,18); que comparem com as Escrituras (At 17.11) aquilo que ouvem; que recebam a verdade com fé (Hb 4.12), amor (2 Ts 2.10), mansidão (Tg 1.21; Sl 25.9) e prontidão de espírito (At 17.11), como Palavra de Deus (1 Ts 2.13); que meditem (Hb 2.1) nela e conversem a seu respeito uns com os outros (Dt 6.6,7); que a escondam nos seus corações (Sl 119.11) e produzam os frutos devidos no seu procedimento (Lc 8.15; Tg 1.25).

Oração a Deus. Não devemos nos alongar nesse ponto, pois é preciso que seja ponto fático que a oração é o que nos move. Não houve sequer um santo piedoso que não tenha sido um homem de dores, de oração e que buscou incessantemente na presença do Senhor o Seu agir e a Sua provisão para as dificuldades que lhe assolavam (Lc 11.5-13). A oração pública a Deus dever-nos-ia ser da maior magnitude e estima possível, pois devido ao fato de não sermos sequer servos inúteis (pois o servo inútil faz tudo o que deve fazer - Lc 17.10), e ainda, que muitas vezes somos rebeldes contra a palavra e Lei do Senhor, a oração deve lembra-nos que, embora o véu tenha sido rasgado no templo (Mt 27.51), o soberano Senhor ainda encontra-se no Santo do Santos, de modo que a reverência, tremor e temor devem ser encontrados em nosso coração enquanto oramos e clamamos por Sua misericórdia, pois em nada somos superiores ao sacerdote que adentrava aos Santo lugar temendo por sua vida, aliás, apenas o imaginar dessa situação nos requereria uma profunda reflexão à verificação de nossas vidas, a fim de avaliarmos - mediante o Espírito Santo - se de fato temos entrado com ousadia no santuário do Senhor (Hb 10.19) e temos nos adornado com as vestes santas de Cristo.

A. W. Pink expressou assim seu entendimento: "Além disso, Deus requer que O adoremos. A oração, a verdadeira oração, é um ato de adoração. Assim é, pois a oração consiste em prostrar-se a alma pertante Ele; a oração é o invocar o grandioso e santo nome de Deus; a oração é o reconhecimento da bondade, do poder, da imutabilidade e da graça de Deus; também é o reconhecimento da soberania divina, confessada quando nossa vontade se submete à dEle. E de elevada significação notarmos, a esse respeito, que Cristo não chamou o templo de Jerusalém de Casa de Sacrifício, e, sim, de Casa de Oração". [2]

Administração dos Sacramentos. Não há que se falar em ordenanças se não tivermos a plena certeza da suficiência das Escrituras para nossas vidas. Os sacramentos são meios pelos quais o Senhor nos transmite a Sua graça (mas não tão somente), revigora a fé e traz alento ao coração muitos vezes desesperançoso.

Quando nos tempos antigos falava-se da ceia do Senhor, os puritanos e sua piedade poética que lhes era latente diziam: "Na vida cotidiana o Senhor nos agracia com Seu abraço; na ceia, com Seu beijo". A devoção puritana deve ser alvo digno de nossa pesquisa e leitura constante, pois não foi sem motivo que o Senhor os usou de sobremaneira em toda Alemanha, Suíça, Escócia, Inglaterra, terras Americanas e por onde mais que tenham ido, porque suas vidas eram pautadas pelo estrito ensino bíblico (ainda que continuassem a ser pecadores e falhos) e isso certamente desenvolveu-se em seu entendimento sobre os sacramentos do Senhor. A ceia do Senhor não é um momento de brincadeiras nem de pensamentos esparsos, pois ali estamos a comungar em torno da causa do próprio Cristo que institui tal celebração.

Quanto ao batismo, já vimos que é duplo seu alcance: aos infantes de pais cristão (ou de pelo menos um deles - 1 Co 7:13-14) e a todo aquele que não foi batizado quando pequeno mas que chegou à fé no Senhor no momento oportuno. Ao contrário do que muitos pensam, não há somente uma maneira certa de se ministrar o batismo. É acertadamente que João batizou no rio Jordão (Mt 3.6), contudo, vimos também que o apóstolo Paulo nos revela que o povo israelita foi batizado "na nuvem e no mar" (1 Co 10.1,2). E ainda temos a narrativa de Filipe com o eunuco: "E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado?" (At 8.36). A função desses relatos não é dizer qual o único modo correto, pois nem João, nem Paulo ou Filipe nos relatam a forma de ser batizado. É correto sustentar que o termo batismo denote imersão, contudo não podemos ter essa expressão de forma sinedóquica [3], pois o intuito da palavra não é dar razão à forma, mas quanto ao significado, pois se o intento fosse indicar a forma, como os israelitas teriam sido submersos "na nuvem", que é constituída de partículas líquidas de água, e "no mar", que estava seco?! De igual forma se dá com o eunuco, onde não nos é informado nem a quantidade de água, nem a forma que se realizou o batismo.

Daí entendermos a partir desses exemplos (e outros que não cabem ao presente trabalho) que independe a forma de se administrar (submersão, efusão ou aspersão). Sendo feito com água e no nome do Deus trino, se está executando conforme as Sagradas Escrituras. [4]

Reunião no Dia do Senhor. Não é dever do cristão ficar justificando suas faltas para o Senhor como se em algum momento pudesse ser perdoado apenas porque vive em meio à uma geração perversa e desobediente à Lei do Senhor, se assim pudesse ser, todos os homens bíblicos teriam se amparado nessa "brecha".

Conforme já explicado, o Dia do Senhor não foi instituído para nosso divertimento nas coisas terrenas, mas apesar disso, também não foi instituído para nos ser de peso ou um dia temível (no sentido de que não nos agradamos dele), quase que como em vez de o chamarmos deleitoso (Is 58), tivéssemos "alivio" ao raiar da segunda-feira. O Dia do Senhor também não nos foi legado para ficarmos em casa "sem fazer nada", pois já pontuamos que o ócio é um grave pecado (Ef 5.15,16), devendo todo crente esmerar-se em dedicar esse dia ao Eterno. Todavia, quando falamos em dedicação ao Senhor, não estamos a falar que deve-se dedicar de "outra forma", mas sim que, enquanto o Senhor nos dá seis dias para nosso proveito e neles nos ordena que façamos toda obra (Êx 20.8-11), o sétimo dia é santo, isto é, separado com um propósito diferente, pois já não vamos à labuta nem investimos nosso tempo em fontes que nos trazem apenas recursos naturais e passageiros (ou divertimentos frívolos e que não acrescem à piedade),, e sim que dedicamos e fazemos todo o possível para maximar o tempo na obra do Senhor - e isso certamente só é possível aos nos desvencilharmos de certas atividades lícitas em outros dias.

Ainda notamos que o fato de muitos homens e mulheres serem obrigados a trabalhar no dia de domingo, não configura violação de sua parte, pois tal serviço se encaixa nas "obras necessárias". Ou seja, devemos fazer todo o possível para não termos de trabalhar no Dia do Senhor, contudo, muitas vezes alguns são convocados pelas empresas a irem trabalhar e/ou fazer hora extra, ou ainda há aqueles que são donos de determinado negócio e que mesmo trabalhando incessantemente não foi possível concluir toda tarefa, daí também ser lícito dedicar uma parte do dia à finalização da tarefa. Mas é preciso que esse quesito das "obras necessárias" seja analisado com muita atenção, reverência e oração ao Senhor, pois não são poucas as vezes que somos tentados a procrastinar nossos trabalhos e os deixar para o fim de semana, violando assim a ordenança de organizamos nossa semana a fim de estarmos livres ao Senhor no Seu dia.

Cântico de Salmos. Por fim, mas não menos importante, convém lembrar que o salmodiar exclusivamente não nos torna mais ou menos aceitáveis diante de Deus, pois ninguém será justificado pelas obras, e sim pela fé. No entanto, é mister relembrar que "Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta" (Tg 2.26), da onde depreende-se que, embora não sejamos justificados pelas obras, elas são um indicativo de que somos justificados pela fé em Cristo, pois toda obra feita ao Senhor nada mais é do que o desdobramento da fé operada no coração, portanto, eis a razão de se dizer que a regeneração precede a fé, pois primeiros somos salvos pelo Senhor e depois passamos - pelo poder e Espírito do Senhor - a realizar Seus feitos. Muitos irmãos e irmãs no Senhor - infelizmente - não cantam apenas os Salmos, e há ainda aqueles que além de não os cantarem usam instrumentos não autorizados. Contudo, é preciso deixar registrado que nem por isso devem ser reputados como hereges e contrários ao evangelho, pois de forma alguma estão a negar o Cristo e Seu poder salvador. Daí concluirmos que, embora estejam errados no seu proceder, devem ser tidos em estima e amor para conosco, pois enquanto erram o alvo nesse quesito, nós também assim o fazemos em outros (o que não elimina a responsabilidade de ambos buscarem o reto proceder), o que se traduz em dizer que devemos ter grande humildade e gratidão a Deus, pois não somos justificados por nós nossos próprios feitos, mas n'Ele que é o guardião de todos os seus eleitos.

Nota:
[1] Já preguei sobre esse texto, clique aqui para ler.
[2] PINK, A. W., retirado do portal Monergismo.com.
[3] Tomar o todo pelas partes. É quando olhamos apenas uma parcela da questão e deduzimos (de modo falso) que todo o conjunto da obra seja apenas aquilo que estamos olhando. É o exemplo dos cegos que apalparam o elefante, pois enquanto um tocava na barriga e dizia ser o animal semelhante a uma parede, outra tocava em suas pernas e dizia ser similar a uma árvore. Ambos estava parcialmente certos em seus julgamentos, mas erroneamente tomavam o todo (o elefante) pelas partes .
[4] Essas e outras coisas podem ser melhor analisadas e lidas no capítulo XXVIII da Confissão de Fé de Westminster.

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