"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A Lei Civil do Antigo Testamento: Você é dispensacionalista nisso?

Você se torna dispensacionalista quanto à lei civil do Antigo Testamento?
Você afirma a teologia do pacto, e dessa forma sustenta que leis específicas do Antigo Testamento (AT) são mandatórias hoje, a menos que tenham sido modificadas no Novo Testamento (NT)? Consequentemente, você se opõe ao dispensacionalismo por este sustentar que a lei do AT era apenas para Israel; que as leis específicas do AT foram revogadas, a menos que tenham sido repetidas no Novo Testamento?
Se sim, então excelente! E estamos de acordo. Essa é a visão cristã histórica e reformada (e, mais importante, bíblica). Toda a Escritura (Antigo e Novo Testamento) equipa o homem de Deus para toda boa obra (2 Timóteo 3.16, 17); Jesus confirmou a lei moral até que passem o céu e a terra (Mateus 5.17-20).
E, todavia, quando diz respeito à lei civil do AT, você subitamente muda de marcha e engata uma hermenêutica dispensacionalista? Isto é, quando alguém diz que as leis do AT são obrigatórias hoje, você argumenta (como fazem os dispensacionalistas), “Aquelas leis eram apenas para Israel! Em nenhum lugar são elas repetidas no Novo Testamento!”?
Mas espere aí! Você não é aliancista? Por que então a reviravolta? Certamente você não sustenta que a lei do AT contra a bestialidade (Êxodo 22.19) foi abolida, simplesmente porque o NT não repete essa lei. Claro que não sustenta!
Mas a consistência lógica exige a mesma abordagem para com a lei civil do AT. O silêncio no NT sobre as leis do AT não revoga essas leis, assim como o silêncio no NT sobre a bestialidade não revoga essa lei. A teologia do pacto presume que as leis do AT ainda são válidas, a menos que sejam provadas inválidas pelo NT.
Talvez você pense que a lei civil era parte da lei cerimonial, que foi abolida. Mas como você justificaria isso?
Considere as distinções claras entre lei civil e cerimonial. A lei cerimonial tipificava a redenção (cf. Hebreus 10.1) ou ensinava à comunidade redimida princípios de separação dos incrédulos (cf. Levítico 20.22-26), enquanto a lei civil era a aplicação da justiça não-redentiva (Êxodo 21.23-35; cf. Hebreus 2.2). A lei cerimonial era obrigatória somente na comunidade pactual de Israel (Êxodo 12.48), enquanto a lei civil era obrigatória sobre todos de Israel (Levítico 24.22; cf. vv. 16-23). A lei civil era simplesmente a (permanente) lei moral aplicada ao Estado.
E, adicionemos isso: a lei civil do AT é de fato repetida no Novo Testamento. (Não que a teologia dispensacionalista, sendo um sistema inconsistente, aceitaria isso como uma base para sustentar a lei civil do AT.)
Por exemplo, Jesus confirmou a lei moral (que inclui a lei civil do AT) até que o céu e a terra tenham passado (Mateus 5.17-20); ele particularmente confirmou a pena de morte contra quem amaldiçoa os próprios pais (Mateus 15.4); e após a sua ressurreição, Jesus exigiu que os seus discípulos ensinassem todas as nações a observar tudo o que ele ordenou aos discípulos (Mateus 28.19-20) – e sem dúvida esses mandamentos incluem a lei civil, que ele afirmou antes da ressurreição.
E não esqueçamos o arrependido Zaqueu afirmando a lei de restituição do AT (Lucas 19.8; cf. Êxodo 22.1). Então há a afirmação de Paulo da lei do AT ao advogar inocência até que fosse provado culpado (Atos 23.3; cf. Deuteronômio 25.1, 2); arrependendo-se de falar contra o sumo-sacerdote (Atos 23.5). reconhecendo a validade de várias penas capitais do AT (Atos 25.11); e sustentando que toda a Escritura (incluindo o AT) equipa o homem de Deus para toda boa obra (2 Timóteo 3.16, 17) – o que abrange boas obras na esfera civil.
(Esse último versículo na verdade mostra a natureza autorrefutadora do dispensacionalismo; embora o dispensacionalismo sustente que somente o NT é para os cristãos, o próprio NT diz que o AT é para os cristãos.)
Podemos dar mais exemplos, mas você deve já ter entendido o nosso argumento. Rejeitar o lei civil do AT não é consistente com a teologia pactual, nem com o argumento “apenas o Novo Testamento”.
Dessa forma, se você há de ser verdadeiramente aliancista, quanto tempo coxearás entre as duas opiniões? Se o dispensacionalismo é verdadeiro, então abrace-o. Mas se a teologia pactual é verdadeira, então abrace-a, e pare de rejeitar a lei do AT sobre a base da teologia dispensacionalista.
- por Steve C. Halbrook
Fonte: Monergismo

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