"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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quarta-feira, 12 de junho de 2013

3 Coisas que os Reformados e Calvinistas Devem Aprender com os Pentecostais


Embora a teologia pentecostal e suas demais ramificações seja algo contrário à Palavra de Deus, convém lembrar do fato do Senhor sempre ter os Seus remanescentes fieis. Muitos se encontram envoltos em trevas místicas destes movimentos sem base bíblica, todavia, e aqui explico rapidamente o porquê desta postagem, vivem de maneira diversa daquilo que sua teologia afirma. Embora creiam no livre arbítrio (algo que não existe - clique aqui para ler), por exemplo, pregam ardentemente a mensagem do evangelho e se contradizem dizendo que somente é Deus quem salva.

Portanto, este brevíssimo texto tem como intuito demonstrar 3 coisas que o pentecostal, com sua má teologia e incorreto entendimento, faz melhor do que os reformados e calvinistas. Deixo claro: jamais quero incentivar qualquer pessoa a seguir o pentecostalismo e muito menos dizer que eles estão corretos, pois "ao menos fazem alguma coisa". Jamais. Meu intento é que os conhecedores da fé reformada aprendam a agir em conjunto com os estudos, pois se o pentecostal "muito faz" e nada estuda, geralmente o reformado "nada faz" e muito estuda.

Abaixo, três coisas que o reformado deve e pode aprender com o pentecostal.

1. Devem aprender a evangelizar

Lamentavelmente muitas hordas reformadas vivem em seus redutos de catecúmenos, recheados de livros, confissões e doutrinas, mas sequer levantam-se para levar à mensagem do evangelho. Sob a desculpa de que se deve pregar a verdade e por isso a precisam estudar, muitos morrem dizendo que ainda não estão aptos - e outros os copiam em vida. O resultado, então, é claro: igrejas com saudável doutrina interna, mas que sequer são conhecidas no meio onde vivem - nem mesmo são odiados, pois ninguém os conhece.

Ao contrário, os pentecostais, com sua doutrina do avesso, saem para levar a Palavra. Sim, levam uma palavra muitas e muitas vezes distorcida, mas ao menos saem de sua mordomia. O ideal, neste caso, é juntar a sabedoria reformada com o ativismo pentecostal. Se tudo permanecer como está, ambos estão agindo erroneamente.

2. Devem aprender a orar

Não como regra geral, mas o reformado, embora saiba da necessidade da oração, ora menos do que o pentecostal. Se este pensa que suas orações podem mudar a Deus e por isso intercede arduamente, aquele (o reformado) sabe que não mudará a Deus e por isso se consola em ter feito uma petição de dois minutos de duração e outro agradecimento de um minuto.

É com certa desejo santo que devemos olhar os pentecostais orando - parecem, ao menos, orar com fervor. Aqui, deixo esclarecido: não estou dizendo que reformados não oram, pois não quero esquadrinhar corações. Urge, porém, a necessidade do reformado avaliar consigo mesmo se sua sã doutrina o tem levado à uma prática piedosa.

3. Devem aprender a ser diferentes do mundo

Pentecostais, em geral, "temem" de certas coisas do mundo - não vão em determinadas festas, não assistem certos programas, não alugam alguns filmes, não ouvem "músicas do mundo"... Nisso e noutras coisas mais, muitas vezes estão errados, pois deixam de aproveitar, saudavelmente, inúmeras coisas criadas por Deus, como a bebida, por exemplo (clique aqui para ler sobre este tema).

Entretanto, se de um lado o pentecostal teme certos elementos por medo de "forças invisíveis", o reformado, em sua vã pretensão de que "nada o atinge", frequentemente se joga na ladeira do liberalismo e vive muito semelhante a um ímpio, frequentando lugares indignos, assistindo coisas malignas e colocando em sua mente toda sorte de música torpe.

Precisamos equilibrar esta balança. Aprendamos a aproveitar a criação, contudo, sem levianidade. Aprendamos com os pentecostais, mas não os imitemos em sua teologia. Retenhamos a boa prática.

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Um comentário :

  1. Primeiramente eu quero dizer que tenho grande respeito por muitos calvinistas, tanto do passado, como do presente. Mas por que existe contradição em pregar o Evangelho, e dizer que só Deus salva? Não é pelo fato de dizermos que ''só Deus(Jesus) salva'', que estamos entrando em contradição, por crermos no livre-arbítrio. A Bíblia diz claramente, que Deus deseja que todos os homens se salvem, e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. (1Tm 2.4) Sabemos também que a salvação é por meio da fé e pela graça, ou seja, favor imerecido, e que não vem das obras, conforme(Efésios 2.8-10) e que também não vem de nós, mas de Deus. Mas (Tito 2.11) diz que a graça foi manifestada a todos os homens. (Ez 33.11) Diz que Deus não senti prazer na morte do ímpio. Mas que ele se converta dos seus caminhos. (1Jo 2.2) Diz que Jesus é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas de todo o mundo. O que acontece é justamente o que você está postando. A maioria dos calvinistas acham que quem tiver que ser salvo, vai ser salvo de todo jeito, e só pensa em ler livros de calvino e etc, e esquece de fazer o que Jesus mandou. Paulo não pensava assim! Acho que a missão da Igreja é ''ir por todo mundo pregar o Evangelho a toda criatura'' (Mc 16.15) E nós pentecostais, colocamos isso em foco. E entendo também, que o número de ''evangélicos'' no Brasil está aumentando, mas não está sendo um crescimento saudável. Acho que deve haver respeito dos dois lados, pois a nossa salvação não depende de crermos na predestinação, ou no livre-arbítrio. Mas de crer no Evangelho! Você fala como se os pentecostais estivessem pregando de todo jeito, e isso não é verdade! Que Deus te abençoe, e a Paz do Senhor!

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