"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A Lei de Deus na Natureza; Nossa Incapacidade; e Cristo



A Necessidade de uma Saída


Estamos encerrados em um universo que não nos pertence, e, de certa forma, ao qual nós não pertencemos – um universo diferente daquele para o qual fomos criados. Fomos como que lançados aqui, sem placas de saída, nem compreensão do labirinto que se nos propõe a existência, entretanto com o desejo pela saída e uma imensa saudade de onde nunca estivemos. Contudo, não fomos abandonados, nem deixados sem recurso com o qual poderíamos responder estas questões – no interior de nossa alma jaz a Lei de Deus. E que Lei é essa? É um padrão de comportamento que, sem exceção, todo homem exige que os outros homens conheçam e que todo homem sabe quando transgride. Diga-me então, como você se sente quando mentem para você? Todo homem trapaceado se indigna, em maior ou menor grau, com o ocorrido. E se alguém te rouba um objeto querido? Agora, e quando você mente, ou rouba, e é apanhado? “Você não deveria ter feito isto”, “Mas, você prometeu que viria...”, “Você me disse que se esforçaria mais!”, “É meu! Me devolve”, “Eu não queria fazer isto, mas tive que fazer” - é isto que ouvimos e falamos nestas situações, assim nos sentimos. Quando falamos estas frases, mesmo sem querer, acabamos recorrendo a um padrão subentendido, que se tem por certo ser presente e válido, com o qual comparamos as ações que queremos provar serem erradas ou perante o qual damos explicações para nos desobrigar de algo que sabemos que ele exige. Aí está esta tal Lei. Afinal, que padrão é este que julga estes delitos, que nos informa de que algo que não deveria ocorrer, ocorreu? Qual o padrão que nos mostra que sofremos o que não deveríamos e que o caso carece de Justiça? Ou que fizemos o que não deveríamos e que, se formos apanhados, precisaremos de uma justificativa para não sofrermos punição? Sim, este padrão universal, gravado na alma de todo homem, é a Lei de Deus. Ela dá testemunho tanto do que é correto - e, portanto, deveríamos estar fazendo -, quanto da existência de um Legislador. 

Talvez você possa pensar: “Isto não é uma questão de educação ou cultura?”, e eu lhe respondo que não. Desde muito jovem, seja culto ou inculto, o ser humano já sabe quando é injustiçado em seus direitos, e responderá, com indignação, segundo a resposta cabível à sua idade. Por exemplo, uma criança que tem seu brinquedo tomado por outra, busca o auxílio da mãe para resolver a questão; e mesmo uma criança bem pequena, intervirá quando outra criança se desentende e agride seu irmão mais velho; e há muitas diálogos interessantes entre os infantes da pré-escola a respeito do que cada criança faz em relação as outras. Em uma sociedade brutal, como em certas tribos africanas, um jovem cuja família é assassinada requererá alguma providência – ainda que uma providência igualmente brutal - a violência intrínseca da sociedade não amenizou algo dentro dele que denuncia que aquilo é injusto; em uma sociedade urbana, quando um menininho é morto por bandidos durante o roubo do carro de sua mãe, homens e mulheres de toda parte, e logo a mídia, alardeiam o caso denunciando como injustiça a branda pena a que o culpado é sentenciado. Assim, independente da sociedade ou da educação, existe um senso do que é errado, um senso que todos compartilham. P

Por fim, pense bem, se não houvesse uma Lei absoluta a respeito do que é certo e errado, uma Lei que temos certeza ser conhecida por todo homem e válida em toda situação, qual direito teríamos de nos indignarmos e dizermos que o modo como os traficantes do Rio de Janeiro vivem é errado? Se fosse apenas uma questão de educação ou cultura, seria errado puni-los. Neste caso, tudo o que eles têm feito seria sua cultura, seu estilo de vida, sua opção social - como poderíamos exigir que fossem como nós, se a Lei Moral humana não fosse universal? Você pode alegar que é porque estão inseridos na mesma sociedade que nós. Agora, se é o caso de respeitar o status quo, já não poderíamos dizer que os Radicalistas Islâmicos estão errados em matar qualquer um que renuncie a religião Islâmica no seu país, nem poderíamos dizer que a China comunista está errada em escravizar homens e mulheres por causa de suas divergências políticas - estariam apenas enquadrando os desajustados. Por fim, se você adotar este tipo de pensamento relativista onde cada sociedade se auto-regula sem uma norma superior, acabará concluindo: “eles fazem parte de outra sociedade; como podemos afirmar que estão errados?” A conseqüência disto é que, logo que nossa sociedade se transformar e achar que certas pessoas podem ser discriminadas por suas crenças ou atributos genéticos (algo que muitos países da Europa e certas regiões dos EUA estão próximos de fazer), não teremos como dizer que isto é errado. Quando você, que hoje é parte da maioria, se tornar um desajustado por causa de suas crenças e seus hábitos, por causa de seu padrão genético ou sua árvore genealógica, quando você estiver sofrendo a injustiça, como poderá pedir ajuda, se antes você defendia o mesmo relativismo que permitiu a ascensão dos seus algozes?

Ora, sabemos que todos podemos, e devemos, lutar pelo que é justo, pela liberdade civil, pela punição aos criminosos, ainda que o Estado e a sociedade falhem por não fazê-lo; sabemos com mais ímpeto ainda quando um de nossos amados, ou nós mesmos, somos prejudicados por essas injustiças. Existe, portanto, uma corrente, um fio que delimita com estrita semelhança o que é justo e o que é injusto em todas as sociedades humanas, em todos os seres humanos, em todas as eras – um fio que vibra com especial intensidade quando o injustiçado é você mesmo.

Esta é a Lei de Deus, uma Lei Moral da qual todo homem tem conhecimento inato e a qual todos recorrem nestas situações. Chamo-a Lei de Deus porque esta Lei revela um princípio Bom e Justo, que nota-se ser oriundo de uma mente, por sua complexidade e adequação. Concluo, repetindo, para resumir, que esta Lei denota a existência de um Legislador – por esta Lei temos testemunho da existência e do caráter de Deus, Ele a imprimiu em nossa alma e a ergueu como pilar de sustentação de Seu Templo. Que Templo é este? O homem é este Templo e a habitação de Deus. Ou, ao menos, foi criado para tal. No entanto, há uma disparidade clara entre o bem que queremos fazer, visto o ressoar dessa voz em nossa consciência, e o mal que fazemos, ante o qual somos culpados pelos regimentos desta Lei. Portanto, o homem foi criado para o bem e para habitar com Deus, foi criado para obedecer a Lei de Deus, contudo está em tão miserável estado que já não vive sem guerras, roubos, adultérios, prostituições, vícios, corrupções, mentiras e inúmeras outras perversões; portanto, vive sem Deus.

O homem, ao mesmo tempo, ama esses atos imundos e é vítima deles, ao mesmo tempo é capataz e prisioneiro dos outros homens em seus pecados, porque foi criado para um mundo que não é este, mas sim, um mundo compatível com a Lei de Deus; no entanto, vive neste mundo e colabora para que este mundo seja tenebroso como é, impulsionado por auto-satisfação e impiedade. E o mundo mesmo, em corrupção e crueldade, clama conjuntamente contra o estado lastimável em que se encontra – uma obediência perfeita à Lei de Deus livraria a humanidade de todos seus males. Assim, ainda que a compreensão que a Lei de Deus em nossa alma nos dá não seja capaz de nos livrar desse deplorável estado, mas apenas às consciências sensíveis, torna visível a culpa, ela é útil, pois mesmo que não seja a porta para fora desse universo decaído ao qual não deveríamos pertencer - e, sequer seja a placa que aponta para tal porta -, esta compreensão aponta para onde encontraremos o mapa que leva à placa que aponta o caminho da estreita porta de saída. E quão necessária é esta saída! Pois este universo decaído no qual estamos encerrados é fechado e imerso em decadência – tudo o que nele está, ruma para a morte, e, caso não escapemos dele, nosso destino inevitável é essa mesma morte, e uma dupla morte nos espera, uma terrível para o corpo e outra ainda mais pesarosa, para o espírito e, se nosso espírito é imortal, dado o princípio de Deus nele, como a própria Lei de Deus, que é uma Lei para todo o sempre, a morte desse espírito será uma morte imortal – um eterno morrer-se sem nunca chegar ao fim.

Pela Lei de Deus começamos uma jornada rumo à liberdade de nossa alma, para além do que nos aprisiona, para uma abundância de vida, para o cumprimento do fim para o qual o ser humano foi criado: habitar com Deus e glorificá-lO em tudo o que faz.



A Necessidade da Comunicação de Deus

Concluímos até então que há uma Lei expressa na alma dos homens que dá testemunho do caráter de Deus e, portanto, do padrão que Ele criou e exige para que os homens tenham Paz com Ele. Percebemos que o homem não satisfaz tudo o que este padrão exige e que o universo dá testemunho da falência humana em alcançar tal obediência. Logo, o homem sabe que há algo de errado com o mundo e com os outros homens havendo, inclusive, os de coração mais honesto que admitem que há algo de errado consigo mesmos e algo de errado na relação deles com Deus. O que se imagina em seguida é: Como posso cumprir esse padrão? Onde está a ponte que atravessará este abismo entre mim e o que é Bom, Puro, Santo? A Lei não responde essa pergunta.

Há um Legislador, Deus. Ele deu essa Lei aos homens, uma Lei que demonstra Sua Justiça, Pureza, Santidade, Bondade – uma Lei que nos instrui ao altruísmo e à equidade. Daí, o próprio Deus há de ser Justo, Puro, Santo, Bom. Sendo Ele de tão nobre caráter, o mais nobre possível, espera-se que Ele nos instrua em como obedecê-lO e cumpra o objetivo para o qual Ele mesmo nos criou, dando-nos ao universo para o qual fomos projetados. Esperar-se-ia que Ele se comunicasse com a humanidade, além da Lei, a este respeito. Ele comunicou-se com toda a humanidade, primeiramente, através do nosso primeiro antepassado. Todos tivemos pais, e nossos pais tiveram pais, e assim todas as gerações, desde um primeiro pai. Nosso primeiro pai vivia com Deus, e, Ele lhe revelou Sua Instrução, Sua Palavra, Sua Razão. Em nosso primeiro pai, toda a humanidade foi instruída. Nosso primeiro pai, no entanto, ainda que fosse santo para habitar com Deus e, ainda que verdadeiramente habitasse com Ele, desobedeceu-O cobiçando o conhecimento do bem e do mal que lhe fora vetado. E na sua desobediência, conhecendo o mal, trouxe o mal como a um parasita para o universo, transformando o mundo puro em que vivia, e para o qual fomos criados, no mundo decaído que hoje conhecemos. Contudo, Deus não permitiu que se perdesse Sua Instrução, mas foi mantida, geração após geração desde nosso primeiro pai, chamado Adão. Por homens arrependidos, Deus confirmou Sua Palavra, que é esta: pela desobediência de um homem o mal entrou no mundo e muitos tem sofrido a conseqüência, pela obediência de um outro, o segundo Adão, muitos haveriam de, novamente, habitar com Deus em santidade. Essa Instrução, o Oráculo de Deus, Ele escolheu preservar, inicialmente, por meio de um povo, chamado Hebreus, nos escritos de Moisés, nos Salmos e nos Profetas Bíblicos e, posteriormente, pelo povo do segundo Adão, sendo este segundo Adão Aquele a quem chamamos Jesus Cristo. E é nessa Palavra preservada que encontramos tudo o que nos é necessário para andarmos em toda boa obra diante da face de Deus, pois nessa Palavra conhecemos as Boas Novas de que Cristo padeceu a pena por nós merecida e sofreu na Cruz o que nós deveríamos sofrer por tanto que descumprimos a Lei de Deus e por tanto que temos contaminado o mundo pela proliferação do pecado. Nesta Redenção, que aquela Lei natural não anuncia, a comunicação de Deus é necessária, e, na preservação desta Palavra, viva e escrita, que não sofreu uma corrupção sequer em milhares de anos, assim como na plena vida e simbiose entre a Escritura e a Lei natural, no ensino de Amor e Santidade de Cristo, é que se prova a Bíblia ser esta comunicação, de Deus com os homens. Ainda, no Santo Espírito de Amor que Deus provê aos que, por conhecimento, confiança e esperança se apropriam da plena obediência do Senhor Jesus Cristo à Lei, e de Seu perfeito sacrifício em nosso lugar, neste Santo Espírito de Deus, Deus comunica-se com estes a quem Ele proveu tal Espírito, aplicando e aclarando a Palavra Escrita, intercedendo e acusando quanto a obediência, tornando-os, de glória em glória, o que o homem foi criado para ser. 

Na Escritura o homem encontra a placa que indica a saída do universo decaído, e esta placa aponta para Cristo. Cristo, com a perfeita compreensão da Lei, o perfeito conhecimento da natureza humana e com o mais maravilhoso ensino sobre a relação entre Deus e os homens, testemunha do papel da Escritura e é, Ele mesmo, a porta estreita por onde o homem entra e, peregrinando em um estreito caminho que é Cristo, chega à fonte capaz de saciar toda a sede e fome de seu espírito. E, este homem que renasceu ao atravessar a porta estreita, encaminhando-se à saída do universo, desenvolve uma obediência gradualmente crescente à Lei de Deus. Subjugando toda maldade e entregando em adoração a Deus tudo o que fazem, desde a alimentação diária, passando pelo cuidado com a família e atingindo a sociedade e o trabalho, estes homens regenerados são as primícias de uma nova criação, que desde já restringe a ação do mal no meio da humanidade e que, em um tempo porvir, será feita completa ao desfazerem-se os elementos da presente criação na glória da segunda vinda de Cristo Jesus, dos altos céus onde habita à direita de Deus Pai.



A Necessidade de Comunhão

Quando veio a plenitude das eras, dos céus desceu o Filho Unigênito de Deus, que, sendo um com o Pai e de mesma glória que Ele, humilhou-se ao destituir-se de toda Sua glória e, sendo Santo, nascer como homem para habitar no meio do pecado e em semelhança do pecado, sofrendo a pena pelo pecado que não era seu, e pena maldita – uma morte de Cruz. O desejado das nações adentrou o universo decaído, e manietou o mal para extrair de todos os povos aqueles indivíduos amados desde antes do primeiro Adão, preordenados para serem de Cristo, até que o total dos escolhidos cumpra-se. Ele, sendo Eterno, irrompeu no curso do tempo, redimindo o mundo da maldade e estabelecendo um Reino Eterno de Verdade, Amor e Paz para todos que nEle creeem. Em Cristo, a história divina e humana se interpõem, o eterno e o temporal se cruzam, a Verdade mística e a Razão de Deus se revelam aos homens; nEle todos os anseios e todo o tatear das religiões antigas se encontram com a Palavra perfeita dos Oráculos dos Hebreus, o Velho Testamento da Escritura – o Senhor Cristo Jesus, plenitude da divindade, em carne como a nossa, com sangue como o nosso, findou as eras de trevas onde as nações conheciam a Lei de Deus, que é universal, mas não se comunicavam com Ele, pois estavam excluídos de Sua Revelação. Em Cristo, a Verdadeira Religião se resume – não há nada mais alto a ser alcançado além do que Cristo nos trouxe. E o Reino que Ele inaugura é o Reino de um futuro infinito, é a nova criação feita de uma nova humanidade, de homens regenerados, feitos novos em seu amor pelo Bem, em seu desejo por Santidade e Pureza e em suas boas obras.

A estes chamamos Igreja.

Que decepção! Porque se toda nossa reflexão e todo o trabalho de Deus termina no que é visto em toda parte e se chama por igreja, então algo está muito errado. Lembremos, a Lei de Deus nos deu o padrão de certo e errado, e essa Lei julga inclusive essa tal igreja – não é difícil ver que essa Lei condena o que a chamada igreja perpetrou pelos séculos. Usando o nome de igreja, as Cruzadas e Inquisições derramaram sangue de incontáveis pagãos e muitos dos que se chamavam Cristãos. Usando o nome de igreja se vendeu, e se vende, por dinheiro e poder, a falsa salvação da própria alma e até de almas dos outros. Essa chamada igreja, é cheia de homens adúlteros, mentirosos, corruptos e cheios de vício. Contudo, não é esta igreja que Cristo fundou - “nem todos que são de Israel são israelitas” explica o santo Apóstolo Paulo em sua Epístola aos Romanos, Capítulo 9, versículo 4. E, no livro de Reis, capítulo 18 a 22, quatrocentos eram os profetas que diziam o que era agradável ao Rei, com suas próprias palavras, e um, Miquéias, que dizia a verdade, segundo a Palavra do Senhor. Qual era, então, a Igreja? Não aquela que com opulência, riqueza e número ocupava as reuniões solenes e agradava ao Rei, mas aquela que, em Miquéias, pequena e humilde, era fiel ao Senhor. Então a Igreja de Cristo não é a igreja óbvia, não é a mais visível, nem a que mais se destaca. Antes, a Igreja de Cristo é o corpo reunido de crentes fiéis, obedientes à Lei de Deus, conhecedores do ensino da Escritura, vivendo em Amor e União, em cuidado mútuo, em perseverante oração, em temor diante do Senhor. A verdadeira Igreja é o Corpo de Cristo, a plenitude dAquele que cumpre tudo em todos, a verdadeira Igreja tem Cristo como seu cabeça, operando o poder dEle para sujeitar todas as coisas aos pés de seu Mestre Amado. A verdadeira Igreja é feita de homens e não de prédios ou de hierarquias ou de rituais; a verdadeira Igreja está onde estiverem dois ou três homens regenerados reunidos em temor e verdade de vida. A verdadeira Igreja é um rio caudaloso, porém espiritual, visível na pureza e santidade dos homens que a compõe, e não por grandes templos, riqueza ou poder, pois os genuínos Filhos de Deus sorvem da fonte desse rio, esse rio de águas luminosas e vívidas, um rio que nunca deixou de correr, em todas as nações e eras desde que Cristo redimiu os que são Seus, pois esse rio nos é dado por Ele mesmo. Este rio crescerá e engolirá toda a terra, e a vida crescerá nos fiéis por essas águas, enquanto os ímpios encontrarão a morte em águas profundas e escuras.

Essa é a Igreja e a comunhão dos Santos, daqueles a quem Cristo chamou. Neste Reino de Sacerdotes, nesta Nação Santa, Deus expressa seu amor aos crentes no amor destes uns pelos outros; pois, aquele que não ama o irmão o qual ele vê, toca e com quem fala, como amará a Deus que é espírito e invisível? Assim prosseguimos modesta e humildemente, sem que nosso coração se exalte e não cobicemos o que é alto demais para nós, não em aparência de piedade, nem em orações públicas e religiosidade que busca o reconhecimento, mas em consciência da Divina origem dos nossos dons e do que Deus tem operado em nós – mansidão, longanimidade, solicitude, hospitalidade – assim como de nosso eterno destino de glória nos céus; não temos ouro ou prata, contudo temos o conhecimento de Deus, vivemos com Ele em Espírito, andamos em Sua maravilhosa presença e somos, por Ele, feitos justos em Cristo Jesus, para glorificá-lO em tudo o que fazemos, em fervente amor, em alegre esperança, peregrinando sobre a terra e tendo, entretanto, a Jerusalém Celestial e os tesouros de Cristo em nossa constante meditação; apresentamo-nos, segundo a Graça de Deus Pai e a consumação de nossa dívida na Cruz de Cristo, como a, historicamente comprovada em testemunho da Escritura e da vida de milhares de homens santos, única verdadeira e perfeita religião, para todas as nações do mundo. O Evangelho Eterno, vindo de uma insignificante nação, do meio dos párias e pobres de espírito, de uma época remota, odiado e perseguido, primeiro pelos judeus e depois pelos gentios, cresceu para confundir a sabedoria dos gregos, o anseio de poder e sinais dos judeus e a política de Roma, estendendo seus ramos por toda Ásia, África, Europa e além, para todo mundo, por 20 séculos em uma Verdade inalterável, que move os corações dos homens na proclamação de uma perfeita esperança.

No amor de Cristo, resistimos. Na Cruz bendita nos gloriamos, e a todos quanto tem amado a Verdade do Evangelho, conclamamos, como uma criança desmamada descansa nos braços de sua mãe, que venham e descansem, seja você um cansado e oprimido pecador ou seja um homem já arrependido porém novo na fé, ou já experimentado mas de parcos frutos ou de fraca convicção, venha aos braços do Senhor Jesus Cristo e descanse – creia e serás salvo, e, como salvo ame a Palavra de Deus e Seus mandamentos dando-lhes a honra que lhes é devida! Convidamos a todos quanto tem amado a Cristo, unam-se conosco, na pureza e simplicidade do Evangelho, para conhecer e viver a doutrina dos apóstolos, o partir do pão, e as incessantes orações uns pelos outros e em gratidão perante nosso Pai, sejamos a Igreja fiel no presente século, em espírito, retirada do universo decaído pela única saída: Cristo, e, por isso, pura e imaculada, porém presente na terra para o progresso de Seu Reino - pela Graça de Deus Pai, lavados no Sangue do Cordeiro, e perseverantes na Santificação do Espírito. Amém!

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