"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A Carta de Paulo aos Romanos Denuncia a Falsa Igreja de Roma


Agora, se a causa dos sacerdotes e jesuítas do seminário é tão santa, verdadeira e inocente que pode autorizar a sua consciência a justificar a morte e com isso arriscar a sua salvação eterna, permita-se que seja juiz disso a Epístola escrito por Paulo aos antigos cristãos romanos (mas contra os nossos novos romanos anticristãos). E se verá claramente que a doutrina que o apóstolo ensinou à antiga igreja em Roma é diametralmente oposta, em vinte e seis pontos fundamentais da religião verdadeira, à doutrina que a nova igreja de Roma ensina e sustenta, pois o apóstolo Paulo ensinou à primitiva igreja de Roma as seguintes verdades:

1. Que a nossa eleição é pela livre graça de Deus, e não ex operibus praevisi {pelas obras previstas} (Rm 9.11; 11.5-6).
2. Que somos justificados diante de Deus pela fé somente, independentemente das boas obras (Rm 3.20, 28; 4.2ss; 1.17).
3. Que as boas obras dos regenerados não são por sua própria condignidade meritórias, nem são de tal natureza que mereçam o céu (Rm 8.18; 9.6; 6.23).
4. Que somente são oráculos de Deus e Escritura canônica os livros que foram confiados à custódia e ao crédito dos judeus (Rm 3.2; 1.2; 16.26), o que os apócrifos nunca foram.
5. Que as Sagradas Escrituras têm autoridade de Deus (R, 9.17; 11.4, 32, comparados com Gl 3.22), portanto, acima da autoridade da igreja [1].
6. Que todos os que sejam salvos, tanto clérigos como os leigos, devem ler e conhecer bem as Escrituras Sagradas (Rm 15.4; 10.1-2, 8; 16.26).
7. Que todas as imagens feitas do Deus verdadeiro não passam de ídolos (Rm 1.23 e Rm 2.22, comparados).
8. Que dobrar os joelhos religiosamente ante uma imagem ou cultuar qualquer criatura, é mera idolatria (Rm 11.4) e prestar serviço à mentira (Rm 1.25).
9. Que não devemos orar a ninguém, senão unicamente a Deus, em quem cremos (Rm 10.13-14; 8.15, 27); logo, não a santos e anjos.
10. Que Cristo é o nosso único intercessor no céu (Rm 8.34; 5.2; 16.27).
11. Que o único sacrifício dos cristãos é o de natureza espiritual - os sacrifícios espirituais de seus corpos e suas almas para servirem a Deus em santidade e justiça (Rm 12.1; 15.16); logo, não há nenhum real sacrifício de Cristo na missa. Quer dizer, o pretenso sacrifício de Cristo na missa é absolutamente sem fundamento bíblico.
12. Que o culto chamado dulia, bem como o chamado latria, pertencem unicamente a Deus (Rm 1.9; 12.11; 16..18, comparados).
13. Que todos os cristãos têm o direito de orar em sua própria língua materna (Rm 14.11).
14. Que, no estado de corrupção em que nos encontramos, não temos livre-arbítrio para o bem (Rm 7.18ss; 9.16).
15. Que no regenerado a concupisciência é pecado (Rm 7.7-8, 10).
16. Que os sacramentos (ordenanças) não conferem graça ex opere operato, mas são um sinal e selo de que a graça já nos foi conferida (Rm 4.11-12; 2.28-29).
17. Que, pela fé, o verdadeiro cristão pode ter, nesta existência, certeza da sua salvação (Rm 8.9; 16.25ss).
18. Que, nesta vida, desde a queda de Adão, ninguém pode cumprir perfeitamente os mandamentos de Deus (Rm 7.10ss; 3.19ss; 11.32).
19. Que a religião baseando-se na diferença de comida e de dias entende o que é superstição (Rm 14.3, 5-6, 23).
20. Que unicamente a justiça de Cristo imputada nos torna justos diante de Deus (Rm 4.9, 17, 23).
21. Que a carne de Cristo for feita da semente de Davi, mediante a encarnação; não por um bolinho a que chamam hóstia, mediante a inexistente transubstanciação (Rm 1.23).
22. Que todos os cristãos verdadeiros são santos, não aqueles que o papa canoniza (Rm 1.7; 8.27; 15.25, 31; 16.2, 15).
23. Que ipse, Cristo, o Deus da paz, e não ipsa, a mulher, esmagará a cabeça da serpente (Rm 16.20).
24. Que toda pessoa deve, em razão da consciência, estar sujeita a pagar tributo aos poderes mais altos, isto é, aos magistrados, os quais trazem consigo a espada (Rm 13.1-2ss). Logo, o papa e os prelados devem sujeitar-se a seus imperadores, reis e magistrados, caso contrário trarão sobre si a condenação como traidores que resistem a Deus ao Seu mandato (Rm 13.2).
25. Que Paulo, e não Pedro, for ordenado pela graça de Deus para ser o principal apóstolo dos gentios e, consequentemente, de Roma, a principal cidade dos gentios (Rm 15.15-16, 19-20ss; 11.4, 13, 16) [2].
26. Que a igreja de Roma está sujeita a errar e a cair da fé verdadeira da mesma foma como a igreja de Jerusalém e qualquer outra igreja particular (Rm 11.20-22).

E, visto que a nova e adventícia igreja de Roma ensina visivelmente em todos estes pontos, e em inumeráveis outros, o contrário do que o apóstolo ensinou aos primitivos romanos, Deus e a Epístola aos Romanos julguem entre nós e eles nestes aspectos: se tanto nós como os atuais romanos permanecemos na verdadeira e antiga fé católica [nota minha: católica significa universal], que o apóstolo ensinou aos antigos romanos; se fizemos bem em separar-nos deles, na medida em que eles se afastaram da doutrina do apóstolo Paulo; e se não é melhor estar de volta à verdade do apóstolo Paulo do que continuar no erro de Roma. Sendo assim, que os jesuítas e os sacerdotes do seminário se acautelem e temam, cuidando de não promover, não a fé, mas uma facção; não a verdade, mas uma traição; não religião, mas rebelião; começando no rio Tibre e terminando no Tiburno, ou seja, na forca, erros todos que são a causa das suas mortes. Eles são enviados por uma importuna e apostática sé, e não por uma sé apostólica, porque não podem deixar de persuadir os súditos a quebrar seus juramentos e a romper sua lealdade para com o seu soberano e suscitar rebelião, a mover invasões, a apunhalar e envenenar rainhas, a gerir e assassinar reis, a explodir propriedades com pólvora (...)

Mas, deixando que os que estão sujos sujem-se ainda (Ap 22.11), atentemos para nós, a quem a fidelidade do Senhor confiou Sua fé verdadeira como precioso depósito (1Tm 6.20), e oremos a Deus, rogando-Lhe que nos ajude a levar vida santa, correspondente à nossa fé santíssima, uma vida piedosa ligada a Cristo e com obediência a nosso rei (Pv 24.21; 1Pe 2.17).

- por - Lewis Bayly (1565-1631)
Fonte: A Prática da Piedade, Ed. PES, pág. 428-433

Nota:
[1] Notar: "diz a Escritura", "diz a resposta divina", "Deus encerrou", é sempre a mesma coisa em Paulo.
[2] Vê-se em Rm 15.20, 29 e em todo o último capítulo que os cristãos que havia em Roma antes de Paulo ir para lá, foram convertidos pelo ministério de pregadores que ele tinha enviado para lá adiante dele, porquanto ele lhes chama "cooperadores" (16.3, 9), "parentes" (7.13), "companheiros na prisão" (v.7), "as primícias da Ásia" (VA: "Acacia"), onde tinha pregado (v.5), todos conhecidos dele e de Tércio, que redigiu a Epístola (v.22). Por isso eles foram encontrar-se alegremente com Paulo em frente do Foro de Ápio quando souberam que ele estava chegando a Roma (At 28.15).

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