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Teologia, Sexo, Drogas e Rock 'n roll!


Confesso: o título desta postagem foi para chamar sua atenção. Não, não fiz isto para enganar qualquer pessoa, e sim para demonstrar como que nossos pressupostos nos levam à conclusões erradas.

Neste vídeo, ainda que com defeitos e erros de expressão, busquei demonstrar, brevemente, como que as pré-concepções que temos, muitas vezes, nos prejudicam no entender das mais variadas questões. Por exemplo: quando você leu "Teologia, Sexo, Drogas e Rock 'n roll" - o que pensou? Quais foram suas impressões sobre este título? Acaso você cogitou que este autor estaria se desviando da fé? Porventura pensou que teologia e sexo são coisas antagônicas? Perpassou sua mente que usar drogas é algo contrário à Escritura? Você chegou a expressar o pensamento comum de que "rock é coisa do diabo"?

O modo como você chega ao texto ou à conversa irá determinar a maneira como você enxerga a situação. Continuando a ilustrar, eu recebo não muitos comentários neste blog, mas quando recebo alguns, não raro eles são completamente fora do escopo do artigo tratado, quer dizer, o texto está falando sobre a soberania de Deus e a depravação do homem, e, como que "de repente", surge alguém comentando algo mais ou menos assim: "Ora, vem Senhor Jesus!". Bem, em que pese o venerável respeito por tal comentário e eu concorde com este anseio expressado, tal escrita não possui qualquer ligação com o texto em questão, me levando a perguntar se de fato tal pessoa conseguiu entender o texto postado. Aqui, nesta postagem, não é diferente. 

Ora, teologia é algo bom e necessário para todos os crentes (clique aqui), entretanto, possivelmente você relacionou a palavra "sexo" com algo pervertido, sendo que o mesmo, dentro do casamento, é algo extremamente santo! Ademais, a palavra "drogas", talvez, lhe trouxe à mente a imagem de pessoas se drogando nas ruas ou indivíduos bebendo nos bares, quando, em verdade, a palavra "drogas" nada mais é - sendo usada para este caso - do que os medicamentos que usamos (basta lembrar que antigamente as farmácias eram chamadas de "drogarias"). Nesta senda, a expressão inglesa rock 'n roll, quem sabe, fez você pensar em jovens pulando em shows e mexendo suas cabeleiras freneticamente, o que não foi meu intento, pois por esta expressão quis enfatizar a boa música que atende pelo título de "rock", nada tendo a ver com as práticas que circundam estes e outros círculos músicas.

Portanto, "Teologia, Sexo, Drogas e Rock 'n roll" é algo que pode ser muito pervertido pelos homens (falsas doutrinas, sexo fora dos padrões bíblicas, drogas ilícitas e atitudes errôneas quanto à musicalidade), mas que se bem compreendidos, podem ser algo muito santo e usado para a glória de Deus (1Co 10.31).

Desta forma, meu intento com esta brevíssima postagem é para que você, querido leitor, aprenda a lidar com os pressupostos, de maneira que seja mais apto a dialogar e ler segundo a intenção proposta pelo autor. Quando estiver conversando com alguém, questione o que determinada palavra ou expressão significa para ela, afim de que possa ter a ciência correta a respeito daquilo que se está buscando expressar. Não leia qualquer texto sem antes entender o que as palavras significa para quele autor.

"Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo" (Pv 25.11).

Comentários

  1. Nobre Filipe, a paz e Cristo. Concordo com quase tudo neste artigo menos a questão do "rock and roll". Sei que não podemos simplesmente classificar ritmos santos e profanos pela Bíblia, pois a mesma não nos dá diretrizes específicas quanto à qual ritmo devemos usar, mas creio ser de boa monta olharmos para o inspirado hinário bíblico (Salmos) e dele, bem como de outras passagens da Bíblia analisarmos cada ritmo dentro dos padrões que a Bíblia nos admoesta a viver denominados de "culto racional". (Romanos 12:2).

    Grato pelo excelente artigo que me conduz a refletir sobre o fato de que não devemos "julgar o livro pela capa" (se bem que, diante de tantas heresias essa máxima nem sempre se aplica), mas analisarmos tudo e sempre "retermos o que é bom", dentro dos padrões das Santas, Inerrantes, Infalíveis, Inspiradas e Suficientes Escrituras Sagradas.

    Gostaria que, se não fosse pedir demais, fizesse uma análise apologética desse artigo abaixo e desse uma resposta à altura (pedido de um amigo):

    http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL652419-9982,00-DEUS+BIBLICO+PODE+SER+FUSAO+DE+VARIOS+DEUSES+PAGAOS+DIZEM+ESPECIALISTAS.html

    Grato,

    Apologeta

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