"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Cristo e a Igreja Maradoniana


Assisti, há algumas semanas atrás, um pequeno documentário que relatava a existência da Igreja Maradoniana - isto mesmo, uma "Igreja" que, literalmente, adora o jogador argentino Diego Maradona. Relato o que sucedeu:

O documentário relatava a paixão que os "devotos" tinham pelo "mestre", pela habilidade com que desenvolveu seu jogo. Chegavam, inclusive, a atribuir supostos milagres ao ídolo. Milhares de pessoas reverenciavam a Diego Maradona em todo o mundo, inclusive com uma espécie de "culto", onde era lido a Bíblia Sagrada desta "Igreja", a saber, a biografia de Maradona.

Havia, também, um ritual de iniciação para se pertencer a tal "Igreja", dentre eles o juramento de colocar o nome Diego em um dos filhos ou acrescentar como segundo nome em todos os filhos masculinos (não me recordo com exatidão), bem como se manterem fieis ao esporte chamado de futebol. 

Ademais, existia uma espécie de "batismo" para ingressar na "Igreja", o qual consistia em uma repetição dramática do famoso gol de Maradona contra a Inglaterra na copa de 1986 - aquele em que Maradona fez com o gol a mão (clique aqui). 

Diante destes fatos, assistindo a tudo isso, me sobreveio o seguinte pensamento: como pode ser possível que alguém acredite que um jogador de futebol é um divindade? Existe alguma plausibilidade racional para se dedicar tempo a "adorar" um ícone do esporte? Qual a razão para tantas milhares de pessoas crerem que um homem já envolvido em tantos escândalos pode ser um deus?

Após uma breve reflexão sem encontrar uma resposta plausível, eis a conclusão surgida: estes pensamentos que estou tendo, na verdade, são os mesmos pensamentos que os do tempo de Jesus Cristo tiveram, pois eles olharam para o filho de José e Maria e lembraram do seu passado, da criança brincando, ensinando no templo, quem sabe ajudando seu pai nos afazeres do trabalho. E, então, como que de repente, pessoas estão adorando este menino Jesus que se dizia ser maior do que Moisés e até mesmo que era filho de Deus. Certamente tais pessoas ficaram perplexas! Um homem, anteriormente menino, agora sendo venerado por muitos, a ponto de largaram suas religiões anteriores!

Não sem motivo, então, que muitos se escandalizaram por causa de Jesus Cristo, a ponto do próprio dizer: "bem-aventurado é aquele que não se escandalizar em mim" (Mt 11.6).

Ao final do documentário, longe de uma indignação barata para com os que "adoram" a Maradona, entendi ser preferível a compaixão, afinal, não fosse o Senhor ter me libertado, eu poderia estar venerando tal homem (ou outro qualquer) ou, se fosse no tempo de Cristo, talvez eu estivesse entre os fariseus e demais do povo que não reconheceram Jesus como Senhor e Salvador, crendo que seria uma perda de tempo adorar um homem que se dizia o Salvador...

Portanto, conclamo a você, querido leitor, para que, quando se deparar com fatos aparentemente esdrúxulos, reflita sobre onde e como você estaria, se não fosse o Senhor ter nos libertado. 

"Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós" (Jo 15.16) - louvado seja Deus pela bendita eleição!

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