"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Jesus era contra o "sistema"?

Texto por
Filipe Luiz C. Machado
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Alguns cristãos na tentativa desenfreada de serem revolucionários, acabam distorcendo ou apresentando pela metade a mensagem do evangelho (sabemos que meia verdade também é meia mentira, tomemos cuidado!). Tais cristãos, motivados pelo desejo de mudança do "sistema" do "mundo", unem-se ao máximo para argariarem o maior número possível de adeptos ao cristianismo, sob o pressuposto de que assim como Jesus foi contra o sistema, os (ainda) não cristãos (e revoltados contra o "sistema") também devem ser assim, não precisando deixar sua "revolta" para seguirem a Cristo. Dizem eles que assim é uma boa oportunidade de evangelismo, principalmente para as tribos urbanas "revoltadas". Não nego tal afirmação, mas saliento que Jesus tem muito mais para oferecer além de um mero caráter revolucionário.

Não poderíamos dizer que Jesus não foi um revolucionário, mas se o limitarmos a esfera social e política, teremos apenas um mero homem; talvez um precursor dos grandes ativistas que tivemos no restante da história. Tal qual livros que falam sobre o estilo de liderança de Jesus, a dieta de Jesus e como Jesus persuadia os seus, essa visão parcial de Jesus tira totalmente o âmago do cristianismo que é de que Ele é o salvador do mundo! Se reduzirmos o Cristo crucificado a um ativista, o igualaremos a outros grandes revolucionários, tornando-o um mero homem da Galiléia. Contudo, estou certo também de que Jesus nos disse para "não nos conformarmos com este mundo, mas nos renovarmos pela transformação na nossa mente". Rm 12.2 Tal versículo dá margens para um Jesus que ia contra o sistema, mas essa é apenas metade da história e metade não nos serve, precisamos do todo.

Enquanto Jesus era um revolucionário e ia contra o "sistema", também se submetia as leis que as autoridades haviam posto (Mc 12.17). Paulo, de igual modo disse que: "Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos.". Rm 13.1,2 Tal versículo não quer dizer que não devemos lutar por um governo justo e sábio, mas isso é muito diferente de dizer que Jesus e Paulo odiavam e eram totalmente contra o "sistema".

Portanto, assim como de certa forma Jesus veio para ser contra o "sistema", semelhantemente ele não veio para anulá-lo (era isso que os judeus esperavam de Jesus, um messias de cunho político, que viria instaurar a paz a justiça entre eles), nos dizendo então que devemos nos submeter as autoridades, mas tendo a certeza de que antes nos importa que nos submetamos a Ele.

Deus nos abençoe.

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Um comentário :

  1. O texto publicado em " TEOLOGIA REFORMADA " É de Frank Brito, embora o mesmo não cite a fonte que indica Spurgeon, Macarthur e Piper com Pré-milenistas históricos.
    * Quanto a Spurgeon ver Teologia Sistemática de Franklin Ferreira pg 1101 .obs: Não sei se o autor usou a fonte citada.

    * Quanto a Macarthur e Piper só fazendo uma pesquisa mais abrangente. O Post me despertou a curiosidade também quanto a isso.

    Grande abraço e muito obrigado pela visita.

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