"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Alerta contra Erros

Texto por
John MacArhtur
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Por que muitos evangélicos agem como se os falsos mestres na igreja nunca pudessem ser um problema sério nesta geração? Muitos parecem estar convencidos de que “rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (Apocalipse 3.17).

Na verdade, a igreja hoje é possivelmente mais suscetível aos falsos mestres, aos sabotadores doutrinários, e ao terrorismo espiritual que qualquer outra geração na história da igreja. A ignorância bíblica dentro da igreja parece ser mais profunda e mais espalhada que em qualquer outra época desde a Reforma Protestante. Se você duvida, compare o sermão típico de hoje com um sermão aleatoriamente escolhido de qualquer grande pregador evangélico anterior a 1850. Também compare a literatura cristã de hoje com quase tudo publicado por editoras evangélicas há cem anos ou mais.

O ensino bíblico, mesmo nos melhores lugares hoje, tem sido deliberadamente facilitado, feito tão vago e raso quanto for possível, supersimplificado, adaptado ao mínimo denominador comum – e então formatado para criar apelo em pessoas com déficit de atenção.

Os sermões são quase sempre breves, simplistas, cobertos de referências à cultura pop o quanto for possível, saturados com anedotas e ilustrações. (Piadas e histórias engraçadas retiradas de experiência pessoal têm vantagem em relação a referências e analogias retiradas da própria Escritura). Os tópicos típicos de sermão são grandemente ajustados para favorecer questões antropocêntricas (como relações pessoais, vida de sucesso, autoestima, listas de como fazer, e por aí vai) – até a exclusão de muitos dos temas doutrinários da Escritura que exaltam a Cristo. Em outras palavras, o que muitos pregadores contemporâneos fazem é virtualmente o oposto do que Paulo descreveu quando disse que nunca deixou de “anunciar todo o conselho de Deus” (Atos 20.27).

Não apenas isso, mas aqui está como Paulo explicou sua abordagem como ministro do Evangelho, mesmo entre os pagãos incrédulos da mais libertina cultura romana:

"E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder; Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus." (1 Coríntios 2.1-5)

Note que Paulo deliberadamente se recusou a adaptar sua mensagem ou ajustar seu anúncio para se encaixar no padrão filosófico ou gostos culturais dos coríntios. Quando ele diz mais tarde na epístola, “e fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus… Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei … Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns” (1 Coríntios 9.20-22), ele estava descrevendo como se fez um servo de todos (v.19) e um companheiro daqueles a quem tentava alcançar. Em outras palavras, ele evitou se fazer uma pedra de tropeço. Ele não estava dizendo que adaptou a mensagem do Evangelho (que ele claramente disse que é uma pedra de tropeço – 1.23). Ele não adaptou os métodos para ser agradável aos gostos de uma cultura mundana.

Paulo não pensava em satisfazer as preferências de uma geração em particular, ele não usou qualquer artifício para ganhar atenção. Qualquer que seja o antônimo que você possa pensar para a palavra showman, esse provavelmente seria uma bela descrição do estilo do ministério público de Paulo. Ele queria deixar claro a todos (incluindo aos próprios convertidos de Corinto) que vidas e corações são renovados por meio da Palavra de Deus, e nada mais. Desta forma, eles começariam a entender e apreciar o poder da mensagem do Evangelho.

Fonte: Bereianos

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A Doutrina Bíblica como Preservativo Contra a Imoralidade


A Doutrina Bíblica como Preservativo Contra a Imoralidade -
por Heitor Alves


A nossa conduta deve se harmonizar com a doutrina que pregamos. Por isso o cuidado de nós mesmos estarmos vinculados ao cuidado da doutrina (2Tm 4.16).

A boa doutrina gera boa conduta. Doutrina correta tem como conseqüente uma vida correta. Por isso a doutrina bíblica é essencial na vida do crente, para que o seu viver esteja em perfeita harmonia com a Bíblia. A rigidez dogmática é a condição primordial e indispensável para uma conduta disciplinada, pois de outra forma, a flexibilidade doutrinária será determinante para a frouxidão da própria vida moral, capaz de arrastar o ser humano para o abismo profundo da imoralidade. Eis a razão do por quê do liberalismo ser perigoso para o crente.

Quando a nossa vida é pautada pela única regra de fé e prática, ou seja, pelas Sagradas Escrituras, os nossos passos são seguros e firmes no caminho da retidão e da decência cristã. Aquele que vive apegado às verdades escriturísticas, possui as energias necessárias para reagir contra a força persuasiva do mal e está sempre em condições de dizer “não” ao convite sedutor do mundo.

O homem sem doutrina leva uma vida desenfreada; age sob o impulso de suas tendências pecaminosas. A doutrina constitui uma espécie de preservativo, que impede a derrocada do homem pelo caminho dos vícios e da imoralidade. Esse dogmatismo rígido deve ser mantido (ou estabelecido) em nossas igrejas, para que ela não perca a finalidade de sua existência.

A exposição da doutrina bíblica tem como finalidade a oposição a qualquer forma de mundanismo, daí ela ser um preservativo contra a infiltração de tendências indecentes e imorais no meio da igreja. É a falta de doutrina que está levando a igreja a ser imitadora do mundo, com suas seduções e modismos. Quando a igreja não recebe uma orientação segura para a sua formação moral e espiritual, acaba perdendo completamente a noção da vida cristã, passando a viver ao sabor do secularismo.

Sermões flácidos e com pouca (ou nenhuma) dose de doutrina bíblica são responsáveis pela atitude leviana com que muitos encaram a vida religiosa. Pregadores que, ao invés de combater o pecado, acabam incentivando-o. Disso podemos extrair o mau exemplo de pastores e líderes eclesiásticos que defendem o homossexualismo. Sermões sem doutrina geram pessoas acomodadas com a situação em que vivem, continuando a praticar o pecado e a agir ao sabor de uma vivência existencialista. A doutrina é o antídoto contra essa situação aberrante e despudorada do presente século.

A maioria dos sermões pregados nas igrejas está repleta de meros testemunhos ou exemplos de vida de outras pessoas. A igreja jamais crescerá na fé ouvindo apenas testemunhos e exemplos de vidas. Saber o que Deus tem feito na vida dos outros não fortalece minha profissão de fé. É preciso saber o que Deus tem a dizer a mim tão-somente. É preciso saber como a minha vida deve ser vivida, e não saber da vida dos outros! A igreja cresce através da exposição doutrinária das Sagradas Escrituras somente. Ouvir sobre relatos de vidas ou até mesmo ouvir testemunhos não firma a minha fé em Deus. É preciso de doutrina, teologia!

Fonte: Bereianos

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A Palavra é Externa e Fixa


A Palavra é Externa e Fixa - por Lutero

Uma das grandes redescobertas da Reforma — especialmente de Martinho Lutero — foi que a Palavra de Deus chega até nós na forma de um livro. Em outras palavras, Lutero compreendeu este fato poderoso: Deus preserva a experiência da salvação e da santidade de geração para geração por meio de um livro de revelação, não por meio de um bispo em Roma e não pelos êxtases de Thomas Muenzer e os profetas de Zwickau. A Palavra de Deus chega até nós em um livro. Essa redescoberta preparou Lutero e a Reforma.

Um dos maiores oponentes de Lutero na Igreja romana, Sylvester Prierias, escreveu em resposta às 95 teses de Lutero (afixadas em 1517): "Aquele que não aceita a doutrina da Igreja de Roma e o pontífice de Roma como regra de fé infalível, da qual também as Escrituras Sagradas derivam sua força e autoridade, é um herege". Em outras palavras, a igreja e o papa são um penhor autorizado da salvação e da Palavra de Deus; e o livro — a Bíblia — é secundário. Heiko Oberman diz: "O que é novo em Lutero é a noção da absoluta obediência às Escrituras contra quaisquer autoridades; sejam elas o papa ou os conselhos". Ou seja, a Palavra salvadora, santificadora e autorizada de Deus vem a nós em um livro. As implicações dessa pequena observação são enormes.

Em 1539, comentando o Salmo 119, Lutero escreve: "Nesse salmo, Davi diz continuamente que irá falar, pensar, conversar, escutar, ler dia e noite e constantemente — porém, nada além da Palavra e dos Mandamentos de Deus. Pois Deus quer dar-lhe o seu Espírito somente pela Palavra externa". Esta frase é extremamente importante. A "Palavra externa" é o livro. Lutero afirma que o Espírito salvador, santificador, iluminador de Deus vem a nós diretamente pela "Palavra externa". Ele usa o termo "Palavra externa" para enfatizar que a Bíblia é objetiva, estável, externa a nós e, portanto, imutável. E um livro. Nem hierarquia eclesiástica ou êxtase fanático podem substituí-la ou dar-lhe forma. Ela é "externa" tal como Deus o é. Podemos aceitá-la ou deixá-la. Mas não podemos modificá-la. É um livro com letras e palavras e sentenças fixas.

Lutero disse com ressonante vigor em 1545, no ano anterior à sua morte: "Aquele que desejar ouvir Deus falar, que leia a Escritura Sagrada". Antes disso, nas suas exposições em Gênesis, ele havia dito: "O próprio Espírito Santo, e Deus, o Criador de todas as coisas, é o autor deste livro". Uma das implicações do fato de que a Palavra de Deus vem a nós em um livro é que o tema deste capítulo é "O pastor e seu estudo", não "O pastor e sua sessão espiritual" ou "O pastor e sua intuição" ou "O pastor e suas perspectivas religiosas múltiplas". Isso porque a Palavra de Deus vem a nós em um livro. A Palavra de Deus que salva e santifica, de geração para geração, está preservada em um livro. E, portanto, no centro do trabalho de todo pastor, está o trabalho com esse Livro. Podemos chamá-lo de leitura, meditação, reflexão, cogitação, estudo, exegese, ou de outro nome — um elemento central e extenso de nossa pesquisa é batalhar para encontrar o propósito e pensamento de Deus a partir de um Livro e então promulgá-lo pelo poder do Espírito Santo.

Lutero sabia que alguns iriam tropeçar no conservadorismo absoluto desse fato simples e imutável: a Palavra de Deus está fixa num livro. Ele sabia, já naquele tempo, como sabemos hoje em dia, que muitos dizem que essa afirmação anula ou minimiza o papel crucial do Espírito Santo de dar vida e luz. Lutero provavelmente diria: "Sim, isso poderia acontecer. Alguém poderia argumentar que a ênfase no brilho do sol anula o cirurgião que remove a cegueira." Mas a maioria das pessoas não concordaria com isso. Certamente não Lutero.

Em 1520, ele disse: "Estejam certos de que somente o Espírito Santo do céu faz de alguém um doutor nas Escrituras Sagradas". Lutero tinha um grande amor pelo Espírito Santo. E sua exaltação da Bíblia como a "Palavra externa" não minimizou o Espírito. Ao contrário, elevou a grande dádiva do Espírito, que é a Bíblia, diante da cristandade. Em 1533, afirmou: "A Palavra de Deus é o objeto maior, mais necessário e mais importante na cristandade". Sem a "Palavra externa" não conseguiríamos distinguir um espírito do outro, e a personalidade objetiva do próprio Espírito Santo se perderia na obscuridade de expressões subjetivas. Apreciar o Livro fez com que Lutero entendesse que o Espírito Santo é uma Pessoa maravilhosa a ser conhecida e amada, e não um mero zumbido a ser sentido.

Uma outra objeção à ênfase de Lutero ao Livro é que minimiza a Palavra encarnada, o próprio Jesus Cristo. Para ele, o oposto é verdade. Na mesma proporção em que a Palavra de Deus é desconectada da objetiva "Palavra externa", a Palavra encarnada, o Jesus histórico, se torna um nariz de cera moldado pelas preferências de cada geração. Lutero possuía uma arma que salvaria a Palavra encarnada de ser vendida nos mercados de Wittenberg. Ele expulsou os cambistas — os vendedores de indulgências — com o chicote da "Palavra externa", o Livro.

Quando afixou as 95 teses, no dia 31 de outubro de 1517, a tese 45 dizia: "Os cristãos deveriam ser ensinados que aquele que vê um necessitado, mas desvia o seu olhar dele, e compra uma indulgência, recebe não a remissão do papa, mas a ira de Deus". Este golpe veio do Livro — da história do bom samaritano e do segundo maior mandamento do Livro, a "Palavra externa". Sem o Livro, não haveria nenhum ataque e a Palavra encarnada seria o brinquedo de massa de todos. Portanto, Lutero exalta a Palavra escrita, a "Palavra externa", exatamente por causa da Palavra encarnada.

E verdade que a igreja precisa ver o Senhor em suas andanças e pregações aqui no mundo. Nossa fé está enraizada naquela revelação decisiva na história. Mas Lutero reafirmou que esse ver acontece através de um registro escrito. A Palavra encarnada nos é revelada em um Livro. Não é notável que o Espírito nos dias de Lutero, e nos nossos dias, era e é virtualmente silencioso com respeito à história terrena do Senhor encarnado — exceto na amplificação da glória de Deus por meio do registro escrito da Palavra encarnada?

Isto é, nem a Igreja Católica Romana nem profetas carismáticos reivindicam que o Espírito do Senhor lhes narrou eventos não registrados acontecidos com o Jesus histórico. Isso é surpreendente. De todas as reivindicações de autoridade sobre a "Palavra externa" (feita pelo papa) e autoridade ao lado da "Palavra externa" (feita por profetas contemporâneos), nenhuma delas apresenta nova informação sobre a vida e o ministério de Jesus. Roma atreve-se a adicionar fatos à vida de Maria (por exemplo, a imaculada conceição), mas não à vida de Jesus. Profetas carismáticos iriam anunciar novas ações do Senhor no século XVI, e nos nossos dias, mas nenhum parece reportar uma nova parábola ou um novo milagre da Palavra encarnada que teria sido omitida dos Evangelhos — a despeito do fato de o apóstolo João ter escrito: "Jesus fez também muitas outras coisas. Se cada uma delas fosse escrita, penso que nem mesmo no mundo inteiro haveria espaço suficiente para os livros que seriam escritos" (Jo 21.25). Nem a autoridade romana nem o êxtase profético acrescentam ou apagam alguma coisa do registro externo da Palavra encarnada.

Porque o Espírito é tão silencioso com respeito à Palavra encarnada após a época do Novo Testamento — até entre aqueles que desrespeitam a autoridade do Livro? A resposta parece ser esta: agradou a Deus revelar a Palavra encarnada, Jesus Cristo, para todas as gerações seguintes, através de um livro, especialmente os Evangelhos. Lutero o coloca nestes termos:

Os próprios apóstolos consideravam ser necessário traduzir o Novo Testamento ao grego e vinculá-lo àquela língua, sem dúvida para preservá-lo para nós, são e salvo, como em uma arca sagrada. Pois previam tudo o que era vindouro e o que hoje tem acontecido. Sabiam que, se fosse contido somente na cabeça das pessoas, surgiria na igreja uma turbulenta e terrível desordem e confusão, e diversas interpretações, concepções e doutrinas, as quais poderiam ser evitadas e das quais o homem simples poderia ser protegido somente se o Novo Testamento fosse mantido em linguagem escrita.

O ministério do Espírito interno não torna nulo o ministério da "Palavra externa". O Espírito não duplica aquilo para o que o livro foi designado. O Espírito glorifica a Palavra encarnada dos Evangelhos, mas ele não reconta suas palavras e seus feitos para os analfabetos ou pastores negligentes.

A imensa implicação disso para o ministério pastoral e o ministério leigo é que ministros são essencialmente agentes da Palavra de Deus transmitida num livro. Somos fundamentalmente leitores e professores e proclamadores da mensagem do Livro. E tudo isso é para a glória da Palavra encarnada e pelo poder do Espírito que em nós habita. Mas nem o Espírito, que habita em nós, nem a Palavra encarnada nos guiam para longe do livro que Lutero chamou de "a Palavra externa". Cristo é representado em nossa adoração, em nossa comunhão e em nossa obediência à "Palavra externa". E aqui que vemos a "glória de Deus na face de Cristo" (2Co 4.6). Portanto, é por amor a Cristo que o Espírito se concentra no livro no qual Cristo é nítido, não em transes nos quais aparece de forma obscura.

Que diferença fez essa descoberta do Livro na maneira pela qual Lutero exerceu seu ministério da Palavra? O que podemos aprender de Lutero, como estudante? Toda sua vida profissional foi vivida como professor na Universidade de Wittenberg. Portanto, será útil traçar sua vida até aquele ponto e então perguntar porque um professor pode ser um modelo útil para pastores e leigos que se importam com a "Palavra externa" de Deus.

Compilado e comentado por John Piper
Fonte: Josemar Bessa

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

25 Fatos Notáveis sobre Charles H. Spurgeon

25 Fatos Notáveis sobre Charles H. Spurgeon - por Pastor Larry Newcomer

1. CHS leu o Progresso do Peregrino aos seis anos de idade e o releu 100 vezes após isso.

2. A coleção impressa de seus sermões (63 volumes) tem tantas palavras quanto a Enciclopédia Britânica, todavia, ele pregou suas 140 palavras por minuto à partir de uma única folha de anotações, preparada na noite anterior.

3. Uma mulher foi convertida lendo uma simples página de um sermão de Spurgeon que ela encontrou enrolada ao redor da manteiga que ela tinha comprado.

4. Antes dos 20 anos de idade, CHS pregou 600 vezes.

5. Aos 19 anos de idade, a Igreja de New Park Street o convidou para um teste de seis meses. Eu aceitaria somente um teste de três meses pois, “Eu não queria me tornar um obstáculo”. Quando ele chegou, em 1854, a congregação tinha 232 membros. Trinta e oito anos depois o total era de 5.317 com outros 9.149 que tinham sido membros (mudanças, mortes, etc.).

6. CHS disse dos políticos: “Eu tenho ouvido, ‘Não traga a religião para a política’. É precisamente para este lugar que ela deveria ser trazida e colocada ali na frente de todos os homens como um candelabro”.

7. CHS certa vez se dirigiu a uma audiência de 23.654 pessoas sem, é claro, um microfone ou uma amplificação mecânica.

8. Um dia, para testar a acústica de um salão onde ele iria falar, ele falou em alta voz – “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Um trabalhador nas vigas ouviu e foi convertido.

9. A mulher de Spurgeon, Susannah, o chamava, “Sua Excelência”.

10. CHS falava tão fortemente contra a escravidão que os seus publicadores Americanos editavam os seus sermões.

11. CHS recusou ser ordenado e recusou o título, “Reverendo”. (Todavia, ele fundou um colégio de pastores).

12. CHS entrevistou pessoalmente todos os membros candidatos na determinação de estar seguro da genuinidade da sua conversão. 14,000/38=368 por ano. (Veja #5 acima).

13. Ele nunca disse à sua congregação em quem votar – mas ele denunciava os candidatos por nome desde o púlpito – e ele distribuía folhetos durante a semana para os oficiais que estavam querendo saber quem ele favorecia.

14. A cada Natal CHS dava presentes individuais aos órfãos dos orfanatos que ele tinha fundado, mesmo quando o número aumentou para aproximadamente mil.

15. CHS lia quase um livro por dia em média. Ele freqüentemente confessava estar ciente de oito grupos (séries) de pensamentos identificáveis em sua mente ao mesmo tempo.

16. Concernente aos orfanatos como obra social, CHS declarou: “O socialismo é somente palavras e teoria. Nós cuidamos tanto dos corpos como das almas dos pobres e tentamos mostrar nosso amor à Verdade de Deus pelo amor verdadeiro”.

17. O colégio de pregadores de Spurgeon fornecia educação geral assim como educação teológica. Não havia taxas fixas.

18. O diretor do colégio, George Rogers, era um pedobatista, mostrando a tolerância e magnanimidade de Spurgeon – mas todos na faculdade tinham que “ensinar as Doutrinas da Graça com dogmatismo, entusiasmo e clareza”.

19. CHS, pelas melhores estimativas disponíveis, foi o instrumento direto e pessoal de Deus de aproximadamente 12.000 conversões.

20. O colégio, diretamente através dos esforços de Spurgeon de propagação com base em sua estimativa de doações, enviou homens resultando na plantação de mais de 200 igrejas.

21. O primeiro livro publicado pela Moody Press foi o All Of Grace [Tudo pela Graça] de Spurgeon. Ele ainda é o bestseller número #1 deles.

22. CHS certa vez pregou uma mensagem sonhando, a qual sua esposa, que estava acordada, registrou em papel. Ele a pregou na manhã seguinte.

23. Havia oração contínua para a obra do Tabernáculo Metropolitano no porão do mesmo.

24. Num culto em 1879, a congregação regular de 4.850 membros deixou o tabernáculo para permitir que novas pessoas, que estavam esperando do lado de fora, tivessem uma chance de vir e ouvir. O edifício imediatamente se encheu de novo,

25. Quando Moddy encontrou Spurgeon e descobriu que ele fumava charutos, ele ficou um tanto surpreendido e desconcertado. Spurgeon lhe assegurou que nunca tinha exagerado. Moody perguntou cortesmente, “E o que você consideraria um exagero?”. Ao que Spurgeon respondeu, “Fumar dois ao mesmo tempo”. É crido que Spurgeon parou de fumar charutos quando a loja de tabaco onde ele os comprova começou a se auto-anunciar como, “A Loja Onde Spurgeon Compra Seus Charutos”.

Fonte: Monergismo

sábado, 23 de outubro de 2010

Pregação atraente?

Texto por
John MacArthur
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A idéia de que a mensagem cristã deve ser mantida adaptável e ambígua parece especialmente atraente aos jovens que vivem em harmonia com a cultura e amam o espírito desta época e não podem suportar que a verdade bíblica autoritária seja aplicada com precisão como um corretivo para estilos de vida mundanos, mentes profanas e comportamento ímpio. E o veneno desta perspectiva está sendo injetado, cada vez mais, na igreja evangélica.

Livro: John MacArhtur, A Guerra pela Verdade, p.11.
Fonte: A Graça de Deus me Basta

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Avivamento insípido, país doente.

Avivamento insípido, país doente - por Daniel Grubba

Toda vez que via a igreja com gente "saindo pelo ladrão" logo pensava: "Isto que é avivamento!" Semelhantemente quando um novo censo do IBGE constatava o crescimento carismático pentecostal; ou até mesmo, quando alguns profetas teatralizavam aqueles atos proféticos cheio de signos e símbolos, que carregavam em si mesmo o poder imediatista da mudança do país. Em outras ocasiões, gritos exagerados de júbilo eram corneteados em ovação pública quando o empolgado pastor dizia: "Seremos a maior nação evangélica, este país será transformado!". É extasiante perceber que você faz parte de algo tão grandiosamente messiânico, é um exorcismo simbólico da crise de inferioridade tupiniquim.

Os anos passam e o fervor dos zelotes é suprimido pela força das contrariedades. Nos tornamos os céticos joão-batistas, investigadores da missão de homem de Nazaré. "És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?" (Lucas 7 : 20). Entretanto, há aqueles que a semelhança de Judas, de tão decepcionados tentam forçar uma barrinha, e acreditam de todo coração poder arrancar do cordeiro de Deus um rugido de leão. Neste caso, o fim todos sabem; suas vísceras tornar-se-ão um espetáculo macabro. Os fins não justificam o meio.

Eis abaixo uma constatação perturbadora do bispo Anglicano Robinson Cavalcanti:

O pentecostalismo que nos chegou não foi o da ala negra da rua Azuza, com sua visão social, mas o da ala branca, com seu isolacionismo, sua ascese extra-mundana e sua escatologia pré-milenista pessimista. Com o passar do tempo, permaneceu apenas o conceito de pecado individual e de uma ética individual da santidade negativa (não fazer o mal) — e não da santidade positiva (fazer o bem) — legalista, moralista, sem os conceitos de pecado social e pecado estrutural, e ética social. A teologia da libertação, racionalista, enfatizaria esses últimos às custas dos primeiros, e, por fim, a teologia liberal pós-moderna, relativista, e amoral, negaria ambos. A “batalha espiritual” reforçaria a alienação e a teologia da prosperidade seria a face religiosa do neoliberalismo capitalista. O neo-pós-pseudo-pentecostalismo não prega conversão e santidade, mas neo-indulgências e sessões de descarrego. Do novo nascimento ao sabonete de arruda tem sido um longo caminho, por onde passam os sócios “evangélicos” dos escândalos da República. Uma igreja insípida não salga nem salva um país enfermo.

Fonte: Bereianos

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Os Carismáticos e a Soberania de Satanás


Outro dia recebi uma carta interessante. Ela veio de algumas pessoas que saíram de uma igreja carismática (muito grande e proeminente), e vieram para a Grace Community Church. Esse foi um salto gigantesco – deixar aquela igreja e vir para a Grace Church. A única coisa que eles sabiam em sua igreja sobre mim era que eu não tinha o poder do Espírito Santo. Isso era tudo o que sabiam – que eu não cria na continuação dos dons, de forma que não tinha o poder do Espírito Santo. Eles não sabiam muito mais sobre a nossa igreja, mas numa ocasião vieram visitar a Grace, e nunca mais a deixaram… Havia várias pessoas que estavam nesse grupo que veio, e uma das senhoras me escreveu uma carta muito interessante. Era uma carta incrivelmente bem escrita… E na carta, o apresentado foi isso: Quando você pensa no movimento carismático em geral, você pensa no falar em línguas, nas curas, ou em Benny Hinn derrubando as pessoas, e coisas assim. Mas existem algumas coisas por detrás da cosmovisão carismática que são realmente muito, muito aterrorizantes. E ela colocou isso na carta. Ela disse:

Você sabe que vivemos toda a nossa vida nesse movimento e uma coisa que domina esse movimento é isso: que Satanás é soberano. Se você adoece, foi o diabo. Se seu filho fica doente, foi o diabo. O diabo fez seu filho adoecer. E mesmo que seu filho morra, Satanás de alguma forma tem a vitória. Se o seu cônjuge, seu marido ou esposa desenvolve um câncer, foi o diabo quefez isso. Se você sofre um acidente, o diabo fez isso. Se perde o seu emprego, foi o diabo também. Se as coisas não saem da forma como você queria na sua empresa ou família, e você termina perdendo o seu emprego ou se divorciando – o diabo fez tudo isso. O diabo precisa ser amarrado e assim, você precisa aprender essas fórmulas, pois você tem que prender o diabo, ou ele realmente irá controlar tudo em sua vida. O diabo domina tudo, e ele é assistido por essa força massiva de demônios que devem ser confrontados também, e você precisa fazer tudo o que podepara tentar vencer esses poderes espirituais, e como eles são invisíveis, rápidos e poderosos, é realmente impossível que você lide com eles de uma vez por todas, de forma que essa é uma luta contínua e incessante com o diabo.

E a senhora na carta disse basicamente isso: “Vivemos toda a nossa vida pensando que tudo o que fazemos de errado no universo inteiro foi basicamente por causa do diabo. O diabo é realmente soberano em tudo e mesmo Deus, juntamente conosco, está na verdade lutando como louco para vencer o diabo.”

Ela disse: “Eu vivia com palpitações no coração, ataques de pânico, ansiedade, pesadelos – andando no meio da noite com medo que o diabo poderia estar fazendo algo com meu filho, quando ele ia se deitar. Eu vivia nesse constante terror do que Satanás estava fazendo; quando a pessoa errada era eleita, foi Satanás quem o colocou ali. Quando a sociedade tomava certa direção, era tudo sob o controle de Satanás. Satanás é realmente o soberano de todas as coisas e é muito difícil tirar o controle dele – mesmo Deus está retorcendo Suas mãos, tentando obter o controle dessa situação. Eu vivia com esse medo e terror, pois levava minha igreja muito a sério.” E ela disse: “Cheguei na Grace Community Church e uma coisa me chocou totalmente. Você disse: ‘O fato é: Deus está no controle de todas as coisas!… Quando você adoece, ou quando alguém desenvolve um câncer, ou quando algo errado se passa no mundo, ou quando você perde o seu emprego, isso não está fora das tolerâncias de Deus, isso não está fora dos propósitos de Deus. De fato, Deus faz com que todas as coisas cooperem para o bem.’ Isso foi absolutamente abalador. Foi uma mudança total para nós, e a diferença que encontramos foi tão poderosa, que mudou totalmente a forma como pensamos sobre a vida.”

É isso! Nós não cremos que Satanás seja responsável pela história; cremos que Deus está no controle. Isso muda tudo. Isso dissipa todo pânico. Posso honestamente dizer que nunca tive um ataque de pânico. Nunca acordei de noite com medo do que o diabo poderia estar fazendo, pois Deus não somente venceu Satanás, mas colocou Satanás debaixo dos nossos pés, e “maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (1 João 4:4). Assim, sabemos que Deus controla a história. E isso pode surpreender você, mas o diabo é servo de Deus. Se você quer ler um livro excelente, leia o livro de Erwin Lutzer sobre Satanás, no qual ele apresenta isso de forma muito competente.

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
Fonte: http://www.gty.org/
Retirado de: Monergismo

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Por que alguns acham a bíblia difícil?

Texto por
A. W. Tozer
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Ninguém pode negar que algumas pessoas acham a Bíblia difícil. Os testemunhos quanto às dificuldades encontradas na leitura bíblica são inúmeros e não podem ser desconsiderados levianamente.

Na experiência humana existe geralmente um complexo de motivos e não um só motivo para tudo, o mesmo acontece com as dificuldades que encontramos na Bíblia. Não se pode dar uma resposta instantânea para a pergunta: Por que a Bíblia é difícil de entender? Qualquer resposta irrefletida tem toda probabilidade de estar errada. O problema não é singular, mas plural, e por esta razão o esforço de encontrar para ele uma solução única será frustrado.

Apesar desse raciocínio, ouso dar uma resposta curta para a pergunta, e embora esta não responda a tudo, contém boa parte da solução do problema envolvido numa questão assim complexa. Acredito que achamos a Bíblia difícil porque tentamos lê-la como leríamos qualquer outro livro, mas ela não se assemelha a nenhum outro livro.

A Bíblia não é dirigida a qualquer um, sua mensagem tem como alvo alguns escolhidos. Quer esses poucos sejam escolhidos por Deus num ato soberano de eleição ou por corresponderem a determinadas qualificações, deixo para cada um decidir como possa, sabendo perfeitamente que sua decisão será determinada pelas suas crenças básicas sobre assuntos tais como predestinação, livre-arbítrio, os decretos eternos e outras doutrinas relativas. Mas o que quer que tenha tido lugar na eternidade, o que acontece no tempo fica evidente: alguns crêem e outros não; alguns são moralmente receptivos e outros não; alguns têm capacidade espiritual e outros não. São para os primeiros que a Bíblia foi escrita, os demais irão lê-la inutilmente.

Sei que alguns leitores vão apresentar objeções vigorosas neste ponto, e as razões para elas são fáceis de descobrir. O cristianismo de hoje se concentra no homem e não em Deus. O Senhor precisa aguardar com toda paciência e até mesmo respeito, sujeitando-se aos caprichos humanos. A imagem de Deus aceita pelo povo é a de um Pai aflito, esforçando-se em desespero amargurado para fazer com que as pessoas aceitem um Salvador de que elas não sentem necessidade e em quem têm pouco interesse. A fim de persuadir essas almas auto-suficientes a responderem às suas ofertas generosas, Deus fará quase tudo, usando até mesmo métodos de venda especiais e lhes falando da maneira mais íntima possível. Este ponto de vista é, naturalmente, um tipo de religião romantizada que consegue fazer do homem a estrela do espetáculo, embora usando com freqüência termos elogiosos e até mesmo embaraçosos em relação a Deus.

A idéia de que a Bíblia é dirigida a todos criou confusão dentro e fora da igreja. O esforço de aplicar os ensinamentos contidos no Sermão do Monte às nações não-regeneradas do mundo é um exemplo disto. Os tribunais e poderes militares da terra são instados a seguirem os ensinos de Cristo, algo evidentemente inviável para eles. Citar as palavras de Cristo como diretriz para policiais, juízes e militares é interpretar absolutamente errado essas palavras e revelar completa falta de compreensão dos propósitos da revelação divina. O convite gracioso de Cristo é estendido aos filhos da graça e não às nações gentias cujos símbolos são o leão, a águia, o dragão e o urso.

Deus não só dirige suas palavras de verdade aos que têm capacidade para recebê-las, como também as oculta aos demais. O pregador faz uso de histórias para esclarecer a verdade, nosso Senhor usou-as muitas vezes para ocultá-la. As parábolas de Cristo foram o exato oposto da moderna "ilustração" que serve para esclarecer; as parábolas eram "ditos obscuros" e Cristo afirmou que fazia uso delas algumas vezes a fim de que seus discípulos pudessem compreender, mas não os inimigos. (Veja Mateus 13:10-17.) Assim como a coluna de fogo iluminava Israel, mas servia para ocultá-los aos olhos dos egípcios, as palavras do Senhor brilham no coração do seu povo embora deixem o incrédulo presunçoso nas trevas da noite moral.

O poder salvador da Palavra fica reservado para aqueles a quem ele se destina. O segredo do Senhor está com aqueles que O temem. O coração impenitente não descobrirá na Bíblia senão um esqueleto de fatos sem carne, vida, ou fôlego de vida. Shakespeare pode ser apreciado sem necessidade de arrependimento; podemos entender Platão sem acreditar numa palavra que ele diz; mas a penitência e a humildade juntamente com a fé e a obediência são necessárias a fim de que as Escrituras possam ser compreendidas corretamente.

Nos assuntos naturais, a fé segue-se à evidência, sendo impossível sem ela, mas no reino do espírito, ela precede o entendimento; e não se segue a ele. O homem natural precisa saber a fim de acreditar; o homem espiritual precisa crer para vir a conhecer. A fé que salva não é uma conclusão extraída da evidência; mas uma coisa moral, uma coisa do espírito, uma infusão sobrenatural de confiança em Jesus Cristo, um perfeito dom de Deus.

A fé salvadora se baseia na Pessoa de Cristo; ela leva imediatamente a uma rendição do nosso ser total a Cristo, cujo ato é impossível ao homem natural. Crer corretamente é um milagre comparável ao da ressurreição de Lázaro sob a ordem de Cristo.

A Bíblia é um livro sobrenatural e só pode ser entendido com ajuda sobrenatural.

Fonte: O principal dos pecadores

domingo, 17 de outubro de 2010

Existem levitas hoje?

Texto por
Giancarlo Marx
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Como alguns ja sabem, eu sou músico, e atuo com música na igreja há alguns anos. Pra terem uma idéia, aos 7 anos mais ou menos (quando comecei a "violar o tocão") no meio do culto pedia pro meu pai abrir espaço pra eu sentar no palco e tocar uma das duas canções que eu conhecia: "Meu Barco é Pequeno", ou então "Quando Estou com o Povo de Deus", verdadeiros clássicos do cancioneiro cristão (rs).
Vinte e dois anos se passaram desde o garotinho com duas músicas no repertório, nesse tempo eu vi e ouvi muita coisa. Desde a superproduzida galera do Salt, passando pelos "corinhos" singelos e desafinados da Romilda. O som adolescente do Rebanhão, o rock rebelde do Brother Simion. Até chegarem os importados Maranata! e Hosana! (pra quem não conhece, eram dois selos americanos rivais, o avós do Hillsong e do LifeHouse).

Talvez uma das mudanças mais destrutivas que vi nesse período tenha sido a transformação do serviço de música em "Ministério Levítico". Há até o absurdo de um projeto para um programa estilo "Ídolos" que se chamaria "Levitas". Felizmente o projeto não saiu do papel (ainda).

Primeiramente o que é um levita? Trata-se de uma famíla, uma das 12 tribos de Israel, que era destinada a TODO serviço no tabernáculo, e mais tarde no templo. Eles eram músicos. Mas também eram porteiros, faxinheiros, sacerdotes.

Acender o menorá, trocar os pães da preposição, a água da bacia, isso era função do levita. Também eram carregadores. Somente eles eram autorizados a carregar a arca da aliança e as partes do tabernáculo, que eles mesmos montavam e desmontavam sempre que a nuvem ou a coluna de fogo estacionassem em algum ponto do deserto.

Então a música era apenas uma dentre tantas funções dos levitas. Curiosamente o livro de "Levítico" não tem nenhuma canção.

Nesse ponto alguns chegam a pensar: "Então todo mundo que trabalha na igreja deveria ser chamado de levita"... Ao que caberia a resposta: "Se essa igreja não fosse cristã, pode até ser".

Isso porque Jesus, o fundador da SUA igreja, não era levita. Ele era da tribo de Judá, certo? Logo aqueles que foram gerados nele não são gerados pela linhagem de Levi. Isso dá um nó na cabeça.

No capítulo 7 do livro de Hebreus há uma excelente explanação sobre o tema. Sobre Jesus, Paulo afirma que ele é "sacerdote eternamente segundo a ordem de Melquisedeque".

"De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?"

Então Jesus e nenhum de seus seguidores são feitos levitas. (nem mesmo os músicos... rs)

O que nos leva a outro ponto ainda mais delicado. Vejo muita gente falando em "Ministério de Música" ou o pior ainda "Ministério de Louvor e Adoração". Oras, se é de fato um ministério de Louvor e Adoração, podemos definir o que é Louvor e Adoração?

Tecnicamente falando, ja ouvi o Gerson Ortega definir (em linhas gerais) Louvor como exaltação, e adoração como Gratidão. Gostei demais. Mas parece que ele esqueceu de botar a música na parada. Sim, pois os "ministérios de louvor e adoração" que conheço são todos de músicos.

Num outro artigo meu publicado aqui cheguei a definir adoração em espírito e em verdade. Se você der uma olhadinha la vai perceber que essas coisas não são do tipo que podemos confiar que outros façam pela gente. Louvar e adorar não são "ministérios", mas sim atitude daqueles que conhecem o amor de Deus.

Também não gosto de chamar as músicas cristãs de "louvores". Afinal, a canção pode se tornar louvor de acordo com o coração de quem canta. Ou pode se tornar vergonha para Deus, se for entoada em glória própria. Logo uma música também não é louvor, tanto quanto um prato não é comida e um copo não é bebida. A música é apenas um dos possíveis recipientes do louvor, que pode ser expresso das mais diversas formas. Até mesmo lavando os pés do mestre com suas lágrimas e os enxugando com seus cabelos. Quem diria que uma higienização tão peculiar poderia ser uma manifestação de louvor?

Se para você (assim como para mim) parece que ao chamarmos os músicos cristãos apenas de "músicos", e as músicas cristãs apenas de "músicas" estaremos rebaixando-as de categoria, então aparentemente estamos no caminho certo.

"Porqanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado." Lucas 14:11

Fonte: Genizah

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A sociedade e sua inversão de valores

Texto por
Filipe Luiz C. Machado
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Dos muitos fenômenos que nos rodeiam, um em especial tem me chamado à atenção: A inversão de valores. Certamente os valores que temos atualmente não existiram desde sempre, tampouco são dignos de total apreciação; pelo contrário, muitos deles quando submetidos ao crivo da crítica e da saudável exegese, se mostram mesquinhos e sem real valor.

Interessante é notarmos essa inversão de valores no que diz respeito ao que se valoriza hoje em dia. Nos tempos antigos (e não precisamos voltar tanto assim) as pessoas que viviam em suas casas de madeira, plantavam e cultivavam para sua sobrevivência, tratavam a natureza como sendo sua fonte de sustento, eram pessoas tidas por normais. Nada havia de anormal em se ter uma lagoa à beira da casa, alguns animais para se criar, um campo para se roçar e outras coisas que envolviam suas vidas. Pouco importava para esses cidadãos se as suas roupas eram feitas de linho egípcio ou de lã do vizinho. O essencial era que precisam de algo para se cobrir e lhes proteger do frio, apenas isso. Neste quesito, tendo o que vestir, bastava-lhes.

Já na sociedade atual, temos uma completa inversão de valores! Hoje em dia ter uma fazenda com casa de madeira e criação de peixes virou sinônimo de riqueza. Apenas os ricos é que conseguem ter um sítio e desfrutar de tal "paz" e "simplicidade", mesmo que sejam pouquíssimas as vezes em que eles estarão nessa propriedade. A moradia e estilo de vida simples, outrora tidas por normais, viraram artigo de luxo! Que reviravolta! Enquanto apenas os ricos de hoje tem a possibilidade de desfrutarem momentaneamente da vida em meio à natureza (salvo alguns remanescentes que ficaram no campo), os menos favorecidos financeiramente tem que se submeter à industrias, rotinas severas de trabalho, baterem cartão na empresa do dono da fazenda, pagarem um absurdo de aluguel por um micro-apartamento (que também é do dono da fazenda) na periferia da cidade e ao mesmo tempo, tentarem ser felizes por serem "pobres, porém modernos cidadãos da cidade grande".

Paremos para pensar: Quem são aqueles que atualmente moram "no meio do mato", não tem televisão, celular, internet, o carro do ano e outras quinquilharias da pós-modernidade? Não são os chamados "caboclos", "velhos", "pessoas sem cultura", "desinteressados pela tecnologia"? Mas por que é que tratamos com tamanho desdém esses que outrora foram pessoas tidas por normais? Será realmente que são eles que estão errados, que estão atrasados no tempo, que são sem-cultura, ou somos nós, cidadãos da cidade grande e apreciadores da modernidade que carecemos da vida pura e simples? Acaso a beleza está naquilo que projetamos ser belo ou nas coisas em que não percebemos seu valor? Por que tamanha dificuldade em conseguirmos captar a beleza da simplicidade?

Creio que um dos motivos para essa grotesca inversão de valores ter acontecido, foi que devido ao fato de ter-se acontecido o êxodo do campo para a cidade, foi-se progressivamente instaurando uma mentalidade de que "aqueles que ficam para trás, que não seguem o rumo da maioria, estão parados no tempo", e mais: aqueles que estão na cidade e não acompanham seu ritmo, também estão "a ver navios" enquanto a sociedade (teoricamente) marcha rumo à sua glória. Essa inversão tornou a simplicidade um modo de vida "do passado" e levou-nos a buscar a vida do "futuro". Nascemos, somos criados, crescemos, trabalhamos, casamos, separamos, procuramos novas oportunidades, alçamos grandes projetos, tudo buscando um único, inútil e passageiríssimo fim: O prazer. O prazer de ser ter o carro da ano, de poder-se deitar na cama com o revestimento em tecido desenvolvido pela NASA, de comprar uma casa maior e melhor, um apartamento à beira-mar, a melhor televisão disponível no mercado... Porém, faz-se necessário analisar para onde esse "prazer" oferecido pelo Mercado tem nos levado.

Nunca se teve tantos diagnósticos de depressão e desânimo para com a vida atual. Jamais houve tempo onde as pessoas tiveram tantos bens materiais e ao mesmo tempo foram tão infelizes! Recentemente li em uma revista onde a reportagem de capa era: "Nunca fomos tão felizes!". Li e fiquei-me indagando como que é possível tanta felicidade e tanta angústia ao mesmo tempo. Como podem afirmar que nunca foram tão felizes e ao mesmo tempo lotarem os consultórios psiquiátricos?! Que contradição! Por que precisamos de 10 camisas pólo, 15 camisetas de malha, 8 camisas sociais, 5 calças jeans, 4 casacos de lã, 3 tipos de perfume, 6 cobertas, 3 computadores, 2 celulares...? (a lista é apenas hipotética) Há alguma necessidade verdadeira em se ter tantos volumes da mesma mercadoria? Por que precisamos ficar trocando de celular a cada ano? A ligação não é a mesma? A pessoa com quem falamos não continua nos escutando do mesmo jeito? Pensamos porém: "Não! Eu preciso de nova tecnologia. Preciso estar de acordo com as novas descobertas, afinal, preciso estar por dentro das novidades. Não posso parecer um 'et' em meio a sociedade".

Meu desejo é que possamos questionar o modo pelo qual temos andado e finalmente acordarmos para a verdadeira vida. Despertarmos de nosso coma vivencial e passarmos a analisar o porquê de certas coisas serem feitas, o porquê de termos que agir conforme o "sistema", o porquê de não retornarmos à uma vida simples. Com isso, não estou querendo dizer que devemos vender nossas casas da cidade e nos mudarmos para o campo. De nada adiantaria mudarmos nossas posições geográficas se nossos corações permanecem os mesmos.

A verdadeira felicidade não está em se possuir algo, mas em se contemplar a beleza da simplicidade.

Que Deus nos abençoe.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Quando Jesus não salvou ninguém...

Texto por
Marcos David
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Estou tendo o prazer, privilégio e responsabilidade de ministrar um curso na Escola Bíblica de Discípulos, na minha igreja local. O curso se chama O Evangelho de Jesus e o Jesus dos Evangelhos. Nesse curso abordamos vários aspectos da vida e ministério de Jesus como o Messias prometido. No nosso encontro de ontem vimos como Marcos apresenta Jesus Cristo. Ao contrário de Mateus, no seu relato, Marcos mostra a todo instante Jesus em ação, indo de cidade em cidade e realizando “sinais e prodígios”.

Mas um fato é marcante no ministério de Jesus: nas cidades de Tiro e de Sidom, Jesus não operou nenhum milagre. Apesar de visitar essas cidades várias vezes, Mateus relata que Jesus não operou nenhum sinal miraculoso nelas (Mateus 11:21). E o que chama ainda mais a nossa atenção é o fato que o próprio Jesus afirma que, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os mesmos sinais que ocorreram em Corazim e Betsaida, os habitantes daquelas cidades teriam se arrependido e se vestido de saco e cinzas!

Você percebeu o que não ocorreu? Jesus não fez nenhum sinal nas cidades mesmo sabendo que seus habitantes se arrependeriam! Ora, por que será que Jesus não operou nenhum milagre lá? Será que era por que naquelas cidades não havia nenhum doente? Será que era por que naquelas cidades não havia quem precisasse de salvação? Certamente que não. Jesus conhecia muito bem as necessidades dos habitantes dessas cidades impenitentes. Jesus tinha ciência desse fato e não operou nenhum milagre nessas cidades, simplesmente, porque não quis fazê-lo.

Jesus tinha alguma obrigação de fazer milagres? Os milagres, sinais, prodígios e maravilhas testificavam a Sua obra messiânica, mas Jesus não tinha necessidade dessas obras para ser crido como Messias. Pelo contrário. Quando Tomé exigiu um sinal visível para crer, Jesus lhe adverte dizendo que mais bem-aventurados são aqueles que creram mesmo sem ter visto (João 20:29). Portanto, Jesus não era e não é um “fazedor de milagres”. Ele nunca precisou de milagres para ser crido como Messias. Nem o diabo conseguiu convencê-lO a fazer milagre contra Sua vontade (Mateus 4:1-11).

Será que conseguimos entender que, por não realizar nenhum milagre nas cidades, Jesus limitou o oferecimento da salvação àqueles habitantes? Ora, se eles creriam com os milagres, mas Jesus não os realizou, eles não foram despertos para a salvação como os habitantes de outras cidades. Será que estou exagerando? A Bíblia ensina que a salvação pertence ao Senhor (Jonas 2:9). Já que a salvação pertence ao Senhor, Ele a dá a quem Ele quiser. Será que entendemos isso? Deus tem obrigação de salvar? Não! Ele não tem nenhuma obrigação de nada. Ele tem misericórdia de quem Ele quiser ter. E ponto!

Se a salvação é de Deus, Ele é que tem a prerrogativa de salvar ou não salvar. Na relação com a humanidade, a parte ofendida é Deus. É Ele que precisa oferecer o perdão. É Ele que precisa aceitar o pecador arrependido. É Ele a parte traída. Mas, arrogantes como somos, dizemos que nós é que aceitamos a Jesus como Salvador. Egoístas como somos, dizemos que fomos nós que escolhemos a Jesus. Pecadores que somos, dizemos que fomos salvos porque cremos em Jesus.

Se não tivéssemos recebido de Deus a fé para crermos em Jesus, jamais nos voltaríamos para Ele. Se Ele não nos tivesse amado primeiro, nunca amaríamos a Deus. Se nosso coração não tivesse sido regenerado antes, jamais teríamos escolhido o caminho da salvação. Se não fosse Ele ter operado em nós “tanto o querer com o efetuar” estaríamos ainda na nossa vida de inimizade contra Deus, andando a passos largos em direção ao inferno. Se Deus permitisse que toda a raça humana, de todos os tempos e eras, fosse punida justamente com o inferno, mesmo assim Ele continuaria sendo justo, bom e amoroso.

Lembremos sempre: fomos salvos porque Ele nos quis salvar; fomos perdoados porque a bondade dEle nos levou a isso; fomos lavados das nossas impurezas porque foi o sangue dEle que nos purificou; nosso nome está escrito no livro da vida, porque Ele mesmo o escreveu lá; nós só conseguimos amá-lO por que Ele nos amou primeiro; Ele nos aceitou porque fomos aceito por intermédio de Jesus. A nossa salvação é nossa porque nos foi dada, nós não conquistamos, nós não a merecemos, nós não a garantimos. Quem garante a vitória é o sangue de Jesus e mais ninguém.

Fonte: Música, Ciência e Teologia

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Os pastores e a sua relação com o sermão.

Texto por Renato Vargens
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Freqüentemente ouvimos alguns pregadores afirmando que Deus mudou seu sermão na ultima hora. Claro que Deus pode fazer o que quiser, até porque, ele é Senhor e Soberano sobre nossas vidas. Entretanto, acredito que os que comumente fazem isto, demonstram não ter efetivamente se preparado para o culto, isto porque, se assim tivessem, teriam sido instruídos pelo Senhor quanto o sermão a ser pregado.

Diferentemente de muitos pastores do nosso tempo, o reformador francês João Calvino se preparava com afinco para pregar a Palavra de Deus. Calvino tratava de tal responsabilidade com muita seriedade. Ele pregava duas vezes a cada domingo e, em semanas alternadas, todos os dias da semana também. Isto soma a algo perto de 300 sermões ao ano, um total espantoso, especialmente quando alguém se lembra que ele também ensinava quase todo dia na Academia de Genebra.

Calvino via a pregação do evangelho como o centro da vida e obra da igreja. Ele cria que a pregação era central na igreja porque ela era o modo de Deus salvar o Seu povo, até o ponto dele se considerar também um ouvinte: "Quando eu subo ao púlpito não é para ensinar os outros somente. Eu não me retiro aparte, visto que eu devo ser um estudante, e a Palavra que procede da minha boca deve servir para mim assim como para você, ou ela será o pior para mim. "

Para o reformador a pregação da Palavra era um meio de graça para o povo de Deus - “Quando nos reunimos em nome de Deus”, ele dizia, “não é para ouvir meros cânticos" (diferentemente da nossa geração que valoriza extravagantemente o momento de louvor). Para Calvino, os que desenvolviam tais práticas se alimentavam exclusivamente de vento. Além disso, Calvino cria que a pregação deveria ser “sem exibição”, para que o povo de Deus pudesse reconhecer nela a Palavra de Deus e para que o próprio Deus, e não o pregador pudesse ser honrado e obedecido.

Caro leitor, em dias tenebrosos como os nossos, mais do que nunca necessitamos de pastores como o reformador João Cavino que com afinco se dedicava ao nobre oficio de pregar a Palavra de Deus.
Que Deus tenha misericórdia de nossa geração.

Pense nisso!

Fonte: Púlpito Cristão

sábado, 2 de outubro de 2010

Apenas uma poesia...


Riachos cristalinos em terra forense,
A mãe do menino em pé à sua frente.
O barulho diurno quase perene,
Lágrimas e dores sem precedentes.

A graça da garça em meio às correntes,
O amor maternal assaz condolente.
Sussurros e mudos do ambiente,
Amor cativo de mais um vivente.

Luz refletindo diante do monte,
Sozinha e vazia diante da fonte.
Estrondo profundo chama seu nome,
Dor de seu filho já no horizonte.

Autor: Filipe Luiz C. Machado

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Nenhuma oração, nenhum poder

Texto por
John Piper
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Reflexão sobre a ofensiva e a defesa da vida espiritual

Arrumei meu escritório, em casa, mas não removi o cantinho de oração e a poltrona de oração. Eu o tornei mais privado. Tudo o que já li e experimentei me ensina que a profunda influência espiritual para o bem dos pecadores e para a glória de Deus procede de homens e mulheres que se dedicam à oração e à meditação. Meus anelos sempre excederam minhas ações, eu admito, mas não desistirei sem lutar, e separar um lugar faz parte do esforço de guerra.

Acabei de ler, por exemplo, sobre o segredo de Charles Simeon, que suportou imensas dificuldades em seu poderoso pastorado de cinqüenta e quatro anos, em Cambridge, na Inglaterra (1782-1836). R. Housman, um dos amigos de Charles Simeon, esteve com ele por alguns meses e nos diz algo sobre a devoção deste homem: "Nunca vi tal consistência e realidade de devoção, tal fervor de piedade, tal zelo e amor... Invariavelmente, ele se levantava cada manhã, mesmo no inverno, às quatro horas. E, depois de acender o fogo, ele dedicava as primeiras quatro horas do dia à oração particular e ao estudo devocional das Escrituras... Este era o segredo de sua grande graça e vigor espiritual. Ao receber instrução dessa fonte e procurá-la com diligência, ele era confortado em todas as suas provações e se preparava para todos os seus deveres".

Isto é verdade tanto para os crentes individualmente quanto para as igrejas. Nenhuma oração, nenhum poder. Considere a história relatada em Marcos 9. Os discípulos foram incapazes de expulsar um espírito imundo de um jovem oprimido. Jesus entrou em cena e expulsou o espírito imundo. Os discípulos perguntaram: "Por que não pudemos nós expulsá-lo?" Jesus respondeu-lhes: "Esta casta não pode sair senão por meio de oração"2 (Mc 9.28-29). Jesus disse que existem forças espirituais difíceis de serem vencidas. Os discípulos perguntaram por que eram incapazes de vencer o demônio. Jesus respondeu: "Oração insuficiente!"

O que significa a resposta de Jesus? Provavelmente, Ele não estava dizendo que os discípulos não haviam orado em favor do jovem endemoniado; parece que essa foi a maneira inicial como eles lidaram com o problema. Talvez Jesus queria dizer que os discípulos não viviam em oração. Haviam sido apanhados em período sem oração ou uma atitude mental sem oração. Observe que Jesus expulsou o demônio sem oração: "Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai deste jovem e nunca mais tornes a ele" (Mc 9.25). Mas Jesus havia orado. Ele vivia em oração. Gastava noites em oração. Estava pronto quando o mal se manifestou. Porém, os discípulos, aparentemente, haviam se tomado fracos e negligentes em sua atitude de orar, por isso, ficaram incapazes diante de poderosas forças malignas. "Esta casta não pode sair senão por meio de oração."

Em outras palavras, sem oração persistente não temos qualquer ofensiva na batalha contra o mal. Individualmente e como igrejas, somos destinados a invadir e despojar as fortalezas de Satanás. Mas, nenhuma oração, nenhum poder.

O mesmo é verdade no que concerne à defesa. Considere as palavras do Senhor Jesus dirigidas a Pedro, Tiago e João, quando eles se renderam ao sono, no jardim, em vez de vigiarem em defesa contra o mal — "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação" (Mc 14.38). Se não vigiarmos, seremos enredados pela tentação. Nossa defesa e nosso ataque é a oração ativa, persistente, fervorosa e confiante.

Que o exemplo de Charles Simeon, as palavras de nosso Senhor e a repreensão aos discípulos nos impulsionem não somente a orações ocasionais, mas também a uma vida de oração — como disse Housman, à "consistência e à realidade da devoção".

Fonte: O Cristão Hedonista

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