"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Nenhum dos Teus planos pode ser frustrado

Texto por
Filipe Luiz C. Machado
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Talvez uma das histórias mais conhecidas pelo povo cristão, seja a história da fornalha em chamas, onde milagrosamente Sadraque, Mesaque e Abede-Nego escaparam ilesos da morte eminente. Certamente este é um relato que nos deixa perplexos diante de tamanho livramento da parte de Deus para com seus filhos. Um ótimo relato da onde devemos tirar ricas lições para nossas vidas.

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Em Daniel 3 lemos sobre a imagem de ouro que Nabucodonosor mandara erguer. A imagem foi feita após Daniel interpretar o sonho ao rei, que após isso, mandou erguer uma grande imagem de ouro, para que ao som da trombeta e de toda espécie da música, o povo se curvasse perante a imagem erguida. Havia um decreto severo sobre o povo. Todo aquele que não se prostrasse em terra ao som da trombeta, seria "imediatamente atirado numa fornalha de chamas" (3.6). Lemos então, que, após o primeiro toque da trombeta, todo o povo curvou-se e adorou a imagem feita pelo rei. Porém, achou-se alguns judeus que não se prostraram perante a imagem, e estes homens eram Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, todos nomeados administradores da província. (para maior entendimento, leia os capítulos 1-3). Visto que eles não adoraram a imagem, foram condenados a fornalha em chamas.

É importante atentarmos para alguns detalhes desta passagem. Nos versículos 13-15, vemos Nabucodonosor dando uma chance os 3 homens, para que se voltassem a imagem e a adorassem, pois segundo o rei, assim seria melhor para eles e não teriam de ser mortos na fornalha. Aqui vemos que Sadraque, Mesaque e Abede-Nego tiveram nova oportunidade para apostatar da fé e negar sua fidelidade ao Deus de Israel, tudo em troca da mordomia e regalia que usufruíam como administradores da Babilônia.

Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, ao contrário de todo incentivo e expectativa do rei, não se prostraram perante a imagem. Disseram eles: "Ó Nabucodonosor, não precisamos defender-nos diante de ti. Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e ele nos livrará das tuas mãos, ó rei. Mas, se ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos teus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que mandantes erguer." (3.16-18) Eles ousaram confiar que Deus poderia livrá-los, se assim desejasse! Mas entenderam que, caso esse não fosse o propósito divino, eles continuariam firmes e não se curvariam diante da imagem. É notório observarmos que os 3 homens não abusaram de suas credenciais como "filhos do Deus altíssimo" para decretar o livramento da condenação e receberem a benção do livramento, apenas confiaram que Deus poderia livrá-los.

"Nabucodonosor ficou tão furioso com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que o seu semblante mudou. Deu ordens para que a fornalha fosse aquecida sete vezes mais do que de costume." (3.19) Talvez nesta hora os homens de Deus pensassem que ali se encerrava toda esperança de um possível livramento. Poderiam ter pensado, "certamente Deus poderia livrar-nos da fornalha, mas agora ela está sete vezes mais quente, isso é impossível!". Podemos imaginar o terror que transpassava seus corações nesse momento, a aflição e angústia de verem a fornalha sendo aquecida muito além da condição normal, que já era terrível e mortal! O destino parecia certo e seus corpos seriam entregues a morte.

Entretanto, contrariando toda a lógica e possibilidades de saírem vivos, lemos que ao saírem da fornalha, "os sátrapas, os prefeitos, os governadores e os conselheiros do rei se ajuntaram em torno deles e comprovaram que o fogo não tinha ferido o corpo deles. Nem um só fio de cabelo tinha sido chamuscado, os seus mantos não estavam queimados, e não havia cheiro de fogo neles." (3.27) A glória de Deus estava sobre aqueles homens! Nada poderia matá-los enquanto Deus assim não desejasse! Não havia possibilidade de a fornalha matar aqueles homens, pois Deus havia determinado que naquele momento, ao passarem pela fornalha sete vezes mais quente, eles não deveriam morrer. O tempo deles não havia chegado, e nada atrapalharia os planos de Deus!

Nada pode impedir que aquilo que Deus determinou que aconteça, deixe de acontecer por obra ou ambição humana. As Escrituras nos mostram o relato de um Deus fiel, que cumpre e realiza todos os seus propósitos, independentemente das condições, por mais adversas que possam parecer. A soberania de Deus não entra em conflito com as atitudes humanas, pois é ele quem as controla e as tem sob seu domínio. Nem Nabucodonosor, nem fornalha sete vezes mais quente, nem nada neste mundo poderia abreviar o tempo e vida de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na Terra! Estes homens gozavam de um relacionamento com o Todo-Poderoso e por isso podiam confiar que, quer morressem, quer vivessem, estariam debaixo da mão soberana de Deus.

Que assim como Jó, nós também possamos dizer: "Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado." Jó 42.2

Louvado seja o nosso Deus!

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