"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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sexta-feira, 9 de maio de 2014

A Restauração do Povo Judeu


Se por um lado temos alguns evangélicos que afirmam que amam o povo judeu de uma forma até mesmo exagerada, não compreendendo que a ordenança de orar pela paz em Jerusalém (Sl 122.6), primeiramente está ligada ao contexto do Salmo e, por conseguinte, se estende à toda Igreja e povo de Deus, do outro lado existem aqueles crentes que não se importam nem um pouco com os judeus - em verdade, muitas vezes os insultando e os tratando com desprezo, sob a alegação de que foram eles que mataram nosso Senhor Jesus Cristo.

Ligado a estes dois extremos, reside uma pergunta: diante de tantas promessas no Antigo Testamento sobre a bênção de Deus sobre o Seu povo, a Bíblia nos revela alguma esperança para o povo judeu, no tocante à salvação de muitos? Para nos desvencilharmos desta dúvida, é preciso entendermos como e porque o evangelho chegou até os gentios.

Como é de conhecimento geral, durante muito tempo os gentios (povos não-judeus) foram restringidos quanto à palavra da salvação - não em sua totalidade, mas em considerável quantidade. Falamos que não foram totalmente excluídos devido a Escritura descrever, por exemplo, no livro de Jonas, o arrependimento de Nínive, uma cidade gentia; outrossim, de estrangeiros que viviam no meio do povo de Israel e tinham direito à herança (Ez 47.22-23), podendo, inclusive, oferecer sacrifícios a Deus (Lv 17.8-9). Portanto, é fato consumado que a salvação chegou a vários gentios naquele tempo, mas a maciça maioria jamais ouviu falar do evangelho e dele foi privado.

No entanto, mesmo os gentios tendo restrita a palavra da salvação, havia a antiga promessa dada a Abraão: "Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência. E creu ele no Senhor, e imputou-lhe isto por justiça" (Gn 15.5-6). Assim como vemos as estrelas pelo céu que cobre toda a face da terra, o Senhor prometeu ao patriarca que a sua descendência também cobriria toda a terra. Esta descendência, embora também possa ser entendida como muitos judeus pelo mundo, se afigura muito mais elencada à fé de Abraão, sobre a qual lemos: "E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa" (Gl 3.29). Por isso, embora os gentios ainda não tivessem ouvido grandemente a mensagem da salvação, o Senhor afirmou que um dia isso iria se cumprir, porque Ele "não pode mentir" (Tt 1.2).

Dando seguimento, quando o Filho de Deus, Jesus Cristo, veio à terra, anunciou primeiramente aos judeus, cumprindo as palavras de Isaías: "O povo, que estava assentado em trevas, Viu uma grande luz; aos que estavam assentados na região e sombra da morte, A luz raiou" (Mt 4.16). Essa luz, porém, embora tenha brilhado, foi recebida com endurecimento e em vez de ser a salvação de muitos, se tornou a pedra de tropeço (Mt 21.42-44). Os judeus não compreenderam a mensagem da salvação e por causa disso, em vez de Cristo lhes ser um salvador, tornou-se a pedra que os lançou à destruição.

Desta forma, uma vez que os evangelhos relatam incessantemente a recusa do povo judeu em reconhecer o senhorio de Cristo, vemos a assertiva: "Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo; pelo Senhor foi feito isto, E é maravilhoso aos nossos olhos? Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos" (Mt 21.42-43 - grifado). O Messias afirmou que mesmo a pedra angular, a que sustenta todo um edifício (veja os paralelos em 1Co 3.9; 2Co 5.1; Ef 2.21), tendo sido rejeitada, ela seria a única sustentação do Reino de Deus - entretanto, o povo que durante tantos milhares de anos teve o Senhor como seu Deus, agora estaria sendo privado desta estupenda bênção, porque seria "dado a uma nação que dê os seus frutos".

Os judeus não haviam frutificado da maneira que lhes competia quanto à responsabilidade incumbida pelo Senhor. A vinda de Cristo, estava consolidando aquilo que já havia iniciado no tempo do profeta Isaías: "Ai, nação pecadora, povo carregado de iniquidade, descendência de malfeitores, filhos corruptores; deixaram ao Senhor, blasfemaram o Santo de Israel, voltaram para trás" (Is 1.4 - grifado). Por causa da obstinação, "o reino de Deus vos será tirado" e de fato foi - os judeus, agora, estavam privados da bênção do Senhor.

Percebamos, amados irmãos, que a partir deste momento a bênção como que é "invertida", pois se anteriormente a maioria dos judeus possuía a palavra da salvação - "Qual é logo a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, em toda a maneira, porque, primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas" (Rm 3.1-2) - e os gentios eram privados dela, agora Cristo afirma que muitos judeus seriam impedidos, enquanto os gentios seriam agraciados. Essa mudança é muito visível, principalmente quando olhamos para as duas comissões dadas aos discípulos.

Frequentemente conhecemos apenas o "ide, fazei discípulos de todas as nações" (Mt 28.19), constante no último capítulo do evangelho segundo Mateus, mas nos esquecemos de que já havia ocorrido um primeiro "ide": "Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel" (Mt 10.5-6 - grifado).

Vemos que no início do ministério de Cristo a ordem era muito específica quanto à proibição de levar a mensagem aos gentios, afinal, os discípulos deveriam ir, primeiramente, "às ovelhas perdidas da casa de Israel" - e por que isso? "porque [...] as palavras de Deus lhe foram confiadas" (Rm 3.2). Sendo os judeus os que primeiro receberam a Palavra, seriam os primeiros a ouvirem sobre o Filho de Deus que agora havia vindo para cumprir toda a lei e os profetas (Lc 24. 27, 44). Neste deságue, o "fazer discípulos de todas as nações" é um claro apontamento de Jesus sobre que após o evangelho ter sido anunciado aos judeus e os mesmos terem sido povo de dura cerviz (relembre das inúmeras parábolas de Cristo e de como Ele demonstrava a malignidade no coração do povo escolhido), agora os seus servos deveriam ir por todas as nações, vez que os judeus já haviam recebido a mensagem.

Certamente que, conforme lemos nas Escrituras, muitos judeus se converteram - aqueles para os quais Cristo havia sido enviado (Mt 15.24), às ovelhas perdidas da casa de Israel - e existissem igrejas com predominância judaica (os Gálatas, por exemplo), um fato incontestável é que aquela impossibilidade que havia sobre os gentios em tempo pretérito, a fim de que não ouvissem a mensagem do Reino, agora estava sobre os judeus. Isso podemos atestar de modo cristalino: "Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, e, vendo, vereis, mas não percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos,e compreendam com o coração,e se convertam,e eu os cure" (Mt 13.13-15).

Diante do exposto, podemos compreende melhor a expressão do apóstolo em sua carta aos crentes romanos: "Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado" (Rm 11.25). O apóstolo afirma que era importante esta mensagem aos cristãos em Roma, não devendo ser ignorado ou tido como de pouco importância. Igualmente, talvez para se precaver de julgamentos internos que os crentes poderiam fazer dos judeus, Paulo lhes diz que não deveriam presumir nada a partir deles mesmo, mas tão somente ter uma certeza: "que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado".

A questão "que o endurecimento veio em parte sobre Israel", isso vimos até aqui - resta, porém, atentarmos com grande graça para a segunda parte: "até que a plenitude dos gentios haja entrado". Isso significa dizer o que exatamente, assim creio, o leitor está pensando: se outrora houve um endurecimento sobre os gentios e isso serviu de bênção para o povo judeu, pois os tais tinham a mensagem da salvação (ainda que nem todo israelita era salvo), agora o endurecimento se encontra com o povo judeu, todavia, até que a plenitude dos gentios haja entrado na aliança do Senhor.

Como cristãos, precisamos compreender esta verdade: entendermos que o endurecimento dos judeus (note que até hoje, a minoria deles segue ao Senhor, se rebelando contra Jesus Cristo) permanecerá vigente até que todos os gentios eleitos (leia os capítulos 6 e 10 do evangelho segundo João) tenham sido alcançados - ou em outra interpretação plausível, até que todos os povos gentios ao redor do mundo tenham ouvido falar do evangelho. Independente da interpretação, o que não se pode negar é que haverá o dia em que muitos judeus serão convertidos ao Senhor: "Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum [...] Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu" (Rm 11.1-2).

Qual seria, então, a razão do povo judeu ter sido rejeitado? "Novamente pergunto: Acaso tropeçaram para que ficassem caídos? De maneira nenhuma! Ao contrário, por causa da transgressão deles, veio salvação para os gentios, para provocar ciúme em Israel" (Rm 11.11 - NVI). Aqui, mais uma vez, notamos a bondosa mão de Deus agindo, pois somos informados de que o tropeço do povo judeu em Jesus Cristo (em vez de O terem como a pedra angular, nela tropeçaram e caíram), não foi "para que ficassem caídos", e sim "para provocar ciúme em Israel".

O "ciúme" de que relata o apóstolo não está ligado àquele exemplo do mau ciúme no casamento, onde por fim o relacionamento se finda, e sim que, embora a relação deles com os gentios seja frequentemente pouco amistosa (vide o Talmude), haverá o tempo em que este ciúme os levará ao arrependimento, pois conforme vemos no Antigo Testamento, os judeus crentesse regozijaram de serem povo de Deus e de estar sob Seus cuidados. Agora, uma vez que rejeitaram a Cristo, sentem as dores do afastamento, tendo inúmeras guerras, tragédias e uma vida totalmente voltada à salvação pelas obras, porque não se submeteram aos pés de Jesus - preferiram Barrabás (Jo 18.40) e agora colhem os frutos.

Finalizando, não devemos entender o futuro avivamento dos judeus como sendo algo alegórico, como se a Palavra de Deus estivesse intentando dizer que se trata de um povo judeu figurativo, onde a mensagem seria de que um dia os judeus e gentios estariam juntos e isso seria uma espécie de volta dos judeus - tal pensamento imerece prosperar por diversas razões, dentre elas que o contexto da carta aos romanos é bastante claro em diferenciar gentios de judeus como povos distintos e de que noutros lugares das Escrituras (Efésios, por exemplo) a união da Igreja invisível de Cristo (todos os crentes de todo o mundo, ou seja, judeus e gentios) já é relatada como uma realidade, não mais como uma promessa no porvir.

Concluímos, assim, que devemos orar por esta conversão do povo judeu, bem como rogar ao Senhor pelos gentios que hão de converter - não superestimando o povo judeu (pois este tempo que passam é fruto da ira de Deus sobre eles), mas não os ignorando, sabendo do que já nos disse a santa Palavra de Deus sobre eles: "também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça" (Rm 11.5).

Buscando não cansar o leitor, finalizamos aqui este breve artigo - deixando, abaixo, citações dos antigos crentes e de como eles entendiam essa questão. Que a paz de nosso Senhor seja com todos aqueles que O amam em sinceridade (Ef 6.24).

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João Calvino (1509-1564): "No entanto, quando Paulo os lança fora de sua vã confiança em sua raça, ele ainda vê, por outro lado, que a aliança a qual Deus fez de uma vez para sempre com os descendentes de Abraão, não poderia, de forma alguma, ser feita nula. Consequentemente, no décimo primeiro capítulo (de Romanos), ele argumenta que a descendência física de Abraão não deve ser privada, subtraída, de sua dignidade. Por virtude disto, ele ensina, que os judeus são os primários e naturais herdeiros do Evangelho [...] ainda que abandonados de tal forma que a benção celestial não partiu completamente da sua nação. Por esta razão, apesar de sua teimosia e quebra da aliança, Paulo ainda os chama Santos (Rm 11.16)."

William Perkins (1558-1602): "O Senhor disse: 'Todas as nações serão benditas em Abraão'. Portanto, eu entendo que a nação dos Judeus será chamada e convertida para participar desta benção. Quando e como, Deus o sabe, mas sabemos que isto será feito antes do fim do mundo."

Richard Sibbes (1577-1635): "Os Judeus ainda não vieram para estar sob a bandeira de Cristo, mas Deus, que persuadiu Jafé a entrar na tenda de Sem, irá persuadir Sem a entrar nas tendas de Jafé (Gn 9.37). A 'plenitude dos gentios ainda não entrou' (Rm 11.25), mas Cristo, aquele que possui 'os limites da terra por sua possessão' (Sl 2.8), irá reunir toda as ovelhas que Seu Pai lhe deu para que haja um só um rebanho e um só pastor (Jo 10.16). Os judeus fiéis regozijaram-se em pensar no chamado dos gentios e por que nós não deveríamos fazer o mesmo em pensar no chamado dos judeus?"

Herman Witsius (1636-1708): "Podemos reconhecer dentre os benefícios do Novo Testamento, a restauração dos Israelitas, os quais foram anteriormente rejeitados, e a recuperação da comunhão deles com Deus em Cristo [...] Do que foi afirmado aqui anteriormente, percebe-se, que se afastam do significado intencionado pelo Apóstolo, aqueles que entendem 'todo Israel' como o 'Israel místico', ou povo de Deus, consistindo tanto de Judeus como de Gentios, sem admitir a conversão de toda a nação Judia para Cristo, no sentido que mencionei em minha exposição [..] esperamos a conversão geral dos Israelitas em um tempo ainda por vir, não, em verdade, de cada indivíduo, mas de todo o corpo nacional, e das doze tribos."

Catecismo Maior de Westminster (1647): Pergunta 191. O que pedimos na segunda petição? "Na segunda petição, que é: Venha o teu reino reconhecendo que nós e todos os homens estamos, por natureza, sob o domínio do pecado e de Satanás -, pedimos que o domínio do mal seja destruído, o Evangelho seja propagado por todo o mundo, os judeus chamados, e a plenitude dos gentios seja consumada; que a igreja seja provida de todos os oficiais e ordenanças do Evangelho, purificada da corrupção, aprovada e mantida pelo magistrado civil; que as ordenanças de Cristo sejam administradas com pureza, feitas eficazes para a conversão daqueles que estão ainda nos seus pecados, e para a confirmação, conforto e edificação dos que estão já convertidos; que Cristo reine nos nossos corações, aqui, e apresse o tempo da sua segunda vinda e de reinarmos nós com ele para sempre; que lhe apraza exercer o reino de seu poder em todo o mundo, do modo que melhor contribua para estes fins." (Is 64.1-2; Sl 67 (todo); 68.1; Ml 1.11; Mt 6.10; 9.38; Rm 10.1; 11.25; 2Co 4.2; Ef 2.2-3; 3.14,17; 5.26-27; At 26.18; 2Ts 2.16-17; 3.1; Ap 12.9; 22.20.

Diretório de Culto de Westminster (1647): "Da oração Pública antes do Sermão: [...] Orar pela propagação do Evangelho e Reino de Cristo a todas as Nações, pela conversão dos judeus, a plenitude dos gentios, a queda do Anticristo, e o apressar da segunda vinda de nosso Senhor."

Jonathan Edwards (1703-1758): "A infidelidade dos judeus será derrubada [...] os judeus, em quaisquer das suas dispersões, lançarão fora sua velha infidelidade, e terão seus corações maravilhosamente mudados, e terão a si mesmo por abomináveis quanto a sua antiga descrença e obstinação. Eles fluirão juntos para o bendito Jesus, penitentemente, humildemente, e com alegria recebendo-O por Seu glorioso Rei e único Salvador, e, com todo seu coração, e com um só coração e uma só voz, louvarão a Cristo ante as outras nações [...] Nada é mais certamente previsto que esta conversão nacional dos judeus em Romanos 11. Porém, além das profecias sobre o chamado dos Judeus, nós temos um marcante selo da providência sobre o cumprimento deste futuro grande evento, um tipo de milagre contínuo: a preservação dos Judeus como uma nação distinta [...] não há no mundo nada mais como isto. Há indubitavelmente uma visível mão da providência nisto. E, quando forem chamados, este povo antigo, que por tanto tempo foram sozinhos o único Povo de Deus, serão novamente Seu Povo, para nunca mais serem rejeitados. Eles serão reunidos em um só aprisco, junto com os gentios."

Charles Hodge (1797-1898): "O segundo grande evento, o qual, de acordo com fé comum da Igreja, precederá o segundo advento de Cristo, é a conversão nacional dos Judeus [...] que haverá tal conversão nacional dos judeus, se pode argumentar a partir do chamado e destino original deste povo. Deus chamou Abraão e prometeu que, através dele, e na sua semente, as nações da terra serão abençoadas [...] um argumento ainda pode ser derivado da estranha preservação dos judeus através de tantos séculos como um povo distinto. Como a rejeição dos Judeus não foi total, também não é final. Primeiro, Deus não designou mandar embora Seu Povo totalmente, mas, por sua rejeição, em primeiro lugar, facilitar o progresso do Evangelho dentre os gentios, e ultimamente fazer da conversão dos gentios o meio de conversão dos Judeus [...] Porque se a rejeição dos judeus foi e é uma fonte de benção, muito mais a restauração deles será um meio de trazer o bem [...] A restauração dos judeus aos privilégios de Povo de Deus está incluída nas antigas predições e promessas feitas a respeito deles [...] O plano de Deus, portanto, contempla o chamado dos gentios, a temporária rejeição e a final restauração dos judeus [...] Como a restauração dos judeus não só é um mais que desejado evento, como um que Deus está determinado a cumprir, os cristãos devem ter isto constantemente em vistas, inclusive quando laboram pela conversão dos gentios."

Edward Elton (1882-1960): "Isto deve nos ensinar a não odiar os judeus, como muitos fazem, somente por serem judeus [...]; mas, amados, isto não deve ser assim, pois estamos obrigados a amar e a honrar os judeus como sendo eles o antigo povo de Deus, devemos desejar o bem deles, e sermos diligentes em orar pela conversão deles."

Iain Murray: "Se 'todo Israel' do verso 26 se refere a salvação final de todos os crentes, judeus e gentios, por que Paulo chama isto de mistério [ou segredo]? A objeção de Elnathan Parr é relevante: 'Paulo disse que ele não queria que os gentios fosse ignorantes do quê? De que todos os eleitos devem ser salvos? Quem jamais duvidou disto? Mas quanto ao chamado dos judeus havia uma dúvida. Ele chama isto de segredo ou mistério; mas não é um segredo dizer que todos os eleitos serão salvos."

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Um comentário :

  1. o remanescente dos judeus que será salvo.todo israel espiritual que será salva,que é a verdadeira israel, não a israel física.

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