quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A importância da Renúncia

Texto por
Angela E. P. Machado
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“E, pondo-se Jesus a caminho, correu um homem ao seu encontro e, ajoelhando-se, perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus. Sabes os mandamentos: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, não defraudarás ninguém, honra a teu pai e tua mãe. Então, ele respondeu: Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude. E Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me. Ele, porém, contrariado com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.” Marcos 10.17-22

Neste breve texto, vemos o reflexo daquilo em que os judeus acreditavam. Pensavam eles que as riquezas eram um sinal da aprovação de Deus e que os ricos teriam maiores possibilidades de serem salvos, ou seja, de alcançarem a vida eterna. Jesus, porém afirma nos versículos seguintes (23 e 24), após o diálogo com o jovem rico, que dificilmente um rico é salvo. Podemos entender que isso se dá mediante ao orgulho gerado pelos bens materiais, pelo apego demasiado a estes e aos benefícios gerados pelo mesmo. O jovem rico queria a salvação, mas não o sujeitar-se à vontade de Deus. Apesar de cumprir alguns mandamentos, ele rejeitou o mais importante deles, que consiste em amar a Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento (Mateus 22:37). Assim também as Igrejas estão repletas de pessoas buscando a salvação, mas que em seu coração rejeitam o Senhorio de Deus em suas vidas, negando a necessidade de renunciarem.

Por renúncia compreende-se o entregar-se totalmente a Deus, colocando-O em primeiro lugar em sua vida, tendo-O não apenas como Salvador, mas também como Senhor. É dispor-se a escutar e a obedecer a voz de Deus, é deixar para segundo plano as suas próprias vontades e desejos. A renúncia posta em prática demonstra que entendemos a mensagem, que fomos tocados pelo Espírito Santo, que realmente amamos a Deus e que estamos nos tornando verdadeiramente seguidores de Cristo; fazendo assim, o seu querer, que é a mensagem do evangelho. Em Mateus 16:24-25 o próprio Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmos se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á.” A renúncia é fruto da vontade de Deus em nossas vidas.

Devido ao orgulho, muitas vezes nós é penoso deixar de realizar a vontade própria e fazermos a vontade de Deus, mas ao final, é compensador, pois sabemos que estamos obedecendo à vontade do Criador Soberano. Obedecer e renunciar são as primícias da vida cristã. Nada pode suceder-se bem se não renunciarmos nossa vontade por amor a Deus. Nada em nós é significantemente bom quando comparado ao que Deus fez e faz por nós a cada momento.

A falta de renúncia é desobediência, que além de repercutir de forma negativa sobre nosso relacionamento com Deus, também nos leva ao nanismo espiritual, que de igual modo nos levará a sermos pseudo-cristãos travestidos de pseudo-piedade. Não podemos nos esquecer que o futuro nos reserva um prestar de contas a Deus pelos nossos atos e omissões. Mediante esse fato, somos indagados: Quem (ou o quê) vem ocupando o primeiro lugar em nossa vida? Deus, sua lei e seus princípios ou os fúteis entretenimentos que nos levam à perdição, ofertados por este mundo?

Que possamos estar alertas e dar ouvidos as palavras de Eclesiastes 11.9,10 que diz: “Sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas. Afasta, pois, do teu coração o desgosto e remove da tua carne a dor, porque a juventude e a primavera da vida são vaidade.”

Deus nos abençoe.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Satanás é Ministro da Ira Divina


Satanás é Ministro da Ira Divina -
por João Calvino

A impiedade é um mal secreto, ( “por isso Deus os entregou...” Rm 1.24) daí o apóstolo fazer uma demonstração muito enfática a fim de patentear que eles não podem escapar sem justa condenação, visto que esta impiedade era seguida dos efeitos que provam a manifesta evidência da IRA do Senhor. Entretanto, se a ira do Senhor é sempre justa, segue-se que tem havido algo neles que era digno de condenação. Paulo, portanto, agora usa estes sinais para provar a apostasia e deserção dos homens, benevolência ao lançá-los de cabeça para baixo na destruição e ruína de todo gênero. Ao comparar os vícios de que eram culpados com a impiedade de que os acusara anteriormente, ele mostra que estavam sofrendo castigo proveniente do justo juízo de Deus. Visto que nada nos é mais precioso do que nossa própria honra, é o cúmulo da cegueira não hesitarmos em atrair desgraça sobre nós mesmos. Portanto, é um castigo muitíssimo justo para a desonra praticada contra a Majestade divina.

Este é o tema que o apóstolo desenvolve no fim do capítulo, porém lida com ele de várias formas, pois o requeria considerável de ampliação.

Em resumo, pois, o que o apóstolo está dizendo significa que a ingratidão humana para com Deus é injustificável. O próprio exemplo deles prova sem rodeios que a ira de Deus contra eles é sem misericórdia. Porque jamais teriam se precipitado, como bestas, em tão detestáveis atos de luxúria, se porventura não tivessem incorrido no ódio e inimizade de Deus em sua Majestade. Portanto, visto que o vício mais flagrantes é praticado em todos os lugares, ele conclui que as provas indubitáveis da vingança divina são evidentes na raça humana. Ora, se esta vingança divina nunca age sem motivo ou de forma injusta, Paulo nos afirma que é evidente deste fato que essa destruição, não menos certa do que justa, ameaça a humanidade toda.

É totalmente desnecessário, aqui, entrar numa infindável discussão sobre como Deus entrega os homens à vida de iniqüidade. É deveras certo que ele não só PERMITE que os homens caiam em pecado, aprovando que vivem assim, fingindo não ver sua queda, mas também ORDENA por seu justo juízo, de modo que são forçosamente conduzidos a tal loucura, não só por seus desejos maus, mas também pelo Diabo.

Paulo, pois, adota o termo ENTREGAR em concordância com o constante uso da Escritura. Aqueles que acreditam que somos levados a pecar tão-somente pela PERMISSÃO divina provocam forte violência contra esta palavra, pois Satanás é o MINISTRO DA IRA DIVINA, bem como seu ‘EXECUTOR’, ele também se acha fortemente armado contra nós, não simplesmente na aparência, mas segundo as ordens do JUIZ.

Deus, contudo, não deveria ser tido na conta de cruel, nem somos nós inocentes, visto que o apóstolo claramente mostra que somos entregues ao seu poder somente quando merecemos tal punição. Só uma exceção se deve fazer, a saber: que a CAUSA do pecado, as raízes do que sempre reside no próprio pecador; não tem origem em Deus, pois resulta sempre verdadeiro que “A tua ruína, ó Israel, vem de ti, e só de mim o teu socorro” (Os 13.9).

Ao conectar os desejos perversos do coração humano com a IMPUREZA, o apóstolo indiretamente nos dá a entender o fruto que o nosso coração produzirá ao ser entregue a si mesmo. A expressão “entre eles mesmos” – é enfática, pois de modo significativo expressa quão profundas e indeléveis são as marcas da conduta depravada que trazem impureza a seus corpos.

Fonte: O Calvinista

domingo, 7 de novembro de 2010

Vamos interrogar o texto

Vamos interrogar o texto -
por John Piper

Se a Bíblia é coerente, então entender a Bíblia significa compreender a forma como as coisas se ajustam mutuamente. Tornar-se um teólogo da Bíblia significa ver cada vez mais peças que se ajustam mutuamente num glorioso mosaico da divina vontade. E praticar exegese significa interrogar o texto sobre a forma como muitas proposições são coerentes na mente do autor. Se nós vamos alimentar o nosso povo, devemos sempre avançar no nosso entendimento de verdade bíblica. E para avançarmos no nosso entendimento da verdade bíblica, devemos preocupar-nos pelas afirmações bíblicas.

Deve incomodar-nos que Jaime e Paulo não parecem escarnecer. Apenas quando estamos perturbados e aborrecidos é que pensamos muito. E se nós não pensarmos muito sobre a forma como as afirmações bíblicas se ajustam mutuamente, nunca iremos penetrar na sua raiz comum nem descobrir a beleza da verdade divina unificada. O resultado final é que a nossa leitura da Bíblia se tornará insípida, iremos ficar fascinados pela “literatura secundária”, os nossos sermões serão como o trabalho duvidoso de “vendedores em segunda mão” e as pessoas terão fome. “Nós nunca pensamos até sermos confrontados com um problema”, afirmou John Dewey. Ele estava certo. E é por isso que nós nunca pensamos muito sobre a verdade bíblica antes de sermos perturbados com a sua complexidade.

Devemos adquirir o hábito de estarmos sistematicamente perturbados por coisas que, ao primeiro olhar, não fazem sentido. Ou, colocando de outra forma, devemos interrogar o texto sem cessar. Uma das maiores honras que recebi enquanto ensinava em Bethel foi quando os assistentes de ensino no departamento da Bíblia me deram uma T-shirt com as iniciais de Jonathan Edwards na frente com as seguintes palavras nas costas: “Fazer perguntas é a chave para o entendimento.”

Mas existem algumas forças fortes que se opõem à nossa interrogação incansável e sistemática de textos bíblicos. Uma dessas forças é aquela que consome muito tempo e energia numa pequena porção das Escrituras. Fomos ensinados na escola (de forma muito errónea) que existe uma correlação directa entre ler muito e aquisição de conhecimento. Mas na verdade não existe correlação positiva nenhuma entre a quantidade de páginas lidas e a qualidade de conhecimento adquirido. Muito pelo contrário. Exceto no que se refere a poucos génios, o conhecimento diminui à medida que tentamos ler cada vez mais. O conhecimento ou entendimento é o produto de meditação intensiva, que produz dores de cabeça, sobre dois ou três versículos e sobre a forma como eles se ajustam mutuamente. Este tipo de reflexão e meditação é provocado quando interrogamos o texto. E você não pode fazer isso com pressa. Portanto, devemos resistir à pressa enganadora de esculpir com detalhes a nossa arma bibliográfica. Demore duas horas a fazer dez perguntas a Gálatas 2:20 e você vai ganhar cem vezes a compreensão que teria obtido depois de ler 30 páginas do Novo Testamento ou qualquer outro livro. Vá devagar. Interrogue. Pondere. Rumine.

Uma outra razão pela qual é difícil gastar horas a experimentar as raízes da coerência consiste em que é hoje fundamentalmente pouco popular sistematizar e procurar a harmonia e unidade. Esta busca nobre tornou-se difícil porque tem sido descoberta tanta harmonia artificial por defensores impacientes e nervosos da Bíblia.

Mas se a mente de Deus é verdadeiramente coerente e não confusa, então a exegese deve pretender ver a coerência da revelação bíblica e a unidade profunda da divina verdade. A não ser que nos dediquemos para sempre à superfície das coisas (satisfeitos por descobrirmos “tensões” e “dificuldades”) então devemos resistir a modas atomizadas (e basicamente anti-intelectuais) no estabelecimento teológico contemporâneo. Existe muito descrédito de erros passados e muito pouca construção em andamento.

Uma terceira força que se opõe ao esforço de interrogar a Bíblia é o seguinte: Fazer perguntas é o mesmo que colocar problemas e nós temos sido desencorajados durante toda a nossa vida de encontrarmos problemas no Livro Sagrado de Deus. É impossível respeitar muito a Bíblia, mas é muito possível respeitá-la de forma errada. Se nós não perguntarmos seriamente como é que textos diferentes se ajustam mutuamente, então somos ou super-humanos (e olhamos toda a verdade num relance) ou indiferentes (e não nos incomodamos em conhecermos melhor a verdade).

Mas eu não considero que alguém que seja indiferente ou super-humano possa ter um respeito adequado pela Bíblia. Portanto, a reverência pela Palavra de Deus exige que nós façamos perguntas e coloquemos problemas que nós acreditemos que existem respostas e soluções que irão recompensar o nosso trabalho com “tesouros novos e antigos” (Mat. 13:52). Devemos treinar o nosso povo que não é irreverente ver dificuldades no texto bíblico e pensar muito sobre a forma como elas podem ser resolvidas.

Eu não acuso o meu irmão de 6 anos, Benjamim, de irreverência quando ele não consegue perceber o sentido de um versículo da Bíblia e me faz perguntas sobre isso. Ele começou agora a aprender a ler. Mas será que as nossas capacidades de ler são perfeitas? Algum de nós pode compreender a leitura da lógica de um parágrafo e ver a forma como cada parte se relaciona com todas as outras e a forma como todas se ajustam mutuamente para fazer um ponto unificado? Muito menos o pensamento de uma epístola inteira, quanto mais o Novo Testamento ou a Bíblia! Se nós nos preocuparmos com a verdade, devemos interrogar incansavelmente o texto e adquirir o hábito de nos incomodarmos com as coisas que lemos.

Isto é apenas o contrário de irreverência. É aquilo que fazemos se imploramos a mente de Cristo. Nada nos envia mais profundamente aos conselhos de Deus do que vermos aparentes discrepâncias teológicas na Bíblia e pensarmos sobre elas dia e noite até que se ajustem num sistema emergente de verdade unificada. Por exemplo, há um ano lutei durante dias sobre a forma como Paulo conseguiu afirmar por um lado, “Não sinta ansiedade sobre nada” (Phil. 4:5) mas por outro lado dizer (com aparente impunidade) que a sua “ansiedade por todas as igrejas” era uma pressão diária sobre ele (2 Cor. 11:28). Como conseguiu ele afirmar “Regozije-se sempre” (1 Thess. 5:16), e “Chore com aqueles que choram” (Rom. 12:15)? Como conseguiu ele dizer para agradecermos “sempre e por tudo” (Eph. 5:20) e depois admitir “Tenho uma grande pena e uma angústia incessante no meu coração” (Rom. 9:2)? Mais recentemente perguntei o que significa aquilo que Jesus disse em Mateus 5:39 para dar a outra face quando lhe batessem, mas disse em Mateus 10:23, “Quando eles te perseguirem numa cidade, foge ...”? Quando você foge e quando suporta as dificuldades e oferece a outra face? Também tenho pensado em que sentido é verdade que Deus é “lento em zangar-se” (Ex. 34:6) e em que sentido “A Sua ira é rapidamente acesa” (Ps. 2:11).

Existem centenas e centenas de discrepâncias deste tipo nas Sagradas Escrituras e nós desonramos o texto quando não as vemos e quando não as analisamos. Deus não é um Deus de confusão. A sua língua não é bifurcada. Existem resoluções profundas e maravilhosas para todos os problemas. Ele tem-nos chamado para uma infinidade de descobertas de modo que todas as manhãs durante as eras vindouras nós devemos irromper em novas canções de glorificação. Em 2 Timóteo 2:7 Paulo dá-nos uma ordem e uma promessa. Ele ordenou, “Pensem no que eu digo.” E ele prometeu, “Deus te dará compreensão de tudo. Como é que se ajustam mutuamente a ordem e a promessa? O título “para” dá a resposta. “Pensem .... porque Deus irá recompensá-lo pela sua compreensão.”

A promessa não é feita a todos. É feita para aqueles que pensam. E nós não pensamos até sermos confrontados com um problema. Por isso, irmãos, vamos interrogar o texto.

Fonte: Cristão Peregrino

sábado, 6 de novembro de 2010

Ideias erradas sobre crescimento espiritual


Ideias erradas sobre crescimento espiritual -
por John MacArthur Jr.

O crescimento espiritual não tem nada a ver com a nossa posição em Cristo
, Deus nos vê através de Seu Filho como se já fossemos perfeitos. Somos completos nEle, conforme Colossenses 2:10. Foram-nos dadas "todas as cousas que conduzem à vida e à piedade" (II Pedro 1:3). Somos novas criaturas (II Coríntios 5:17).

O crescimento espiritual nada tem a ver com o favor de Deus. Deus não nos ama mais à medida em que nos tornamos mais espirituais. Às vezes os pais ameaçam seus filhos: "Se você fizer isso, Deus não vai mais gostar de você". Que ridículo! O amor de Deus não é condicionado ao nosso comportamento. Quando ainda éramos fracos, injustos, pecadores e inimigos (Romanos 5:6-10), Deus provou Seu amor por nós enviando-nos Seu Filho para morrer pelos nossos pecados. Deus não nos ama mais apenas porque crescemos.

O crescimento espiritual nada tem a ver com o tempo. Não se mede crescimento espiritual pelo calendário. É possível uma pessoa ser cristã durante meio século e ainda permanecer um bebê espiritual. A revista Time fez uma reportagem sobre uma pesquisa realizada entre universitários que freqüentaram a Escola Dominical durante muitos anos. De acordo com eles, Sodoma e Gomorra eram amantes, os Evangelhos foram escritos por Mateus, Marcos, Lutero e João; Eva foi criada de uma maçã, e Jezabel era a jumenta do rei Acaz. Talvez pessoas aposentadas respondessem de maneira ainda pior!

O crescimento espiritual nada tem a ver com o conhecimento. Uma pessoa pode conhecer muitos fatos, ter muitas informações, mas isso não é o mesmo que ter maturidade espiritual. A não ser que o conhecimento resulte na sua conformidade a Cristo, ele será inútil. Para ter valor, este conhecimento tem que
transformar a vida.

O crescimento espiritual nada tem a ver com atividade. Algumas pessoas pensam que crentes maduros são aqueles que estão sempre ocupados. Mas a ocupação no trabalho da igreja não resulta em maturidade cristã, e nem a substitui. Pode até ser um obstáculo ao que é realmente vital e importante na vida do crente. No capítulo sete de Mateus, lemos sobre um grupo que clamará por aceitação da parte de Cristo baseado em obras maravilhosas. Mas Ele os lançará fora. Ocupação não resulta em salvação — menos ainda em maturidade.

O crescimento espiritual nada tem a ver com prosperidade. Algumas pessoas dizem: "Veja só como Deus tem me abençoado. Tenho dinheiro, uma casa maravilhosa, um bom carro e um emprego seguro. Deus tem me abençoado porque eu O tenho honrado." Não acredite nisso. Deus pode ter permitido que você tivesse sucesso — ou até você mesmo pode ter forçado a situação — mas isso não é sinal de crescimento espiritual. Veja II Coríntios 12:7-10.

Minha definição de crescimento espiritual é: prática aliada a posição. Em Cristo sua posição é perfeita. E absoluta. E agora, Deus quer que você reflita essa posição numa experiência progressiva, que é relativa. Tal crescimento é essencial. Pode ser chamado pelo nome que quiser: seguir a justiça (I Timóteo 6:11); ser transformado (Romanos 12:2); aperfeiçoar a santidade (II Coríntios 7:1); prosseguir para o alvo (Filipenses 3:14); ou ser edificado e confirmado na fé (Colossenses 2:7). Este é o alvo de todo crente.

O crescimento espiritual não é místico, sentimental, devocional, psicológico ou resultado de truques secretos. Vem através da compreensão e da prática de princípios dados pela Palavra de Deus. Suas bênçãos infindas encontram-se num depositário divino facilmente aberto por uma série de chaves muito especiais.

Fonte: Cinco Solas

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O retorno é necessário

Texto por
Filipe Luiz C. Machado
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Constantemente houve-se falar a respeito da desigualdade social, injustiças morais e outros danos banais. Percebe-se que em quase todos os casos a culpa, ou melhor, o dolo, está no outro, na outra sociedade, em outrem; porém jamais em nós. Afirmamos que a causa primária de tamanha desigualdade e perversão social, moral e porque não, filosófica, é problema do Estado, daqueles que deveriam cuidar do "bem-comum", dos progenitores da sociedade, daqueles que vindicam para si poderes de controlar e supervisionar todos, dos detentores de condições viáveis para construir um "mundo melhor".

É devido a esse pensamento individualista e egocêntrico, fato marcante da sociedade moderna e pós-moderna, que estamos no que poderíamos chamar de o mais baixo patamar em que já estivemos. Nunca tivemos tantos bens materiais e estivemos tão infelizes! Jamais se consumiu tais quantidades de tudo e de todos e se beneficiou-se tão pouco! Perceba caro leitor, que a "modernização" tem nos levado a verdadeiros caminhos sem saída. Se continuarmos consumindo, desmatando, escavando, explodindo e construindo como estamos, as reservas se esgotarão brevemente. Se por outro lado resolvermos parar bruscamente o "sistema", incorreremos em grandiosos desastres humanos, tais qual alto índice de desemprego, aumento do índice de pobreza e tantos os resultados desastrosos.

Em Romanos 3.10 lemos que, "como está escrito: Não há justo, nem um sequer.". Paulo estava alertando aos judeus romanos que de nada valia ser judeu no tocante à salvação; pois independentemente de raça e cor, todos os homens são injustos e destinados à Ira Divina. Perante Deus, todos são injustos e não-merecedores de qualquer graça e misericórdia. Com isso, Paulo lhes dava um grande alerta quanto ao perigo de se apoiar em pensamentos e filosofias humanas. Não que essas sejam sem nenhum valor humano; mas sim que o real valor, o verdadeiro sentido vivencial encontra-se em Cristo. Nada há para se acrescentar a morte vicária de Cristo. Não podemos sequer objetar algum ponto alternativo para nossa salvação ou que possa ajudar Deus a nos salvar. Paulo compreendia muito bem essa posição, por isso fez questão de ressaltá-la em toda sua carta aos romanos

Na Reforma Protestante foi cunhado o famoso "5 Solas", ou traduzindo, "5 Somentes". São eles: Sola fide (somente a Fé), Sola scriptura (somente a Escritura), Sola Christus (somente Cristo), Sola gratia (somente a Graça), Soli deo glória (somente Tua Glória). Vemos que nada de "novo" havia na Reforma Protestante. A "novidade" foi o retorno às antigas práticas cristãs, tão enfatizadas por Jesus, seus discípulos e todos quanto foram usados soberanamente por Deus. A Reforma Protestante não desejou criar um novo caminho, mas alertar com grande tremor e temor que havia-se desviado grandemente dos caminhos do Senhor. Estava-se pregando uma salvação baseada em indulgências, salvação meritória baseada nas boas obras praticas aqui na Terra. Pela soberania e graça divina, um dia Lutero perdeu sua base moral e ética (baseada na tradição católica) quando leu Romanos 5.1,2 que diz: "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus".

Assim como lutero, precisamos retornar a origem. Com origem, certamente não quero dizer que devemos voltar a era medieval e praticarmos a "santa inquisição", matarmos os hereges e coisas mais, mas há-se grandiosa urgência quanto ao retorno ao teocentrismo, haja vista que todos os sistemas humanos falharam até agora e certamente continuarão a falhar. Aliás, ponto esse já expresso em Genesis 6.5: "Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração". A época em que presidiu a Igreja Católica Apostólica Romana como mandante da história, foi de grande terror e terrível afastamento dos fieis ensinos escriturísticos. Graças damos a Deus que levantou homens como Lutero, Zwínglio, Calvino e tantos outros que não se conformaram com esse mundo, mas transformaram-se "pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." Romanos 12.2.

Sou desejoso de que assim como nos tempos de Lutero, voltemos a sã doutrina. Sou ansioso por uma igreja que partilhe dos princípios inegociáveis e diligentemente cumpridos pela igreja primitiva; a saber, que “se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações." Atos 2. 42. Nada é mais importante ao cristão do que estar em plena sintonia com as Escrituras. Nenhuma valia há para a salvação humana em métodos, técnicas cartesianas e em 12 Passos para Seguir Jesus. Não encontramos em meio à bíblia sequer um versículo que nos inste a buscarmos sabedoria humana, pelo contrário, somos levados a crer que “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria" Provérbios 9.10. Louvado seja Deus porque o executar de Seus planos não depende do ser humano, mas unicamente de seu beneplácito; conforme está escrito: "Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia." Romanos 9.16

Que Deus nos abençoe.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Ética ou Ambição - O que deveria vir primeiro?


Ética ou Ambição - O que deveria vir primeiro? -
por Stephen Kanitz

Ambição é tudo o que você pretende fazer na vida. São seus objetivos, seus sonhos, suas resoluções para o novo milênio. As pessoas costumam ter como ambição ganhar muito dinheiro, casar com uma moça ou um moço bonito ou viajar pelo mundo afora. A mais pobre das ambições é querer ganhar muito dinheiro, porque dinheiro por si só não é objetivo: é um meio para alcançar sua verdadeira ambição, como viajar pelo mundo. No fim da viagem você estará de volta à estaca zero quanto ao dinheiro, mas terá cumprido sua ambição.

As pessoas mais infelizes que eu conheço são as mais ricas. Quanto mais rico, mais infeliz. Nunca me esqueço de um comentário de uma copeira, na casa de um empresário arquimilionário, que cochichava para a cozinheira: "Todas as festas de rico são tão chatas como esta?" "Sim, todas, sem exceção", foi a resposta da cozinheira.

De fato, ninguém estava cantando em volta de um violão. Os homens estavam em pé numa roda falando de dinheiro, e as mulheres numa outra roda conversavam sobre não sei o que, porque eu sempre fico preso na roda dos homens falando de dinheiro.

Não há nada de errado em ser ambicioso na vida, muito menos em ter "grandes" ambições. As pessoas mais ambiciosas que conheço não são os pontocom que querem fazer um IPO (sigla de oferta pública inicial de ações) em Nova York. São os líderes de entidades beneficentes do Brasil, que querem "acabar com a pobreza do mundo" ou "eliminar a corrupção do Brasil". Esses, sim, são projetos ambiciosos.

Já ética são os limites que você se impõe na busca de sua ambição. É tudo que você não quer fazer na luta para conseguir realizar seus objetivos. Como não roubar, mentir ou pisar nos outros para atingir sua ambição. A maioria dos pais se preocupa bastante quando os filhos não mostram ambição, mas nem todos se preocupam quando os filhos quebram a ética. Se o filho colou na prova, não importa, desde que tenha passado de ano, o objetivo maior.

Algumas escolas estão ensinando a nossos filhos que ética é ajudar os outros. Isso, porém, não é ética, é ambição. Ajudar os outros deveria ser um objetivo de vida, a ambição de todos, ou pelo menos da maioria. Aprendemos a não falar em sala de aula, a não perturbar a classe, mas pouco sobre ética. Não conheço ninguém que tenha sido expulso da faculdade por ter colado do colega. "Ajudar" os outros, e nossos colegas, faz parte de nossa "ética". Não colar dos outros, infelizmente, não faz.

O problema do mundo é que normalmente decidimos nossa ambição antes de nossa ética, quando o certo seria o contrário. Por quê? Dependendo da ambição, torna-se difícil impor uma ética que frustrará nossos objetivos. Quando percebemos que não conseguiremos alcançar nossos objetivos, a tendência é reduzir o rigor ético, e não reduzir a ambição. Monica Levinski, uma insignificante estagiária na Casa Branca, colocou a ambição na frente da ética, e tirou o Partido Democrata do poder, numa eleição praticamente ganha, pelo enorme sucesso da economia na sua gestão.

Definir cedo o comportamento ético pode ser a tarefa mais importante da vida, especialmente se você pretende ser um estagiário. Nunca me esqueço de um almoço, há 25 anos, com um importante empresário do setor eletrônico. Ele começou a chorar no meio do almoço, algo incomum entre empresários, e eu não conseguia imaginar o que eu havia dito de errado. O caso, na realidade, era pessoal: sua filha se casaria no dia seguinte, e ele se dera conta de que não a conhecia, praticamente. Aquele choro me marcou profundamente e se tornou logo cedo parte da ética na minha vida: nunca colocar minha ambição na frente da minha família.

Defina sua ética quanto antes possível. A ambição não pode antecedê-la, é ela que tem de preceder à sua ambição.

Fonte: www.kanitz.com.br

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

É errado falar palavrão?

Texto por
Filipe Luiz C. Machado
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Antes de adentrarmos na questão de ser certo ou não falar palavrão, mister é notarmos que "palavrão" é uma fenômeno de ordem costumeira. Por ser costumeira, entende-se que varia conforme o local onde é encontrado e diz respeito aos costumes e práticas da sociedade onde está inserido. Por exemplo, a palavra "chato" que outrora remetia ao piolho do púbis, passou a significar popularmente alguém "importuno, maçante" (Dic. Aurélio), a expressão "casa do caralho", que nada mais era do que a pequena cesta no alto dos mastros das caravelas, veio a ser um sinônimo pejorativo e ofensivo. Também na língua portuguesa (de Portugal) lemos "puto", que para eles significa "criança", já para nós brasileiros, tem significado totalmente diferente. Observamos portanto que não há como generalizarmos o "palavrão", visto que este é um constante variável.

O apóstolo Paulo em Efésio 4.29 escreveu: "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.". Citando Regina Lopes, "a palavra torpe é a tradução do termo grego 'sapros' que significa podre, decadente, usada para indicar peixe, carne ou vida vegetal estragados, ou seja, figuradamente, mau, corrupto, imoral, dando a idéia de torpeza."

Temos neste versículo, portanto, não apenas uma simples ordem de não falar uma palavra "feia" aos olhos de determinada comunidade, mas muito mais que isso! Paulo nos alerta para que não projetemos em forma de palavra coisa alguma que não "transmita graça aos que ouvem". Certamente Paulo não se comunicava apenas falando em "salmos, hinos e cânticos espirituais" (Colossenses 3.16). Por ser humano, usava palavras do dialeto da comunidade onde estava inserido. Porém, devemos salientar que Paulo não se corrompia com a linguagem desenfreada que certamente muitos utilizavam. Ao exortar os efésios para que transmitissem apenas aquilo que fosse "para edificação, conforme a necessidade", certamente não implicava que Paulo estava estimulando-os a tornarem-se iguais ao povo que os rodeava. Se este fosse o caso, certamente ele não teria dito aos romanos que "porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente" (Romanos 11.36), tampouco teria deixado de alertá-los dizendo: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (12.2).

Vemos que para Paulo, a essência da vida cristã não está na simples observância de certas palavras, mas sim que tudo que o cristão faz, deve refletir e magnificar a obra de Deus; deve expressar ao mundo a grandeza de Seu nome! Nada é mais importante do que espalharmos uma paixão por Cristo em tudo que acontece em nossas vidas, e isso certamente se traduz em gestos e em palavras benditas. Que Deus nos fortaleça dando-nos intrepidez, para que assim como o salmista, possamos proclamar em uníssono:

"Repudiarei todo mal. Odeio a conduta dos infiéis; jamais me dominará!" Salmos 101.3

Que Deus nos abençoe!

O culto online e a tentação do Diabo

Você conhece o plano de fundo deste texto olhando no retrovisor da história recente: pandemia, COVID-19... todos em casa e você se dá conta ...