"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O retorno é necessário

Texto por
Filipe Luiz C. Machado
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Constantemente houve-se falar a respeito da desigualdade social, injustiças morais e outros danos banais. Percebe-se que em quase todos os casos a culpa, ou melhor, o dolo, está no outro, na outra sociedade, em outrem; porém jamais em nós. Afirmamos que a causa primária de tamanha desigualdade e perversão social, moral e porque não, filosófica, é problema do Estado, daqueles que deveriam cuidar do "bem-comum", dos progenitores da sociedade, daqueles que vindicam para si poderes de controlar e supervisionar todos, dos detentores de condições viáveis para construir um "mundo melhor".

É devido a esse pensamento individualista e egocêntrico, fato marcante da sociedade moderna e pós-moderna, que estamos no que poderíamos chamar de o mais baixo patamar em que já estivemos. Nunca tivemos tantos bens materiais e estivemos tão infelizes! Jamais se consumiu tais quantidades de tudo e de todos e se beneficiou-se tão pouco! Perceba caro leitor, que a "modernização" tem nos levado a verdadeiros caminhos sem saída. Se continuarmos consumindo, desmatando, escavando, explodindo e construindo como estamos, as reservas se esgotarão brevemente. Se por outro lado resolvermos parar bruscamente o "sistema", incorreremos em grandiosos desastres humanos, tais qual alto índice de desemprego, aumento do índice de pobreza e tantos os resultados desastrosos.

Em Romanos 3.10 lemos que, "como está escrito: Não há justo, nem um sequer.". Paulo estava alertando aos judeus romanos que de nada valia ser judeu no tocante à salvação; pois independentemente de raça e cor, todos os homens são injustos e destinados à Ira Divina. Perante Deus, todos são injustos e não-merecedores de qualquer graça e misericórdia. Com isso, Paulo lhes dava um grande alerta quanto ao perigo de se apoiar em pensamentos e filosofias humanas. Não que essas sejam sem nenhum valor humano; mas sim que o real valor, o verdadeiro sentido vivencial encontra-se em Cristo. Nada há para se acrescentar a morte vicária de Cristo. Não podemos sequer objetar algum ponto alternativo para nossa salvação ou que possa ajudar Deus a nos salvar. Paulo compreendia muito bem essa posição, por isso fez questão de ressaltá-la em toda sua carta aos romanos

Na Reforma Protestante foi cunhado o famoso "5 Solas", ou traduzindo, "5 Somentes". São eles: Sola fide (somente a Fé), Sola scriptura (somente a Escritura), Sola Christus (somente Cristo), Sola gratia (somente a Graça), Soli deo glória (somente Tua Glória). Vemos que nada de "novo" havia na Reforma Protestante. A "novidade" foi o retorno às antigas práticas cristãs, tão enfatizadas por Jesus, seus discípulos e todos quanto foram usados soberanamente por Deus. A Reforma Protestante não desejou criar um novo caminho, mas alertar com grande tremor e temor que havia-se desviado grandemente dos caminhos do Senhor. Estava-se pregando uma salvação baseada em indulgências, salvação meritória baseada nas boas obras praticas aqui na Terra. Pela soberania e graça divina, um dia Lutero perdeu sua base moral e ética (baseada na tradição católica) quando leu Romanos 5.1,2 que diz: "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus".

Assim como lutero, precisamos retornar a origem. Com origem, certamente não quero dizer que devemos voltar a era medieval e praticarmos a "santa inquisição", matarmos os hereges e coisas mais, mas há-se grandiosa urgência quanto ao retorno ao teocentrismo, haja vista que todos os sistemas humanos falharam até agora e certamente continuarão a falhar. Aliás, ponto esse já expresso em Genesis 6.5: "Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração". A época em que presidiu a Igreja Católica Apostólica Romana como mandante da história, foi de grande terror e terrível afastamento dos fieis ensinos escriturísticos. Graças damos a Deus que levantou homens como Lutero, Zwínglio, Calvino e tantos outros que não se conformaram com esse mundo, mas transformaram-se "pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." Romanos 12.2.

Sou desejoso de que assim como nos tempos de Lutero, voltemos a sã doutrina. Sou ansioso por uma igreja que partilhe dos princípios inegociáveis e diligentemente cumpridos pela igreja primitiva; a saber, que “se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações." Atos 2. 42. Nada é mais importante ao cristão do que estar em plena sintonia com as Escrituras. Nenhuma valia há para a salvação humana em métodos, técnicas cartesianas e em 12 Passos para Seguir Jesus. Não encontramos em meio à bíblia sequer um versículo que nos inste a buscarmos sabedoria humana, pelo contrário, somos levados a crer que “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria" Provérbios 9.10. Louvado seja Deus porque o executar de Seus planos não depende do ser humano, mas unicamente de seu beneplácito; conforme está escrito: "Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia." Romanos 9.16

Que Deus nos abençoe.

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