"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Amor Inquebrantável: Diretriz Divina para os Maridos


Para um marido amar a esposa como Cristo ama sua Igreja, deve amá-la com um amor inesgotável. Nesta conotação de Gênesis 2.24, Paulo enfatiza a constância, bem como a unidade do casamento: “Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne” (Ef 5.31). O padrão de Deus para o casamento não mudou.

Um dos grandes obstáculos para um casamento bem sucedido é o fracasso de um ou dos dois cônjuges de “deixar pai e mãe”. Com o casamento, inicia-se uma nova família e embora o relacionamento dos cônjuges com os pais permaneça, ele é modificado quanto à autoridade e às responsabilidades. Você precisa amar e cuidar de seus pais, mas não pode permitir que controlem sua vida depois que se casa. Como recém-casados, marido e esposa devem deixar os pais e se “unir” — estar cimentados — um aos outros. Você quebra uma série de laços e cria outro conjunto. Não esqueça que o segundo conjunto é mais forte e mais permanente do que o primeiro.

Outro obstáculo, ainda mais devastador, é o divórcio: “O SENHOR, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio [divórcio]” (Ml 2.16). Deus odeia o divórcio porque destrói aquilo que ele decretou que devia ser indestrutível.

Embora tenha feito provisão de divórcio nos casos de adultério repetido e impenitente (Mt 5.31, 32; 19.4-10) e a separação por parte de cônjuges não cristãos (1Co 7.15), a morte é a forma de dissolução do casamento desejada por Deus. Assim como o Corpo de Cristo é indivisível, o ideal divino para o casamento é que este também seja indissolúvel. Um marido, portanto, que prejudica a esposa causa dano a si próprio, e um marido que viola ou destrói seu casamento destrói a si próprio. Se há algo que aprendemos com a nossa sociedade atual, é este fato.

Paulo prossegue e diz: “Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja” (Ef 5.32). Por que a submissão, bem como o amor que se sacrifica, que purifica e que cuida são tão enfatizados nas Escrituras? Porque a santidade da Igreja é ilustrada na santidade do casamento. Seu casamento é uma afirmação ou uma negação do amor entre Cristo e a Igreja.

A santidade do casamento motivou Paulo a concluir: “Cada [marido] ame a própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite o marido” (v. 33). Não há uma declaração mais definitiva do ideal de Deus para o casamento do que esta. Quando os maridos e esposas cristãos andam no poder do Espírito, submetendo-se à sua Palavra e ao seu controle e se submetem um ao outro, o resultado é a bênção de Deus.

- por John MacArthur
Fonte: John MacArthur, Homens e Mulheres (Editora Textus), p. 69-70.
Retirado de: Monergismo

terça-feira, 11 de novembro de 2014

O vazio em cada "curtida"


No Facebook e no Instagram acompanhamos o registro de vários acontecimentos na vida dos nossos contatos: festas incríveis, livros de cabeceira cabeçudos, drinks e jantares elaborados, janelas de avião, céu azul na praia, piqueniques, risadas. No Foursquare também estão registradas as passagens por alguma galeria de arte incrível, aeroportos internacionais ou festas VIP. Por que tudo isso?

Imagem é tudo

As mídias sociais criaram uma silenciosa e acirrada disputa entre as pessoas para mostrar quem aparenta ter a vida mais bacana. Pensamos que estamos felizes com o que temos até nos depararmos com um update na rede social que sussurra o contrário: você poderia ser mais interessante. Não para você, claro, mas para os outros. De que adianta ser feliz sem platéia? Compartilhar um ideal de vida é a cauda de pavão virtual — e nem sempre corresponde à realidade.


Tudo isso reflete traços emocionais e psicológicos profundos em cada um de nós, interferindo na nossa auto-imagem, auto-estima e também na forma como nos relacionamos. Quando compartilhamos uma foto, um link ou um pensamento nas redes sociais, apresentamos fragmentos daquilo que desejamos que nos defina. Dessa forma, existe a necessidade de aceitação.

Um estudo australiano afirmou que o Facebook alimenta a necessidade de auto-promoção de usuários com característica mais narcisista e extrovertida. Ao mesmo tempo, são os solitários que gastam mais tempo na rede social, como uma forma de interagirem com o mundo. Receber um comentário em um post estimula a auto-estima e também pode aliviar uma solidão. As pessoas esperam ler o quanto ficaram bonitas na nova foto do perfil, como é lindo o lugar em que passaram as férias, ou como elas possuem bom gosto musical.

Ansiedade pela audiência

Porém, na era do imediatismo provido pela mobilidade, cria-se uma angústia e ansiedade por feedbacks – estes que vem em forma de likes e comentários. Muito mais que um narcisismo, é a carência e a necessidade de pertencimento. Números que vão crescendo. Refresh. Mais likes. A quantidade torna-se maior que a qualidade, como pequenas manifestações de interesse que tentam preencher algum vazio. Tudo é quantificável.

Pensando em todos estes números angustiantes, o estudante de Novas Mídias da Universidade de Illinois, Benjamin Grosser, desenvolveu o Facebook Demetricator: uma ferramenta que remove os números do seu Facebook. Ao invés de mencionar a quantidade, como “7 pessoas curtiram isso”, a ferramenta substitui por “pessoas curtiram isso”. E também não mostra mais quantos amigos a pessoa tem, ela simplesmente tem amigos.

Mais do que canais e aplicativos, as redes são responsáveis por um novo comportamento social. As emoções humanas foram afetadas muito além do que se imaginaria. Hoje lidamos com quatro grandes esferas emocionais: a exaltação do ego, a necessidade de auto-afirmação, a sensação de pertencimento e a sensação de obrigação. Com isso, vários sentimentos são desenvolvidos de maneira única e desproporcional: frustração, orgulho, inveja, raiva, arrogância, ansiedade, alegria, curiosidade, etc.

Selfie, logo existo

A celebração da imagem individual é, de fato, um hot topic. Ano passado, a palavra “selfie” foi eleita a palavra do ano pelo Dicionário Oxford. Segundo os editores do dicionário, o uso da palavra aumentou 17.000% desde 2012 — quando foi primeiramente utilizada em um fórum online australiano. O sociólogo francês Michel Maffesoli, um dos principais pensadores sobre questões ciberculturais da atualidade, vê nos selfies mais uma expressão contemporânea da iconofilia, essa adoração imagética num eterno looping.

Maffesoli diz que, de fato, as mídias sociais tendem a dispor uma figuração feliz de nós mesmos. É uma tentativa de dar à tribo que pertencemos imagens reconfortantes de nós mesmos. Essa aparente felicidade traduz um “pudor antropológico”, um elemento essencial do viver em sociedade. Uma tendência da pós-modernidade, que atinge em especial as jovens gerações, consiste em se acomodar ao mundo. Adaptar-se, ajustar-se a ele. Se a regra é selfie, nós nos encaixamos nisso.

[...]

Não há como não se identificar. Vivemos, de fato, na sociedade do espetáculo (com licença, Guy Debord). E, por estarmos imersos neste contexto, também participamos criando e reproduzindo auto-imagens. Qual é o motor desse comportamento? Adequação social? Afirmação da personalidade? Alimentação do ego? Necessidade de participação? Apaziguamento do tédio ou ansiedade? Seja qual for o motivo você — e eu — participamos disso.

- por Nina Grando
Fonte: Medium.com

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Sexo sem narrativa (ou: contra a pornografia)


Somos seres de imaginação, e no sexo tecemos a quatro mãos as nossas fantasias. Mas se terceirizamos essa narrativa à pornografia, o que resta de verdadeiro nela?

Diante do caos da vida criamos as nossas narrativas. Nas páginas da brutalidade insuportável dos acidentes de trânsito, homicídios, tropeços, partidas, enganos, hesitações, encontros, desencontros, paixões e mágoas, tecemos a nossa história.

A vida será tanto melhor quanto mais sofisticada a narrativa que dela fizermos. Quem dirige a sua vida? Woody Allen, Clint Eastwood, Tarantino, Fellini, Bergman, Buñuel, Walt Disney? Você? Seja quem for o diretor, seja o roteirista.

A vida sem fio narrativo é uma vida vã. Ainda que a sinopse mude a todo tempo, e a cada dia os ventos levem o enredo numa direção, é preciso saber narrar para viver verdadeiramente. Para atravessar o caos inteiriço. Para ter grandeza e ser inteiro, sem exagerar nem excluir.

O sentido da vida pode ser, hoje, um sorriso de menina. A dança de Celina. Amanhã, quem sabe, todo o dinheiro para a caridade – e uma volta ao mundo em 90 dias.

Do novelo puxamos nossos fios. Como as Moiras, tecemos, medimos e cortamos as histórias nas horas apropriadas – e, se errarmos, o fio se enovela. Perde o viço, perde o sentido. Quando a narrativa é pobre, a vida é vazia.

Na intimidade, narramos. O poder maior, a libertação profunda, é narrar a própria vida.

E a comunhão fortuita de nossa história com outra história, do que resulta uma novela – ou um novelo – chamamos de sexo.

Porém se o sexo se esvazia de narrativa, o que lhe sobra? Mecânico, torna-se ato, torna-se fato; coito clínico; registro. Pornografia.

A perversidade da pornografia é esvaziar narrativas. Cada vez que acessamos um site pornográfico, entregamos nossas fantasias aos piores roteiristas, talvez por preguiça. Eles contarão arremedos de histórias de violência, submissão, horror e assepsia. Histórias sobretudo mal contadas, sobretudo inverossímeis.

Nunca se consumiu tanta pornografia no mundo – ou seja, nunca terceirizamos tantos roteiros de fantasias. A maior parte da internet é isto: esquetes menos que sexuais, menos até do que pornográficas. Esquetes penetrativas.

Pornografia é sexo menos narrativa. Sexo menos fantasia – legítima fantasia, de minha iniciativa. Eis o que a distingue do erotismo, da sedução, da fantasia. Sexo sem toque, sexo sem riso, sem beijo, aperto, amasso, alegria. Sexo clínico, sem contexto, sexo in vitro.

Prefiro cultivar minhas próprias fantasias narrativas.

Umberto Eco já escreveu que a diferença de um filme erótico para um filme pornográfico tem a ver com o tempo. No filme pornográfico, todas as ações extrassexo aconteceriam rapidamente, enquanto o ato em si seria prolongado ao máximo. Completo: o ato em si é desprovido de narrativa, eis a cartilha da pornografia. Traz a narrativa das fantasias pré-fabricadas, exaustivamente encenadas, de enfermeiras, aeromoças, bombeiros, dançarinos. Mas não as narrativas do corpo, das mãos, do que é, enfim, o sexo: alegria.

Pornografia é sexo sem toque. Sem calor, com holofotes.

Ninguém sabe o que acontece quando a educação sexual de gerações inteiras se dá por meio da internet e da pornografia, atrofiando a imaginação própria, única, misteriosa – algo divina. Quando se aprende desde cedo a terceirizar fantasias para estranhos roteiristas. Quando se tenta reproduzir ângulos só fascinantes para uma lente, para uma câmera.

Para escrever uma narrativa memorável é preciso ter honestidade consigo mesmo, inclusive na cama. É preciso assumir o maior risco de todos: o de ser exatamente aquilo que a gente é. Ser de fantasia, profundas fantasias.

- por Renato Essenfelder
___________________

Nota do autor deste blog: embora o autor do texto não pareça ser crente e a fonte do artigo não seja de um "site crente", a reflexão é bastante oportuna, pois demonstra como este tipo de pecado, invariavelmente, nos leva a uma percepção errada do matrimônio, bem como do sexo criado por Deus.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

"Olhar não tira pedaços" - mas tira o essencial


Creio que boa parte de nós já ouviu a expressão "olhar não tira pedaços", onde quem falava se referia a olhar para outra pessoa com vontades "além da visão", como diria um amigo meu, sendo que tal pessoa já estava comprometida. Tal jargão se tornou comum e, não raro, é dito de forma bastante séria, como se o indivíduo estivesse defendendo seu direito de cobiçar o próximo, mesmo estando unido a outrem.

Ocorre, porém, nobre leitor, que não se trata de não tirar pedaços da pessoa a quem se olha (francamente, que desculpa mais horrível!), e sim que a cada novo olhar você se corrompe e os desejos se tornam mais fortes! É exatamente isso que acontece: o indivíduo é casado, por exemplo, e fica olhando para todas as outras mulheres na rua - e crendo que isso é sinônimo de ser "macho" (coitado, pobre homem). 

Mas, o que, invariavelmente, irá acontecer com este homem? Trair? Matar a esposa? Evidente que não. Todavia, a cada novo olhar, coisas acontecem em sua vida, as quais relato brevemente abaixo.

- seu coração se torna menos afeto por sua esposa, pois ao olhar para outras mulheres, você repara no que elas "tem" e sua esposa "não tem", e a relação matrimonial esfria;

- sua mente passa a ser mais desejosa de outros estímulos, pois sempre existirá alguém "melhor", "mais atraente" e você estará, constantemente, à procura da perfeição que não existe, embora você goste de se enganar, acreditando que ela exista;

- o perigo de o seu casamento se tornar um "lixo" é cada vez maior, pois você se deixa levar pela aparência, por aquilo que é supérfluo, passageiro e extremamente temporário, de tal modo que não é de se espantar que sua casa não seja mais um local de conforto e descanso amoroso;

- você estará agindo em desconformidade com seu juramento, pois se jurou fidelidade matrimonial (ou está a caminho), tais atitudes de olhar com cobiça para o alheio, além de demonstrar que você não presta, significa que és um(a) mentiroso(a);

- você será mais um indivíduo que piorará este mundo, pois de pessoas que cobiçam, lançam olhares e falam coisas a outrem, o mundo já está cheio e todos estão sem paciência para eles;

- você será a contradição ambulante, pois não gostaria que alguém olhasse para o seu cônjuge tal qual você olha para outrem, sendo um excelente falsário e antagônico ser.

Portanto, entenda que o mandamento bíblico "Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo" (Êx 20.17), além de outras implicações e fundamentos, tem como princípio o fortalecer a vida familiar, aprimorar o casamento e estabelecer um princípio de sabedoria a todos.

Olhar não tira pedaços, mas tira o essencial: o amor, a confiança e tudo quanto se segue em uma relação matrimonial.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

10 Personalidades Que Não Podem Existir Em Um Casamento Cristão


Minha querida esposa e eu estamos casados há dezesseis anos. Aprendemos muito ao longo desse tempo. O que começou turbulento deu lugar a uma união doce e gloriosa. É raro o dia em que eu não agradeço ao Senhor pela minha esposa. Nosso casamento não é perfeito porque nenhum de nós é perfeito (embora ela com certeza esteja mais perto da perfeição do que eu). Mesmo assim, posso dizer pela graça e misericórdia de Deus que nós temos um bom casamento.

Existem diferentes lições que aprendemos ao longo desses dezesseis anos. Algumas foram mais doloridas do que outras e algumas são lições que continuamente terão que ser aprendidas. Como um pastor que aconselhou muitos casais e como um veterano de dezesseis anos de casamento, encontrei essas dez personalidades que não podem existir em um casamento cristão.

1. Agente secreto: não podemos ter expectativas secretas. Nosso cônjuge deve saber e devemos dar voz às nossas expectativas no relacionamento dentro do casamento. Não é justo e nem sábio esconder esses pensamentos de nossos companheiros. Eles precisam saber. Se não desejamos dar expressão para uma expectativa, então não deveria haver uma. Na verdade, por vezes, estamos relutantes em compartilhar essas expectativas silenciosas porque, uma vez que as escutarmos em nossas bocas, perceberemos o quão mesquinhas e desnecessárias elas são.

2. Debatedor: debates são bons na política, na sala de aula e no bebedouro. Eles não ajudam no casamento. Nunca discuta apenas por discutir em seu casamento. Não debata para ganhar um argumento, uma rodada ou um plano. É um jogo em que todos perdem. Esteja disposto a discutir e discordar, mas nunca debater.

3. Guerreiro: nosso conflito não é com nossa esposa. Nossa luta não é “contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6.12). Nosso cônjuge nunca deve ser visto como nosso adversário e nós não devemos ser vistos como os adversários deles. Estamos unidos em Cristo para lutarmos a batalha ao lado um do outro, não um contra o outro. Eu não sou o inimigo dela e ela não é minha inimiga. Somos compatriotas e soldados companheiros de braços dados contra o mal enquanto nosso Senhor Jesus nos guia em sua santa e boa luta. Que nós possamos nos “estimular ao amor e às boas obras” (Hebreus 10.24) e não contra uns aos outros.

4. Mamãe/Papai: A maioria de nós ama ser pai, mas isso não deve ultrapassar nosso chamado enquanto marido e esposa. É um erro grave colocar nossos filhos no lugar do nosso casamento. Se nosso casamento está sofrendo, nossas crianças estão sofrendo. Se nosso casamento é próspero, a cascata de bênçãos desce aos nossos filhos como o óleo derramado na cabeça de Arão descendo por sua barba (Salmo 133). É como o orvalho do Hermom que desce nas montanhas de Sião – dá a vida.

5. Inquiridor: o pecado de nossa esposa não é apenas algo que ela “tem que resolver”. Nem os pecados dos maridos são problemas que eles tem que “superar”. Estamos unidos juntos.  Somos uma carne (Gênesis 2.24). Deus nos deu um ao outro para andarmos em retidão de mãos dadas. Que nós levemos as cargas uns dos outros para cumprirmos a lei de Cristo (Gálatas 6.2).

6. Substituto do Espírito Santo: uma das grandes armadilhas de um casamento cristão é estar mais preocupado com o estado espiritual de meu cônjuge do que de mim mesmo. É um tipo de super-espiritualidade que vem na forma de amor e retidão quando na verdade não diz respeito a essas coisas. No lugar disso, é algo repleto hipocrisia. Nós não somos o Espírito Santo e não somos a consciência de nossos cônjuges. É muito fácil sermos distraídos de nossas próprias responsabilidades quando temos nosso alvo fixado no outro.

7. Covarde: amar e apreciar a graça não significa evitar todas as coisas difíceis no casamento. Alguns maridos e esposas cristãs estão confinados pela falsa-crença de que ser centrado na graça significa evitar todo conflito, desacordo e confronto. Somos “pessoas da graça” e, algumas vezes, a maior manifestação dessa graça é disposição em tratar de assuntos difíceis e caminhar por questões duras. Uma esposa graciosa falará a verdade, sempre em amor, mas falará a verdade (Efésios 4.12) para que seu marido e seu casamento melhorem para a glória de Deus.

8. Acusador: coisas esquecidas do passado não são armas a serem usadas no presente. Não importa se são pecados ou erros cometidos antes do casamento ou depois dos votos serem feitos. Não importa se são erros particularmente contra você ou outra pessoa. Assuntos perdoados são perdoados. Existem consequências? Claro. Devemos falar dessas coisas para o conselho ou orar juntos sobre ela? Sim. Mas essas coisas não são uma britadeira a ser usada em tempos de contenda, um exemplo a ser usado pelo bem da argumentação nem um pensamento para manter nossos cônjuges cativos aos nossos desejos. Eles foram enterrados em um abismo profundo e selados com nosso perdão pela graça de Deus. Ali eles devem permanecer, a não ser que precisem ser trazidos em pauta e nunca como algo a ser levantado contra o outro.

9. Ego-monstro: [O amor] não procura os seus interesses (1 Coríntios 13.5). Não devemos buscar nosso interesse em primeiro lugar. Se ambos estamos buscando o interesse do outro, então ambos interesses serão satisfeitos, não relutantemente, mas voluntariamente.

10. Ditador: o casamento cristão não deve ser dominado por um cônjuge ou outro. O marido é o cabeça da união (Efésios 5), mas ele não é o rei. Tanto o marido quanto a mulher servem a um único rei. Ele dita as regras, características e propósitos para a relação. Seja nossa inclinação quanto à busca de controle no casamento pela força ou pelo silêncio passivo-agressivo, ela é errada. Não podemos tentar dominar onde não temos nenhum direito. Em última instância, esse casamento não é “nosso” para fazermos dele o que quisermos. É dele. Recai sobre o domínio dele e ambos servimos ao seu reino, não ao nosso. Nosso casamento deve ser um sinal terreno vivo que aponta para a realidade da união de Cristo com a igreja (Efésios 5). Isso é o que deve dominar, ditar e governar nossos casamentos: a glória de Cristo, nosso Rei, Cabeça e Noivo exaltado. Não nós. Quão maravilhoso é um casamento cristão!

- por Jason Helopoulos

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