"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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terça-feira, 22 de junho de 2010

O evangelho da malandragem

Texto por
Robert B. Selph
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"Como foi que as igrejas ficaram tão cheias de falsos crentes, despreocupados, carnais e desobedientes?

É que muitos púlpitos ‘suavizaram’ as exigências do evangelho, engavetando a verdade do arrependimento, que é tão importante. O evangelho moderno, de ‘aceitar Jesus’, é simplesmente o resultado aguado da má-vontade em se pregar a necessidade do arrependimento. Os púlpitos modernos, na tentativa de estimular os pecadores a tomarem uma ‘decisão por Cristo’, estão temerosos de mostrar os custos do discipulado, por causa da probabilidade de afastamento de muitos que, de outra maneira, aumentariam a taxa de batismos anuais e os números obtidos nas campanhas evangelísticas.

Presume-se que insistir no arrependimento seria pregar uma ‘salvação pelas obras’. Porém, não podemos conciliar os métodos que Jesus usou em seu evangelismo com os métodos aceitos hoje em dia. De acordo com nossos padrões modernos, Jesus realmente deveria ter conquistado o jovem rico! Ele queria ir para o Céu. Ele chegou mesmo a perguntar diretamente para Jesus sobre como obter a vida eterna.

Qualquer pregador honesto, hoje em dia, sabe que na maioria das igrejas o jovem rico (Mc 10.17) teria sido conduzido a uma sala de aconselhamento onde receberia um folheto com quatro coisas, a saber, e, depois disso, seria dirigido uma oração de decisão. Ele seria encorajado a freqüentar regularmente a escola dominical e as reuniões de estudos, para que ficasse sabendo o que significa aquela decisão tomada, e como poderia crer em sua nova fé. Afinal, ele poderia tratar de sua cobiça e seu amor ao dinheiro mais tarde, conforme fosse crescendo.

Como este esquema de evangelismo é diferente daquele de nosso Senhor. O Senhor Jesus em Lucas 9.23-24, disse que um homem não pode ser considerado um cristão enquanto não houver um abandono radical do ‘eu’, e uma vida de rendição à autoridade diária da Palavra de Deus. Tem de haver uma mudança radical no pensamento da pessoa, que modifique radicalmente o seu estilo de vida.

O evangelismo de Jesus mostra a superficialidade dos apelos ralos e enganadores de almas, de hoje, tais como: ‘apenas creia’, ou, ‘tudo o que você tem de fazer é pedir que Jesus entre em seu coração’. O que aconteceria às nossas estatísticas sobre batismos, se passássemos a impor as exigências do evangelho conforme Jesus fazia? É surpreendente o número de pessoas não interessadas em obedecer seriamente a Cristo, como Senhor, após a suposta conversão. As igrejas são acusadas de não disporem de bons programas de acompanhamento para os ‘convertidos’; são responsabilizadas pelo ‘entra e sai’, como se um super programa de aconselhamento pudesse produzir convicções em uma alma morta que agora está na pretensão de uma conversão genuína.

A Palavra de Deus não ensina, nem oferece, nem ao menos insinua programas de ‘aconselhamento’. Se as pessoas fossem realmente nascidas do Espírito, não haveria qualquer necessidade de apelos ou programas para atraí-las aos cultos e à devoção a Deus. O rebaixamento dos padrões do evangelismo bíblico, mediante técnicas humanas e apelos adocicados, talvez aumente o número per capita de batismos, porém encherá de auto-iludidos os bancos do inferno. Jesus fazia o seu ‘trabalho de aconselhamento’ antes da conversão, introduzindo o evangelho com a palavra ‘arrependei-vos’.

A eleição incondicional nos encoraja a manter o padrão do evangelismo tão alto quanto o de Cristo. Não deveríamos ter nenhum temor de espantar as pessoas com uma exigência ‘desnecessariamente dura’, se ela é compatível com a prática do próprio Jesus. Sendo uma reação da obra soberana de Deus, na regeneração da alma, o arrependimento não deixará de acontecer, se a Deus aprouve salvar a pessoa. Deus usa o evangelho do arrependimento para mudar internamente o coração."

Fonte: http://ecclesiareformanda.blogspot.com/

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