"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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quarta-feira, 24 de junho de 2015

A casa impecável ou uma esposa gentil?


Já aconteceu de, antes do meu marido sequer abrir a porta da garagem, eu já estava com o bebê no colo prontinha pra entregar pra ele, pra poder terminar a janta com as mãos livres. Junto com o bebê,  na ponta da língua já tinha uma lista completa do que fiz naquele dia: “Nossa, hoje o dia foi longo! Já lavei 2 cestos de roupa, limpei os banheiros, busquei o Josh na escola, brinquei com eles lá fora, dei banho e agora estou aqui tentando preparar a janta com o bebê no colo, pois já está cansado e não quer mais ficar no chão brincando. Agora vai você brincar um pouco com eles pra eu poder terminar” Meu marido muito querido pega o Noah no colo, dá um sorriso e diz: “vem aqui com o papai neném pra mamãe poder terminar a janta”. Enquanto isso, o Ian e o Josh já sairam se atropelando pra ver quem vai ser o primeiro a se agarrar nas pernas do papai pra brincar.

E ali estou terminando de temperar a salada, colocar os pratos na mesa e ouvindo as risadinhas de alegria dos três brincando com o daddy e refletindo em algo lindo que li alguns dias atrás:

“Algum tempo atrás, eu mandei uma lista pro meu marido das coisas que eu achava que ele gostaria que eu fizesse durante o dia em casa. Eu pedi pra que ele pusesse a lista em ordem de prioridade, do mais para o menos importante. Esta foi a lista que eu fiz pra ele:

- roupas passadas e limpas
- refeições completas, incluindo pão caseiro para seus sanduíches
- checar emails e respondê-los
- ser hospitaleira
- fazer trabalhos pra comunidade (se trata de uma família missionária na Unganda)
- Casa limpa, sem brinquedos espalhados

E esta foi a resposta do meu marido:

“Muito obrigada por me perguntar, mas eu prefiro que você deixe de lado todas estas coisas se necessário pra que você comece o dia com a certeza de que eu te amo, e como consequência de você saber que eu te amo, qualquer coisa que eu faça ou diga você me dê o benefício da dúvida de saber que eu fiz com boas intenções porque eu te amo. Descanse e diga não para algumas coisas para que você possa ter energia pra ser gentil e legal comigo e com as crianças.

Honestamente, eu aprecio tudo o que você faz, mas estas coisa já não se tornam importantes se o preço delas é sua atitude conosco. Talvez você ache que eu penso que você é uma má esposa ou mãe se você não consegue realizar todas estas coisas da lista, mas isso não é verdade. Eu prefiro ter uma casa um pouco desorganizada, ter que fazer sanduíches com pão comprado, não ter todas as deliciosas coisas feitas em casa etc mas ter uma esposa feliz, realizada e gentil que gosta de mim, ao invés do contrário. Então, pra resumir, a sua demonstração de amor para nossa família tem mais haver com QUEM você é do que com o que você faz.  Eu casei com minha melhor amiga e é ela que eu quero ter do meu lado, pois eu não casei com minha empregada.” (http://joyforney.org/a-kind-wife-2/) – Joy Forney

Sabe, ler este texto me levou a refletir sobre algo que creio que seja fundamental pra saúde da nossa família. O que será mais importante: o que eu faço ou a atitude com a qual eu faço?

De que adianta estar cozinhando pro meu marido ou ajudando meus filhos com alguma tarefa se tudo o que eles ouvem enquanto eu o faço é resmungação e reclamação: “nossa,  essa rotina é horrível mesmo. Décima vez que eu junto brinquedos hoje. Nossa, você não sabe como foi meu dia hoje, enquanto você estava lá na boa trabalhando eu tava aqui me matando.”

Não, eu não estou aqui defendendo que sejamos preguiçosas e não façamos nada com a desculpa que a atitude é que importa. Certas tarefas são necessárias e o serviço também é uma demonstração de amor. Mas qual o problema dos brinquedos ficarem um dia sem serem ajuntados se isto vai significar uma esposa e mãe mais feliz, que possa se sentar-se à mesa e rir com a sua família durante o jantar?

Existe um ditado popular em inglês que diz assim: “If Momma Ain’t Happy, Ain’t Nobody Happy”, em português seria “se a mamãe não está feliz, então ninguém está feliz.” E acho que isso é bem verdade. Nós, mulheres, esposas, mamães, somos aqueles que dão o tom, o colorido da casa. Podemos fazer muitas coisas na nossa casa e pelos maridos e filhos, mas se estivermos sempre murmurando e reclamando, estaremos afastando nossos filhos e maridos, em vez de trazê-los pra perto de nós.

Claro que o dia a dia é corrido e puxado, mas vamos nos dar o direito de aproveitar um pouquinho? Quando estamos perto de amigos queridos, gostamos de ficar conversando ao redor da mesa, passear juntos e dar boas risadas. Por que não fazer isto com nosso marido e filhos? Vai colocar o bebê pra dormir? Curta aquele momentinho, alise a pele macia e sinta o cheiro gostoso dos cabelinhos. Deixe a casa sem varrer um dia e sente-se pra jogar dominó com seus filhos. Saia pra dar uma caminhada e pegar um pouquinho de sol com seu pequeno. E tudo bem se de vez em quando tiverem que comer pizza congelada, pão com ovo ou comida requentada. Mas vale uma mãe e esposa feliz do que uma casa sempre impecável!

- por: Tathi
Fonte: Mamãe Real

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