"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Nem sempre é um pecado desobedecer o governo


É comum ao vermos ou ouvirmos no noticiário que a "Justiça" está investigando "fulano de tal" por suposto desvio de dinheiro, digamos, já tomarmos um partido e passarmos a defender que a "Justiça" está fazendo o correto; quando ouvimos que determinado empresário, supostamente, desviou "milhões" de impostos devidos, já nos posicionamos e achamos que o mesmo deve ser brutalmente punido. Mas será isto verdade?

Um grande erro de nossos dias, certamente, é achar que a "Justiça" não erra. Sim, todos são levados a pensar desta forma, pois ninguém ao ter ciência de uma das notícias acima, se põe a perguntar se realmente os fatos são verdadeiros. Aliás, importa notar que um dos meios mais eficazes para tornar alguém um "criminoso", é criando uma série sem fim de leis estúpidas e sem qualquer sentido.

Assim, quando o assunto é obedecer ao magistrado civil, boa parte dos crentes se lembra de Romanos 13, onde o apóstolo é enfático sobre a necessidade de se obedecer ao governo, "pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas" (v. 1). Mas isto significa que toda desobediência seja um pecado? Evidente que não.

O cerne em que o apóstolo trabalha na carta aos crentes em Roma é com respeito à necessidade dos cristãos se submeterem ao governo de Deus, ainda que muitas vezes ele seja mau. O princípio para esta obediência tem como fundamento o fato de que todas as autoridades foram estabelecidas pelo Senhor, seja para benefício ou castigo do povo, conforme comumente vemos pela Escrituras.

É sabido que os crentes em Roma estavam passando por muitas lutas e dificuldades, em especial por terem sua fé perseguida e sofrerem para viver piedosamente. Por isso, diante dessa dificuldade, o apóstolo lhes escreve, dentre outras coisas, que mesmo o governo sendo mau, ele estava naquela posição pela vontade de Deus.

Notemos, também, que a principal razão para o governo existir, não é o assistencialismo, e sim o promover a segurança dos seus cidadãos e demais indivíduos que por ali transitam; tanto é verdade que o apóstolo diz: "Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela (Rm 13.3). Isto significa dizer que o governo deve punir os que praticam obras más. Biblicamente o assistencialismo cabe à Igreja do Senhor (Tg 1.27).

Bem, mas quais seriam as obras más que o governo deve punir? A resposta é clara: todas as que constituem pecado. E como podemos ter esta certeza? Eis a resposta: "Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei" (1Jo 3.4). Já no Antigo Testamento o Senhor havia dito: "E que nação há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós?" (Dt 4.8). O padrão para o governo seguir, portanto, deve ser a Lei de Deus, pois os governantes devem ser instrumentos servidores do Senhor (Sl 2).

Todavia, o que fazer quando o governo não segue a Lei de Deus e não estabelece os Seus padrões? Subjugamos todas as coisas à Lei do Senhor, quer o governo goste ou não. Exemplificarei para melhor compreensão.

Nossa Constituição Federal estabelece:

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:  
(...)
IV - utilizar tributo com efeito de confisco;

O artigo é claro em dizer que o tributo (que se divide em demais espécies, tal qual impostos, taxas e contribuições - art. 5º do Código Tributário Nacional) não pode ter efeito de confisco, ou seja, não pode ter a natureza de retirar do indivíduo algo que este possui, porque a finalidade do tributo é de manter as atividades do governo, não devendo servir para empobrecer ou até mesmo privar o indivíduo daquilo que lhe é de direito.

Com isto em mente, fica evidente que pelo princípio do "não confisco" (como é conhecido), toda vez que o indivíduo se ver diante de uma carga tributária excelsa, o que estaria violando este dispositivo Constitucional, pode "desobedecer" o governo, não recolhendo aos cofres públicos a quantia supostamente devida. E como isso pode ser feito? Através das mais diversas ações jurídicas, bem como, simplesmente, não pagando o tributo devido (ciente de que poderá, futuramente, ter de se explicar ao governo - podendo vir a ganhar ou não a causa).

Desta forma, fica claro que, não raro, o governo cria leis contraditórias, ora estabelecendo um princípio, ora editando uma lei que vai de encontro a outras garantias já estabelecidas, de modo que o cristão, quando "desobedece" o magistrado civil em uma destas áreas (desde que, evidente, a desobediência não implique em contrariar a Lei de Deus), não está pecando, pois o próprio governo se contradiz, fazendo com que o indivíduo escolha o meio em que possa pagar menos tributos.

O próprio quinto mandamento nos orienta a obedecer pai e mãe, cuja obediência não se restringe somente aos genitores, e sim a todos que estão sob autoridade, demonstrando que devemos, de fato, obedecer, desde que não viole a Palavra de Deus - a qual ensina, inclusive, que o governo não deve ser pesado ao povo (como foi Salomão, por exemplo - 2Cr 10.10-11).

Vemos, inclusive, este reflexo do quinto mandamento na citação bíblica abaixo, na qual os apóstolos desobedeceram o governo, pois o mesmo os estava obrigando a cessar a pregação: "E, chegando um, anunciou-lhes, dizendo: Eis que os homens que encerrastes na prisão estão no templo e ensinam ao povo. Então foi o capitão com os servidores, e os trouxe, não com violência (porque temiam ser apedrejados pelo povo). E, trazendo-os, os apresentaram ao conselho. E o sumo sacerdote os interrogou, Dizendo: Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina, e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens" (At 5.25-29).

Que o Senhor nos ajude a fazer o bem e obedecer o governo, sempre em mente, porém, que devemos raciocinar e ser criteriosos em nossos deveres. Ou como já disse alguém, "Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. Mas e quando César pede o que não é dele?"

Cristo seja com todos os que amam o Senhor em sinceridade (Ef 6.24).

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

6 benefícios de se cantar os salmos


Aqui estão, pois, seis benefícios do cântico congregacional dos salmos:

1. Ao cantar os salmos, você literalmente canta a Bíblia.

Bons hinos são teologicamente profundos, artisticamente profundos e bíblicos em seu conteúdo, mas eles não são as próprias palavras da Escritura. Contudo, quando cantamos os salmos, estamos cantando a própria Bíblia. A estrutura poética, os temas e o conteúdo dos salmos são a Palavra inspirada de Deus para a sua igreja em todas as eras.

2. Ao cantar os salmos, você interage com uma riqueza de teologia.

Martinho Lutero disse acerca do Saltério: “Ele poderia ser apropriadamente intitulado uma Pequena Bíblia, na qual tudo o que há na Bíblia inteira é bela e brevemente abrangido”. Os 150 salmos cobrem a orla da teologia. Salmodia é estudo teológico.

3. Ao cantar os salmos, você memoriza a Escritura.

Uma parte importante da maturidade cristã é a habilidade de recordar passagens da Escritura conforme a necessidade. Os educadores há muito têm reconhecido o papel da música no auxílio à memorização. Isso não é por acidente; antes, reflete a mão providencial do nosso Deus Criador. Ele deseja que você memorize a sua Palavra e providenciou um meio de facilitar a memorização – o Saltério, que é, e deve ser usado assim, a Escritura em forma musical.

4. Ao cantar os salmos, você se protege da heresia.

Andrew Fletcher disse: “Deixe-me escrever as canções de um país, e eu não importo com quem escreve as suas leis”. Isso faz sentido. Cânticos gravam informações no profundo de nosso coração. Contudo, esse poder pode ser usado de modo maligno. Desde que a igreja existe, canções têm sido usadas para inculcar heresias. Os salmos são recursos contra heresias.

5. Ao cantar os salmos, você canta com toda a extensão das emoções humanas.

Ira piedosa, tristeza comovente, depressão profunda, alegria exultante, dúvida honesta e louvor exuberante são apenas alguns exemplos da extensão de emoções abarcada pelos salmos. A maioria das igrejas compreende o encargo de ensinar o seu povo a como pensar. Muito poucas consideram a sua responsabilidade de ensinar o seu povo a como sentir. Os salmos servem como os tutores das nossas afeições.

6. Ao cantar os salmos, você louva a pessoa e a obra de Jesus Cristo.

Uma das afirmações mais desinformadas que um cristão pode fazer contra a salmodia é: “Eu não canto os salmos porque eles não falam sobre Jesus”. Quando os cristãos primitivos desejavam cantar acerca da morte expiatória de Jesus e da sua gloriosa ressurreição, eles se voltavam para os salmos. Um rápido passeio pelas referências cruzadas no Novo Testamento seria suficiente para convencer até o mais ferrenho crítico de que cantar os salmos é cantar sobre a pessoa e a obra de Cristo.

- por Joe Holland

terça-feira, 23 de setembro de 2014

A importância da obrigatoriedade na vida do cristão


Você já deve ter ouvido falar que "na vida cristã, nada é obrigatório", certo? Ocorre, porém, que esta frase é completamente descabida, pois está fora dos parâmetros bíblicos. Deus requer obediência e isto é mandamental.

A Bíblia diz: "Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás" (Dt 12.32). Notemos que a Escritura diz "ordeno" ou como no original "Tsavah", que significa "dar um comando; dar uma comissão; dar uma ordem" [1]. Isso se traduz em dizer que o crente está obrigado à seguir o que Bíblia diz para fazer - e tal coisa não deve ser considerada como um peso, pois lemos: "Então clamaram ao Senhor na sua angústia, e os livrou das suas dificuldades. Tirou-os das trevas e sombra da morte; e quebrou as suas prisões" (Sl 107.13-14). Como diz o salmista, "Oh! quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia" (Sl 119.97). E como escreve João: "os seus mandamentos não são pesados" (1Jo 5.3).

É verdade que o crente não é mais servo do pecado, e sim servo de Cristo - todavia, Deus ordena, isto é, comanda que os crentes tenham determinadas atitudes, quer eles queiram ou não. Usarei meu próprio exemplo para clarear.

Há mais ou menos oito anos estou à frente da igreja (em momentos com outros irmãos ajudando, mas nos últimos anos, sozinho no presbitério), de maneira que, como todo servo sincero, por vezes não tenho vontade de ir à igreja pregar; não tenho vontade de ler a Bíblia e orar; não tenho vontade de responder o email do irmão pedindo ajuda; não tenho vontade de responder a quem já perguntou a mesma coisa uma dezena de vezes; simplesmente, porque ainda luto contra o pecado, muitas vezes não tenho vontade de fazer nada do que eu deveria fazer. A questão, entretanto, é: possuo a opção de não fazer? A resposta é clara: não.

Tenho certeza absoluta que se não fosse a obrigatoriedade de pregar, ensinar, ajudar e auxiliar meus irmãos na igreja (e dentre tantas outras coisas), eu já teria desistido. Se Deus não me forçasse com Sua Lei e seus terrores, muitas vezes, como que com um chicote para me fazer retornar ao bom caminho (como dizia João Calvino), certamente eu já teria perecido. Acaso ficasse esperando a "vontade de pregar" chegar, já teria abandonado este barco. Se estivesse à espera de alegria para fazer determinadas coisas, certamente eu não estaria mais escrevendo neste blog. 

Desta forma, amados irmãos, entendam que se a Escritura nos comanda a orar, então devemos fazer (1Ts 5.17); se ela diz para não deixarmos de congregar, é isso que temos de realizar (Hb 10.25); uma vez que somos ordenados a cuidar dos necessitados, isso façamos (Gl 6.10;Tg 1.27); porque a ela diz que devemos ofertar ao Senhor, então esta é nossa obrigação (2Co 9.7). "Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer" (Dt. 12.32).

Que o Senhor nos dê graça para cumprirmos sua Palavra, mesmo quando nossa carne milita tão fortemente contra o Espírito (Gl 5.17).

"E disse o povo a Josué: Serviremos ao Senhor nosso Deus, e obedeceremos à sua voz" (Js 24.24).

Nota:
[1] http://www.biblestudytools.com/lexicons/hebrew/kjv/tsavah.html

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Porque Garotas Cristãs Postam "Selfies" Sedutoras?


Quando eu estava no ensino médio, Bethany e eu decidimos que queríamos fazer uma sessão de fotos bem legal de nós mesmas.
Colocamos as roupas mais modernas que poderíamos encontrar, nos cobrimos com jóias, colocamos duas camadas de rímel e nos dirigimos a um lugar privilegiado – o nosso telhado. Recrutamos (imploramos) uma de nossas irmãs mais novas para ser a nossa fotógrafa. Todas nós subimos ao telhado de nossa casa e ela começou a tirar as fotos.
Sim, um telhado é um lugar inusitado para fazer uma sessão de fotos, mas nós fizemos lá para que a perfeita brisa de top model soprasse direitinho o nosso cabelo. Para cada foto, nós posavámos exatamente do jeito que tínhamos visto as modelos profissionais fazerem – com os lábios franzidos, uma sobrancelha erguida, a mão no quadril e olhos sérios.
Sem que ninguém nos ensinasse como posar sedutoramente, nós fomos “profissionais” e sabíamos exatamente o que fazer. Nós postamos nossa sessão de fotos no Facebook com todo orgulho e esperamos os elogios aparecerem.
Sedução é a nova norma.
Infelizmente, vivemos em uma cultura que treina as nossas mentes para ver sedução como norma a partir de uma idade muito jovem. Basta dar uma rápida caminhada pelo shopping e você verá cartazes atrás de cartazes com modelos em pose sensual. Desde a invenção do Pinterest, Instagram e outros aplicativos, imagem sensuais estão em nossa frente mais do que nunca.
Como garotas cristãs, estamos sendo bombardeadas por mensagens de nossa cultura que sedução e poses sensuais são legais, descoladas e normais. Tirar selfies sedutoras não é mais atrevido… é aceitável e louvável. Por vivermos em um mundo caído, faz sentido que a cultura incentive as garotas a agirem assim.
Faz sentido que as supermodelos e meninas não-cristãs não tenham problema em postar selfies assim.
A pergunta que eu tenho pra você é esta: Por que razão as meninas cristãs estão postando selfies sedutoras?
Fico chocada, às vezes, quando eu entro no meu Instagram e vejo algumas das poses sensuais que minhas amigas cristãs estão postando. O que mais me surpreende é que eu leio os comentários de outros amigos cristãos que estão elogiando as imagens e chamando-as de “lindas”. Como assim? Parece uma epidemia ao longo dos últimos anos.
Por que meninas cristãs gostam tanto de postar selfies sedutoras?
Eu sei a resposta para estas perguntas, porque eu costumava ser uma daquelas meninas. Eu costumava ser a garota por trás do iPhone tirando aquelas selfies sedutoras. Eu era a garota do telhado fazendo uma sessão de fotos para que eu pudesse exibir os resultados para os meus amigos.
Quanto a mim, eu postava as fotos porque queria que os rapazes me notassem. Eu queria que as pessoas elogiassem “o quão bonita eu era”. Eu adorava ouvir o louvor e afirmação dos meus amigos. Nunca foi por um “acidente” que eu postei uma foto minha. Era sempre intencional e planejado. Eu já tinha visto imagens suficientes de modelos da moda para saber como uma foto sensual devia ser.
Muitas de vocês que estão lendo este blog, sabem exatamente do que estou falando, porque você já fez a mesma coisa.
A verdade é que, postar selfies sedutoras é apenas um sintoma exterior de uma questão muito mais profunda.
É um sinal de uma menina que anseia por algo mais. É um sinal de uma menina que está tentando encher o seu ego através dos louvores e elogios de seus amigos. Uma menina que deseja atenção de rapazes e tem a esperança de que eles vão notar uma de suas fotos. Uma menina que quer parecer confiante, mas é fraca e solitária no interior. Uma menina que gosta de seduzir os rapazes fazendo com que eles “queiram o que não podem ter.”
Selfies sedutoras são nada mais do que imagens que gritam, “Olhe para mim!”. Elas são uma oportunidade para apontar os holofotes sobre si mesma por um breve momento e esperar que alguém note.
Como garotas cristãs, Deus nos chama para um padrão muito elevado para ficarmos jogando o jogo “selfie sedutora”.
Todo o propósito de nossas vidas é apontar outros a Cristo, não para nós mesmas. Esse tipo de foto nunca é centrada em Cristo, mas é sempre centrada em sí mesma. Deus nos chama a viver uma vida moralmente pura em todos os sentidos. Postando fotos sedutoras de si mesma, você não está promovendo a pureza ou santidade dentro do corpo de Cristo.
Desde aquele dia no telhado, Deus me deu convicção de pecado acerca da motivação e condição do meu coração. Diga-me se você acha que selfies sedutoras não são erradas de acordo com Efésios 5:1,3: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados. Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos”.
O que você acha?
Primeiro somos chamadas a sermos imitadoras (reflexos) de Deus para o mundo que nos rodeia. Você e eu somos filhas de Deus! Precisamos refletir bem o caráter e a pureza de nosso Pai. Em segundo lugar, somos ordenadas a ficar longe de qualquer forma de imoralidade sexual e toda a impureza. Você entendeu isso? “Qualquer forma … toda a impureza”.
Selfies sedutoras não tem chance contra estes versículos.
Nossa cultura nos diz que santidade e pureza é careta e que ser rigorosa demais consigo mesma a levará a uma vida de tédio. Se for esse o caso, então por que há tantas meninas solitárias, tristes, deprimidas, inseguras e carentes?
Deus nos dá padrões de pureza e santidade, porque Ele sabe que é o que é melhor para nós. A verdadeira alegria e contentamento não virá através dos aplausos de seus amigos, ela só virá através de obedecer e honrar a Deus. “Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do SENHOR. Bem-aventurados os que guardam as suas prescrições e o buscam de todo o coração” Salmo 119:1-2.
Eu sei que você quer ser abençoada por Deus. Tenho certeza! Em vez de ficar se esforçando para alcançar o aplauso vazio deste mundo, se esforce para receber os aplausos gratificantes de seu Rei.
Nada lhe fará mais feliz do que viver para a glória de Deus.
Como garotas cristãs, temos o dever de honrar nosso Rei, em todas as áreas de nossas vidas. Temos a responsabilidade de refletir a imagem de Cristo para o mundo perdido ao redor de nós.
Você vai se juntar a mim em rejeitar a tendência de selfies sedutoras? Você vai dizer não às postagens de fotos que te auto-glorificam e colocam toda a atenção em você?
Nosso mundo precisa desesperadamente de meninas cristãs que estejam dispostas a defender a verdade de Deus, exibindo algo muito maior do que elas mesmas.
Vamos tornar isto pessoal:
  • Você é culpada por postar selfies sedutoras? Se assim for, qual é a sua motivação por trás das publicações?
  • Você está disposta a pedir perdão a Deus por não refletir bem a Sua imagem? Se assim for, confesse seus pecados e peça a Deus para criar um coração limpo e puro dentro de você.
  • De que forma você é tentada a colocar a atenção sobre si mesma, em vez de Deus?
- por Kristen Clark
Fonte: Mulheres Piedosas

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Por que eu coloco meu marido antes de nossos filhos


Antes de ter meus próprios bebês, eu imaginava o tipo de mãe que gostaria de ser: um pouco de Carol Brady pela paciência, um toque da Claire de "Modern Family" pelo senso de humor e uma pitada da Peg de "Married with Children" pelos bombons. E tinha plena consciência de que jamais poderia ser June Cleaver; simplesmente não está no meu DNA fazer jantar a partir do zero todas as noites, e não tenho um colar de pérolas.

Quando meu marido e eu recebemos o "Bebê Número 1 em 2009", eu imediatamente estabeleci expectativas realistas para mim mesma como mãe e para nós como casal, porque de que adianta ter objetivos se eles não são alcançáveis? Eu obviamente queria ser a melhor mãe possível, mas não queria mergulhar tão completamente em meus filhos que ficasse distante de meu marido. Ou de mim mesma. Foi enquanto lutava para encontrar um equilíbrio entre meus desejos e minha realidade que fiquei cara a cara com as expectativas predeterminadas que a sociedade, especialmente outras mães, haviam definido para mim.

Desafiar ideias insossas de quem as mães devem ser foi o tema de um artigo escrito por Amber Doty intitulado "Colocando seu marido em primeiro lugar". Nesse texto, Doty afirma ousadamente que seu marido é sua prioridade número 1:

"Embora eu compreenda... a possível impermanência do casamento em comparação com o elo indissolúvel entre mãe e filho, vejo meu investimento em meu relacionamento com meu esposo como algo que é benéfico para nossa família como um todo. Priorizar as necessidades de meu marido diminui a probabilidade de divórcio e aumenta as chances de que nossos filhos permaneçam em um lar com pai e mãe."

Quando leio esse trecho, balanço a cabeça em solidariedade. Ser pai ou mãe é difícil, e eu honestamente não quero fazer tudo sozinha. Lembrei-me das vezes em que coloquei as necessidades de meu marido antes das de nossos filhos e -- você está sentada? -- dos dias, embora raros, em que coloquei minhas próprias necessidades antes deles todos. Não há dúvida de que jantar com amigos e sair à noite com meu marido ajudam a acalmar os mares turbulentos da criação de filhos.

A explicação da autora -- com a qual concordo -- é que ela e seu marido são um time, e os times vencedores treinam juntos e exercitam a comunicação aberta. Certamente, a última nem sempre é fácil de alcançar com filhos constantemente interrompendo a conversa (e os momentos sensuais), por isso os instantes roubados longe dos pequenos são cruciais. Desculpem-me, crianças, mas às vezes mamãe prefere ficar abraçada com papai no sofá em vez de jogar Candy Land pela enésima vez.

Isso nos torna mães ruins?

Sim. Pelo menos segundo os comentários venenosos deixados por várias leitoras anônimas (chocante!). Muitas ficaram perturbadas com a ideia de que uma mãe "ignore de maneira egoísta seus filhos" ao "atender a seu marido". Outras simplesmente não podiam compreender por que uma mulher tem filhos se não vai fazer deles seu foco absoluto.

Deixem-me esclarecer: se nossos filhos forem nosso único motivo para existir, eles crescerão autocentrados, moleques malcriados que não sabem doar ou compartilhar seu tempo ou suas coisas. Já não temos pessoas como essas suficientes entre nós?

Pedir a nossos filhos para esperar um pouco ou lhes dizer "não" não vai prejudicar sua autoestima nascente. Demonstrar amor e apreço por seu pai não vai danificar suas psiques delicadas. Pelo contrário, na verdade. Ao dar prioridade a nossos maridos e às vezes a nós mesmas, estamos ensinando nossos filhos a respeitar os outros e a si mesmos. Presenciar seus pais cuidarem das necessidades do outro de vez em quando pode estimular um pouco de paciência e compaixão. Não vejo por que isso é ser egoísta. Na verdade, para mim parece uma criação exemplar.

Não estou dizendo pegue o próximo voo para Paris e tenha uma aula de culinária His & Her enquanto seu filho sobe no palco na formatura do colégio, mas enviar as crianças à casa da vovó por uma noite? Isso não a torna uma mãe ruim.

Valorizar nossos esforços, amar nossos filhos e encontrar tempo para nós mesmas pode coexistir com um casamento saudável e uma família feliz. Ao construir qualquer coisa, é crucial ter uma base forte, e é por isso que continuo colocando a relação com meu marido antes de nossos filhos. Como pais, nosso objetivo para o futuro inclui filhos felizes e saudáveis que são independentes de nós, e talvez uma casa na praia. Como casal, esperamos evitar olhar em branco um para o outro sobre a mesa da cozinha, quase desconhecidos da pessoa com quem nos casamos há mais de 50 anos. E como mulher eu uso orgulhosamente os títulos de esposa e mãe, mas antes de me casar com as crianças eu era Stephanie, e me recuso a esquecer isso.

- por Stephanie Jankowski
Fonte: Brasil Post

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