"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

Se inscreva no meu canal do YouTube!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Aceitar ou Receber Jesus?

Texto por
Pr. Glenio Fonseca Paranaguá
-----

Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. João 1:11-13 (Versão Revista e Atualizada)

Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne, nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus. João 1:11-13 (Nova Versão Internacional)

---

Alguém me perguntou, certa ocasião: Receber a Cristo ou aceitar a Cristo é a mesma coisa? A indagação já apresentava alguma suspeita, por isso, procuramos colocar os dois termos numa balança. Será que receber e aceitar têm o mesmo peso? Seus olhos giraram na órbita e saiu fumaça do circuito cerebral. Parecia uma filigrana. Mas, o raciocínio foi preciso. Sócrates, com a sua maiêutica, a técnica das parteiras, procurava dar à luz as idéias.

Com o mesmo método, estávamos provocando o pensamento do curioso. Sempre se responde uma pergunta com outra indagação.

O moço pensou e respondeu:

- Parece-me que receber é uma atitude mais passiva do que aceitar.
- Em que você se baseia para concluir assim?
- Quando recebemos alguma coisa, simplesmente recolhemos o que nos foi dado, mas, quando aceitamos algo, exercemos um julgamento de valores.
- Isso não lhe parece muito forçado? As palavras não são idênticas?
- Não. Receber e aceitar têm exercícios diferentes da vontade. Quando recebemos somos pacientes, mas quando aceitamos somos agentes.

A resposta tem fortes evidências de um pensador. Receber e aceitar podem ser sósias, mas não sinônimos perfeitos. Não há dúvida, os dois termos apresentam conotações diferentes. Receber envolve dependência, enquanto aceitar manifesta uma decisão.

Vejamos, por exemplo, nas coisas negativas: você pode receber uma bofetada, mas com certeza não aceita-la-á. Receber uma afronta é muito diferente de aceitá-la. Receber e aceitar não têm o mesmo valor semântico. Aceitar sempre envolve deliberação pessoal. Dentro deste contexto, John MacArthur Jr. levanta um debate: Considere a apresentação típica do evangelho que se faz em nossos dias. Verá que se roga o seguinte aos pecadores: “Aceite a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, convide a Jesus a entrar no seu coração, convide Cristo para entrar em sua vida ou faça uma decisão por Cristo.”

É provável que você esteja tão habituado a ouvir tais frases que fique surpreso ao saber que nenhuma delas tem base em terminologia bíblica.

Elas são o resultado de um evangelho diluído, que não é o evangelho segundo Jesus. Aceitar a Cristo é fruto de uma mensagem humanista, desenvolvida pelo pregador Charles Finney, no século XIX. Dr. R. C. Sproul, em seu livro Sola Gratia, afirma: Para Finney, a regeneração baseia-se e depende da decisão ou escolha do pecador. A regeneração segue-se a uma decisão humana. Nesse ponto, a teologia de Finney tem tido uma influência massiva no evangelismo moderno, que faz com que a decisão seja o pré-requisito necessário para a regeneração.

Os evangelistas modernos freqüentemente convidam o pecador a escolher nascer de novo ou tomar uma decisão para ser regenerado. Aqui a fé precede à regeneração e é uma condição necessária para a regeneração e/ou a conversão. Foi neste terreno teológico de fundamentação pelagiana que se desenvolveu a crença na capacidade do homem em tomar uma decisão de aceitar a Cristo como seu Salvador.

Com isso, uma enxurrada de religiosos mascarados de filhos de Deus tem encharcado as igrejas com esta apelação provocante e corruptora do evangelho da graça de Cristo. Igrejas abarrotadas de gente que aceitou Jesus acaba formando uma verdadeira babel de incesto teológico. As sutilezas nos apanham nas vírgulas.

Deus nos deu o poder de sermos feitos filhos dele ou o direito de nos tornarmos seus filhos? Somos regenerados exclusivamente por Deus ou cooperamos com nossa regeneração? É Deus somente, monergismo, ou entramos nesse negócio juntamente com ele, sinergismo?

O grande problema do pecado é tornar o homem um ser aceitável. Temos que exercer alguma influência e executar alguma tarefa para merecermos a aceitação. Isso faz parte das táticas da serpente. Por isso, muita gente acredita que a fé e o arrependimento antecedem à vivificação. As duas versões acima representam as tendências focalizadas aqui. Mesmo as traduções mais criteriosas correm o risco de pender para a corrente dos tradutores. Devemos estar sempre atentos com as variantes apresentadas nas traduções. Fica muito difícil explicar os passos de uma criança que não foi gerada. Como um bebê pode nascer sem ter sido concebido antes?

A vida precede à ação. Um morto em delitos e pecados, separado da vida de Deus, não pode crer e arrepender-se sem primeiro ser regenerado. Deus nos regenera por meio de sua palavra, antes de qualquer expressão de nossa parte. Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas. Tiago 1:18. A salvação é um resultado da pregação da palavra de Deus.

A fé é uma conseqüência de ouvir a palavra de Deus. Primeiro Deus nos fecunda espiritualmente pela sua palavra, para depois nós podermos crer. Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação. 1Coríntios 1:21. Do mesmo modo como Deus criou o mundo pela sua palavra, o homem é regenerado pelo poder vivificador da palavra. Tanto a vida espiritual como a fé são efeitos poderosos da palavra de Deus.

Não há uma capacidade inata no homem para crer em Cristo de modo natural. A fé é um dom do Espírito Santo através da palavra. Jesus disse que o Espírito Santo é responsável para convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não crêem em mim. João 16:8b-9. A fé em Cristo como nosso Salvador é uma manifestação da graça de Deus na existência do pecador. Não temos uma competência instintiva de fé. Ninguém crê porque está habilitado espontaneamente a crer.

Se cremos é porque o Espírito nos concedeu a fé por meio da palavra. E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo. Romanos 10:17. Alguém já disse que, arrependimento e fé são graças que recebemos, não alvos que alcançamos. A fé e o arrependimento não são aptidões de nossa personalidade humana, mas dádivas graciosas do caráter divino.

A verdade fica muito clara diante da revelação de Deus. Não aceitamos a Cristo em razão de algo aceitável, mas o recebemos porque ele nos aceitou. Do ponto de vista da graça, não é o indigno que aceita o digno. A aceitação é a atitude daquele que se encontra numa posição vantajosa acolher aquele que está numa situação desfavorável. Cristo em sua graça nos aceitou misericordiosamente.

Como dizia William Newell, não havendo na criatura nenhum motivo para que a graça seja manifestada, a criatura tem de ser dissuadida de tentar apresentar motivos a Deus para que lhe dispense o Seu cuidado. A Bíblia nos mostra que, somos aceitos totalmente pelos méritos de Cristo.

Crer e consentir em ser amado ainda que indigno é o grande segredo da graça de Deus. A versão Revista e Corrigida nos dá uma tradução muito interessante deste conceito apresentado pelo apóstolo Paulo. E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor e glória de sua graça, pelo qual nos fez agradáveis a si no Amado. Efésios 1:5-6.

Todas as bênçãos no evangelho são conseqüência da graça de Cristo. Esperar ser abençoado, ainda que percebendo cada vez mais a falta de valor próprio, é o enfoque gracioso de que toda a nossa aceitação está estribada em Cristo. Esperar ser melhor (e, portanto, aceitável) é deixar de se ver em Cristo somente. Ficar desapontado consigo mesmo é ter acreditado em si mesmo. A síntese destes pensamentos de William Newell podem nos levar a refletir que, a suficiência de Cristo é a medida de toda a nossa aceitação.

Não somos aceitos pelas nossas qualidades, nem rejeitados pelos nossos defeitos. Toda a nossa aceitação está fundamentada apenas em Cristo. Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Romanos 8:32.

Ninguém precisa temer ser excluído do reino de Deus quando, pela fé, se vê totalmente aceito por Jesus Cristo, pois o medo produz a obediência dos escravos, mas o amor que nos aceita, a obediência dos filhos.

Fonte: www.batistalondrina.org

Obs: o autor do blog não concorda com a posição que diz que a NVI está equivocada. Concorda sim, que a versão Revista e atualizada dá mais clareza ao texto. Contudo, isso não desmerece a tradução Nova Versão Internacional, visto que a diferença entre os textos é irrisória e um pouco de boa interpretação já eliminaria quaisquer dúvidas no mesmo.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O falso convite do Evangelho atual - parte 3 (final)

Texto por
John MacArthur
-----

Diante da Encruzilhada

Uma vez atravessada a porta larga, o grupo está todo lá e a vida é fácil: nenhuma regra, nenhuma moralidade rígida e muita tolerância e diversidade enquanto afirmamos que amamos a Jesus. Nesse caminho, todos os desejos do coração decaído são atendidos. Não há necessidade de humildade, nem de se estudar a Palavra de Deus. Nenhum esforço é absolutamente exigido, como um peixe morto flutuando rio abaixo, a corrente faz tudo. É o que Efésios 2.2 descreve como "o curso deste mundo". É a estrada larga onde "o caminho dos ímpios perecerá" (SI 1.6).

Contraste isso com o caminho estreito. A melhor tradução para a passagem de Mateus 7.13,14 seria um caminho "constrito". A palavra literalmente significa pressionar, ou estar confinado, como um lugar estreito sobre um precipício. Essa é a razão pela qual em Efésios, Paulo nos diz que devemos andar de maneira circunspecta, com os olhos abertos sem nos desviarmos. É um caminho muito apertado, cercado de ambos os lados pela mão disciplinadora de Deus. A pessoa escorrega desse lado e logo - plaft! — tem suas juntas espirituais deslocadas. O mesmo acontece do outro lado. As exigências são firmes, estritas, refinadas e claras, não há lugar para qualquer desvio ou abandono. O desejo do nosso coração deve ser cumpri-las, sabendo muito bem que, quando falharmos, Deus nos disciplinará e, então, ele mesmo maravilhosa e amorosamente nos perdoará e nos colocará de novo de pé para cumprir sua vontade.

A escolha, então, é entre estes dois destinos: o caminho largo que leva à destruição e o caminho estreito que é o único caminho para o céu. Todas as formas de religião do desempenho humano - desde o humanismo e o ateísmo (a religião máxima do desempenho humano na qual o próprio homem é Deus) ao pseudocristianismo — terminarão no mesmo inferno. Como disse John Bunyan: "Para alguns, a entrada do inferno são os portais do céu". Que tremendo choque será para algumas pessoas. Do outro lado, o caminho estreito se abrirá numa bem-aventurança eterna. O caminho largo estreita-se num terrível fosso (abismo). O caminho estreito alarga-se nas eternas glórias do céu, a plenitude de uma indizível, eterna, brilhante comunhão de alegria com Deus que não podemos sequer imaginar.

Em Mateus 10.32,33 Jesus diz: "Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus". Você está desejoso de confessar o Cristo do Novo Testamento, que é o verdadeiro Cristo, e o evangelho proclamado por ele, que é o verdadeiro evangelho? Você está livre da vergonha para confessá-los aberta e publicamente? Ou você se envergonha dele e de suas palavras e conseqüentemente nega que ele seja aquele quem afirma ser ou que seu evangelho seja a mensagem verdadeira? Se o negar e se envergonhar dele; se a pregação da cruz é tolice para você, então está entre os que perecem.

Admiração não é suficiente. Dizer que aprecia a Cristo e o serve não é suficiente. Muitos no caminho largo admiram Jesus, mas não atravessaram a porta estreita. Não foram com o coração partido e contrito. Não chegaram esmagados pelo peso da lei de Deus com uma atitude penitente, admitindo sua verdadeira condição desesperada e condenada, clamando por salvação da única fonte: o Senhor Jesus Cristo.

O Senhor diz: "Se você não me conhece nos meus termos, eu não o conheço de maneira nenhuma. Se não veio com arrependimento e convicção de seu próprio pecado, em abandono de si mesmo com tal desespero que você grita por salvação e retidão do céu, qualquer que seja o custo, então você não passou pela porta estreita. Não veio humildemente buscando perdão, sabendo que não o merece". Você praticamente se envergonhou de Jesus e das palavras dele, e o encontrará envergonhado de você.

Ninguém pode trazer o seu mundo e entrar pela porta estreita.

Fonte: Josemar Bessa

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O falso convite do Evangelho atual - parte 2

Texto por
John MacArthur
-----

Um Convite Falsificado


Sei que isso choca algumas pessoas, porque ouvimos o tempo todo que é fácil obter a salvação. "Apenas assine este folheto." "É só levantar sua mão!" "Venha à frente enquanto o coro canta mais uma estrofe!" "Apenas repita esta oração." "Convide Jesus a entrar em seu coração." Tudo soa muito simples. O único problema é que nenhuma dessas atitudes tem qualquer relação com a verdadeira salvação ou com atravessar o portão estreito. Esses tipos de convites sugerem que Jesus é um tipo de Salvador pobre e lamentável, esperando que tomemos a iniciativa de permitir que ele aja em nós. Isso subentende que a salvação depende da decisão humana, como se o poder que nos salva fosse o poder do "livre-arbítrio" humano.

Essa ênfase é um fenômeno caracteristicamente americano que teve início no século 19 com um advogado de Nova York transformado em evangelista, chamado Charles Finney. Ele foi o principal anticalvinista americano, insistindo em que as pessoas são salvas por um ato de pura força de vontade. Portanto, qualquer estratagema necessário para manipular essa vontade constitui num método essencial, porque qualquer coisa capaz de convencê-los a se decidirem ser salvos é legítima. Os fins justificam os meios. E, nesse caso, o manipulador "convite do altar" transformou-se no foco principal do seu evangelismo.

Até então, os evangelistas americanos eram, em sua maioria, calvinistas, isto é, criam que os pecadores são salvos por ouvir a mensagem do evangelho enquanto Deus o Espírito Santo os desperta de sua morte espiritual. Mas Finney escolheu um caminho diferente. Ele recorreu a apelos emocionais e ensinou que a salvação não exigia uma regeneração soberana por parte de Deus, mas apenas um ato de vontade humana. As pessoas iam à frente numa torrente sob a força de sua habilidade. Na grande maioria dos casos não havia uma conversão real; de fato, Finney mais tarde admitiu que seu ministério havia produzido em sua maior parte semiconvertidos ou "convertidos" temporários. Mas o espetáculo das multidões avolumando-se em direção ao púlpito era muito convincente.

Dwight Moody adotou a técnica de Finney e passou-a adiante para uma geração de evangelistas de estádio e líderes de ministério que ainda algumas vezes promovem fantásticos eventos públicos e manipulam as pessoas para que vão à frente.

De acordo com Jesus, é muito, muito difícil ser salvo. No final de Mateus 7.14, ele diz o seguinte sobre a porta estreita: "...são poucos os que acertam com ela". Não creio que ninguém jamais tenha escorregado e caído no reino de Deus. Isso é graça barata, crença fácil, Cristianismo dietético, uma abordagem superficial, emocional, avivalista: "Eu creio em Jesus!" "Ótimo, você é da família, entre!" Não. Os poucos que acham a porta estreita precisam procurar muito por ela e, então, atravessá-la sozinhos. É difícil encontrar uma igreja ou um pastor ou mesmo um cristão que possa nos orientar até ela. O reino é para aqueles que agonizam para entrar, cujos corações estão despedaçados pelo pecado, que lamentam humildemente, que estão com fome e com sede e esperam ansiosamente que Deus mude sua vida. É difícil porque você tem o inferno todo contra você. Uma das mentiras mais perversas de Satanás no mundo de hoje é a noção de que é fácil se tornar cristão. Não é fácil de modo algum. A porta que você precisa encontrar é muito estreita e você passa por ela sozinho, angustiado pelos seus pecados e ansiando ardentemente pelo perdão.

Alguém pode dizer que isso se parece com a religião do desempenho humano. Não é. Quando você chega a se sentir quebrado, ao reconhecimento de que, por você mesmo não conseguirá passar pela porta estreita, então Cristo derrama em você graça sobre graça para fortalecê-lo nessa entrada. Ao ser quebrado, seu poder torna-se o seu recurso. Nossa parte é admitir nosso pecado e incapacidade e rogar por misericórdia e poder do alto.

Nenhuma Bagagem

Não é possível passar por uma catraca com bagagem. Para atravessar a porta estreita que leva ao céu, você deixa para trás todas as posses e passa com as mãos vazias. Não é a porta dos auto-satisfeitos, que desejam carregar todas as suas posses consigo, é a porta dos que renunciam a si mesmos, que abandonam toda justiça própria e autoconfiança. Rejeitando tudo o que já foram, deixam para trás o passado. De outra maneira, não poderiam atravessar a porta. Nem ninguém mais poderia.

O jovem líder rico chegou até a porta e perguntou a Jesus o que deveria fazer para entrar no reino. O Senhor disse-lhe para abandonar seu conjunto de malas Gucci e passar. Ele havia encontrado a porta que poucos jamais encontram, mas recusou-se a entrar porque era muito egoísta e egocêntrico para fazer o sacrifício que Jesus lhe pediu.

O ponto importante aqui é maravilhosamente expresso em Mateus 18.3, em que Jesus diz: "...se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus". A marca distintiva das crianças é fato de que são absolutamente dependentes dos outros e não alcançaram nenhum mérito próprio. Como afirma o escritor do hino: "Nada trago em minhas mãos, apenas à tua cruz me apego". Fé salvadora é mais do que um ato mental; é um desdém pelo próprio ser pecador, uma admissão de desmerecimento, um apelo desarmado: "Senhor, sê misericordioso para comigo, um pecador!" Não há nada de errado em levantar as mãos ou recitar uma pequena oração, mas à parte de uma verdadeira fé em Cristo, isso não traz real salvação. Jesus exigiu uma estrita, difícil, radical, dramática admissão de pecaminosidade; um reconhecimento de que não somos nada e não temos nada que nos recomende diante de Deus. A fé começa quando nos lançamos à sua misericórdia para receber o perdão.

Arrependimento e Submissão

Para atravessar a porta estreita, devemos entrar com o coração arrependido pelo pecado, prontos a deixar o amor pelo pecado em favor pelo amor do Senhor. Quando João Batista preparava um povo para receber o Messias, eles iam para ser batizados porque queriam ter seus pecados perdoados. Para qualquer judeu, a preparação para a vinda do Messias e a prontidão para seu reino significavam purificar o coração de todo pecado.

Nós também devemos entrar pela porta estreita em absoluta submissão a Cristo. Ninguém pode ser regenerado, como Cristo indicou em Mateus 7, simplesmente acrescentando Jesus Cristo às suas atividades mundanas. A salvação não é um acréscimo, é uma transformação que leva a uma voluntária submissão à sua Palavra. Toda a mensagem de 1João resume-se em que, se somos verdadeiramente redimidos, isso se manifestará numa vida transformada na qual confessamos os pecados, obedecemos ao Senhor e manifestamos amor por ele e pelos outros. O milagre divino de uma vida transformada revela verdadeira salvação, resultando num coração que deseja obedecer ao Senhor. Como afirmou Jesus: "...Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos" (Jo 8.31).

Se alguém que se denomina cristão não pensa nem age como cristão, este não está no caminho que pensa estar. Provavelmente juntou-se ao bando que atravessa rapidamente a porta larga da falsa religião. Não demonstra nenhuma auto-renúncia: "Ei, traga toda a sua bagagem, toda a sua ambição pessoal, sua vontade, todos os seus desejos egoístas, sua imoralidade, sua falta de arrependimento e até sua relutância em submeter-se inteiramente à liderança de Cristo. Podem passar sem problema pela porta do amor à própria vida!" Muitos alegam ser cristãos, mas ainda são absolutamente indulgentes consigo mesmos. Estes nunca passarão pela porta estreita com toda essa bagagem. Embora talvez não saibam, estão na estrada larga da destruição.

Fonte: Josemar Bessa

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O falso convite do Evangelho atual - parte 1

Texto por
John MacArthur
-----

Existe uma compreensão equivocada de que a escolha entre Cristo e os falsos deuses é a escolha entre o desejo de ir para o inferno ou o desejo de ir para o céu. Tenho ouvido pregadores dizerem que o caminho estreito é o caminho do Cristianismo, escolhido por aqueles que desejam ir para o céu e o caminho largo é aquele que as pessoas escolhem quando se contentam em ir para o inferno. Porém, esses pregadores estão mal-informados ou confusos. Não se trata de um contraste entre piedade e Cristianismo de um lado, e a população descrente, luxuriosa, indecente e pagã alegremente a caminho do inferno do outro lado. É um contraste entre dois tipos de religião, ambos os caminhos com o aviso: "Este é o caminho para o céu". Satanás não coloca um sinal indicando: "Inferno — Próxima entrada". Esse não é seu estilo. As pessoas que entram pelo caminho largo pensam que ele as levará para o céu.

Atitude de Mentes Estreitas

Em Mateus 7.13,14, Jesus mencionou o portão estreito duas vezes e o portão largo apenas uma vez. Da encruzilhada, ambos os caminhos parecem levar à salvação. Ambos prometem a estrada para Deus, para o reino, a glória, as bênçãos, o céu. Porém, só um dos caminhos realmente chega lá.

A principal característica do caminho da vida apontado por Jesus foi sua estreiteza. O caminho largo tinha todos os tipos de tolerância pelo pecado, por leis além da lei de Deus, e por padrões abaixo e além dos padrões de Deus. Todo sistema religioso construído pelo homem faz parte do cenário do caminho largo. Porém, Jesus não procurou maneiras de conciliação ou de acomodação. Ele disse simplesmente: "É necessário deixar o caminho largo. Você precisa entrar pelo caminho estreito. Se você quiser entrar no reino, você tem de ir nesses termos".

Não é suficiente ouvir sermões sobre o portão; não é suficiente respeitar a ética; precisamos atravessar o portão. E não podemos ir a não ser que abandonemos nossa justiça própria, que nos vejamos como mendigos em espírito, lamentando os pecados, humildes diante de um Deus santo, não orgulhosos e cheios de si, famintos e sedentos por retidão, e não crendo que já a possuímos. O inferno estará cheio de pessoas que admiravam profundamente o Sermão do Monte. É necessário fazer mais do que isso. É necessário obedecer e agir.

Não podemos ficar do lado de fora e admirar o portão estreito, é necessário deixar tudo para trás e atravessá-lo. Aí está a auto-renúncia novamente. Atravessamos despojados de tudo. Mas isso não seria uma atitude motivada por uma mentalidade limitada? Isso quer dizer que o Cristianismo não abre espaço para pontos de vista opostos? Nenhuma tolerância compassiva? Nenhuma diversidade?

Exatamente isso. Não agimos dessa maneira por sermos egoístas ou orgulhosos; agimos assim porque foi isso o que Deus nos mandou fazer. Se Deus tivesse dito que há 48 caminhos para a salvação eu pregaria e escreveria sobre todos eles. Mas não há: "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos", relembra-nos Atos 4.12, nenhum outro nome senão Jesus.

No Evangelho de João, Jesus disse: "...Eu sou o pão da vida" (6.35); "...Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida" (14.6); "...o que não entra pela porta no aprisco... é ladrão e salteador... eu sou a porta" (10.1,7). Paulo confirmou essas palavras em 1Timóteo 2.5: "Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem". Há apenas um: Cristo e somente Cristo. Esse é um ponto de vista limitado. Mas o Cristianismo é assim, e é a verdade. Temos de entrar nos termos de Deus e pelo portão prescrito por Deus. Cristo é o portão. O Deus Santo tem o direito de determinar as bases da salvação, e ele determinou que seja Jesus Cristo, e apenas ele. Podemos entrar somente por meio dele, pela fé. ' '

Um de Cada Vez

Ele decidiu também que seu povo deve atravessar o portão estreito sozinho. Isso está implícito na passagem, o qual alguns comentadores dizem que é mais bem expressa pela idéia de catraca ou borboleta. Se você já foi a um zoológico ou a um jogo com um grupo de pessoas, todos provavelmente tiveram de passar por uma catraca. Quando todos se aglomeram no portão e estão com muita pressa tentando entrar ao mesmo tempo, é necessário compreender que passar por uma catraca não é algo que se possa fazer em grupo. É preciso passar um de cada vez. Assim é com o portão estreito. Atravessar o portão em direção ao reino de Cristo é uma jornada solitária.

Essa idéia é difícil de aceitar porque passamos a vida correndo com a multidão, fazendo parte do grupo, parte do sistema, obtendo a aceitação. Então, de repente, Cristo diz que teremos de passar por essa catraca sozinhos. Estar na igreja não faz de você um cristão, assim como estar numa garagem não o transforma num carro. Cada um deve ir a Cristo sozinho, num compromisso individual de fé penitente e de auto-renúncia. Isso é difícil.

Fonte: Josemar Bessa

sábado, 11 de setembro de 2010

Não Mais Crianças no Senhor

Texto por
Martyn Lloyd Jones
-----

O Apóstolo Paulo mostra que as crianças têm certas características e tendências particulares. Ele chama a atenção para estas com as palavras, "para que, doravante, não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente". Aqui temos um exemplo do conhecimento que o apóstolo tinha do que hoje se descreve como "psicologia infantil". É uma perfeita descrição das crianças, e do modo de ver e da mentalidade da criança, e isso corresponde fielmente a todos nós,quando começamos na vida cristã. Há uma passagem paralela no capítulo 3 da Primeira Epístola aos Coríntios, onde de novo ele analisa esta condição, mas sob um aspecto e um ponto de vista ligeiramente diferente.

Para o nosso crescimento é essencial que compreendamos e continuaremos sendo crianças. Não conheço nada que seja mais trágico do que ver cristãos permanecem exatamente onde sempre estiveram e sendo o que sempre foram. Terminam como crianças, como começaram. Eles achavam que tinham tudo no começo e, assim, nunca cresceram espiritualmente, permanecem crianças a vida toda. Não parecem que tenham compreendido que temos apropriar-se e apossar-nos do que é prometido e tornado possível a cada um de nós, e que temos que "crescer na graça e no conhecimento" do Senhor.

Segundo o apóstolo, há duas principais tendências nas crianças. A primeira é instabilidade. Ele utiliza uma frase bastante pitoresca para descrever isso: "lançados para lá e para cá" ("inconstantes"), "agitados como as ondas". Não significa que somos agitados de um lado para outro pelas ondas, porém que nós somos semelhantes às ondas, agitadas para lá e para cá e constantemente em movimento. Na verdade podemos traduzir a frase por, "lançando-se por todos os lados". A palavra que o apóstolo empregou, e é o único caso em que ela se acha no Novo Testamento, comunica o sentido de violência - "um violento lançar-se das águas ao redor". Tiago tem a mesma idéia no capítulo primeiro da sua Epístola, onde a palavra empregada significa "lançada de um lado para outro" ou "agitada" (1:6). Nada é tão característico do mar como a sua inquietação, o seu constante movimento e mudança. A palavra do apóstolo transmite esta idéia do mar agitado para lá e para cá, ondas do mar em constante movimento, com a idéia de violência e agitação. E isso, diz o apóstolo, caracteriza a condição infantil.

Contudo, devemos analisar isto mais detalhadamente, como o apóstolo claramente tenciona que façamos. A condição nos lembra que uma das características mais proeminentes da criança é a inconstância e mutabilidade. Quão rapidamente uma criança pode mudar do riso para o choro! Pode-se ver no seu rosto as rápidas mudanças. A criança não pode evitar isso, é claro, porque é criança. Nas Escrituras há muitos exemplos disto, nos casos em que se aplica a uma condição infantil. Vejam, por exemplo, o que lemos no último capítulo de Atos dos Apóstolos. Paulo tinha desembarcado, após um naufrágio, na ilha de Melita (Malta). Fazia frio, e eles juntaram uns gravetos para fazer uma fogueira para esquentar-se. De repente, uma víbora prendeu-se na mão do apóstolo. Os outros concluíram imediatamente que ele devia ser um homem muito mau, e ficaram na expectativa de que ele começasse a inchar a qualquer momento e sofresse morte violenta. Todavia, quando viram que ele nem inchava nem morria, mudaram de opinião e disseram que ele era um deus. Passaram imediatamente de um extremo ao outro. Essa conduta é típica da criança, "agitada para lá e para cá, como as ondas do mar". É sempre triste ver essa espécie de comportamento no povo cristão, entretanto todos começamos como crianças.

Outra coisa que caracteriza esta condição infantil é a falta de domínio próprio. É por isso que as crianças devem estar sob o controle de pessoas mais velhas. As crianças são criaturas de impulsos e caprichos; pouco sabem de autodisciplina, e elas não conseguem dominar-se, controlar-se e controlar o seu gênio. Diz-nos o livro de Provérbios que o homem pode dominar o seu gênio é o maior do que aquele que pode capturar uma cidade. O domínio próprio é uma tarefa muito difícil. A criança não pode dominar-se; ela dá livre expressão de si mesma. Quer uma coisa, e a quer imediatamente; mostra o seu temperamento e o seu desagrado, se lha negam. A criança manifesta-se incapaz de controlar as suas reações e respostas às coisas que lhe sucedem.

Outra característica da criança, e característica que se segue às anteriores, é que a criança sempre reage exagerada e violentamente às coisas que lhe acontecem. A criança age de maneira global, e o faz com um elemento de violência e excesso. A criança ou gosta demais de uma coisa, ou a odeia; não há meio termo. Ela vai direto de um extremo ao outro. Todas as reações da criança exibem este elemento de excesso, de violência e de falta de disciplina e de controle. Quão desconcertante as Escrituras podem ser quando colocam diante de nós esse tipo de espelho! O verdadeiro cristão, e adulto, não deve reagir violentamente e com excesso; ele precisa manifestar disciplina e controle, e um elemento de temperança. "Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, de amor, e de moderação", diz o apóstolo ao jovem Timóteo (2 Timóteo 1:7). "Moderação" (VA: "mente sã") quer dizer disciplina e domínio próprio, não devemos reagir com excesso e com violência às coisas que acontecem conosco.

Mais uma característica da criança é que ela defende as suas idéias violentamente, e tende a mudar de um extremo para o outro. Todos nós conhecemos o dogmatismo da criança; e o que a torna mais difícil ainda é que quando ela muda completamente de idéia, defende a nova idéia de maneira igualmente dogmática. Além disso, nunca se sabe quando a mudança vai acontecer. O resultado disso tudo é que a criança vive num estado de perpétuo tumulto e agitação mental. Do mesmo modo, o adulto que acabou de se tornar cristão tende a mostrar estas características, tanto individualmente como em grupos. Observem um pequeno grupo de crianças. Elas parecem terrivelmente perturbadas; uma coisa de nada as transtornou, e elas se juntam em bloco e parecem falar todas ao mesmo tempo. São violentas em suas reações, agitadas, e estão num estado de tumulto. Acham que o fim do mundo está prestes a acontecer, tudo porque um brinquedinho se quebrou ou por causa de alguma coisa igualmente trivial. São como as ondas do mar, agitadas para lá e para cá. A agitação mental é sempre indicativa de uma condição infantil, a não ser que se deva a uma verdadeira doença mental.

Tudo isso deve levar-nos a perguntar se nós estamos manifestando estas características da criança, esta instabilidade, este constante movimento e agitação, esta tendência para ser violenta nestes diferentes aspectos; esta falta de disciplina e de domínio próprio, e especialmente esta incapacidade de controlar as nossas reações às coisas que nos acontecem. Noutras palavras, a vida da criança é uma vida vivida na superfície. A criança não tem reservas às quais recorrer. Isto não é uma crítica à criança; é uma descrição. E a característica da criança. E porque é criança, não pode evitá-lo. Contudo, quando você vir esta condição em alguém que é cristão há algum tempo, a primeira coisa necessária é fazê-lo compreender que ele está muito errado e que "doravante" não deve continuar nesse estado.

Fonte: Martyn Lloyd Jones

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Oba! Vamos matar crianças!

Texto por
Filipe Luiz C. Machado
-----

Não. Não estou falando de algum partido político que seja favorável ao aborto, mas sim, de uma suposta "igreja" que tem defendido com afinco essa ideia.
Seu nome é "Igreja Universal do Reino de Deus".

Interessante notarmos que o próprio nome da "igreja" nos leva à vislumbramos e refletirmos sobre o maravilhoso poder e Reino de Deus diante de sua Igreja universal. Admirável também é sabermos que essa mesma igreja que critica a igreja Católica e condena a compra da salvação por meio de penitencias e valores dados para "Deus", vende também aos seus fiéis o cimento ungido da casa própria, óleo da unção para celular, gota d'água abençoada e muitas outras quinquilharias para "abençoar a vida do irmão". Extremamente lamentável e ainda mais revoltante é vermos que pessoas seguem a largos e cegos passos essas ideologias propostas por essa e tantas outras igrejas/empresas. Como brincam alguns, "deixou de ser pequenas igrejas e grandes negócios. Agora é mega-igrejas e gigantes negócios."

Dito isso, reporto-me a mais nova palhaçada feita em nome de Deus: matar crianças! Como assim? É isso mesmo. Esta dita igreja aprovou e está incentivando a prática do aborto. Recentemente tive a infelicidade de ver um vídeo publicado no YouTube onde o próprio "bispo" Macedo utiliza-se de uma versículo totalmente fora de seu contexto para justificar a pratica abortiva. Contra esses, nada posso acrescentar às palavras de Paulo quando diz: "Mas ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado!" Gálatas 1.8 (é importante entendermos que este "seja amaldiçoado" não significa que nós estaremos proferindo maldição sobre a vida de alguém, mas sim que a maldição de Cristo está sobre aqueles que violam a sã doutrina)

O que diremos sobre isso? Ainda consideraremos tal "igreja" como "gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível." como nos diz Efésios 5.27? Como poderemos valorar preceitos espirituais à tal "igreja", sendo que a mesma foge e corre freneticamente para longe das Sagradas Escrituras? Paulo nos alerta para que "não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" 2Coríntios 6.14. Aqueles que porventura ainda defenderem tal instituição e outras semelhantes (Igreja Mundial do Poder de Deus, por exemplo), certamente estarão sob o alvo da maldição de Cristo.

Parafraseando Paul Washer: "A igreja atual está muito bem! Tem seguido a sã doutrina, tem sido piedosa, prestativa e vivido uma vida de santidade. O problema é que isso que você chama de igreja, na verdade não é!". Compactuo plenamente com essa expressão e também com a revolta de Washer. Tem se confundido cristianismo com "acreditar em Jesus"! Amados, acreditar é muito fácil. Não necessita arrependimento, mudança de comportamento, mudança de ideologias e tantas outras coisas concernentes à vida cristã. Nada é necessário para se acreditar em algo. Nenhum proveito há em professarmos nossa fé sendo que nossas práticas não condizem com o verdadeiro cristianismo ensinado por Cristo Jesus! Até quando aceitaremos tais barbaridades e ficaremos calados para não criarmos intrigas?

Lutero certa vez disse: "A paz, se possível; mas a verdade, a qualquer preço". Muitas vezes os que professam a fé cristã tem dando muito valor ao suposto "amor cristão". Entenderam errado o apóstolo João e acham que a unidade com tudo e com todos está acima da verdade, acima da doutrina, acima de Deus e acima daquilo que Ele é!

Pensemos por um instante: Se as igrejas que vendem bênçãos, prosperidade, cura instantânea, que condicionam o crente a usar certas roupas e certas cores, dizem que praia é coisa do diabo, futebol é coisa do capeta, prometem o reino celestial instituído na Terra e tantas outras atrocidades que vemos por aqui, não são os "falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores" Mateus 7.15, quem serão eles então? O Jiraya? Super-Homem? Mulher Maravilha? Batman e Robin?

Mude sua direção antes que seja tarde demais. Desperte para a realidade que o cerca. Pare de ser inocente e achar que o que você e os outros chamam de igreja é de fato Igreja. Busque conhecimento na palavra de Deus. Caso contrário, amanhã pode ser sua vez de matar uma criança.

Que Deus nos fortaleça!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O poder de Deus na conversão

Texto por
Thomas Watson
-----

O mesmo poder que atrai o pecador a Deus é o que conduziu Cristo para fora da sepultura e o levou ao céu (Ef 1.19). Um grande poder é manifestado na conversão, maior que o manifestado na criação. Quando Deus fez o mundo não encontrou oposição. Não tinha nada para ajudá-lo nem tinha nada para atrapalhá-lo, mas quando converte um pecador, encontra oposição. Satanás se opõe a Deus, também o coração do homem se opõe a Deus; pois o pecador está irado em relação à graça que o pode converter. O mundo foi "obra dos teus dedos" (SI 8.3). A conversão é o trabalho de "seu braço" (Lc 1.51 I.

Na criação, Deus operou somente um milagre, ele pronunciou sua palavra; mas, na conversão, Deus executa muitos milagres. O cego vê, o morto é ressuscitado, o surdo ouve a voz do Filho de Deus. Quão infinito é o poder de Jeová. Ante o seu cetro, os anjos se cobriam e se prostravam, os reis lançavam suas coroas aos seus pés. "Porque o Senhor, o SENHOR dos Exércitos, é o que toca a terra, e ela se derrete" (Am 9.5). "Quem move a terra para fora do seu lugar, cujas colunas estremecem" (Jó 9.6). Um terremoto faz com que a terra trema sobre seus pilares, mas Deus pode remover a terra de seu centro.

Ele pode fazer o que quiser, seu poder é tão grande quanto sua vontade. Se o poder dos homens fosse tão grande quanto suas vontades, quão terríveis seriam as coisas que fariam no mundo. O poder de Deus é de igual extensão à sua vontade. Com uma palavra pode remover as rodas e quebrar o eixo da criação. Ele pode fazer "mais do que ... pensamos" (Ef 3.20). Ele pode parar os agentes naturais. Ele calou as bocas dos leões; fez o fogo não queimar; fez as águas ficarem em pé como dois montes; ele fez com que o Sol retomasse 10 graus no relógio solar de Acaz (Is 38.8). Quem pode apresentar onipotência? "Ele quebranta o orgulho dos príncipes" (SI 76.12). Ele contra-ataca seus inimigos abaixando suas bandeiras e suas faixas de orgulho, ridicularizando seus conselhos, quebrando suas forças; e tudo isso faz facilmente com um movimento de sua mão, "pelo sopro de sua boca" (SI 33.6; Is 40.24). Um olhar, um lance de seus olhos é o necessário para que Deus destrua seus inimigos: "Na vigília da manhã, o SENHOR, na coluna de fogo e de nuvem, viu o acampamento dos egípcios e alvorotou o acampamento dos egípcios" (Êx 14.24). Quem pode pará-lo em sua marcha?

Deus comanda e todas as criaturas no céu e na terra obedecem a suas ordens. Xerxes, o monarca persa, lançou correntes ao mar e as ondas as engoliram como se estivesse acorrentado às águas, mas quando Deus fala, o vento e o mar lhe obedecem. Se falar somente uma palavra, as estrelas brigam em seus cursos contra Sisera. Se ele bater o pé, um exército de anjos imediatamente se apresentará para a batalha. O que o poder do onipotente não pode fazer? "O SENHOR é homem de guerra" (Êx 15.3) "O teu braço é armado de poder" (SI 89.13).

O poder de Deus é "a força da sua glória" (Cl 1.11). É um poder irresistível. "Pois quem jamais resistiu à sua vontade?" (Rm 9.19). Contestá-lo é como se os espinhos se organizassem em marcha de batalha contra o fogo, ou, como se uma criança sensível lutasse com um arcanjo. Se o pecador for pego na rede de ferro de Deus, não há escapatória. "Nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos" (Is 43.13).

O poder de Deus é inexaurível, nunca passa ou se desgasta. Os homens, enquanto exercitam suas forças, se enfraquecem, mas Deus tem uma eterna renovação de força em si mesmo (Is 26.4). Embora Deus gaste suas flechas contra seus inimigos, mesmo assim não gasta sua força (Dt 32.23). "O SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga" (Is 40.28).

Fonte: Josemar Bessa

Compartilhe

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

pop-up LIKE

Plugin