"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Investimos na Imposição e não na Educação

Texto por
Filipe Luiz C. Machado
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Em meio a muitos avanços e novas tecnologias, urge-se a claríssima necessidade de revermos nosso conceito de educação em meio a sociedade. Necessário é analisarmos para onde estamos caminhando e que futuros pais, filhos, empresários e empregados estamos formando. Estaríamos formando uma geração da educação ou da imposição?

É com grande pesar que assistimos a degradação contínua da sociedade pós-moderna. Uma sociedade que caminha baseada num superficialismo travestido de pseudo-filosofia profunda. Imaginamos ser verdade que porque a cada novo amanhecer nos dão novos pareceres sobre a ciência, política, matemática, religião e tantas outras coisas que nos cercam e que isto estaria nos levando a largos passos para uma comunidade racional e inteligente, que sequer percebemos a total fantasia que vivemos. Passa-nos desapercebido o fato de que a cada dia temos nos tornado mais superficiais e sem valor algum! É espantoso olharmos para a realidade monstruosa que nos cerca! Você já notou?

Outrora dava-se deveras importância a matérias como Filosofia, Ciências Sociais e Religião na grade curricular educacional. Mas o que fazem hoje? Substituíram quase toda forma de incentivo ao raciocínio criativo, por métodos, fórmulas e dogmas invioláveis! Dizem-nos que não podemos questionar certos princípios pois afinal... sempre foi assim. Quão acéfalos são estes supostos "professores" e "mestres"!

Não estimula-se mais o cidadão à leitura e ao pensamento crítico; pelo contrário, estimula-o constantemente a apegar-se a novos produtos, fórmulas e métodos já previamente "testados" e "comprovados". Não questiona-se mais o porquê das coisas, o porquê de termos de trabalhar tanto tempo durante a semana e apenas sobrar-nos apenas 2 dias para descansar e analisar a vida ou até mesmo o porquê de não fazermos nada enquanto a sociedade trilha seu caminho rumo ao desfiladeiro da ignorância.

Somos uma geração acostumada com o "Fast-Food", "Tele-Entrega", "Macarrão Instantâneo" e tantas outras coisas que de certa forma facilitam e muito nosso dia-a-dia e convivência social. Porém, importante é salientarmos que tais coisas geram uma cultura viciada na instantaneidade e torna-a extremamente propícia para a imposição de suposto conhecimento. A impressão que nos passam é de que sempre precisamos de verdades encaixotadas e prontas para impormos aos outros. Salienta-se, porém, que mau algum há em se ter verdades prontas, desde que estas sejam previamente submetidas ao crivo da indagação, investigação e sejam aplicadas de forma válidal.

Nossas creches, escolas, universidades, igrejas e seminários precisam urgentemente repensar suas maneiras de ensino e transmissão de conhecimento. A degradação sociológica, ontológica, filosófica e religiosa que presenciamos, é de extrema periculosidade para com nossa geração e para com àquelas que estão por vir. Caso a sociedade não se foque no prisma da real educação, continuaremos marchando rumo à verdades prontas e à imposição.

Que Deus nos abençoe!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A importância do Fiel Ministro

Texto por
Filipe Luiz C. Machado
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"Vocês o aprenderam de Epafras, nosso amado cooperador, fiel ministro de Cristo para conosco" Colossenses 1.7

Muitas vezes gostamos de subestimar o poder que há na palavra de Deus e naqueles que a transferem com fidedignidade e ousadia. Não percebemos o quão valiosos são os ministros que atuam na Igreja de Cristo. Que incrível tarefa que eses têm! Mas afinal, quem são eses ministros? Seriam apenas os pregadores? Ou poderíamos dizer que são todos os santos? É certo salientarmos que nesta ocasião, Paulo está se referindo exclusivamente à Epafras, "fiel ministro de Cristo". Por isso nos ateremos àquele que transmite uma mensagem, independentemente se este é ou não um "pregador" da igreja.

Nos versículo anteriores ao 7, vemos que Paulo começa saudando os "santos e fieis irmãos... que estão em Colossos" (v.2), também demonstra seu carinho por aqueles irmão dizendo que "sempre agradecemos a Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vocês," (v.3), de igual modo agradece a Deus por ter "ouvido falar da fé que vocês têm em Cristo Jesus e do amor por todos os santos" (v.4), se alegra pela "esperança... a respeito da qual vocês ouviram por meio da palavra da verdade" (v.5) e lhes traz boas novas dizendo que "por todo o mundo este evangelho vai frutificando e crescendo, desde o dia em que o ouviram e entenderam a graça de Deus em toda a sua verdade" (v.6).

Para entendermos melhor a grandiosa importância do ministro de Deus, é necessário "ligarmos os pontos" entre Epafras e os santos em Colossos. Primeiramente, vemos que seria inviável para Paulo, agradecer e desejar a "graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo" (v.1) se Epafras não tivesse realizado um trabalho de excelência em meio ao povo de Colossos. Paulo transmite graça e paz da parte de Deus, pois sabe que os santos a quem ele escreve são realmente cristãos firmados na palavra. Não eram meros "crentes-esquenta-banco", mas sim, pessoas devotas à nobre e digníssima causa de Cristo Jesus.

Igualmente podemos apontar que Paulo se regozijava na "fé que vocês têm em Cristo Jesus e do amor por todos os santos" (v.4). Fé esta que certamente estava baseada na grandiosa obra feita por Deus através de Epafras. Não fôra feita uma obra superficial, que apenas mudou o status quo dos crentes, mas sim uma verdadeira regeneração, que lhes suscitou uma fé saudável e inabalável em Cristo Jesus. Diferentemente do que vemos em nossos dias, onde os "ministros" falam bonito (porém ensinam coisas vindas de Satanás), Epafras lhes ensinava a sã e perfeita doutrina cristológica. Assim como Paulo disse em 1Coríntios 2.4 que "a minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder", podemos compreender que também no caso de Epafras, não foi diferente.

A esperança que a igreja de Colossos tinha era baseada na "palavra da verdade, o evangelho que chegou até vocês" (v.5,6). Quão importante foi a exata transmissão da verdade por meio de Epafras à igreja de Colossos! Imaginemos a desgraça que seria se Epafras tivesse transmitido uma falsa esperança! O que seria daqueles crentes se Epafras tivesse pregado um falso evangelho da prosperidade, dizendo-lhes que a sua esperança deveria basear-se nas riquezas, na cura e em falsos milagres? Estariam em completa perdição e Paulo jamais poderia gloriar-se em Cristo Jesus por causa da dúbia fé que estes irmãos apresentariam!

Por fim, vemos que tudo isso só foi possível devido ao "dia em que o ouviram e entenderam a graça de Deus em toda a sua verdade" (v.6). Amados, é mister notarmos a escrupulosa tarefa que Epafras tinha para com àqueles irmãos. Não bastaria-lhe contar algumas "boas novas", oferecer algum perdão imediado e ir embora. Não! Era necessário pregar e se certificar de que os crentes ali haveriam de entender "a graça de Deus em toda a sua verdade". TODA A SUA VERDADE não é pregar apenas aquilo que o povo gosta de ouvir, falar de coisas bonitas e recitar provérbios de felicidade sem fim. Nem tão pouco é massagear o ego e as próprias vontades do ser-humano carnal. Pelo contrário, é pregar TUDO SOBRE CRISTO! Pregar sobre Seu amor, Sua graça, Sua fidelidade, Sua ira, Sua justiça, Sua destruição sobre aqueles que rejeitam Sua exortação, Sua iminente e inesperada volta...

Que assim como Epafras, possamos expor toda a Sua verdade e Sua palavra àqueles que nos ouvem e nos cercam. Que Deus tenha misericórdia e nos fortaleça nessa árdua, porém estimulante tarefa. Pois bem sabemos que Seu amor é indelével e Sua "benignidade dura para sempre" (Salmos 136.1).

Deus abençoe!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Deus não tem de dar justificativas

Texto por
Thomas Watson

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Deus não tem de dar justificativas de suas atitudes às suas criaturas. Assim como não se pode dizer para um rei: "Que fazes?" (Ec 8.4), muito menos para Deus. Isto é o suficiente, Deus é o Senhor supremo, tem um poder soberano sobre suas criaturas, portanto não pode fazer injustiça. "Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?" (Rm 9.21). Deus tem liberdade em si para salvar um e não outro, e sua justiça não é culpada ou manchada.

Se dois homens lhe deverem dinheiro, você pode, sem qualquer injustiça, cobrar de um e esquecer a dívida do outro. Se dois malfeitores são condenados à morte, o rei pode perdoar um e não o outro. Ele não é injusto se deixar um sofrer, porque quebrou a lei, e o outro salvar, usando sua prerrogativa real de perdoar.

O ímpio é totalmente culpado por suas decisões. Embora uns sejam salvos e outros pereçam, não há injustiça da parte de Deus, pois quem se perde é culpado por isso. "A tua ruína, ó Israel, vem de ti, e só de mim, o teu socorro" (Os 13.9). Deus oferece graça e os pecadores a rejeitam. Deus é obrigado a dar graça? Se um cirurgião tenta curar a ferida de alguém e esse alguém não é curado, o cirurgião é obrigado a curá-lo? "Clamei, e vós recusastes" (Pv 1.24). "Israel não me atendeu" (SI 81.11). Deus não é obrigado a impor suas misericórdias sobre os homens. Se recusarem livremente a oferta da graça, seus pecados devem ser considerados como a causa de sua perdição, não a justiça de Deus.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O livre-arbítrio é em si mesmo contraditório

Texto por
Filipe Luiz C. Machado
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Longe de ser uma grande explanação filosófica e/ou teológica sobre o assunto, o que desejo mostrar é que não precisamos necessariamente nos apoiar na teologia para provarmos que o livre-arbítrio é em si mesmo contraditório; pois a própria lógica já o faz.

Para começarmos, devemos entender que existem diversas interpretações do que poderia ser o livre-arbítrio. Todas essas interpretações e deduções são fruto do muito pensar e analisar o que de fato seria o "livre" e o "arbítrio". Contudo, creio que não precisamos ir tão a fundo para mostrarmos a falácia aqui mencionada. Vejamos alguns motivos:

1. Ser livre não significa ser autônomo.

Quando as pessoas se referem a livre vontade do ser-humano, geralmente querem dizer que elas são livres para escolherem o que bem entenderem. Com isso, logo se chega a rápida conclusão de que a liberdade é inerente a personalidade humana. Em outras palavras: nascemos livres, mas a sociedade nos limita.

Mas veja que esse argumento não pode ser sustentado de forma adequada, visto que a livre vontade, aparentemente inata do ser-humano, não é uma condição que ele escolheu para si. Nenhum bebê escolhe onde vai nascer, se será menino ou menina, com quantos quilos vai nascer e tantas outras variáveis que envolvem o nascimento de um ser. Como dizer então que o ser-humano é livre por natureza? Na melhor das hipóteses poderíamos alegar que somos parcialmente livres.

2. Livre é diferente de liberdade.

Por livre devemos entender a ausência de toda e qualquer regra ou conhecimento pré-estabelecido por alguém ou por alguma coisa. Significa dizer que "livre",é ser não-causado, não pré-estabelecido por outrem ou por vontade alheia a sua. Seríamos de fato livres se pudéssemos optar por qualquer coisa que quiséssemos, mesmo que essa "coisa" não existisse. Por exemplo: se de fato fossemos realmente livres, poderíamos tranquilamente chegar a uma padaria e anunciar: "eu desejo um notebook com farofa e mouse". Ora, não é necessário explicar que a atendente não poderia executar nosso pedido; afinal, nós estaríamos em uma padaria e não em um cyber-café lunático!

Diferentemente da livre vontade, a liberdade não pressupõe que podemos escolher qualquer coisa que quisermos, mas apenas as opções que nos são apresentadas. A liberdade contempla a pluralidade de alternativas que temos sobre um determinado objeto ou ação. Ela nos diz que nem tudo que queremos é possível; porém, naquilo em que temos opção, somos "livres".

3. O arbítrio (do livre-arbítrio) exclui a livre vontade.

Dentre os muitos significados que podemos achar para esta palavra, creio que há um que englobe o sentido bruto que queremos dar. Arbítrio: "Juízo, sentença de árbitro".

Trabalhando nesta perspectiva, percebemos que o objeto de causação tem poder sobre a matéria, pensamento ou qualquer outra coisa que lhe pertença ou que lhe tenha serventia para este causar naquele. Neste caso, a matéria (física ou intelectual) é subjugada por tudo aquilo que tem o poder de lhe obter e modificar. Então, se a dada matéria está neste estado de total inércia e pronta para receber julgamento e escolha, entendemos que é necessário que outrem a julgue. Dito isso, partimos para o elemento julgador.

Se temos uma matéria para ser arbitrada, precisamos de um árbitro. Se há um árbitro, entende-se que este tem o poder inerente sobre a matéria a ser arbitrada; caso contrário não teria "poder" para tal feito. Este silogismo não nos dá uma ideia empírica, mas sim nos leva a uma conclusão real daquilo que acontece: temos uma livre vontade, porém restrita. Então, se este silogismo é verdadeiro, cabe-nos apresentar uma nova proposta ao antigo livre-arbítrio.

4. Livre-arbítrio significa livre-escolha e não, ser livre.

Diante de tais exposições, precisamos deixar claro que o comumente chamado "livre-arbítrio" nada mais é do que "livre-escolha". Este primeiro termo não pode se assemelhar em qualquer espécie com a conjectura da possível livre vontade humana; pois conforme vimos, para algo ser livre precisa ser não-causado, e isto exclui de imediato o ser-humano e suas faculdades.

Por fim, entendemos que não somos livres (no verdadeiro sentido etimológico), mas árbitros das escolhas que nos são propostas. Somos livres (no sentido prático) para escolhermos aquilo que temos como opção de escolha, e estas opções são sempre limitadas. Isto faz com que sejamos responsáveis por aquilo que escolhemos e pelas decisões que tomamos.

Problema algum há em se usar o termo livre-arbítrio, desde que este seja corretamente entendido e seja aplicado como representando a livre escolha do ser humano.

Abraços!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Confie na Soberania Divina

Texto por
Filipe Luiz C. Machado

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Um dos momentos mais conflitantes na caminhada do cristão é quando ele se depara com a poderosa e totalmente intangível soberania de Deus. Pensa ele: "Como poderei conciliar a inefável soberania de Deus com minha própria vida?" O objetivo do presente artigo não é chegar a uma solução, mas sim acalentar corações temerosos que possam estar vacilantes e colocando em cheque sua confiança no Senhor.
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A soberania de Deus jamais poderá ser compreendida e expressada em termos humanos. Nem mesmo a mais sublime e rebuscada palavra existente em nosso vocabulário seria capaz de definir a grandiosa soberania divina. Não podemos expressá-la, pois nada neste mundo pode compreender o divino ou abrigá-lo em uma pequena palavra ou expressão idiomática. Os atributos de Deus e em especial sua soberania, são coisas inimagináveis para nós. Dito isto, resta-nos apenas a humilde reverência e temor devido ao único Soberano e Criador de todas as coisas.

Antes de irmos para o nosso texto, é valioso salientar que talvez você sempre tenha pensado que os Salmos fossem apenas uma coleção de palavras bonitas, sem muito significado importante e que serviam apenas para ficar sala de estar, para assim, "abençoar o ambiente" e trazer paz a sua vida. É importante notarmos que muitas coisas que as vezes pensamos ser verdade, na verdade não são. Por que, os Salmos não poderiam também ser palavras de severa advertência a nós? Não se deixe enganar por tradições e fábulas humanas, mas reconheça que "toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça" 2Timóteo 3.16

Nosso texto se encontra em Salmos 33.13-15, que diz: "Dos céus olha o Senhor e vê toda a humanidade; do seu trono ele observa todos os habitantes da terra; ele, que forma o coração de todos, que conhece tudo o que fazem."

Observe que o salmista começa dizendo, "dos céus olha o Senhor e vê toda a humanidade". Vemos que desde os tempos mais primórdios da civilização cristã, já havia a compreensão de que Deus era onisciente em Seu ser. Diz-nos a Palavra, que Deus vê toda a humanidade, que nada escapa de suas vistas. Todos os povos, línguas e nações estão sempre sendo observados pelos olhos do Senhor. Ele jamais se aparta para um "cochilo" ou se esquece de Sua criação; pelo contrário, constantemente a sustém.

O salmista não nos dá margem para questionarmos se Deus as vezes se esquece de olhar para alguém. Ele diz, "do seu trono ele observa todos os habitantes da terra". Nenhum ser terreno é esquecido por Deus, ninguém está livre da visão soberana de Deus. Nem mesmo o mais perfeito crime, que jamais será descoberto, está fora das vistas do Senhor. Nada foge de seu olhar!

Poderíamos então chegar à lógica conclusão de que Deus está apenas nos observando e por isso espera que nós retribuamos a Ele o que é devido. Porém, antes mesmo de começarmos a cogitar possibilidades acerca do que Deus espera de nós e por quais meios essa relação se dá, o salmista diz: "ele, que forma o coração de todos, que conhece tudo o que fazem.". Em outras palavras ele diz: "Não fiquem achando que vocês são totalmente livres; que se vocês quiserem estarão nas mãos do soberano Senhor...". Tudo o que você é e tem, foi feito "dele e por ele, e para ele, são todas as coisas". Romanos 11.36 - Portanto, Ele já os têm sob o Seu poder!

Ao mesmo tempo em que o salmista nos adverte com intrepidez, sua severidade deve nos trazer paz e tranquilidade. Paz e tranquilidade por podermos ter a plena, incorruptível e inexorável certeza de que é Deus quem forma os nossos corações. É Ele e somente Ele que pode trazer vida a um coração triste, abatido e já sem esperança. Pertence somente a Deus o poder de nos tirar das mais profundas mágoas, tristezas e incertezas que rodeiam nossa vida cotidiana. Observemos atentamente tão ricas e poderosas palavras!

Paulo, quando escrevia aos romanos, disse-lhes que estava "convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." (8.38,39). Amado, se você hoje passa por um momento de dificuldade, se já se vê sem esperança e está pronto para desistir, saiba que o seu coração pertence a Deus e é Ele quem forma o seu caráter. Você não poderá frustrar os planos de Deus. Ninguém jamais conseguiu ou irá conseguir fazer com que Deus perca o controle da situação. Sua vida está nas mãos de Deus.

Por isso, confie na soberania divina e saiba que é Ele quem molda o seu coração a cada novo amanhecer.

Deus abençoe!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Soldado ou Guerrilheiro: Quem é você afinal?


Soldado ou Guerrilheiro: Quem é você afinal? -
por Pr. Leonardo Gonçalves

O recente pronunciamento de Índio da Costa sobre o envolvimento do PT com as FARC, grupo terrorista colombiano, embora não seja nenhuma novidade, tem levantado o debate sobre a legitimidade da guerrilha da Colômbia. Antes de continuar, permita-me esclarecer que não defendo Sendero, nem FARC, nem Fidel Castro. Sou a favor da liberdade de consciência, e me oponho a tudo aquilo que restrinja meu direito de pensar. Lugar de terrorista é na cadeia, e quem se vale da ilegalidade do tráfico de drogas e armas não deveria ser chamado de soldado.

Agora, não pense que eu estou escrevendo isso para fazer uma defesa do Exército Brasileiro ou apenas para demonstrar minha discordância com a guerrilha colombiana ou com o PT. Eu apenas tomei emprestada essa analogia para exemplificar uma realidade comum ao cristianismo, pois cada dia que passa eu me dou conta que os guerrilheiros estão se apoderando do evangelho, enquanto está cada vez mais raro deparar-se com um verdadeiro soldado.

Mas qual é a diferença entre um soldado e um guerrilheiro? A linha que os divide parece um tanto tênue. Observe que os membros de uma guerrilha quase sempre têm uniformes, coturnos, armas e munição, rádios comunicadores e até se falam com jargões militares. Eles também possuem uma hierarquia, passam por um treinamento severo, tudo muito parecido com um exército “formal”. Apesar disso, não possuem a legitimidade de um verdadeiro exército. Por que razão? Ora, o motivo é simples: Os grupos guerrilheiros lutam por sua própria ideologia, por seus interesses comuns, enquanto soldados lutam pela pátria, estão sob comando da nação e a serviço do seu país. Deu para entender? Vou repetir a idéia: grupos guerrilheiros lutam por sua própria ideologia, por seus interesses comuns, por sua utopia particular, enquanto soldados lutam pela pátria. Captou?

Diante dessa confirmação, eu pergunto a você: Quais os interesses que movem os pastores, missionários e a liderança evangélica de modo geral? Por quem lutam? Seriam eles soldados ou guerrilheiros? Em um conflito de ideologias, qual força prevalece: a claridade das Escrituras ou a força de um estatuto? A palavra de Deus ou as palavras dos homens? O amor à Deus ou o apego à tradição denominacional? Por quem nossos líderes estão lutando?

Ainda lembro com tristeza das muitas vezes que tive que abster-me de gostos e gestos, de interesses e afinidades não porque a bíblia condenava minha conduta, mas porque o mesmo ia contra os famigerados “usos e costumes denominacionais”. Quantas vezes, na minha adolescência e juventude deixei de jogar bola, de freqüentar a piscina do clube, de tomar banho de cachoeira e outras diversões inocentes só para não ir contra as imposições do ministério? Transformaram-me em alguém que eu não era, violentaram a minha individualidade, e eu, simplesmente me deixei levar pela ideologia do grupo, pensando que ao final do treinamento me converteria em um bom soldado. Qual não foi a minha decepção quando descobri que haviam me transformado em um guerrilheiro!

Colegas pastores, ouçam por um momento este jovem que não tem direito sobre vocês, mas que os adverte e exorta com amor de um irmão: Por quem é que nós lutamos? Pelo reino de Deus ou pelos “reinos” dos homens? E se é pela glória de Deus, então alguém me diz, por favor, por que raios os imperativos deste reino não prevalecem nas discussões de Ministério ou nas mesas das Convenções? Porque é que nos recusamos a ensinar certos princípios bíblicos por reverencia a tradições retrógradas que muitas vezes estão em aberta oposição aos princípios do Reino? Será que já não lutamos pelo Reino? Já não defendemos nossa Pátria? Já não somos soldados dAquele Senhor?

Vejo em nossos dias homens e mulheres dispostos a morrer por um ministério, tatuando o rosto do seu apóstolo predileto nas costas, marchando (literalmente marchando!) alienados pelas idéias particulares de coronéis do evangelho, batendo continência para bispos, bispas, apóstolos e patriarcas cuja honra há muito se perdeu, e pergunto se não estamos rodeados por guerrilheiros, os quais andam muito preocupados com “seus evangelhos”, com “suas verdade”, com “seus reinos”, quando deveriam marchar como verdadeiros soldados aos quais somente importam as ordens do verdadeiro General.

Não quero dizer com isso que não se deve obedecer pastores, nem que seja um pecado honrá-los. O mandamento é bíblico, mas não existe nas Escrituras nenhuma razão que nos obrigue a honrar aqueles que negociaram o evangelho, mercadejaram a fé, se corromperam no poder e perderam a honra. Devemos obedecer àqueles que, orientados pela ideologia do Reino, nos guiam na batalha e demonstram fidelidade ao Deus que os comissionou. Quanto à geração de líderes caídos, vendidos e reprovados, valho-me das palavras de Pedro: “É mais importante obedecer a Deus do que aos homens”.

Há tempos venho observando essa guerrilha boba, e há muito já não cedo à suas ideologias e interesses. E como sempre acontece nas ditaduras comunistas, todos aqueles que ousam se opor ao status quo e lutar pela liberdade são taxados de rebeldes, são a “força inimiga”, os “traidores”. Assim, por uma grande ironia, no dia em que decidi lutar pelo meu Senhor aceitando o desafio de ser um autêntico soldado, meu antigo exército me perseguiu, me humilhou, me chamou de rebelde. Quando desejei com toda minha alma ser soldado, a “igreja” “evangélica” me transformou em um guerrilheiro subversivo. Que contradição!

Mas isso já não me importa, pois soldado que é soldado não teme enfrentar um grande exército. Prefiro ir à guerra com 300 valentes que amam à Deus do que lutar ao lado de 32 mil que buscam seus próprios interesses. Nem sempre a verdade está com a maioria, e tratando-se do evangelicalismo brasileiro, está cada vez mais provado que a lógica não prevalece.

Mas e você, amigo leitor? Você é Soldado ou Guerrilheiro? De que lado você está?

Fonte: Bereianos

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