"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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sábado, 26 de junho de 2010

Neutralidade não é uma opção

Texto por
Charles H. Spurgeon
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De quem és tu? (1 Samuel 30.13)

A neutralidade não pode existir no cristianismo. Ou estamos sob a bandeira do Senhor Jesus, para servi-Lo e lutar em suas batalhas, ou somos instrumentos do príncipe ímpio, Satanás. "De quem és tu?" Permita-me ajudá-lo a responder. Você já nasceu de novo? Se isto é verdade, você pertence ao Senhor Jesus. Mas sem o novo nascimento você não pode ser de Jesus. Em quem você confia? Aqueles que confiam em Jesus são filhos de Deus.

Para quem você está trabalhando? Esteja certo de que você está servindo ao seu senhor, pois aquele a quem você serve, obviamente este é o seu senhor. Que tipo de companhia você mantém? Se pertence a Jesus, você se associará com aqueles que usam a insígnia da cruz. Qual é a sua conversa? Ela é celestial ou terrena? O que você tem aprendido de seu senhor? Se você tem gastado o seu tempo com Jesus, as pessoas dirão a seu respeito o mesmo que foi dito a respeito de João e de Pedro — "Reconheceram que haviam eles estado com Jesus" (Atos 4.13).

A pergunta permanece: "De quem és tu?" Se você não pertence a Cristo, está engajado em um serviço muito árduo. Fuja de seu senhor cruel! Entre no serviço do Senhor do amor e você desfrutará de uma vida de bem-aventurança. Se você pertence a Cristo, há quatro coisas que você deve fazer. Você pertence a Jesus — obedeça-O.

Permita que a Palavra dEle seja a sua lei e que o desejo dEle se torne a sua vontade. Você pertence ao Amado — ame-O; permita que seu coração se apegue a Cristo e que sua alma se encha com Ele mesmo. Você pertence ao Filho de Deus — confie nEle. Não descanse em qualquer outro, exceto em Jesus. Você pertence ao Rei dos reis — seja decidido por Ele. Assim, a sua vida demonstrará para todo o mundo a quem você pertence.

Fonte: http://www.charleshaddonspurgeon.com

terça-feira, 22 de junho de 2010

O evangelho da malandragem

Texto por
Robert B. Selph
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"Como foi que as igrejas ficaram tão cheias de falsos crentes, despreocupados, carnais e desobedientes?

É que muitos púlpitos ‘suavizaram’ as exigências do evangelho, engavetando a verdade do arrependimento, que é tão importante. O evangelho moderno, de ‘aceitar Jesus’, é simplesmente o resultado aguado da má-vontade em se pregar a necessidade do arrependimento. Os púlpitos modernos, na tentativa de estimular os pecadores a tomarem uma ‘decisão por Cristo’, estão temerosos de mostrar os custos do discipulado, por causa da probabilidade de afastamento de muitos que, de outra maneira, aumentariam a taxa de batismos anuais e os números obtidos nas campanhas evangelísticas.

Presume-se que insistir no arrependimento seria pregar uma ‘salvação pelas obras’. Porém, não podemos conciliar os métodos que Jesus usou em seu evangelismo com os métodos aceitos hoje em dia. De acordo com nossos padrões modernos, Jesus realmente deveria ter conquistado o jovem rico! Ele queria ir para o Céu. Ele chegou mesmo a perguntar diretamente para Jesus sobre como obter a vida eterna.

Qualquer pregador honesto, hoje em dia, sabe que na maioria das igrejas o jovem rico (Mc 10.17) teria sido conduzido a uma sala de aconselhamento onde receberia um folheto com quatro coisas, a saber, e, depois disso, seria dirigido uma oração de decisão. Ele seria encorajado a freqüentar regularmente a escola dominical e as reuniões de estudos, para que ficasse sabendo o que significa aquela decisão tomada, e como poderia crer em sua nova fé. Afinal, ele poderia tratar de sua cobiça e seu amor ao dinheiro mais tarde, conforme fosse crescendo.

Como este esquema de evangelismo é diferente daquele de nosso Senhor. O Senhor Jesus em Lucas 9.23-24, disse que um homem não pode ser considerado um cristão enquanto não houver um abandono radical do ‘eu’, e uma vida de rendição à autoridade diária da Palavra de Deus. Tem de haver uma mudança radical no pensamento da pessoa, que modifique radicalmente o seu estilo de vida.

O evangelismo de Jesus mostra a superficialidade dos apelos ralos e enganadores de almas, de hoje, tais como: ‘apenas creia’, ou, ‘tudo o que você tem de fazer é pedir que Jesus entre em seu coração’. O que aconteceria às nossas estatísticas sobre batismos, se passássemos a impor as exigências do evangelho conforme Jesus fazia? É surpreendente o número de pessoas não interessadas em obedecer seriamente a Cristo, como Senhor, após a suposta conversão. As igrejas são acusadas de não disporem de bons programas de acompanhamento para os ‘convertidos’; são responsabilizadas pelo ‘entra e sai’, como se um super programa de aconselhamento pudesse produzir convicções em uma alma morta que agora está na pretensão de uma conversão genuína.

A Palavra de Deus não ensina, nem oferece, nem ao menos insinua programas de ‘aconselhamento’. Se as pessoas fossem realmente nascidas do Espírito, não haveria qualquer necessidade de apelos ou programas para atraí-las aos cultos e à devoção a Deus. O rebaixamento dos padrões do evangelismo bíblico, mediante técnicas humanas e apelos adocicados, talvez aumente o número per capita de batismos, porém encherá de auto-iludidos os bancos do inferno. Jesus fazia o seu ‘trabalho de aconselhamento’ antes da conversão, introduzindo o evangelho com a palavra ‘arrependei-vos’.

A eleição incondicional nos encoraja a manter o padrão do evangelismo tão alto quanto o de Cristo. Não deveríamos ter nenhum temor de espantar as pessoas com uma exigência ‘desnecessariamente dura’, se ela é compatível com a prática do próprio Jesus. Sendo uma reação da obra soberana de Deus, na regeneração da alma, o arrependimento não deixará de acontecer, se a Deus aprouve salvar a pessoa. Deus usa o evangelho do arrependimento para mudar internamente o coração."

Fonte: http://ecclesiareformanda.blogspot.com/

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Leia e aprenda!

Texto por
Filipe Luiz C. Machado
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No início desta semana, recebi uma má notícia: as portas de uma das mais tradicionais livrarias de minha cidade estavam se fechando. Esta livraria fazia parte da atual geração da cidade, afinal, estavam em funcionamento a mais de 55 anos. Devo confessar que meu espanto não foi porque eu a visitava frequentemente (para falar a verdade, não fui mais que 5 vezes), mas sim por saber que a cada dia o brasileiro tem lido menos.

A estatística de leitura feita em 2008, apontou também que o brasileiro lê, em média, 4,7 livros por ano. Em algumas regiões o número é ainda maior, como é o caso do Sul, onde foi apurado que são lidos 5,5 livros por habitante ao ano. No Sudeste o número foi de 4,9, no Centro-Oeste 4,5, no Nordeste 4,2 e no Norte 3,9. A pesquisa confirmou também que as mulheres lêem mais que os homens, 5,3 contra 4,1 livros por ano. (http://www.cultura.gov.br)

O veredicto foi dado: o povo não gosta de ler! Não gosta de ler porque acha enfadonho, cansativo, chato. Alguns chegam ao cúmulo de dizer que "não sabem o que ler". Ora, isso é um ultraje a qualquer amante da leitura! Recentemente eu estava perto de 3 pessoas que conversavam, quando de repente uma delas diz: "Se eu não ver a novela, vou conversar sobre o quê com as pessoas?" Não me pergunte o que senti naquele momento.

Não fugindo da estatística, podemos comprovar que no meio cristão a história de malandragem leiturística é idêntica. Se garimparmos bem os crentes, talvez achemos alguma parcela que já "conseguiu" ler a Bíblia toda. Os que ainda não "conseguiram" tal feito monumental, muitas vezes alegam que ela é "grande demais", ou até que "não tem tempo para ler toda ela". Alguns cristão devem achar que vão conhecer a Deus, entender Seus desígnios e Sua soberania, lendo livros de auto-ajuda, vendo programas tele-evangelísticos onde a mensagem da cruz está a quilômetros de distância, escutando profecias em todo o lugar e procurando igrejas que não as tratem, mas sim que apenas lhe dêem palavras de consolo e prosperidade.

É triste olharmos para dentro de nossas comunidades e vermos o quão rasa é a profundidade dos crentes ali inseridos. A falta de leitura não somente nos emburrece, mas nos torna cristãos mesquinhos e sem vida. A falta de leitura nos permite gastar horas e horas na frente da televisão, levantar e dizer: "Hoje eu aproveitei a vida!". É lamentável olharmos para nossos irmãos e vermos a quantidade exorbitante de dúvidas que os circunda. Não que as dúvidas seja sinônimo de falta de leitura ou deficiência pensamental, mas muitas vezes são dúvidas tão "óbvias", que nos perguntamos se aquela pessoa já leu a bíblia ou algum bom livro sobre o assunto.

A vida do cristão deve ser rodeada por bíblias, livros, comentários, dicionários e tantos outros recursos que estão disponíveis para nós. É incrível como na hora de comprar uma televisão de R$2.000,00 nossa ambição e vontade de ter aquela grande tela em nossa sala, seja maior do que a dificuldade que teremos para pagá-la! No entanto, quando vemos um livro que nos interesse (se é que algum nos interessa), que é de um bom autor e está num bom preço, ficamos receosos para comprar. Ficamos achando que a televisão na sala é mais importante do que um bom livro, que o carro na garagem é que nos levará a ter uma vida de maior relacionamento com Deus e que sanará nossas dúvidas terrenas.

Com isso, não quero dizer que desprezo as coisas materiais; até porque se estivesse fazendo isso, me contradizeria. Mas o fato é que precisamos amar a leitura e desejá-la a tal ponto de ficarmos fascinados por ela! Ora, já disse alguém que, é lendo que se aprende. Se pudéssemos inserir instantaneamente em nossa mente toda a sabedoria e conhecimento que quiséssemos, quem não iria querer? Mas infelizmente essa tecnologia ainda não existe, e por isso, se quisermos aprender, precisamos ler.

Em um primeiro instante, ler é uma questão de hábito e não de gosto. Só a partir do momento que você inicia o hábito da leitura, é que você começa a se habituar com o mundo dos livros e das letras. Então, esse hábito lentamente vai fazendo parte de sua vida e de seu cotidiano; chegando a tal ponto de você e ele não poderem mais viver distantes.

"A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade não sente esta sede." Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 15 de junho de 2010

Deus escolhe os seus

Texto por
J. I. Paker

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Pois Ele (Deus) diz Moisés: “Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão.” Assim, pois, não depende de quem quer, ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.” Romanos 9.15,16

O verbo eleger significa “selecionar ou escolher”. A doutrina bíblica da eleição consiste em que, antes da Criação, Deus selecionou da raça humana, antevista como decaída, aqueles a quem Ele redimiria, traria à fé, justificaria e glorificaria em Jesus Cristo e por meio dele (Rm 8.28-39; Ef 1.3-14; 2 Ts 2.13,14; 2 Tm 1.9,10). Esta escolha divina é uma expressão da graça livre e soberana, porque ela é não constrangida e incondicional, não merecida por qualquer coisa naqueles que são seus objetos. Deus não deve aos pecadores nenhuma misericórdia de qualquer espécie, mas somente condenação; por isso, é surpreendente, e razão de sempiterno louvor, que Ele tenha decidido salvar alguns de nós; e louvor duplicado porque sua escolha incluiu o envio de seu próprio Filho para sofrer, como portador do pecado, pelos seus eleitos (Rm 8.32).

A doutrina da eleição, como toda verdade acerca de Deus, envolve mistério e, algumas vezes, incita à controvérsia. Mas na Escritura é uma doutrina pastoral, incluída ali para ajudar os cristãos a verem quão grande é a graça que os salva, conduzindo-os à humildade, confiança, alegria, louvor, fidelidade e santidade como resposta. É o segredo de família dos filhos de Deus. Não sabemos quem mais Ele escolheu entre aqueles que ainda não crêem, nem tampouco a razão por que nos escolheu em particular. O que de fato sabemos é que, primeiro, se não tivéssemos sido escolhidos para a vida, não seríamos crentes agora (pois somente o eleito é trazido à fé), e, em segundo lugar, como crentes eleitos podemos confiar que Deus completará em nós a boa obra que Ele começou (1 Co 1.8,9; Fp 1.6; 1 Ts 5.23,24; 2 Tm 1.12; 4.18). Assim, o conhecimento da eleição por parte de uma pessoa traz conforto e alegria.

Pedro nos diz que devemos “confirmar a (nossa) vocação e eleição” (2 Pe 1.10) _ isto é, certificá-la. A eleição é conhecida por seus frutos. Paulo sabia da eleição dos tessalonicenses por sua fé, esperança e amor, a transformação interna e externa que o evangelho tinha operado em sua vida (virtude, conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade, amor: 2 Pe 1.5-7), mais seguros estaremos da própria eleição que nos foi concedida.

Os eleitos são, de um ponto de vista, a dádiva de Deus ao Filho (Jô 6.39; 10.29; 17.2,24). Jesus testifica que veio a este mundo especificamente para salva-los (Jô 6.37-40; 10.14-16,26-29; 15.16; 17.6-26; Ef 5.25-27), e qualquer relato de sua missão deve enfatizar isto.
Reprovação é o nome dado à eterna decisão de Deus a respeito dos pecadores que Ele não escolheu para a vida. Sua decisão é, em essência, não para mudá-los, como os eleitos são destinados a ser mudados, mas deixá-los ao pecado, como em seus corações eles já desejam fazer, e finalmente para julgá-los como merecem pelo que têm feito. Quando em casos particulares Deus os entrega a seus pecados (isto é, remove as restrições à prática de coisas desobedientes que desejam fazer), isto já é o começo do julgamento. Ele se chama endurecimento” (Rm 9.18; 11.25; cf. Sl 81.12; Rm 1.24,26,28), que leva inevitavelmente culpa maior.

A reprovação é uma realidade bíblica (Rm 9.14-24; 1 Pe 2.8), mas não a que se relaciona diretamente com a conduta cristã. Até onde os cristãos saibam, os reprovados não têm face, não nos cabendo tentar identificá-los. Devendo, antes, viver à luz da certeza de que qualquer um pode ser salvo, se ele ou ela arrepender-se e colocar sua fé em Cristo.

Devemos ver todas as pessoas que encontramos como possivelmente incluídas entre os eleitos.

Fonte: http://www.vemvertvblog.com/

terça-feira, 8 de junho de 2010

O pecado em nosso coração

Texto por
Jonathan Edwards
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Como observamos, naturalmente é, muito difícil avaliar honestamente o nosso próprio pecado. Mas, se estivermos realmente preocupados com isso, se formos rígidos e sondarmos totalmente o nosso coração, podemos, na maioria das vezes, descobrir o pecado no íntimo. As pessoas que querem agradar e obedecer a Deus, com toda luz que desfrutamos, certamente, não precisam continuar nos caminhos pecaminosos por causa da ignorância.

É verdade que o nosso coração é muito enganoso. Mas Deus, em sua santa palavra, nos deu luz suficiente para o estado de trevas em que nos encontramos. Por meio do cuidado e da averiguação, podemos conhecer nossas responsabilidades espirituais e saber se estamos vivendo em algum caminho mau. Todo aquele que tem algum amor a Deus ficará grato pela ajuda bíblica nesta questão. Tais pessoas estão preocupadas em andar em todas as coisas que Deus queria que andassem, como agradá-lo e honrá-lo. Se a vida delas, de alguma maneira, ofende a Deus, terão prazer em saber disso e de maneira nenhuma optam por ocultar de si mesmas o próprio pecado.
Também, aquele que pergunta com sinceridade, O que eu devo fazer para ser salvo? Irá querer identificar o pecado em sua vida, já que é o pecado o que separa de Cristo.

Há duas maneiras pelas quais chegamos ao conhecimento do nosso pecado:

Conhecimento da Lei de Deus. Se você deseja saber se vive em pecado desconhecido, deve familiarizar-se totalmente com o que Deus quer de você. Na Bíblia, Deus nos deu normas perfeitas e verdadeiras pelas quais devemos andar. Ele expressou seus preceitos clara e fartamente, assim, somos capazes de saber — a despeito das nossas trevas e desvantagens espirituais — exatamente o que ele requer de nós. Que revelação da mente divina completa e abundante temos nas Escrituras! Quão clara é em nos instruir sobre como nos comportar! Quão freqüentemente seus preceitos são repetidos! E quão explicitamente são revelados, de várias maneiras, a fim de que pudéssemos entendê-los completamente!

Mas que proveito há em tudo isso se negligenciamos a revelação de Deus e não nos esforçamos em nos inteirar dela? Que proveito há em se ter princípios piedosos se ainda não os conhecemos? Por que Deus revelaria a sua mente, se não nos importamos em saber o que é ela?

No entanto, a única maneira pela qual podemos saber se estamos pecando é conhecendo sua lei moral: "Pela lei vem o pleno conhecimento do pecado" (Rm 3.20). Entretanto, se não queremos continuar desagradando a Deus, devemos estudar diligentemente os princípios do certo e do errado que ele revelou. Devemos ler e pesquisar muito mais as santas Escrituras. E devemos fazer isso com a intenção de conhecer todo o nosso dever, assim a Palavra de Deus pode ser "lâmpada para os [nossos] pés e luz para os [nossos] caminhos" (SI 119.105).

E, assim sendo, está claro que a maior parte das pessoas é muito mais culpada simplesmente por causa da sua negligência aos deveres espirituais. Antes de tudo, são culpáveis porque desprezam a Palavra de Deus e outras fontes que poderiam informá-las. Agem como se o estudo fosse somente um trabalho dos pastores. Tal ignorância é freqüentemente uma negligência proposital e deliberada. Se não são conscientes do que Deus quer delas, é sua própria falta. Elas têm oportunidade suficiente para saber, e poderiam saber se o quisessem. Além disso, se esforçam para ter outros tipos de conhecimento. São bem treinadas em qualquer interesse mundano que lhes agradam. Aprendem qualquer coisa que seja necessário para ganhar a vida no mundo. Porém, não gastam nenhuma energia para buscar o que conta para a eternidade.

O autoconhecimento. Segundo, se você deseja saber se está odiando o seu pecado secreto deve examinar a si mesmo. Compare a sua vida com a lei de Deus, e veja se você se conforma com o padrão divino. Este é o caminho primário que devemos tomar para descobrir nosso próprio caráter. Esta é uma diferença importante entre o ser humano e os animais irracionais: o homem é capaz da auto-reflexão, capaz de contemplar seus próprios atos e avaliar a natureza e a qualidade deles. Sem dúvida nenhuma isso foi parte do motivo pelo qual Deus nos deu o seu poder — a fim de que pudéssemos conhecer e avaliar nossos próprios caminhos.

Devemos nos examinar até descobrirmos se concordamos ou não com os princípios da Bíblia. Isso requer a máxima atenção, a fim de não omitir os nossos próprios erros, ou de não permitir que nenhum caminho mau se esconda de maneira dissimulada.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Jesus não era cristão

Texto por
Augustus Nicodemos Lopes
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Muita gente pensa que sim. Todavia, a religião de Jesus não era o cristianismo. Explico. Jesus não tinha pecado, nunca confessou pecados, nunca pediu perdão a Deus (ou a ninguém), não foi justificado pela fé, não nasceu de novo, não precisava de um mediador para chegar ao Pai, não tinha consciência nem convicção de pecado e nunca se arrependeu. A religião de Jesus era aquela do Éden, antes do pecado entrar. Era a religião da humanidade perfeita, inocente, pura, imaculada, da perfeita obediência (cf. Lc 23:41; Jo 8:46; At 3:14; 13:28; 2Co 5:21; Hb 4:15; 7:26; 1Pe 2:22).

Já o cristão – bem, o cristão é um pecador que foi perdoado, justificado, que nasceu de novo, que ainda experimenta a presença e a influência de sua natureza pecaminosa. Ele só pode chegar a Deus através de um mediador. Ele tem consciência de pecado, lamenta e se quebranta por eles, arrepende-se e roga o perdão de Deus. Isto é cristianismo, a religião da graça, a única religião realmente apropriada e eficaz para os filhos de Adão e Eva.

Assim, se por um lado devemos obedecer aos mandamentos de Jesus e seguir seu exemplo, há um sentido em que nossa religião é diferente da dele. Quando as pessoas não entendem isto, podem cometer vários enganos. Por exemplo, elas podem pensar que as pessoas são cristãs simplesmente porque elas são boas, abnegadas, honestas, sinceras e cumpridoras do dever, como Jesus foi. Sem dúvida, Jesus foi tudo isto e nos ensinou a ser assim, mas não é isso que nos torna cristãos. As pessoas podem ser tudo isto sem ter consciência de pecado, arrependimento e fé no sacrifício completo e suficiente de Cristo na cruz do Calvário e em sua ressurreição – que é a condição imposta no Novo Testamento para que sejamos de fato cristãos.

Este foi, num certo sentido, o erro dos liberais. Ao removerem o sobrenatural da Bíblia, reduziram o Jesus da história a um mestre judeu, ou um reformador do judaísmo, ou um profeta itinerante, ou ainda um exorcista ambulante ou um contador de parábolas e ditos obscuros que nunca realmente morreu pelos pecados de ninguém (os liberais ainda não chegaram a uma conclusão sobre quem de fato foi o Jesus da história, mas continuam pesquisando...). Para os liberais, todas estas doutrinas sobre o sacrifício de Cristo, sua morte e ressurreição, o novo nascimento, justificação pela fé, adoção, fé e arrependimento, foram uma invenção do Cristianismo gentílico. Eles culpam especialmente a Paulo por ter inventando coisas que Jesus jamais havia dito ou ensinado, especialmente a doutrina da justificação pela fé.

Como resultado, os liberais conceberam o Cristianismo como uma religião de regras morais, sendo a mais importante aquela do amor ao próximo. Ser cristão era imitar Cristo, era amar ao próximo e fazer o bem. E sendo assim, perceberam que não há diferença essencial entre o Cristianismo e as demais religiões, já que todas ensinam que devemos amar o próximo e fazer o bem. Falaram do Cristo oculto em todas as religiões e dos cristãos anônimos, aqueles que são cristãos por imitarem a Cristo sem nunca terem ouvido falar dele.

Se ser cristão é imitar a Cristo, vamos terminar logicamente no ecumenismo com todas as religiões. Vamos ter que aceitar que Gandhi era cristão por ter lutado toda sua vida em prol dos interesses de seu povo. A mesma coisa o Dalai Lama e o chefe do Resbolah.

Não existe dúvida que imitar Jesus faz parte da vida cristã. Há diversas passagens bíblicas que nos exortam a fazer isto. No Novo Testamento encontramos por várias vezes o Senhor como exemplo a ser imitado. Todavia, é bom prestar atenção naquilo em que o Senhor Jesus deve ser imitado: em procurarmos agradar aos outros e não a nós mesmos (1Co 10:33 – 11:1), na perseverança em meio ao sofrimento (1Ts 1:6), no acolher-nos uns aos outros (Rm 15:7), no andarmos em amor (Ef 5:23), no esvaziarmos a nós mesmos e nos submeter à vontade de Deus (Fp 2:5) e no sofrermos injustamente sem queixas e murmurações (1Pe 2:21). Outras passagens poderiam ser citadas. Todas elas, contudo, colocam o Senhor como modelo para o cristão no seu agir, no seu pensar, para quem já era cristão.

Não me entendam mal. O que eu estou tentando dizer é que para que alguém seja cristão é necessário que ele se arrependa genuinamente de seus pecados e receba Jesus Cristo pela fé, como seu único Senhor e Salvador. Como resultado, esta pessoa passará a imitar a Cristo no amor, na renúncia, na humildade, na perseverança, no sofrimento. A imitação vem depois, não antes. A porta de entrada do Reino não é ser como Cristo, mas converter-se a Ele.

Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com/

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